Utilize o conteúdo da aula, designado por "Subsídio para o Evangelizador", para desenvolver palestras espíritas para jovens e adultos.

Aula 143 - Profecias - Conhecimento do Futuro*

Ciclo 2 - História: A história de José do Egito - Atividade: LE - L3 - Cap.10 - 7. Conhecimento do futuro e ou/e LE - L2 - Cap. 8 - 5.  O Sonambulismo (obs.: antes de pintar, pedir para desenhar o sol, a lua e estrelas, do sonho de José).
Ciclo 3 - História: A história do Rei Saul - Atividade: PH - Jesus - 108 . Profecias que anunciaram a vinda do Cristo ou/e PH - Samuel - 1. Saul consulta uma pitonisa.

Dinâmicas: Profecias que anunciaram a vinda do CristoPrevisão do futuro.
Mensagens espíritas: Previsão do futuro.
Sugestão de vídeo:
- Desenho Bíblico infatil: A história de José do Egito. (Dica: pesquise no Youtube)
Sugestão de livro infantil: Coleção - Histórias Bíblica Favoritas. José. Cristina Marques. Editora SBN.
- Os Amigos de Eliseu / Uma ideia de Maurício. Elfay L. Appolo. Editora Clarim.

Leitura da Bíblia: Mateus - Capítulo 5

5:17 "Não pensem que vim abolir a Lei ou os Profetas; não vim abolir, mas cumprir.

5:18 Digo a verdade: Enquanto existirem céus e terra, de forma alguma desaparecerá? da Lei a menor letra ou o menor traço, até? que tudo se cumpra.


Tópicos a serem abordados:
- Profecia é um relato no qual se prevê acontecimentos futuros. A previsão do futuro pode surgir em sonhos (sonambulismo), enquanto está dormindo ou por visões (segunda vista), enquanto está acordado. Estes fenômenos de emancipação da alma (ou desdobramento) ocorrem quando a alma se desprende do corpo físico.  
- A mediunidade da segunda vista existe em diferentes graus, pode ocorrer desde a sensação confusa ou vaga, até a percepção nítida das coisas presentes ou ausentes.  Um pouco desenvolvida, desperta os pressentimentos. Mais desenvolvida mostra os acontecimentos que deram ou estão para dar-se.
- Deus só permite que o futuro seja revelado aos homens em casos raros e excepcionais. Os médiuns chamados de  profetas recebem, com a permissão de Deus e com mais precisão do que os médiuns de pressentimentos, a revelação das coisas futuras, de interesse geral,  para servir de ensinamentos aos homens.    De certo modo, o pressentimento é dado à maioria dos homens, para uso pessoal deles; o dom de profecia, ao contrário, é excepcional e implica a ideia de uma missão na Terra.
- Geralmente, o médium de pressentimentos recebe um conselho íntimo (pessoal) ou uma advertência do seu espírito   protetor sobre algo que poderá ocorrer, se o  aviso for ouvido, poderá ser poupado de muitos desgostos (1) .   O pressentimento também está na intuição da escolha que se haja feito; é a voz do instinto. Antes de encarnar, tem o Espírito conhecimento das fases principais de sua existência, isto é, do gênero das provas a que se submete (por exemplo: tipo de doença, de morte, acidentes, etc..). Tendo estas caráter assinalado, ele conserva, no seu foro íntimo, uma espécie de impressão de tais provas e esta impressão, que é a voz do instinto, fazendo-se ouvir quando se aproxima o momento de sofrê-las, se torna pressentimento.
 - Os Espíritos só conhecem o futuro proporcionalmente à sua elevação. Os inferiores nem o seu próprio futuro conhecem e, muito menos ainda, o dos outros. Os Espíritos superiores o conhecem, mas nem sempre lhes é permitido revelá-lo. Em princípio, e por um sábio desígnio da Providência Divina, o futuro nos deve ser oculto. Se o conhecêssemos, nosso livre-arbítrio seria entravado. A certeza de que algo iria acontecer nos tiraria a vontade de fazer qualquer coisa, porque não veríamos a necessidade de nos darmos a esse trabalho; a certeza de uma desgraça nos desencorajaria. Contudo, existem casos em que o conhecimento do futuro pode ser útil.
- Quando uma coisa está nos desígnios de Deus, ela se cumpre, ou por um meio, ou por outro. Os homens contribuem para que ela se execute; nenhum, porém, é indispensável, pois, do contrário, o próprio Deus estaria à mercê das suas criaturas. Em outras palavras, se um homem não cumprir a missão de que é responsável,  outro será encarregado dela . Portanto, não existe para o homem um destino (ou fatalidade ) neste caso. O homem tem sempre a liberdade de cumprir ou não a missão que lhe foi confiada e que ele voluntariamente aceitou. Portanto, se Allan Kardec não cumprisse a missão de ajudar a trazer a terceira revelação, que é o Espiritismo, outro teria feito.
 - Os verdadeiros profetas são enviados de Deus com a missão de instruir os homens e de lhes revelar as coisas ocultas e os mistérios da vida espiritual. Muitos profetas, centenas de anos antes, anunciaram a vinda do Cristo à Terra, preparando o povo para este evento, que de fato iria ocorrer. Segundo o profeta Isaías (740a.C), o Divino Mestre (Servo de Deus) teria a missão de trazer "às nações a verdadeira religião"  (Isaias 42:1), ou seja, encarnou neste mundo para trazer a segunda revelação divina, que são as leis de Deus, entretanto, seria " desprezado, e o mais rejeitado entre os homens" (Isaías 53:3). Seria vendido por  "trinta moedas de prata" (Zacarias 11:13), disse o profeta Zacarias (por volta de 520a.C), e isto de fato aconteceu.
-  Não raro o Mestre citava trechos do Antigo Testamento dos discursos proféticos que se referiam à sua personalidade e aos fatos que se estavam verificando no seu tempo. Jesus Cristo disse: "para que se cumprisse a profecia: Abrirei a boca para ensinar em parábolas; revelarei coisas ocultas desde a criação (2)". (Salmos 78:2/Mateus 13:35). Antes de ser cruxificado Ele disse também:   "Esta noite serei para todos vós uma ocasião de queda; porque está escrito: Ferirei o pastor, e as ovelhas do rebanho serão dispersadas."  (Zacarias 13:7/ Mateus 26:31). O Divino Mestre esforçava-se para dar cumprimento às profecias, parte integrante das Escrituras, que Ele próprio comentava e esclarecia, exaltando o valor da Lei e dos Profetas. E repetia sempre: "Não vim destruir a Lei nem os Profetas, mas dar-lhes cumprimento." Portanto , Jesus Cristo é o Messias prometido pelos antigos profetas.
- Devemos procurar informações sobre o nosso futuro? O Espírito Emmanuel faz a seguinte recomendação: "Não precisas procurar advinhos para saber o que te espera, nem necessitas daqueles outros que te descubram o passado que já conheces pelas próprias tendências". (3)


Comentário (1):  LE. Questão 524. A.K. (2): Davi fez essa previsão cerca de 1000 anos antes de Cristo. (3): Jóia. Cap. 13. Espírito Emmanuel.  Psicografado por Chico Xavier.



Perguntas para fixação:
1. O que é uma profecia?
2. Por quais maneiras o médium consegue prever o futuro?  
2. Qual é o nome dado aos médiuns que fazem um previsão do futuro para seu uso pessoal?  
3. Qual é o nome dado aos médiuns que fazem um previsão do futuro que é de interesse geral?
4. Quem geralmente dá um conselho íntimo ou advertência ao médium de pressentimentos?
5. O que é a voz do instinto?
6. Os Espíritos inferiores conseguem prever o futuro dos outros?
7. Por que Deus não permite que todo futuro seja revelado ao homem?
8. Quando uma coisa está nos desígnios de Deus ela se cumpre?
9. O homem tem sempre a liberdade de cumprir ou não a missão que lhe foi confiada ?
10. Diga o nome de algum dos Profetas que previram a vinda de Jesus a este planeta.
11. Qual foi a missão de Jesus?
12. Jesus Cristo cumpriu as profecias?
 
Subsídio para o Evangelizador:
            Pode o futuro ser revelado ao homem?
            Em princípio, o futuro lhe é oculto e só em casos raros e excepcionais permite Deus que seja revelado. ( O Livro dos Espíritos. Questão 868. Allan Kardec)
            O que são os médiuns proféticos?
            — É igualmente uma variedade dos médiuns inspirados. Recebem, com a permissão de Deus e com mais precisão do que os médiuns de pressentimentos, a revelação das coisas futuras, de interesse geral, que eles recebem o encargo de tornar conhecidas aos homens, para lhes servir de ensinamento.
            De certo modo, o pressentimento é dado à maioria dos homens, para uso pessoal deles; o dom de profecia, ao contrário, é excepcional e implica a idéia de uma missão na Terra.
            Todavia, se há verdadeiros profetas, maior é o número dos falsos, que tomam os devaneios da sua imaginação como revelações, quando não são velhacos que por ambição se fazem passar como profetas.
            O profeta verdadeiro é um homem de bem, inspirado por Deus; pode ser reconhecido pelas suas palavras e pelas suas ações. Não é possível que Deus se sirva da boca do mentiroso para ensinar a verdade. (Obras Póstumas. Manifestações dos Espíritos. Item 6. Dos médiuns. Allan Kardec)
            Atribui-se comumente aos  profetas   o dom de adivinhar o futuro, de sorte que as palavras profecia e predição se tornaram sinônimas. No sentido evangélico, o vocábulo profeta tem mais extensa significação. Diz-se de todo enviado de Deus com a missão de instruir os homens e de lhes revelar as coisas ocultas e os mistérios da vida espiritual. Pode, pois, um homem ser profeta, sem fazer predições.  (O Evangelho Segundo o Espiritismo.  Cap. 21. Item 4. Allan Kardec)
            A previsão e a predição, nos livros sagrados, dão a entender que os profetas eram diretamente inspirados pelo Cristo?
            -Nos textos sagrados das fontes divinas do Cristianismo, as previsões e predições se efetuaram sob a ação direta do Senhor, pois só Ele poderia conhecer bastante os corações, as fraquezas e as necessidades dos seus rebeldes tutelados, para sondar com precisão as estradas do futuro, sob a misericórdia e a sabedoria de Deus. (O Consolador. Questão 276. Espírito Emmanuel.  Psicografado por Chico Xavier)
            Os Espíritos elevados, como os profetas antigos, devem ser considerados como anjos ou como Espíritos eleitos?
            - Como missionário do Senhor, junto à esfera de atividade propriamente  material, os profetas antigos eram também dos “chamados” à iluminação sementeira.   Para a nossa compreensão, a palavra “ano”, neste passo, deve designar  somente as entidades que já se elevaram ao plano superior; plenamente redimidas,  onde são “escolhidos” na tarefa sagrado d’Aquele cujas palavras não passarão. O Eleito, porém, é aquele que se elevou para Deus em linha reta, sem as quedas que nos são comuns, sendo justo afirmar que o orbe terrestre só viu um eleito, que é Jesus-Cristo.
            A compreensão do homem, todavia, em se tratando de angelitude, generalizou a definição, estendendo-a a todas as almas virtuosas e boas, nos bastidores da sua literatura, o que justifica, entendendo-se que a palavra “anjo” significa “mensageiro”. (O Consolador. Questão 277. Espírito Emmanuel.  Psicografado por Chico Xavier)
            Os profetas hebraicos representavam o papel de sacerdotes dos crentes da Lei?
            - Em todos os tempos houve a mais funda diferença entre sacerdócio e o profetismo.
            Os antigos profetas de Israel nunca se caracterizaram por qualquer expressão de servilismo às convenções sociais e aos interesses econômicos, tão ao gosto do sacerdócio organizado, em todas as eras e em todos os lugares.
            Extremamente dedicados ao esforço próprio, não viviam do altar de sua fé, mas do trabalho edificante, fosse na indumentária dos escravos oprimidos, ou no insulamento do deserto que as suas aspirações religiosas sabiam povoar de um santo dinamismo construtivo. (O Consolador. Questão 279. Espírito Emmanuel.  Psicografado por Chico Xavier)
            Antigamente os sacerdotes, em sua maioria, eram favorecidos com dons psíquicos.
            No (...) caso vemos Zacarias, em suas funções sacerdotais, ser favorecido com a aparição de um anjo (mensageiro do Senhor), justamente quando estava queimando incenso no santuário, próximo ao altar. O Espírito lhe apareceu do lado direito do altar, e ficando ele apavorado, o Espírito tratou de acalmá-lo, como o fez o outro a Maria de Nazaré: "Não temais." E passou a anunciar a Zacarias a encarnação de João Batista, que também havia sido predita pelo Profeta Malaquias, na velha dispensação, capítulo IV, 5-6, e que viria no Espírito de Elias, assinalando este fato um frisante caso de reencarnação referendado depois por Jesus, quando, referindo-se a João, disse: Ipse est Elias qui venturas est - Este é o Elias que devia vir. (Mateus, XI, 14.) (O Espírito do Cristianismo. Aviso profético do nascimento de Jesus. Cairbar Schutel)
            Devemos considerar como profetas somente aqueles a que se referem as páginas do Velho Testamento?
            - Além dos ensinamentos legados por Elias ou um Jeremias, temos de convir que numerosos missionários do plano superior precederam a vinda do Cristo, distribuindo no mundo o pão espiritual de suas verdades eternas.
            Um Çakyamuni, um Confúcio, um Sócrates, foram igualmente profetas do Senhor, na gloriosa preparação dos seus caminhos. Se desenvolverem ação distante do ambiente e dos costumes israelitas, pautaram a missão no mesmo plano universalista, em que as tribos de Israel foram chamadas a trabalhar, mas particularmente, pelo progresso religioso do mundo. (O Consolador. Questão 278. Espírito Emmanuel.  Psicografado por Chico Xavier)
            Por que razão a palavra das profecias parece dirigida invariavelmente ao povo de Israel?
            - Em todos os textos das profecias, Israel deve ser considerada como o símbolo de toda a humanidade terrestre, sob a égide sacrossanta do Cristo. (O Consolador. Questão 262. Espírito Emmanuel.  Psicografado por Chico Xavier)
            Nasceu Jesus em Israel de forma que se cumprissem as profecias; no entanto, Ele não pertence a um povo, a uma raça, a uma época, sendo de todas as nações e de todos os tempos, sem compromisso específico com quaisquer que Lhe queiram disputar a dominação. (Jesus e o Evangelho à luz da psicologia profunda. Cap. 27. Espírito Joanna de  ngelis.  Psicografado por Divaldo Franco)
            Havia centenas de anos antes da vinda, à Terra, do Unigênito Filho de Deus em Sabedoria e Amor, que profetas e profetizas anunciavam por todos os recantos da Judéia a sua encarnação neste mundo. E chegada esse momento de grande felicidade para a nossa Humanidade, o Anjo Gabriel, com permissão divina, veio reiterar as profecias, avisando a Maria, que se havia casada com José, operário obediente aos preceitos divinos, que o Messias prometido se encarnaria através dela.
            Essa manifestação, como em geral acontece em todas as manifestações espontâneas, causou pânico a Maria, e encheu-a de temor, mas o Espírito, envolvendo-a, ou antes, encorajando-a com os seus fluidos vivificadores, ordenou-lhe não temer, pois a graça vinha de Deus, e Deus era com ela.
            Eis, na sua singeleza, a síntese da narrativa, em que se constata a comunicação espírita, desta vez revestindo um aviso profético que se realizou literalmente. (O Espírito do Cristianismo. Aviso profético do nascimento de Jesus. Cairbar Schutel)
Jesus prezava muito as profecias transmitidas por todos os profetas encarregados de exaltar a ideia da Imortalidade, anunciando, ao mesmo tempo, as coisas que estavam para vir, os acontecimentos que deveriam desenrolar-se no panorama da vida terrestre com a sucessão dos tempos.
            Não raro o Mestre citava tópicos de discursos proféticos que se referiam à sua personalidade e aos fatos que se estavam verificando no seu tempo. O Senhor, parece, esforçava-se para dar cumprimento às profecias, parte integrante das Escrituras, que Ele próprio comentava e esclarecia, exaltando o valor da Lei e dos Profetas. É assim que repetia sempre: "Não vim destruir a Lei nem os Profetas, mas dar-lhes cumprimento."
            As narrativas evangélicas que transcrevemos dão provas desta afirmação. Até nas mínimas coisas, o Nazareno, com o fim de demonstrar a missão de que estava revestido, estabelecia o confronto vivo entre a sua vida, seus atos, e as profecias que se iam realizando todos os dias. Ao lado da sua Doutrina, das suas obras, Ele expendia sempre as considerações: "Esta palavra eu a recebi do Pai; estas obras são do Pai, que está em mim e é quem as faz; não vim de moto própria, mas ordenado por Deus; examinais as Escrituras porque julgais ter nelas a vida eterna, e elas mesmas é que dão testemunho de mim."
            (...)Jesus, na sua missão, preencheu todas as formalidades divinas para que os homens o conhecessem e nEle cressem, sem mesmo deixar à margem as profecias que anunciavam os caracteres distintos da sua extraordinária individual idade.
            Com efeito, já temos visto, e vê-lo-emos ainda, que a profecia representa, papel saliente no estudo da religião. Tão interessante é a sua ação e substância que o primoroso Apóstolo, doutor dos gentios, chegou a escrever numa das suas epístolas: "Não desprezeis as profecias, não apagueis o espírita; examinai tudo mas retende só o que for bom."
            Portanto entre outras profecias que identificam Jesus com o Messias Prometido, o Rei que deveria estabelecer a aliança do Céu com a Terra, conta-se essa, a da sua entrada em Jerusalém montado num jumento, nuns filho de jumenta; é interessante lembrar: a jumenta é de natureza mansa, enquanto que o jumento é rebelde ao Jugo; apesar disso, tornou-se dócil ao "jugo suave", suportando, quiçá com alegria, o "leve fardo" que transportou de Betfagé a Jerusalém.
            A entrada de Jesus em Jerusalém montado num jumento está em correlação com os trechos principais da profecia de Zacarias: "O teu Rei virá a ti, justo e salvador, pobre e montado num jumento." O Mestre poderia efetuar essa viagem até em cavalo árabe, se o quisesse. Mas não o quis, procurou um jumento, cavalgadura dos pobres no Oriente. (O Espírito do Cristianismo. Cap. 31- Entrada triunfal em Jerusalém. Cairbar Schutel)
            Como é possível o conhecimento do futuro? Compreende-se a possibilidade da previsão dos acontecimentos que devam resultar do estado presente; porém, não a dos que nenhuma relação guardem com esse estado, nem, ainda menos, a dos que são comumente atribuídos ao acaso. Não existem as coisas futuras, dizem; elas ainda se encontram no nada; como, pois, se há de saber que se darão? São, no entanto, em grande número os casos de predições realizadas, donde forçosa se torna a conclusão de que ocorre aí um fenômeno para cuja explicação falta a chave, porquanto não há efeito sem causa. É essa causa que vamos tentar descobrir e é ainda o Espiritismo, já de si mesmo chave de tantos mistérios, que no-la fornecerá, mostrando-nos, ao demais, que o próprio fato das predições não se produz com exclusão das leis naturais.
            Tomemos, para comparação, um exemplo nas coisas usuais. Ele nos ajudará a compreender o princípio que teremos de desenvolver.
            Suponhamos um homem colocado no cume de uma alta montanha, a observar a vasta extensão da planície em derredor. Nessa situação, o espaço de uma légua pouca coisa será para ele, que poderá facilmente apanhar, de um golpe de vista, todos os acidentes do terreno, de um extremo a outro da estrada que lhe esteja diante dos olhos. O viajor, que pela primeira vez percorra essa estrada, sabe que, caminhando, chegará ao fim dela. Constitui isso uma simples previsão da conseqüência que terá a sua marcha. Entretanto, os acidentes do terreno, as subidas e descidas, os cursos dágua que terá de transpor, os bosques que haja de atravessar, os precipícios em que poderá cair, as casas hospitaleiras onde lhe será possível repousar, os ladrões que o espreitem para roubá-lo, tudo isso independe da sua pessoa; é para ele o desconhecido, o futuro, porque a sua vista não vai além da pequena área que o cerca. Quanto à duração, mede-a pelo tempo que gasta em perlustrar o caminho. Tirai-lhe os pontos de referência e a duração desaparecerá. Para o homem que está em cima da montanha e que o acompanha com o olhar, tudo aquilo está presente.
            Suponhamos que esse homem desce do seu ponto de observação e, indo ao encontro do viajante, lhe diz: “Em tal momento, encontrarás tal coisa, serás atacado e socorrido.” Estará predizendo o futuro, mas, futuro para o viajante, não para ele, autor da previsão, pois que, para ele, esse futuro é presente.
            Se, agora, sairmos do âmbito das coisas puramente materiais e entrarmos, pelo pensamento, no domínio da vida espiritual, veremos o mesmo fenômeno produzir-se em maior escala. Os Espíritos desmaterializados são como o homem da montanha; o espaço e a duração não existem para eles.
            Mas, a extensão e a penetração da vista são proporcionadas à depuração deles e à elevação que alcançaram na hierarquia espiritual. Com relação aos Espíritos inferiores, aqueles são quais homens munidos de possantes telescópios, ao lado de outros que apenas dispõem dos olhos. Nos Espíritos inferiores, a visão é circunscrita, não só porque eles dificilmente podem afastar-se do globo a que se acham presos, como também porque a grosseria de seus perispíritos lhes vela as coisas distantes, do mesmo modo que um nevoeiro as oculta aos olhos do corpo.  (A Gênese.  Cap16- Teoria da presciência. Itens 1,2 e 3. Allan Kardec)
            O profeta gozava do privilégio de sair do tempo; não estando mais as suas ideias distribuídas na duração, tocam-se em virtude da simples analogia e se confundem, o que necessariamente derrama uma grande confusão em seus discursos. O próprio Salvador submeteu-se a esse estado quando, entregue voluntariamente ao espírito profético, as ideias análogas de grandes desastres, separadas do tempo, conduziram-no a misturar a destruição de Jerusalém à do mundo. É ainda assim que David, conduzido por seus próprios sofrimentos a meditar sobre “o justo perseguido,” sai repentinamente do tempo e exclama, diante do futuro: “Eles trespassaram meus pés e minhas mãos; eles contaram os meus ossos; eles dividiram as minhas vestes; eles lançaram os dados sobre as minhas roupas.” (Salmos XXI, v. 18 e 19) (Revista Espírita.  Abril de 1867. Do Espírito profético. Allan Kardec)
            Vê-se (também) que os dois condenados que foram crucificados com Jesus tiveram as pernas quebradas; contudo, não aplicaram o mesmo processo a Jesus, por haverem constatado a sua morte, cumprindo-se a profecia: "Nenhum dos seus ossos será quebrado. (O Espírito do Cristianismo. Cap. 42- Os dois Cruxificados. Cairbar Schutel)
            Bem se compreende, pois, que, de conformidade com o grau de sua perfeição, possa um Espírito abarcar um período de alguns anos, de alguns séculos, mesmo de muitos milhares de anos, porquanto, que é um século em face do infinito? Diante dele, os acontecimentos não se desenrolam sucessivamente, como os incidentes da estrada diante do viajor: ele vê simultaneamente o começo e o fim do período; todos os eventos que, nesse período, constituem o futuro para o homem da Terra são o presente para ele, que poderia então vir dizer-nos com certeza: Tal coisa acontecerá em tal época, porque essa coisa ele a vê como o homem da montanha vê o que espera o viajante no curso da viagem. Se assim não procede, é porque poderia ser prejudicial ao homem o conhecimento do futuro, conhecimento que lhe pearia o livre-arbítrio, paralisá-lo-ia no trabalho que lhe cumpre executar a bem do seu progresso. O se lhe conservarem desconhecidos o bem e o mal com que topará constitui para o homem uma prova.
            Se tal faculdade, mesmo restrita, se pode contar entre os atributos da criatura, em que grau de potencialidade não existirá no Criador, que abrange o infinito? Para o Criador, o tempo não existe: o princípio e o fim dos mundos lhe são o presente. Dentro desse panorama imenso, que é a duração da vida de um homem, de uma geração, de um povo?
            Entretanto, como o homem tem de concorrer para o progresso geral, como certos acontecimentos devem resultar da sua cooperação, pode convir que, em casos especiais, ele pressinta esses acontecimentos, a fim de lhes preparar o encaminhamento e de estar pronto a agir, em chegando a ocasião. Por isso é que Deus, às vezes, permite se levante uma ponta do véu; mas, sempre com fim útil, nunca para satisfação de vã curiosidade. Tal missão pode, pois, ser conferida, não a todos os Espíritos, porquanto muitos há que do futuro não conhecem mais do que os homens, porém a alguns Espíritos bastante adiantados para desempenhá-la. Ora, é de notar-se que as revelações dessa espécie são sempre feitas espontaneamente e jamais, ou, pelo menos, muito raramente, em resposta a uma pergunta direta.
            Pode também semelhante missão ser confiada a certos homens, desta maneira: Aquele a quem é dado o encargo de revelar uma coisa oculta recebe, à sua revelia e por inspiração dos Espíritos que a conhecem, e revelação dela e a transmite maquinalmente, sem se aperceber do que faz. É sabido, ao demais, que, assim durante o sono, como em estado de vigília, nos êxtases da dupla vista, a alma se desprende e adquire, em grau mais ou menos alto, as faculdades do Espírito livre.
            Se for um Espírito adiantado, se, sobretudo, houver recebido, como os profetas, uma missão especial para esse efeito, gozará, nos momentos de emancipação da alma, da faculdade de abarcar, por si mesmo, um período mais ou menos extenso, e verá, como presente, os sucessos desse período.
            Pode então revelá-los no mesmo instante, ou conservar lembrança deles ao despertar. Se os sucessos hajam de permanecer secretos, ele os esquecerá, ou apenas guardará uma vaga intuição do que lhe foi revelado, bastante para o guiar instintivamente.
            É assim que em certas ocasiões essa faculdade se desenvolve providencialmente, na iminência de perigos, nas grandes calamidades, nas revoluções, e é assim também que a maioria das seitas perseguidas adquire numerosos videntes. É ainda por isso que se vêem os grandes capitães avançar resolutamente contra o inimigo, certos da vitória; que homens de gênio, como, por exemplo, Cristóvão Colombo, caminham para uma meta, anunciando previamente, por assim dizer, o instante em que a alcançarão. É que eles viram, essa meta, que, para seus Espíritos, deixou de ser o desconhecido.
            Nada, pois, tem de sobrenatural o dom da predição, mais do que uma imensidade de outros fenômenos. Ele se funda nas propriedades da alma e na lei das relações do mundo visível com o mundo invisível, que o Espiritismo veio dar a conhecer.
            A teoria da presciência talvez não resolva de modo absoluto todos os casos que se possam apresentar de revelação do futuro, mas não se pode deixar de convir em que lhe estabelece o princípio fundamental.
            Muitas vezes, as pessoas dotadas da faculdade de prever, seja no estado de êxtase, seja no de sonambulismo, vêem os acontecimentos como que desenhados num quadro, o que também se poderia explicar pela fotografia do pensamento. Atravessando o pensamento o espaço, como os sons atravessam o ar, um sucesso que esteja no dos Espíritos que trabalham para que ele se dê, ou no dos homens cujos atos devam provocá-lo, pode formar uma imagem para o vidente; mas, como a sua realização pode ser apressada ou retardada por um, concurso de circunstâncias, este último vê o fato, sem poder, todavia, determinar o momento em que se dará. Não raro acontece que aquele pensamento não passa de um projeto, de um desejo, que se não concretizem em realidade, donde os freqüentes erros de fato e de data nas previsões.
            (...)Tal faculdade lhes é inerente ao estado de espiritualização, ou, se o preferirem, de desmaterialização. Quer isto dizer que a espiritualização produz um efeito que se pode comparar, se bem muito imperfeitamente, ao da visão de conjunto que tem o homem colocado sobre a montanha. Esta comparação objetivava simplesmente mostrar que acontecimentos pertencentes ainda, para uns, ao futuro, estão, para outros, ao presente e podem assim ser preditos, o que não implica que o efeito se produza de igual maneira.
            Para, portanto, gozar dessa percepção, não precisa o Espírito transportar-se a um ponto qualquer do espaço. Pode possuí-la em toda a sua plenitude aquele que na Terra se acha ao nosso lado, tanto quanto se achasse a mil léguas de distância, ao passo que nós nada vemos além do nosso horizonte visual. Não se operando a visão, nos Espíritos, do mesmo modo, nem com os mesmos elementos que no homem, muito diverso é o horizonte visual dos primeiros. Ora, é precisamente esse o sentido que nos falece para o concebermos. O Espírito, ao lado do encarnado, é como o vidente ao lado do cego.
            As mais das vezes, os acontecimentos vulgares da vida privada são conseqüência da maneira de proceder de cada um: este, de acordo com as suas capacidades, com a sua habilidade, com a sua perseverança, prudência e energia, terá êxito naquilo em que outro verá malogrados todos os seus esforços, por efeito da sua inaptidão, de sorte que se pode dizer que cada um é o artífice do seu próprio futuro, futuro que jamais se encontra sujeito a uma cega fatalidade, independente da sua personalidade. Conhecendo-se o caráter de um indivíduo, facilmente se lhe pode predizer a sorte que o espera no caminho por onde haja ele enveredado.
            Os acontecimentos que envolvem interesses gerais da Humanidade têm a regulá-los a Providência. Quando uma coisa está nos desígnios de Deus, ela se cumpre a despeito de tudo, ou por um meio, ou por outro. Os homens concorrem para que ela se execute; nenhum, porém, é indispensável, pois, do contrário, o próprio Deus estaria à mercê das suas criaturas. Se faltar aquele a quem incumba a missão de a executar, outro será dela encarregado. Não há missão fatal; o homem tem sempre a liberdade de cumprir ou não a que lhe foi confiada e que ele voluntariamente aceitou.
            Se não o faz, perde os benefícios que daí lhe resultariam e assume a responsabilidade dos atrasos que possam resultar da sua negligência ou da sua má vontade. Se se tornar um obstáculo a que ela se cumpra, está em Deus afastá-lo com um sopro. (A Gênese.  Cap16- Teoria da presciência. Itens 3,4,5,6,7, 12 e 13 . Allan Kardec)
            No livro " Obras Póstumas",  Allan Kardec recebeu a informação  de que poderia ser substituído, caso não cumprisse a sua missão,  quando fez a seguinte pergunta ao Espírito de Verdade: "Bom Espírito, eu desejara saber o que pensas da missão que alguns Espíritos me assinaram.(...)
            Resposta - Confirmo o que te foi dito, mas recomendo-te muita discrição, se quiseres sair-te bem. Tomarás mais tarde conhecimento de coisas que te explicarão o que ora te surpreende. Não esqueças que podes triunfar, como podes falir. Neste último caso, outro te substituiria, porquanto os desígnios de Deus não assentam na cabeça de um homem. "(Obras Póstumas. Minha Missão. 12 de Junho de 1856. Allan Kardec).
            Pode, portanto, ser certo o resultado final de um acontecimento, por se achar este nos desígnios de Deus; como, porém, quase sempre, os pormenores e o modo de execução se encontram subordinados às circunstâncias e ao livre-arbítrio dos homens, podem ser eventuais as sendas e os meios. Está nas possibilidades dos Espíritos prevenir-nos do conjunto, se convier que sejamos avisados; mas, para determinarem lugar e data, fora mister conhecessem previamente a decisão que tomará este ou aquele indivíduo. Ora, se essa decisão ainda não lhe estiver na mente, poderá, tal venha ela a ser, apressar ou demorar a realização do fato, modificar os meios secundários de ação, embora o mesmo resultado chegue sempre a produzir-se. É assim, por exemplo, que, pelo conjunto das circunstâncias, podem os Espíritos prever que uma guerra se acha mais ou menos próxima, que é inevitável, sem, contudo, poderem predizer o dia em que começará, nem os incidentes pormenorizados que possam ser modificados pela vontade dos homens.
            Para determinação da época dos acontecimentos futuros, será preciso, ao demais, se leve em conta uma circunstância inerente à natureza mesma dos Espíritos.
            O tempo, como o espaço, não pode ser avaliado senão com o auxílio de pontos de referências que o dividam em períodos que se contem. Na Terra, a divisão natural do tempo em dias e anos tem a marcá-la o levantar e o pôr-do-Sol, assim como a duração do movimento de translação do planeta terreno. As unidades de medida do tempo necessariamente variam conforme os mundos, pois que são diferentes os períodos astronômicos. Assim, por exemplo, em Júpiter, os dias eqüivalem a dez das horas terrestres e os anos a mais de doze anos nossos. (A Gênese.  Cap16- Teoria da presciência. Itens 14 e 15 . Allan Kardec)
            Segundo Emmanuel, "Cada período de atividade e cada período de repouso da MATÉRIA PLANETÁRIA, que hoje representa o alicerce de nossa morada temporária, pode ser calculado, cada um, em 260.000 anos.  Atravessando o período do repouso da matéria terrestre, a vida se reorganiza, exatamente de novo, nos vários departamentos do planeta, representando, assim, novos caminhos para a evolução das almas.
            Assim sendo, os GRANDES INSTRUTORES da Humanidade, nos PLANOS SUPERIORES consideram que, desses 260.000 anos de atividade, 60 a 64 mil anos são empregados na reorganização dos pródromos da vida organizada.  Logo em seguida, surge o desenvolvimento das grandes raças que, como grandes quadros enfeixam assuntos e serviços, que dizem respeito a evolução do Espírito domiciliado na Terra.
            Assim, depois destes 60 a 64 mil anos de reorganização de nossa casa planetária, temos sempre grandes transformações, de 28 em 28 mil anos.
            Depois do período dos 64 mil anos, tivemos duas raças na Terra, cujos os traços se perderam por causa de seu primitivismo.
            Logo em seguida, podemos considerar a grande raça Lemuriana, como portadora de uma inteligência algo mais avançada, detentora de valores mais altos, nos domínios do Espírito.
            Após a raça Lemuriana em seguida aos 28 mil anos de trabalho lemuriano propriamente considerado — chegamos ao grande período da raça Atlândida, em outros 28 mil anos de grandes trabalhos no qual a inteligência do mundo se elevou de maneira considerável.
            Achamo-nos, agora, nos últimos períodos da raça Ariana.  Podemos considerar estas raças como grandes ciclos de serviços, em que somos chamados de mil modos diferentes, em cada ano de nossa permanência na crosta do planeta, ou fora dela, ao aperfeiçoamento espiritual que é o objetivo de nossas lutas, de nossos problemas, de nossas grandes questões na esfera de relações, uns para com os outros.
            Assim considerando, será mais significativo e mais acertado, para nós, venhamos a estudar a transformação atual da Terra sobre um ponto de vista moral, para que o serviço espiritual, confiado às nossas mãos e aos nossos esforços, não se perca em considerações, que podem sofrer grandes alterações, grandes desvios;  porque o serviço interpretativo da filosofia e da ciência está invariavelmente subordinado ao Pensamento Divino, cuja a grandeza não podemos perscrutar". (Caderno de mensagens.  Revista Boa Vontade, Ano I, n° 4 — Outubro de 1956. Emmanuel/ Chico Xavier)
            Há, pois, para cada mundo, um modo diferente de computar-se a duração, de acordo com a natureza das revoluções astrais que nele se efetuam. Já haverá aí uma dificuldade para que Espíritos que não conheçam o nosso mundo determinem datas com relação a nós. Além disso, fora dos mundos, não existem tais meios de apreciação. Para um Espírito, no espaço, não há levantar nem pôr-de-Sol a marcar os dias, nem revolução periódica a marcar os anos; só há, para ele, a duração e o espaço infinitos. (Cap. VI, nos 1 e seguintes.) Aquele, portanto, que jamais houvesse vindo à Terra nenhum conhecimento possuiria dos nossos cálculos que, aliás, lhe seriam completamente inúteis. Mais ainda: aquele que jamais houvesse encarnado em nenhum mundo, nenhuma noção teria das frações da duração. Quando um Espírito estranho à Terra vem aqui manifestar-se, não pode assinar datas aos acontecimentos, senão identificando-se com os nossos usos; ora, isso sem dúvida lhe é possível, porém, as mais das vezes, ele nenhuma utilidade descobre nessa identificação.
            Os Espíritos, que formam a população invisível do nosso globo, onde eles já viveram e onde continuam a imiscuir-se na nossa vida, estão naturalmente identificados com os nossos hábitos, cuja lembrança conservam na erraticidade. Poderão, por conseguinte, com maior facilidade, determinar datas aos acontecimentos futuros, desde que os conheçam; mas, além de que isso nem sempre lhes é permitido, eles se vêem impedidos pela razão de que, sempre que as circunstâncias de minúcias estão subordinadas ao livre-arbítrio e à decisão eventual do homem, nenhuma data precisa existe realmente, senão depois que o acontecimento se tenha dado.
            Eis aí por que as predições circunstanciadas não podem apresentar cunho de certeza e somente como prováveis devem ser acolhidas, mesmo que não tragam eiva que as torne legitimamente suspeitas. Por isso mesmo, os Espíritos verdadeiramente ponderados nada nunca predizem para épocas determinadas, limitando-se a prevenir-nos do seguimento das coisas que convenha conheçamos. Insistir por obter informes precisos é expor-se às mistificações dos Espíritos levianos que predizem tudo o que se queira, sem se preocuparem com a verdade, divertindo-se com os terrores e as decepções que causem.
            A forma geralmente empregada até agora nas predições faz delas verdadeiros enigmas, as mais das vezes indecifráveis. Essa forma misteriosa e cabalística, de que Nostradamus nos oferece o tipo mais completo, lhes dá certo prestígio perante o vulgo, que tanto mais valor lhes atribui, quanto mais incompreensíveis se mostrem. Pela sua ambigüidade, elas se prestam a interpretações muito diferentes, de tal sorte que, conforme o sentido que se atribua a certas palavras alegóricas ou convencionais, conforme a maneira por que se efetue o cálculo, singularmente complicado, das datas e, com um pouco de boa vontade, nelas se encontra quase tudo o que se queira.
            Seja como for, não se pode deixar de convir em que algumas apresentam caráter sério e confundem pela sua veracidade. É provável que a forma velada tenha tido, em certo tempo, sua razão de ser e mesmo sua necessidade.
            Hoje, as circunstâncias são outras; o positivismo do século dar-se-ia mal com a linguagem sibilina. Daí vem que presentemente as predições já não se revestem dessas formas singulares; nada têm de místicas as que os Espíritos fazem; eles usam a linguagem de toda gente, como o teriam feito quando vivos na Terra, porque não deixaram de pertencer à Humanidade. Avisam-nos das coisas futuras, pessoais ou gerais, quando necessário, na medida da perspicácia de que são dotados, como o fariam conselheiros e amigos. Suas previsões, pois, são antes advertências, do que predições propriamente ditas, as quais implicariam numa fatalidade absoluta. Além disso, quase sempre motivam a opinião que manifestam, por não quererem que o homem anule a sua razão sob uma fé cega e desejarem que este último lhe aprecie a exatidão. (A Gênese.  Cap16- Teoria da presciência. Itens 15, 16 e 17. Allan Kardec)
            As faculdades que se revelam nesse estado desenvolvem-se algumas vezes espontaneamente, no estado normal, em certos indivíduos. Resulta-lhes daí a faculdade de verem as coisas distantes, por onde quer que a alma estenda sua ação; vêem, se podemos servir-nos desta expressão, através da vista ordinária; e os quadros que descrevem, os fatos que narram se lhes apresentam como efeitos de uma miragem. É o fenômeno a que se dá o nome de segunda vista. No sonambulismo, a clarividência deriva da mesma causa; a diferença está em que, nesse estado, ela é isolada, independe da vista corporal, ao passo que é simultânea nos que dessa faculdade são dotados em estado de vigília.
            Quase nunca é permanente a segunda vista. Em geral, o fenômeno se produz espontaneamente, em dados momentos, sem ser por efeito da vontade, e provoca uma espécie de crise que, algumas vezes, modifica sensivelmente o estado físico. O indivíduo parece olhar sem ver; toda a sua fisionomia reflete uma como exaltação.
            É de notar-se que as pessoas dotadas dessa faculdade não suspeitam possuí-la. Ela se lhes afigura natural, como a de ver com os olhos. Consideram-na um atributo de seu ser e nunca uma coisa excepcional. Cumpre acrescentar que muito amiúde o esquecimento se segue a essa lucidez passageira, cuja lembrança, cada vez mais imprecisa, acaba por desvanecer-se como a de um sonho.(Obras Póstumas. A segunda vista. Allan Kardec)
            O poder da vista dupla varia, indo desde a sensação confusa até a percepção clara e nítida das coisas presentes ou ausentes. Quando rudimentar, confere a certas pessoas o tato, a perspicácia, uma certa segurança nos atos, a que se pode dar o qualificativo de precisão de golpe de vista moral. Um pouco desenvolvida, desperta os pressentimentos. Mais desenvolvida mostra os acontecimentos que deram ou estão para dar-se. (O Livro dos Espíritos. Item 455. Allan Kardec)
            O pressentimento é sempre um aviso do Espírito protetor?
            É o conselho íntimo e oculto de um Espírito que vos quer bem. Também está na intuição da escolha que se haja feito; é a voz do instinto. Antes de encarnar, tem o Espírito conhecimento das fases principais de sua existência, isto é, do gênero das provas a que se submete. Tendo estas caráter assinalado, ele conserva, no seu foro íntimo, uma espécie de impressão de tais provas e esta impressão, que é a voz do instinto, fazendo-se ouvir quando se aproxima o momento de sofrê-las, se torna pressentimento. (O Livro dos Espíritos.  Questão 522. Allan Kardec)
            Podem os Espíritos advertir-nos diretamente de um perigo? Eis um fato que parece confirmá-lo: Uma senhora sai de casa e segue pela avenida. Uma voz íntima lhe diz: Volta para casa. Ela vacila. A mesma voz faz-se ouvir várias vezes. Então ela volta, mas, refazendo-se, exclama: Mas... que vim fazer em casa? Vou sair mesmo. Sem dúvida isto é efeito de minha imaginação. Então retoma o caminho. Dados alguns passos, uma viga que tiravam de uma casa bate-lhe na cabeça e ela cai desacordada. Que voz era aquela? Não era um pressentimento do que lhe ia acontecer?
            ─ Era o instinto. Aliás, nenhum pressentimento tem essas características: são sempre vagos.
            Que entendeis por voz do instinto?
            ─ Entendo que, antes de encarnar-se, o Espírito tem conhecimento de todas as fases de sua existência. Quando essas fases têm um caráter essencial, ele conserva uma espécie de impressão em seu foro íntimo e tal impressão, despertando ao aproximar-se o instante, torna-se pressentimento. (Revista Espírita.  Março de 1858. A fatalidade e os pressentimentos. São Luiz/ Allan Kardec)
            Há infinitos graus na potencialidade da segunda vista, desde a sensação confusa, até a percepção tão nítida quanto no sonambulismo. Há carência de um termo para designar-se esse estado especial e, sobretudo, os indivíduos suscetíveis de experimentá-lo. Tem-se empregado a palavra vidente, que, embora não exprima com exatidão a idéia, adotaremos até nova ordem, em falta de outra melhor.
            Se agora confrontarmos os fenômenos de segunda vista com os da clarividência sonambúlica, compreenderemos que o vidente possa perceber coisas que lhe estejam fora do alcance da visão ordinária, do mesmo modo que o sonâmbulo vê, a distância, acompanha o curso dos acontecimentos, aprecia-lhes a tendência e, em certos casos, lhes prevê o desenlace.
            Esse dom da segunda vista é que, em estado rudimentar, dá a certas pessoas o tato, a perspicácia, uma espécie de segurança aos atos, o que se pode com justeza denominar: golpe de vista moral. Mais desenvolvido, ele acorda os pressentimentos, ainda mais desenvolvido, faz ver acontecimentos que já se realizaram, ou que estão prestes a realizar-se; finalmente, quando chega ao apogeu, é o êxtase vígil.
            Como já dissemos, o fenômeno da segunda vista é quase sempre natural e espontâneo; parece, entretanto, que se produz com mais freqüência sob o império de determinadas circunstâncias. Os tempos de crise, de calamidades, de grandes emoções, tudo, enfim, que sobreexcita o moral, que provoca o desenvolvimento. Dir-se-ia que a Providência, diante de perigos iminentes, multiplica em torno das criaturas a faculdade de prevê-los.
            Videntes sempre os houve em todos os tempos e em todas as nações, parecendo, no entanto, que alguns povos são mais naturalmente predispostos a tê-los. Dizem que na Escócia é muito comum o dom da segunda vista. Não se lhe nota a existência entre a gente do campo e os que habitam nas montanhas.
            Os videntes têm sido diversamente considerados, conforme os tempos, os costumes e o grau de civilização. Para os cépticos, eles não passam de cérebros desarranjados, de alucinados; as seitas religiosas os arvoraram em profetas, sibilas, oráculos; nos séculos de superstição e ignorância, eram feiticeiros e acabavam nas fogueiras. Para o homem sensato, que acredita no poder infinito da Natureza e na bondade inesgotável do Criador, a dupla vista é uma faculdade inerente à espécie humana, por meio da qual Deus nos revela a existência da nossa essência espiritual. Quem não reconheceria um dom dessa natureza em Joana d’Arc e em toda uma multidão de outras personagens que a história qualifica de inspiradas? (Obras Póstumas. A segunda vista. Allan Kardec).
            Com que fim o futuro se conserva oculto ao homem?
            Se o homem conhecesse o futuro, negligenciaria do presente e não obraria com a liberdade com que o faz, porque o dominaria a idéia de que, se uma coisa tem que acontecer, inútil será ocupar-se com ela, ou então procuraria obstar a que acontecesse. Não quis Deus que assim fosse, a fim de que cada um concorra para a realização das coisas, até daquelas a que desejaria opor-se. Assim é que tu mesmo preparas muitas vezes os acontecimentos que hão de sobrevir no curso da tua existência. ( O Livro dos Espíritos. Questão 869. Allan Kardec)
            Se soubéssemos de antemão o fim de cada coisa, é fora de dúvida que a harmonia geral ficaria perturbada. A segurança de um porvir ditoso tiraria ao homem toda a atividade, pois que nenhum esforço precisaria ele empregar para alcançar o objetivo que sempre colima: o seu bem-estar. Paralisar-se-iam todas as forças físicas e morais. As mesmas conseqüências produziria a certeza da infelicidade, em virtude do desânimo que ganharia a criatura. Ninguém se disporia a lutar contra a sentença definitiva do destino. O conhecimento absoluto do futuro seria, portanto, um presente funesto, que nos conduziria ao dogma da fatalidade, o mais perigoso de todos, o mais antipático ao desenvolvimento das idéias. A incerteza quanto ao momento do nosso fim neste mundo é que nos faz trabalhar até ao último batimento do nosso coração. O viajante levado por um veículo se entrega ao movimento que o fará chegar ao ponto demandado, sem pensar em lhe impor qualquer desvio, por estar certo da sua impotência para consegui-lo. O mesmo se daria com o homem que conhecesse o seu destino irrevogável. Se os videntes pudessem infringir essa lei da Providência, igualar-se-iam à Divindade. Por isso mesmo, não é essa a missão que lhes cabe. (Obras Póstumas. A segunda vista. Allan Kardec).
            Os Espíritos só conhecem o futuro proporcionalmente à sua elevação. Os inferiores nem o seu próprio futuro conhecem e, muito menos ainda, o dos outros. Os Espíritos superiores o conhecem, mas nem sempre lhes é permitido revelá-lo. Em princípio, e por um sábio desígnio da Providência, o futuro nos deve ser oculto. Se o conhecêssemos, nosso livre-arbítrio seria entravado. A certeza do êxito nos tiraria a vontade de fazer qualquer coisa, porque não veríamos a necessidade de nos darmos a esse trabalho; a certeza de uma desgraça nos desencorajaria. Contudo, casos há em que o conhecimento do futuro pode ser útil; entretanto, jamais poderemos ser juízes de tais casos. Os Espíritos no-los revelam quando o julgam conveniente e quando têm a permissão de Deus. Então o fazem espontaneamente, e nunca a nosso pedido. (Revista Espírita. Janeiro de 1859. A S. A. O  Príncipe   G. Allan Kardec)
        Seleções (III-1965) traz a história de Sam Benson, lojista norte americano que é clarividente sem se preocupar absolutamente com isso. Não se interessa pela faculdade, que lhe trouxe vantagens e desvantagens. Uma vez, viu o filho se afogando no reservatório onde fora banhar-se, já afundara duas vezes e ia perdendo o fôlego. Sam reza e corre para o local. Encontra o rapaz de volta e, apertando-o, soube que ele quase morrera afogado. Na loja, sabia de antemão o que os fregueses iam comprar e isso acarretou problemas; embrulhando previamente o pedido antes de ser feito, vários compradores irritaram-se e mudaram de loja, pelo que Sam desistiu de seguir suas previsões impedindo- as de fazer escolhas na hora...(Evolução para o terceiro milênio. Parte 2. Cap. 4. Carlos Toledo Rizzini).
            Mas, se convém que o futuro permaneça oculto, por que permite Deus que seja revelado algumas vezes?
            Permite-o, quando o conhecimento prévio do futuro facilite a execução de uma coisa, em vez de a estorvar, obrigando o homem a agir diversamente do modo por que agiria, se lhe não fosse feita a revelação. Não raro, também é uma prova. A perspectiva de um acontecimento pode sugerir pensamentos mais ou menos bons. Se um homem vem a saber, por exemplo, que vai receber uma herança, com que não conta, pode dar-se que a revelação desse fato desperte nele o sentimento da cobiça, pela perspectiva de se lhe tornarem possíveis maiores gozos terrenos, pela ânsia de possuir mais depressa a herança, desejando talvez, para que tal se dê, a morte daquele de quem herdará. Ou, então, essa perspectiva lhe inspirará bons sentimentos e pensamentos generosos. Se a predição não se cumpre, aí está outra prova, consistente na maneira por que suportará a decepção. Nem por isso, entretanto, lhe caberá menos o mérito ou o demérito dos pensamentos bons ou maus que a crença na ocorrência daquele fato lhe fez nascer no íntimo. ( O Livro dos Espíritos. Questão 870. Allan Kardec)
            A mencionada Jeane Dixon é bem conhecida por suas profecias, a mais famosa das quais foi o assassinato do Presidente Kennedy, dada com detalhes.
            Um dia, ao ser apresentada à estrela de cinema Carole Lombard, exclamou impulsivamente, “oh Miss Lombard! Não deve viajar de avião nas próximas seis semanas!” Carole tomou a nave e morreu na queda desta. Duma feita, disse ao ir de trem e o avião em que reservara passagem realmente veio ao solo, matando a todos. Era católica praticante e chegou a ser consultada pelo Presidente Roosevelt. A Sra. Dixon previu uma guerra mundial na década de 80 que trará, para a Humanidade, uma renovação espiritual porque, a partir de 1999, haverá “paz na Terra para todos os homens de boa vontade”. Seja como for, isto é o que afirmam espíritas, espíritos e espiritualistas! (Evolução para o terceiro milênio. Parte 2. Cap. 4. Carlos Toledo Rizzini).
            Realmente, numa entrevista em 1971, Chico Xavier diz que , "Emmanuel afirma que a Terra será um mundo regenerado por volta de 2057. Cabe, a cada um, longa e árdua tarefa de ascensão.  "    (Plantão de respostas. Pinga fogo II. Emmanuel/ Chico Xavier)
            Segundo o Espírito Manoel Philomeno de Miranda (psicografia de 2010), "Vive-se, na Terra, o momento da grande transição de mundo de provas e de  expiações, para mundo de regeneração.
            (...)  As dores atingem patamares quase insuportáveis e a loucura que toma conta dos  arraiais terrestres tem caráter pandêmico , ao lado dos transtornos depressivos, da  drogadição, do sexo desvairado, das fugas psicológicas espetaculares, dos crimes  estarrecedores, do desrespeito às leis e à ética, da desconsideração pelos direitos humanos, animais e da Natureza. Chega -se ao máximo desequilíbrio, facultando a interferência divina, a fim de que se opere a grande transformação de que todos temos necessidade urgente."   (Transição planetária. Introdução. Manoel Philomeno de Miranda. Divaldo P. Franco)
            Jesus Cristo já havia feito a seguinte profecia: "Nesse tempo muitos serão escandalizados, e trair-se-ão uns aos outros, e uns aos outros se odiarão. E surgirão muitos falsos profetas, e enganarão a muitos. E, por se multiplicar a iniqüidade, o amor de muitos esfriará.
            Mas aquele que perseverar até ao fim, esse será salvo."( Mateus 24:10-13)
            "E, logo depois da aflição daqueles dias, o sol escurecerá, e a lua não dará a sua luz, e as estrelas cairão do céu, e as potências dos céus serão abaladas. Então, aparecerá no céu o sinal do Filho do Homem; e todas as tribos da terra se lamentarão e verão o Filho do Homem vindo sobre as nuvens do céu, com poder e grande glória. " (Mateus, 24:29-30).
             ''Porque o Filho do homem virá na glória de seu Pai, com os seus anjos; e então dará a cada um segundo as suas obras.'' (Mateus 16:27-27).
            "Quanto a esse dia e a essa hora, ninguém o sabe, nem os anjos que estão no céu, nem o Filho, mas somente o Pai." (S. Marcos 13: 32)
            Jesus anuncia o seu segundo advento, mas não diz que voltará à Terra com um corpo carnal, nem que personificará o Consolador. Apresenta-se como tendo de vir em Espírito, na glória de seu Pai, a julgar o mérito e o demérito e dar a cada um segundo as suas obras, quando os tempos forem chegados. (A Gênese. Cap. 17. Item 45. Allan Kardec)
            De que gênero são as previsões de que mais se deve desconfiar?
            Todas as que não tiverem um fim de utilidade geral. As predições pessoais podem quase sempre ser consideradas apócrifas.
            Que fim visam os Espíritos que anunciam acontecimentos que se  não realizam?
            “Fazem-no as  mais das  vezes para se divertirem com a credulidade , o terror, ou a alegria que provocam; de pois, riem-se do desapontamento. Essas   predições mentirosas trazem, no entanto, alguum as vezes,  um fim sério, qual o   de pôr à prova aquele a quem são feitas , mediante  um a apreciação da maneira por  que  toma o  que  lhe é dito e dos sentimentos bons ou maus  que  isso lhe   desperta.”
            Nota. É o que se daria, por exemplo, com a predição do que  possa lisonjear a vaidade , ou a ambição, como a morte  de uma pessoa, a perspectiva de uma herança, etc.
            Por que, quando fazem pressentir um acontecimento, os Espíritos sérios de ordinário não determinam a data? Será porque o não possam, ou porque não queiram?
            Por uma e outra coisa. Eles podem, em certos casos, fazer que um acontecimento   seja pressentido : nessa hipótese, é um aviso que vos dão. Quanto a precisar-lhe a época, é freqüente não o deverem fazer. Também sucede com freqüência não o poderem, por não o saberem eles próprios. Pode o Espírito prever que um fato se dará, mas o momento exato pode depender de acontecimentos que ainda se não verificaram e que só Deus conhece. Os Espíritos levianos, que não escrupulizam de vos enganar, esses determinam os dias e as horas, sem se preocuparem com que o fato predito ocorra ou não. Por isso é que toda predição circunstanciada   vos deve ser suspeita.
            Ainda  um a vez: a nossa missão consiste em fazer-vos progredir; para isso vos auxiliamos tanto quanto podemos. Jamais será enganado aquele que aos Espíritos superiores pedir a sabedoria;  não   acrediteis, porém,   que   percamos o nosso tempo em ouvir  as vossas  futilidade se em vos predizer a boa fortuna. Deixamos esse encargo aos Espíritos levianos, que  com isso se divertem, como crianças  travessas .
            “A Providência pôs limite às revelações  que  podem ser feitas ao homem. Os Espíritos sérios guardam silêncio sobre tudo aquilo que lhes é defeso revelarem. Aquele que insista por uma resposta se expõe aos embustes dos Espíritos inferiores, sempre prontos a se aproveitarem das  ocasiões  que  tenham  de   armar laços à vossa credulidade .”
            Nota. Os Espíritos vêem, ou pressentem, por indução, os acontecimentos futuros; vêem-nos a se realizarem num  tempo  que  eles não medem como nós. Para que  lhes determinas sem a época, seria mister  que  se identificas sem com a nossa maneira  de calcular a duração, o que nem sempre consideram necessário. Daí, não  raro, uma causa  de erros aparentes.
            (...)Como é então  que certas pessoas são avisadas , por pressentimento, da época em que morrerão?“
            As mais das vezes, é o próprio Espírito delas que vem a saber disso em seus momentos de liberdade e guardam, ao despertar, a intuição do que entrevia. Essas pessoas , por estarem preparadas para isso,  não  se amedrontam, nem se emocionam. Não vêem nessa separação da alma e do corpo mais do  que uma mudança de situação, ou, se o preferir de se para usarmos de um a linguagem mais vulgar, a troca de um a veste de pano grosseiro por uma de seda. O temor da morte irá diminuindo, à medida que as crenças  espíritas se forem dilatando. (O Livro dos Médiuns.  Capítulo 26 . Item  289. Allan Kardec)
            Certas pessoas escapam a um perigo mortal para cair em outro; parece que não podem escapar à morte. Não há nisso fatalidade?
            Fatal, no verdadeiro sentido da palavra, só o instante da morte. Chegado esse momento, de uma forma ou de outra, a ele não podeis furtar-vos.
            Assim, qualquer que seja o perigo que nos ameace, não morreremos se a nossa hora não chegou?
            Não, não morrerás, e tens disso milhares de exemplos. Mas quando chegar a tua hora de partir, nada te livrará. Deus sabe com antecedência qual o gênero de morte por que partirás daqui, e frequentemente teu Espírito também o sabe, pois isso lhe foi revelado quando fez a escolha desta ou daquela existência. ( O Livro dos Espíritos. Questão 853. Allan Kardec).
            Se a morte não pode ser evitada quando chega a sua hora, acontece o mesmo com todos os acidentes no curso da nossa vida?
            São, em geral, coisas demasiado pequenas, das quais podemos prevenir-vos dirigindo o vosso pensamento no sentido de as evitardes, porque não gostamos do sofrimento material. Mas isso é de pouca importância para o curso da vida que escolhestes. A fatalidade só consiste nestas duas horas: aquelas em que deveis aparecer e desaparecer neste mundo. ( O Livro dos Espíritos. Questão 859. Allan Kardec).
            Como podemos julgar da liberdade do Espírito durante o sono?
            Pelos sonhos. Quando o corpo repousa, acredita-o, tem o Espírito mais faculdades do que no estado de vigília. Lembra-se do passado e algumas vezes prevê o futuro. Adquire maior potencialidade e pode pôr-se em comunicação com os demais Espíritos,  quer deste mundo, quer do outro. Dizes freqüentemente: Tive um sonho extravagante, um sonho horrível, mas absolutamente inverossímil. (O Livro dos Espíritos. Questão 402. Allan Kardec)
            Na maioria das vezes, o sonho constitui atividade reflexa das situações psicológicas do homem no mecanismo das lutas de cada dia; quando as forças orgânicas dormitam em repouso indispensável.
            Em determinadas circunstâncias, contudo, como nos fenômenos premonitórios, ou nos de sonambulismo, em que a alma encarnada alcança elevada porcentagem de desprendimento parcial, o sonho representa a liberdade relativa do espírito prisioneiro da Terra, quando, então, se poderá verificar a comunicação inter vivos, e, quanto possível, as visões proféticas, fatos esses sempre organizados pelos mentores espirituais de elevada hierarquia, obedecendo a fins superiores, e quando o encarnado em temporária liberdade pode receber a palavra e a influência diretas de seus amigos e orientadores do plano invisível.( O Consolador. Questão 49. Espírito Emmanuel.  Psicografado por Chico Xavier)
            Frequentemente, cada um de nós é avisado, pelos protetores espirituais, durante o sono natural ou provocado, de fatos que mais tarde se realizam integralmente, tais como foram vistos durante aqueles transes. Darseá então o caso de que os sucessos da existência sejam estabelecidos fatalmente, por um programa preestabelecido no Além, programa que nós mesmos, os humanos, podemos ver e analisar  contemplando a sua, por assim dizer, maqueta espiritual, durante um sonho, e, assim, avisados do que acontecerá?
            É possível que, de algum modo, seja assim. Os fatos capitais da existência humana: provações, testemunhos, reparações, etc., foram delineados, com efeito, até certo limite, como o revela a Doutrina Espírita, antes da reencarnação. Nós próprios, se pretendentes lúcidos à reencarnação, coparticipamos da elaboração do programa que deveremos viver na Terra, e, portanto, a ciência de certos acontecimentos a se desenrolarem em torno de nós, ou conosco, ficará arquivada em nossa consciência profunda, ou subconsciência. Durante a vigília ou vida normal de relação, tudo jazerá esquecido, calcado nas profundidades da nossa alma. Mas, advindo a relativa liberdade motivada pelo sono, poderemos lembrarnos de muita coisa e os fatos a se realizarem em futuro próximo serão vistos com maior ou menor clareza, e, ao despertarmos, teremos sonhado o que então virá a ser considerado o aviso, ou a premonição. É evidente que tais possibilidades derivam de uma faculdade psíquica que possuímos, espécie de mediunidade, pois a premonição não existe no mesmo  grau em todas as criaturas, embora seja disposição comum a qualquer  ser  humano, a qual, se bem desenvolvida, poderá conceder importantes revelações e provas do intercâmbio humanoespiritual, tais como as profecias de caráter geral, a se cumprirem futuramente, ou mesmo de caráter restrito ao próprio indivíduo e a outro que lhe seja afim. (Recordações da mediunidade. Cap. 9 - Premonições. Yvonne A. Pereira)
            Léon Denis, por exemplo, (...), no seu importante’ livro NO INVISÍVEL, oferecenos excelentes casos desse fenômeno, casos rigorosamente comprovados pelos acontecimentos posteriores e ocorridos com personagens importantes da História. Transcreve ele valiosas citações de outros autores, no capitulo 13º —  “Sonhos premonitórios, Clarividência. Pressentimentos”:
            Plutarco (VIDA DE JÚLIO CÉSAR) faz menção do sonho premonitório de Calpúrnia, mulher de César. Ela presenciou durante a noite a conjuração de Brutus e Cassius e o assassínio de César, e fez todo o possível por impedir este de ir ao Senado. Podese também ver em Cícero (DE  DIVINATIONE, I, 27)  o sonho de Simônides; em Valério Máximo (VII, par. I,8), o sonho premonitório de Atério Rufo e (VII, par. I, 4) o do rei Creso, anunciandolhe a morte de seu filho Athys. Em seus COMENTÁRIOS, refere Montlue que assistiu, em sonho, na véspera do acontecimento, à morte do rei Henrique II, traspassado por um golpe de lança, que num torneio lhe vibrou Montgommery. Sully, em suas MEMÓRIAS  (VII, 383), afirma que Henrique IV tinha o pressentimento de que seria assassinado em uma carruagem. Fatos mais recentes, registrados em grande número, podem ser comprobatoriamente mencionados:
            Abraão Lincoln sonhou que se achava em uma calma silenciosa, como de morte, unicamente perturbada por soluços; levantouse, percorreu várias salas e viu, finalmente, ao centro de uma delas, um catafalco em que jazia um corpo vestido de preto, guardado por soldados e rodeado de uma multidão em pranto. “Quem morreu  na Casa Branca?” – perguntou Lincoln. “O presidente;  respondeu um soldado – foi assassinado!” Nesse momento uma prolongada aclamação do povo o despertou. Pouco tempo depois morria ele assassinado.
            (...) Essas estranhas manifestações reaparecem na Idade Média:
            João Huss anuncia, do alto da fogueira, a vinda de Lutero.
            Joana d'Arc havia predito, desde Domrémy, o livramento de Orleães e a sagração de Carlos VII. Anuncia também que será ferida defronte de Orleães. Uma carta escrita pelo encarregado de negócios de Brabant, a 22 de abril de 1429, quinze dias antes do acontecimento e conservada nos arquivos de Bruxelas, contém esta passagem: “Ela predisse que será ferida por uma seta durante o assalto, mas que não morrerá; que o rei será sagrado em Reims, no próximo verão” . Profetiza seu  encarceramento e morte. Junto aos fossos de Melun, suas "vozes"  a haviam advertido de que seria entregue aos ingleses antes do dia de São João. Durante o processo, anuncia a completa expulsão dos ingleses, antes de sete anos. Sucedemse depois, em toda essa vida maravilhosa, profecias de ordem secundária: em Chinon, a morte de um soldado que a escarnecia, o qual, na mesma noite, se afogou no riacho de Vienne; em Orleães, a morte do capitão Glasdale; o livramento de Compiègne antes de SaintMartind'Hiver, etc.(No invisível. Cap. 13. Léon Denis)
            Veja o seguinte sonho premonitório relatado pelo Marechal Sir Victor Goldard, da Real Força Aérea da Nova Zelândia (Seleções, X-1951), sob o título: “Nessa noite eu deveria morrer.”
            Na véspera de embarcar, após a Guerra da Coréia, para a pátria, o marechal compareceu a uma festa em sua homenagem. Estava conversando com um amigo quando ouviu dois ingleses trocando impressões e um deles manifestava grande surpresa por vê-lo vivo.
            Forçado a dar explicações, declarou ao marechal que sonhara a noite passada que o avião em que ele viajava caíra. E fez minuciosa descrição dos passageiros, da tripulação, da praia rochosa sobre a qual o aparelho caíra e da tempestade de nove. O marechal sentiu-se aliviado: embora o seu fosse o avião do sonho, não levaria passageiros... Mas, nas horas subseqüentes, viu-se obrigado a aceitar os três passageiros referidos pelo sonhador... Bem, partiram. Depois de horas, veio à nevasca e a ameaça de acúmulo de gelo nas asas. Afinal, foram forçados a aterrissar porque a pouca gasolina não permitiria continuar a viagem com um tempo tão desfavorável. E surgiu a praia rochosa, onde conseguiram descer sem maior perigo. Sonhos desse tipo, menos dramáticos, têm aparecido na via de muita gente para dar um aviso. O que sucede inúmeras vezes é que, durante a liberdade induzida pelo sono, o espírito lembra-se de um fato programado para suceder em breve e, ao acordar, tem a impressão de ter sonhado com um “aviso”, algumas vezes, os espíritos amigos são o aviso realmente. (Evolução para o terceiro milênio. Parte 2. Cap. 4. Carlos Toledo Rizzini).
            Servindo-no do direito que a Ciência Espírita concede ao seu  adepto, de procurar instruir-se com os seus guias e amigos espirituais, sobre pontos ainda obscuros da mesma, como o fenômeno das premonições, Yvonne A. Pereira, interroga o Espírito amigo Charles sobre a questão:
            Podeis esclarecer-nos sobre o processo pelo qual somos avisados de certos acontecimentos, geralmente importantes e graves, a se realizarem conosco, e que muitas vezes se cumprem como os vimos em sonhos ou em visões?
            E ele respondeu, psicograficamente: — “Existem vários processos pelos quais o homem poderá ser informado de um ou outro  acontecimento futuro importante da sua vida. Comumente, se ele fez jus a essa advertência, ou lembrete, pois isso implica certo mérito, ou  ainda certo desenvolvimento psíquico, de quem o recebe, é um amigo do Além, um parente, o seu Espírito familiar ou o próprio Guardião Maior que lhe comunicam o fato a realizar-se, preparando-o para o evento, que geralmente é grave, doloroso, fazendo-se sempre em linguagem encenada, ou figurada, como de uso no Invisível, e daí o que chamais «avisos pelo sonho», ou  seja,  « sonhos premonitórios». De outras vezes, é o próprio indivíduo que, recordando  os acontecimentos que lhe serviriam de testemunhos reparadores, perante a lei da criação, delineados no mundo Espiritual às vésperas da reencarnação, os vê tais como acontecerão, assim os casos de morte, sua própria ou de pessoas da família, desastres, dores morais, etc., etc. E os seus protetores espirituais, que, igualmente conhecem o programa de peripécias do pupilo, delineado no  evento da reencarnação, com mais razão  o advertirão no momento necessário, seja através do sonho ou intuitivamente. (Recordações da mediunidade. Cap. 9 - Premonições. Yvonne A. Pereira)
            Se o Espírito escolhe o gênero de provas que deve sofrer, todas as tribulações da vida foram previstas e escolhidas por nós?
            Todas, não é bem o termo, pois não se pode dizer que escolhestes e previstes tudo o que vos acontece no mundo, até as menores coisas. Escolhestes o gênero de provas; os detalhes são consequências da posição escolhida, e frequentemente de vossas próprias ações. Se o Espírito quis nascer entre malfeitores, por exemplo, já sabia a que deslize se expunha, mas não conhecia cada um dos atos que praticaria; esses atos são produtos de sua vontade ou do seu livre arbítrio: O Espírito sabe que, escolhendo esse caminho, terá de passar por esse gênero de lutas; e sabe de que natureza são as vicissitudes que irá encontrar; mas não sabe quais os acontecimentos que o aguardam. Os detalhes nascem das circunstâncias e da força das coisas. Só os grandes acontecimentos, que influem no destino, estão previstos. Se tomas um caminho cheio de desvios, sabes que deves ter muitas precauções, porque corres o perigo de cair, mas não sabes quando cairás, e pode ser que nem caias, se fores bastante prudente. Se ao passar pela rua uma telha te cair na cabeça, não penses que estava escrito, como vulgarmente se diz. (O Livro dos Espíritos. Questão 259. Allan Kardec).
            Alguma coisa nos pode ser revelada sobre as nossas  existências futuras?
            Não; tudo o que a tal respeito vos disserem alguns Espíritos não passará de   gracejo e isso se compreende : a vossa existência futura  não pode  ser de   antemão  determinada, pois  que  será conforme a preparardes pelo vosso proceder na Terra e pelas resoluções  que  tomardes quando fordes Espíritos. Quanto menos tiverdes que expiar tanto mais ditosa será ela.             Saber, porém, onde   e como transcorrerá essa existência, repetimo-lo, é impossível, salvo o caso especial e raro dos Espíritos que só estão na Terra para desempenhar  uma missão importante, por que então o caminho se lhes acha,  de certo modo, traçado previamente. (O Livro dos Médiuns.  Capítulo 26 . Item   290. Allan Kardec)
            Em 17 de Janeiro de 1857, Allan Kardec recebeu uma revelação sobre sua existência futura: " Não verás, nesta existência, senão a aurora do sucesso de tua obra; será necessário que retornes, reencarnado num outro corpo, para completar o que tiveres começado, e, então, terás a satisfação de ver, em plena frutificação, a semente que tiveres difundido . (Obras Póstumas. Primeiro Anúncio de uma nova encarnação. Allan Kardec)''
            Então, ele próprio, escreveu a seguinte nota:
            "Calculando aproximadamente a duração dos trabalhos que ainda tenho de fazer e levando em conta o tempo da minha ausência e os anos da infância e da juventude, até à idade em que um homem pode desempenhar no mundo um papel, a minha volta deverá ser forçosamente no fim deste século ou no princípio do outro" (Obras Póstumas. Meu retorno. Allan Kardec).
 
Profecias que anunciaram a vinda de Jesus:
1.Seria chamado de Emmanuel (significado do nome: Deus conosco):
ANTIGO TESTAMENTO: Isaias 7:14 - Portanto, o mesmo Senhor vos dará um sinal: eis que uma "virgem" conceberá, e dará à luz um filho, e será o seu nome Emanuel.
NOVO TESTAMENTO: Mateus 1:23 - Eis que a "virgem" conceberá e dará à luz um filho, que se chamará Emanuel.   
Obs.: A palavra " virgem " deve ser traduzida como "jovem" .

2. A época e confirmação de seu nascimento:
ANTIGO TESTAMENTO: Daniel 9:25 - Sabe e entende: desde a saída da ordem para restaurar, e para edificar a Jerusalém, até ao Messias, o Príncipe, haverá   sete semanas, e sessenta e duas semanas ; as ruas e o muro se reedificarão, mas em tempos angustiosos.
NOVO TESTAMENTO: João 4:25-26 -  A mulher disse-lhe: Eu sei que o Messias (que se chama o Cristo) vem; quando ele vier, nos anunciará tudo. Jesus disse-lhe: Eu o sou, eu que falo contigo.

3. Nasceria em Belém:
ANTIGO TESTAMENTO: Miquéias 5:2 - E tu, Belém Efrata, posto que pequena entre os milhares de Judá, de ti me sairá o que governará em Israel, e cujas saídas são desde os tempos antigos, desde os dias da eternidade.
NOVO TESTAMENTO: Mateus 2:1 - E, tendo nascido Jesus em Belém de Judéia, no tempo do rei Herodes, eis que uns magos vieram do oriente a Jerusalém.

4. A Matança dos Meninos:
ANTIGO TESTAMENTO: Jeremias 31:15 -  Eis o que diz o Senhor: ouve-se em Ramá uma voz, lamentos e amargos soluços. É Raquel que chora os filhos, recusando ser consolada, porque já não existem.
NOVO TESTAMENTO: Mateus 2:18 - Em Ramá se ouviu uma voz, choro e grandes lamentos: é Raquel a chorar seus filhos; não quer consolação, porque já não existem.

5. A Fuga para o Egito:
ANTIGO TESTAMENTO: Oséias 11:1 - Israel era ainda criança, e já eu o amava, e do Egito chamei meu filho.
NOVO TESTAMENTO: Mateus 2:15 - Ali permaneceu até a morte de Herodes para que se cumprisse o que o Senhor dissera pelo profeta: Eu chamei do Egito meu filho.

6.Envio do Mensageiro:
ANTIGO TESTAMENTO: Malaquias 3:1 - Vou mandar o meu mensageiro para preparar o meu caminho. E imediatamente virá ao seu templo o Senhor que buscais o anjo da aliança que desejais. Ei-lo que vem – diz o Senhor dos exércitos.
NOVO TESTAMENTO: Mateus 11:10 -  É dele que está escrito: Eis que eu envio meu mensageiro diante de ti para te preparar o caminho.

7. Elias retornaria antes do terrível dia do Senhor:
ANTIGO TESTAMENTO: Malaquias 3:23 - Vou mandar-vos o profeta Elias, antes que venha o grande e temível dia do Senhor.
NOVO TESTAMENTO: Mateus 17:12, 13 - Mas digo-vos que Elias já veio, e não o conheceram, mas fizeram-lhe tudo o que quiseram.  Assim também o Filho do Homem há de padecer nas mãos deles. Então entenderam os discípulos que lhes falara de João o Batista.

8. Clarão nas Trevas:
ANTIGO TESTAMENTO: Isaias 9:1 -  O povo que andava nas trevas viu uma grande luz; sobre aqueles que habitavam uma região tenebrosa resplandeceu uma luz.
NOVO TESTAMENTO: Mateus 4:16 - este povo, que jazia nas trevas, viu resplandecer uma grande luz; e surgiu uma aurora para os que jaziam na região sombria da morte.

9. Como Servo de Deus:
ANTIGO TESTAMENTO: Isaias 42:1 -  Eis meu Servo que eu amparo, meu eleito ao qual dou toda a minha afeição, faço repousar sobre ele meu espírito, para que leve às nações a verdadeira religião.
NOVO TESTAMENTO: Mateus 12:18 - Eis aqui o meu servo, que escolhi o meu amado, em quem a minha alma se compraz; porei sobre ele o meu espírito, e anunciará aos gentios o juízo.
 
10. Seria Sacerdote como Melquisedeque:
ANTIGO TESTAMENTO: Salmos 110:4 - Jurou o Senhor, e não se arrependerá: tu és um sacerdote eterno, segundo a ordem de Melquisedeque.
NOVO TESTAMENTO: Hebreus 6:20 - Onde Jesus, nosso precursor, entrou por nós, feito eternamente sumo sacerdote, segundo a ordem de Melquisedeque.

11. Como Profeta:
ANTIGO TESTAMENTO: Deuteronômio 18:15 - O Senhor teu Deus te levantará um profeta do meio de ti, de teus irmãos, como eu; a ele ouvireis;
NOVO TESTAMENTO: João 6:14 - Vendo, pois, aqueles homens o milagre que Jesus tinha feito, diziam: Este é verdadeiramente o profeta que devia vir ao mundo.

12.Falava por Parábolas:
ANTIGO TESTAMENTO: Salmos 78:2 - Abrirei a minha boca numa parábola; falarei enigmas da antiguidade.
NOVO TESTAMENTO: Mateus 13:35 - para que se cumprisse a profecia: Abrirei a boca para ensinar em parábolas; revelarei coisas ocultas desde a criação.

13.Serão Todos Ensinados por Deus:
ANTIGO TESTAMENTO: Isaias 54:13 -  Assim, todo aquele que ouviu o Pai e foi por ele instruído vem a mim.Todos os teus filhos serão instruídos pelo Senhor, e a felicidade deles será grande; tu serás fundada sobre a justiça.
NOVO TESTAMENTO: João 6:45 - Está escrito nos profetas: E serão todos ensinados por Deus. Portanto, todo aquele que do Pai ouviu e aprendeu vem a mim.

14.Evangelização, Cura e Desobsessão:
ANTIGO TESTAMENTO: Isaias 61:1 - O Espírito do Senhor Jeová está sobre mim, porque o Senhor me ungiu para pregar boas-novas aos mansos; enviou-me a restaurar os contritos de coração, a proclamar liberdade aos cativos e a abertura de prisão aos presos;
NOVO TESTAMENTO: Lucas 4:17-19 E foi-lhe dado o livro do profeta Isaías; e, quando abriu o livro, achou o lugar em que estava escrito: O Espírito do Senhor é sobre mim, pois que me ungiu para evangelizar os pobres, enviou-me a curar os quebrantados do coração, a apregoar liberdade aos cativos, a dar vista aos cegos, a pôr em liberdade os oprimidos, a anunciar o ano aceitável do Senhor.

15.Coração Endurecido:
ANTIGO TESTAMENTO: Isaias 6:9 - Vai, pois, dizer a esse povo, disse ele: Ouvis de fato e não entendeis, e vedes, em verdade, mas não percebeis.
NOVO TESTAMENTO: Mateus 13:15 - Porque o coração deste povo está endurecido, e ouviram de mau grado com seus ouvidos, e fecharam seus olhos; Para que não vejam com os olhos, e ouçam com os ouvidos, e compreendam com o coração, e se convertam, e eu os cure.

16. Honram-me só com os lábios:
ANTIGO TESTAMENTO: Isaias 29:13 - O Senhor disse: Esse povo vem a mim apenas com palavras e me honra só com os lábios, enquanto seu coração está longe de mim , e o seu temor para comigo consiste só em mandamento de homens em que foi instruído.
NOVO TESTAMENTO: Mateus 15:9 - Vão é o culto que me prestam, porque ensinam preceitos que só vêm dos homens.

17.Desprezado pelos Judeus:
ANTIGO TESTAMENTO: Isaías 53:3 - Era desprezado, e o mais rejeitado entre os homens, homem de dores, e experimentado nos trabalhos; e, como um de quem os homens escondiam o rosto, era desprezado, e não fizemos dele caso algum.
NOVO TESTAMENTO: João 1:11 - Veio para o que era seu, e os seus não o receberam.

18.Entrada triunfal em Jerusalém:
ANTIGO TESTAMENTO: Zacarias 9:9 - Exulta de alegria, filha de Sião, solta gritos de júbilo, filha de Jerusalém; eis que vem a ti o teu rei, justo e vitorioso; ele é simples e vem montado num jumento, no potro de uma jumenta.
NOVO TESTAMENTO: Mateus 21:5 -  Dizei à filha de Sião: Eis que teu rei vem a ti, cheio de doçura, montado numa jumenta, num jumentinho, filho da que leva o jugo

19. Seria vendido por trinta moedas:
ANTIGO TESTAMENTO: Zacarias 11:13 - O Senhor, pois, disse-me: Arroja isso ao oleiro, esse belo preço em que fui avaliado por eles. E tomei as trinta moedas de prata, e as arrojei ao oleiro, na casa do Senhor.
NOVO TESTAMENTO: Mateus 26:14-15 - Então um dos doze, chamado Judas Iscariotes, foi ter com os príncipes dos sacerdotes, E disse: Que me quereis dar, e eu vo-lo entregarei? E eles lhe pesaram trinta moedas de prata.
 
20.Seria traído por um amigo:
ANTIGO TESTAMENTO: Salmos 41: 9 - Até o meu próprio amigo íntimo em quem eu tanto confiava, e que comia do meu pão, levantou contra mim o seu calcanhar.
NOVO TESTAMENTO: Marcos 14:10; 21 -  Então Judas Iscariotes, um dos doze, foi ter com os principais sacerdotes para lhes entregar Jesus. (...)Pois o Filho do homem vai, conforme está escrito a seu respeito; mas ai daquele por quem o Filho do homem é traído! bom seria para esse homem se não houvera nascido.

21.O Pastor seria ferido:
ANTIGO TESTAMENTO: Zacarias 13:7 - Espada, levanta-te contra o meu pastor, (contra o meu companheiro – oráculo do Senhor dos exércitos). Fere o pastor, que as ovelhas sejam dispersas: Voltarei a minha mão até mesmo contra os pequenos.
NOVO TESTAMENTO: Mateus 26:31 - Disse-lhes então Jesus: Esta noite serei para todos vós uma ocasião de queda; porque está escrito: Ferirei o pastor, e as ovelhas do rebanho serão dispersadas.                

22.Permanecia em silêncio quando o acusavam:
ANTIGO TESTAMENTO: Isaias 53:7 - Ele foi oprimido e afligido, mas não abriu a sua boca; como um cordeiro foi levado ao matadouro, e como a ovelha muda perante os seus tosquiadores, assim ele não abriu a sua boca.
NOVO TESTAMENTO: Mateus 27:12-14 - E, sendo acusado pelos príncipes dos sacerdotes e pelos anciãos, nada respondeu.  Disse-lhe então Pilatos: Não ouves quanto testificam contra ti? E nem uma palavra lhe respondeu, de sorte que o presidente estava muito maravilhado.

23.Seria golpeado e cuspido:
ANTIGO TESTAMENTO: Isaias 50:6 - As minhas costas ofereci aos que me feriam, e a minha face aos que me arrancavam os cabelos; não escondi a minha face dos que me afrontavam e me cuspiam.
NOVO TESTAMENTO: Marcos 14:65/ 15:17 - E alguns começaram a cuspir nele, e a cobrir-lhe o rosto, e a dar-lhe punhadas, e a dizer-lhe: Profetiza. E os servidores davam-lhe bofetadas. (...) E vestiram-no de púrpura, e tecendo uma coroa de espinhos, lha puseram na cabeça.

24.Foi contado entre os malfeitores:
ANTIGO TESTAMENTO: Isaias 53:12 - Eis por que lhe darei parte com os grandes, e ele dividirá a presa com os poderosos: porque ele próprio deu sua vida, e deixou-se colocar entre os criminosos, tomando sobre si os pecados de muitos homens, e intercedendo pelos culpados.
NOVO TESTAMENTO: Marcos 15:28 - Cumpriu-se assim a passagem da Escritura que diz: Ele foi contado entre os malfeitores.

25.Dariam a Ele fel e vinagre:
ANTIGO TESTAMENTO: Salmos 69:21 - Deram-me fel por mantimento, e na minha sede me deram a beber vinagre.
NOVO TESTAMENTO: Mateus 27: 34; 48 -  Deram-lhe a beber vinho misturado com fel; mas ele, provando-o, não quis beber. (...) E logo correu um deles, tomou uma esponja, ensopou-a em vinagre e, pondo-a numa cana, dava-lhe de beber.

26.Os soldados lançariam sorte sobre suas roupas:
ANTIGO TESTAMENTO: Salmos 22:18 -  Repartem entre si as minhas vestes, e sobre a minha túnica lançam sortes.
NOVO TESTAMENTO: João 19:24 - Pelo que disseram uns aos outros: Não a rasguemos, mas lancemos sortes sobre ela, para ver de quem será (para que se cumprisse a escritura que diz: Repartiram entre si as minhas vestes, e lançaram sortes). E, de fato, os soldados assim fizeram.

27. Nenhum de seus ossos serão quebrados:
ANTIGO TESTAMENTO: Salmos 34:20 - Ele lhe guarda todos os seus ossos; nem sequer um deles se quebra.
NOVO TESTAMENTO: João 19:36 - Assim se cumpriu a Escritura: Nenhum dos seus ossos será quebrado.

28. Verão aqueles que transpassaram:
ANTIGO TESTAMENTO: Zacarias 12:10 - Suscitarei sobre a casa de Davi e sobre os habitantes de Jerusalém um espírito de boa vontade e de prece, e eles voltarão os seus olhos para mim. Farão lamentações sobre aquele que traspassaram, como se fosse um filho único; chorá-lo-ão amargamente como se chora um primogênito.
NOVO TESTAMENTO: João 19:37 - E diz em outra parte a Escritura: Olharão para aquele que transpassaram.              
 
29.Suas mãos e pés foram transpassados (furados):
ANTIGO TESTAMENTO: Salmos 22:16 -  Pois cães me rodeiam; um ajuntamento de malfeitores me cerca; transpassaram-me as mãos e os pés.
NOVO TESTAMENTO: Mateus 27:38 - E foram crucificados com ele dois salteadores, um à direita, e outro à esquerda.

30.Zombaram Dele na cruz:
ANTIGO TESTAMENTO: Salmos 22:7,8  -  Todos os que me vêem zombam de mim, estendem os lábios e meneiam a cabeça, dizendo:  Confiou no Senhor, que o livre; livre-o, pois nele tem prazer.
NOVO TESTAMENTO: Mateus 27:41-43 - (...) escarnecendo, diziam:  Salvou os outros, e a si mesmo não pode salvar-se. Se é o Rei de Israel, desça agora da cruz, e creremos nele.  Confiou em Deus; livre-o agora, se o ama; porque disse: Sou Filho de Deus.

31.Sua Ressurreição:
ANTIGO TESTAMENTO: Salmos 16:10 - Pois não deixarás a minha alma no inferno, nem permitirás que o teu Santo veja corrupção.
NOVO TESTAMENTO: Mateus 16:21 - Desde então começou Jesus a mostrar aos seus discípulos que convinha ir a Jerusalém, e padecer muitas coisas dos anciãos, e dos principais dos sacerdotes, e dos escribas, e ser morto, e ressuscitar ao terceiro dia.

32. Tomou as nossas enfermidades:
ANTIGO TESTAMENTO: Isaias 53:4 - Em verdade, ele tomou sobre si nossas enfermidades, e carregou os nossos sofrimentos: e nós o reputávamos como um castigado, ferido por Deus e humilhado.
NOVO TESTAMENTO: Mateus 8:17 - Assim se cumpriu a predição do profeta Isaías: Tomou as nossas enfermidades e sobrecarregou-se dos nossos males.
 
33.A Pedra Angular:
ANTIGO TESTAMENTO: Salmos 118:22 - A pedra rejeitada pelos arquitetos tornou-se a pedra angular.
NOVO TESTAMENTO: Lucas  20:17 -  Mas Jesus, fixando o olhar neles, disse-lhes: Que quer dizer então o que está escrito: A pedra que os edificadores rejeitaram tornou-se a pedra angular.
 
Bibliografia:
- O Livro dos Espíritos. Questões 259, 402, 455, 522, 853, 859, 868, 869, 870. Allan Kardec.
- O Livro dos Médiuns.  Capítulo 26 . Item  289 e 290. Allan Kardec.
-Obras Póstumas. Manifestações dos Espíritos. Item 6. Dos médiuns /  Minha Missão. 12 de Junho de 1856  / A segunda vista / Primeiro Anúncio de uma nova encarnação. Allan Kardec.
- A Gênese.  Cap16- Teoria da presciência. Itens 1,2, 3, 4, 5, 6, 7, 12, 13, 14, 15, 16 e 17 / Cap. 17. Item 45. Allan Kardec.
- Revista Espírita.  Março de 1858. A fatalidade e os pressentimentos. São Luiz/ Allan Kardec.
- Revista Espírita. Janeiro de 1859. A S. A. O  Príncipe  G. Allan Kardec.
- Revista Espírita.  Abril de 1867. Do Espírito profético. Allan Kardec.
- O Consolador. Questões 49, 262, 276, 277, 278, 279. Espírito Emmanuel.  Psicografado por Chico Xavier.
- Plantão de respostas. Pinga fogo II. Emmanuel/ Chico Xavier.
- Caderno de mensagens.  Revista Boa Vontade, Ano I, n° 4 — Outubro de 1956. Emmanuel/ Chico Xavier.
- O Espírito do Cristianismo. Aviso profético do nascimento de Jesus / Entrada triunfal em Jerusalém/ Os dois cruxificados. Cairbar Schutel.
- Evolução para o terceiro milênio. Parte 2. Cap. 4. Carlos Toledo Rizzini.
- Transição planetária. Introdução. Manoel Philomeno de Miranda. Divaldo P. Franco.
 - Recordações da mediunidade. Cap. 9 - Premonições. Yvonne A. Pereira.
- No invisível. Cap. 13. Léon Denis.
- Bíblia : Mateus 16:27-27/  24:10-13; 29-30;  S. Marcos 13: 32.

Passatempo Espírita © 2013 - 2021. Todos os direitos reservados.

Desenvolvido por Webnode