Aula 69 - O Pensamento: força criadora*

Ciclo 2 - História:  A lição do espelho -  Atividade: LE - L3 - Cap.  10 - 3 -  Liberdade de pensamento.  

Ciclo 3 - História:  O poder da oração -  Atividade: PH - Paulo de Tarso - 16. Pensamento.  

 

Dinâmica: Criação mental.    

Mensagens Espíritas: Pensamento.

Sugestão de vídeo: Música: Pensamento e cor (Dica: pesquise no Youtube)

Sugestão de livros infantis: - A fábrica de pensamentos. Elizabeth Mendes Araujo Miyashiro. Editora Aliança. 

- Pinote, o fracote e Janjão, o forte. Fernanda Lopes de Almeida. Editora ática.

 

Leitura da Bíblia: Salmos – Capítulo 94


94.11   O SENHOR conhece os pensamentos do homem, que são pensamentos vãos.


 

Colossenses – Capítulo 3


3.2   Pensai nas coisas lá do alto, não nas que são aqui da terra;


 

1 Corintios – Capítulo 14


14.20 Irmãos, deixem de pensar como crianças. Com respeito ao mal, sejam crianças; mas, quanto ao modo de pensar, sejam adultos.


 

1 Pedro – Capítulo 3


3.8 Quanto ao mais, tenham todos o mesmo modo de pensar, sejam compassivos, amem-se fraternalmente, sejam misericordiosos e humildes.


 

Tópicos a serem abordados:

- Os pensamentos (matéria mental) são idéias criadas pelo Espírito.   Quando pensamos, emitimos ondas mentais (eletromagnéticas), que transportam energia. O nosso cérebro é como um aparelho emissor e receptor de ondas mentais. Os pensamentos atravessam a atmosfera em todas as direções e a todo instante. É, pois, pelo pensamento que nos comunicamos com os Espíritos e o meio mais eficaz é a prece.  

-  As ondas mentais quando se deslocam no espaço executam um tipo de movimento que se chama vibratório. Os espíritos puros possuem pensamentos com alto poder de penetração, pois o seu comprimento da sua onda é menor e maior é a freqüência vibratória. Os pensamentos inferiores, portanto, possuem baixa vibração.   

-  O pensamento é , força viva e atuante, que procede da mente, cuja velocidade supera a da luz, que é de 300.000 km/s, aproximadamente.  

- O Espiritismo nos revela que o espaço universal não é vazio, ele é preenchido por um fluido  etéreo, chamado de fluido universal.  O fluido universal é o veículo do pensamento, da mesma forma que o ar é o veículo do som,  com a diferença de que o som pode se manifestar apenas num raio muito limitado, enquanto o pensamento atinge o infinito.

-  O pensamento atua sobre os fluidos ambientes, como o som age sobre o ar; esses fluidos nos trazem o pensamento, como o ar nos traz o som. Os Espíritos atuam sobre os fluidos espirituais, não manipulando-os como os homens manipulam os gases, mas empregando o pensamento e a vontade. Para os Espíritos, o pensamento e a vontade são o que é a mão para o homem. Pelo pensamento, eles imprimem àqueles fluidos tal ou qual direção, os aglomeram, combinam ou dispersam, organizam com eles conjuntos que apresentam uma aparência, uma forma, uma coloração determinadas.

- Basta o Espírito pensar numa coisa para que tal coisa se produza. O pensamento do Espírito cria fluidicamente os objetos que ele esteja habituado a usar (por exemplo: roupas, sapatos, livros, bolsas, etc.).

- Além disso, quando pensamos estamos criando imagens fluídicas  que se  refletem no   nosso    perispírito,   como    uma   fotografia.  Se alguém pensar, em uma linda paisagem, por exemplo, esta cena se desenha, como num quadro e pode ser vista pelos Espíritos.  

- A qualidade dos fluidos pode ser determinada de acordo com o tipo de pensamento. Se os sentimentos são de ódio, de inveja, de orgulho, de egoísmo, os fluídos terão aspectos irritantes e tóxicos, mas se os sentimentos são de amor, bondade, caridade, doçura, os fluídos terão aspectos calmantes e reparadores. Os fluídos podem ser absorvidos pelo períspirito (corpo espiritual). Portanto, se os são de boa natureza, o corpo recebe uma boa impressão; mas se são maus, a impressão é ruim. Assim se explicam os efeitos que se produzem nos lugares em que se há reunião de pessoas.

 - A nossa mente interfere sobre as células do nosso corpo físico. Portanto, cultivar bons pensamentos proporciona boas energias que equilibram e deixam o nosso corpo saudável. Cultivar maus pensamentos causam perturbações e doenças que se refletem no nosso organismo.

- Nós somos o que pensamos. Jesus disse: “Não é o que entra pela boca que contamina o homem, mas sim aquilo que, impropriamente, lhe sai do coração”. (Mateus 15:17-18)

 

Perguntas para fixação:

1. Quem cria o pensamento?

2. Por qual meio podemos nos comunicar com os espíritos?

3. Quais Espíritos possuem alto poder de penetração do pensamento?

4. Qual é a velocidade do pensamento?

5. Por qual meio o pensamento se propaga no espaço?

6. Como os objetos fluídicos são criados pelos Espíritos?

7. Se pensarmos em uma paisagem, os Espíritos poderão ver esta imagem?

8. Quem determina a qualidade boa ou ruim do fluído?

 

Subsídio para o Evangelizador:

         O pensamento é força viva e atuante, porque procede da mente que tem a sua sede no ser espiritual, sendo, portanto, a exteriorização da Entidade eterna. (Vida: Desafios e soluções. Cap. 11. Espírito Joanna de Ângelis. Psicografado por Divaldo P. Franco).

            A mente é dínamo gerador de energia de difícil catalogação, que se expressa automaticamente, conforme o conteúdo emocional de que se reveste. Exteriorização do Espírito, é interpretada pelo cérebro que a transforma em ideia, tornando-a veículo de comunicação e de expressão variada. Força irradiante, o seu teor vibratório resulta dos sentimentos daquele que a emite.  (Dias gloriosos. Cap. 2 - Forças mentais. Espírito Joanna de Ângelis. Psicografado por Divaldo P. Franco).

            As idéias são criações do nosso Espírito.

Criações incessantes, ininterruptas, que se projetam no Espaço e no Tempo, adquirindo forma, movimento, direção e tonalidades equivalentes à natureza, superior ou inferior, das idéias criadas. (Estudando a mediunidade. Cap. 3. Martins Peralva).     

             Como alicerce vivo de todas as realizações nos planos físico e extrafísico, encontramos o pensamento por agente essencial. Entretanto, ele ainda é matéria, — a matéria mental, em que as leis de formação das cargas magnéticas ou dos sistemas atômicos pre­valecem sob novo sentido, compondo o maravilhoso mar de energia sutil em que todos nos achamos submersos e no qual surpreendemos elementos que transcendem o sistema periódico dos elementos quí­micos conhecidos no mundo.

            Temos, ainda aqui, as formações corpuscula­res, com bases nos sistemas atômicos em diferentes condições vibratórias, considerando os átomos, tan­to no plano físico, quanto no plano mental, como associações de cargas positivas e negativas.

            Isso nos compele naturalmente a denominar tais princípios de «núcleos, prótons, nêutrons, posítrons, elétrons ou fótons mentais», em vista da ausência de terminologia analógica para estrutu­ração mais segura de nossos apontamentos.

            Assim é que o halo vital ou aura de cada cria­tura permanece tecido de correntes atômicas sutis dos pensamentos que lhe são próprios ou habituais, dentro de normas que correspondem à lei dos «quan­ta de energia» e aos princípios da mecânica ondu­latória, que lhes imprimem frequência e cor pecu­liares. (Mecanismos da Mediunidade. Cap. 4. Espírito André Luiz. Psicografado por Chico Xavier)

            Na verdade, vivemos num universo de ondas; até as partículas elementares usuais da matéria, elétrons e prótons, ao se deslocarem originam uma onda associada. Raios diversos atravessam a nossa atmosfera em todas as direções e a todo instante. Nesse contexto físico, o cérebro surge como um aparelho emissor e receptor de ondas mentais; o pensamento é um fluxo energético do campo espiritual; é ainda considerado matéria (matéria mental), mas, segundo os nossos padrões, matéria rarefeita que se comporta como energia.

            A palavra vibração e seus derivados são empregados muito extensamente na linguagem espírita. Para compreender o seu sentido, no caso, e o de sintonia, igualmente muito difundida, convém examinar a questão fazendo apelo primeiro aos aspectos físicos desses conceitos.

            Uma vibração é um movimento de vaivém, como executa o pêndulo de um relógio, aí muito lentamente, é claro. Chama-se movimento vibratório e pode ser comparado a uma oscilação e a uma pulsação. As ondas quando se deslocam no espaço executam esse tipo de movimento, quer dizer: a luz, por exemplo, não segue em frente sob a forma de um fluxo contínuo como água jorrando de uma torneira, mas caminha executando movimentos internos de vaivém. O movimento vibratório costuma ser caracterizado por duas medidas definidas: I) comprimento de onda, que é o espaço percorrido durante uma vibração completa; 2) frequência, que é o número de vibrações por segundo. Assim, uma radiação ou onda pode ser curta, longa, etc., ou rápida, lenta, etc. Servem de exemplo os raios ultravioletas com 0,004mm de comprimento de onda e 750 trilhões de frequencia (são os raios mais rápidos da radiação solar), e os raios X, que medem 0,000.000.03-0.000.000.15mm, sendo curtíssimos e extremamente rápidos.    Quanto menor o comprimento de onda, tanto maior é a frequência vibratória e a capacidade de penetrar. Os espíritos puros emitem raios ultracurtos, dotados de magno poder de penetração. Por padrão vibratório designa-se o tipo de vibrações de um indivíduo: baixo, inferior, elevado, etc.  ( Evolução para o terceiro milênio. Parte II. Cap.4 . Item 11. Carlos Toledo Rizzini)

     (...) Toda particula da corrente mental, nascida das emo­ções e desejos recônditos do Espírito, através dos fenômenos íntimos e profundos da consciência, cuja estrutura ainda não conseguimos abordar, se des­loca, produzindo irradiações eletromagnéticas, cuja frequência varia conforme os estados mentais do emissor, qual acontece na chama, cujos fótons arremessados em todas as direções são constituídos por grânulos de força cujo poder se revela mais, ou menos intenso, segundo a frequência da onda em que se expressam. (Mecanismos da Mediunidade. Cap. 10. Espírito André Luiz. Psicografado por Chico Xavier)

     Sintonia é a identidade ou harmonia vibratória, isto é, o grau de semelhança das emissões ou radiações mentais de dois ou mais espíritos, encarnados ou desencarnados. Estão em sintonia pessoas e espíritos que têm pensamentos, sentimentos e ideais semelhantes. Por outras palavras, a sintonia é uma expressão física de uma realidade mais profunda, que é a afinidade moral.  ( Evolução para o terceiro milênio. Parte II. Cap.4 . Item 11. Carlos Toledo Rizzini)

            Duas pessoas, ao se evocarem reciprocamente, poderiam transmitir seus pensamentos e se corresponderem?

            Sim, e essa telegrafia humana será um dia um meio universal de Correspondência.

            Por que não pode ser praticada desde já?

            Ela é praticada por certas pessoas, mas não por todas; é preciso que os homens se purifiquem para que seu Espírito se desprenda da matéria, e é ainda uma razão para fazer a evocação em nome de Deus. Até lá, ela está circunscrita às almas mais esclarecidas e desmaterializadas, o que raramente se encontra no estado atual dos habitantes da Terra. (O Livro dos médiuns. Segunda Parte. Cap.  25. Item 285. Allan Kardec)

            Quando se estuda, nos seus diversos aspectos, o fenômeno da telepatia, as vistas gerais que daí resultam aumentam pouco a pouco e somos levados a reconhecer nele um processo de comunicação de alcance incalculável. A princípio, esse fenômeno nos foi apresentado como uma simples transmissão, quase mecânica, de pensamentos e imagens entre dois cérebros; mas o fenômeno vai revestir as formas mais variadas e impressionantes.

         (...) A ação telepática não conhece limites; suprime todos os obstáculos e liga os vivos da Terra aos vivos do espaço, o mundo visível aos mundos invisíveis, o homem a Deus; une-os da maneira mais estreita, mais íntima.

         Os meios de transmissão que ela nos revela constituem a base das relações sociais entre os Espíritos, o seu modo usual de permutarem as idéias e as sensações. O fenômeno que na Terra se chama telepatia não é outra coisa senão o processo de comunicação entre todos os seres pensantes na vida superior e a oração é uma das suas formas mais poderosas, uma das suas aplicações mais elevadas e mais puras. A telepatia é a manifestação de uma lei universal e eterna.

         Todos os seres, todos os corpos permutam vibrações. Os astros exercem influência através das imensidades siderais; do mesmo modo, as almas, que são sistemas de forças e focos de pensamentos, impressionam-se reciprocamente e podem comunicar-se a todas as distâncias. A atração estende-se às almas como aos astros; atrai-os para um Centro comum, eterno e divino. Uma dupla relação se estabelece. Suas aspirações sobem para ele na forma de apelos e orações. E, sob a forma de graças e inspirações, descem os socorros. (O problema do ser, do destino e da dor. Cap. 6. Léon Denis).

             Como os Espíritos dispersos no espaço ou nos diferentes mundos podem ouvir de todos os pontos do universo as evocações que são feitas?

            Muitas vezes, são prevenidos pelos Espíritos familiares, que vos rodeiam e que vão procurá-los; mas se passa aqui um fenômeno difícil de vos explicar, pois ainda não podeis compreender o modo de transmissão do pensamento entre os Espíritos. O que posso vos dizer é que o Espírito que evocais, por mais afastado que esteja, recebe, por assim dizer, a repercussão do pensamento como uma espécie de vibração elétrica, que chama sua atenção para o lado de onde vem o pensamento que se dirige a ele. Pode-se dizer que ouve o pensamento, como na Terra ouvis a voz. (O Livro dos Médiuns. Segunda Parte. Cap. 25. Questão 5. Allan Kardec)

            No livro '' Ação e reação'',  relata o seguinte: (...) '' O pensamento é , força viva e atuante, cuja velocidade supera a da luz. Emitido por nós, volta inevitavelmente a nós mesmos, compelindo-nos a viver, de maneira espontânea, em sua onda de formas criadoras, que naturalmente se nos fixam no espírito quando ali­mentadas pelo combustível de nosso desejo ou de nossa atenção. Daí, a necessidade imperiosa de nos situarmos nos ideais mais nobres e nos propósitos mais puros da vida, porque energia, atraem energias da mesma natureza, e, quando estacionários na viciação ou na sombra, as forças mentais que exteriorizamos retornam ao nosso espírito, reanimadas e intensificadas pelos elementos que com elas se harmonizam, engrossando, dessa forma, as grades da prisão em que nos detemos irrefletidamente, convertendo-se-nos a alma num mundo fechado, em que as vozes e os quadros de nossos próprios pensamentos, acrescidos pelas sugestões daqueles que se ajustam ao nosso modo de ser, nos impõem reiteradas alucinações, anulando-nos, de modo temporário, os sentidos sutis. (Ação e reação. Cap. 4. Espírito André Luiz. Psicografado por Chico Xavier).

            É responsável o homem pelo seu pensamento?

            Perante Deus, é. Somente a Deus sendo possível conhecê-lo, Ele o condena ou absolve, segundo a Sua justiça. ( O Livro dos Espíritos. Questão 834. Allan Kardec)

     O pensamento é, sem dúvida, força criadora de nossa própria alma e, por isto mesmo, é a con­tinuação de nós mesmos. Através dele, atuamos no meio em que vivemos e agimos, estabelecendo o padrão de nossa influência, no bem ou no mal. (Libertação. Cap. 17. Espírito André Luiz. Psicografado por Chico Xavier)

            É o veículo de múltiplas manifestações anímicas, em razão de proceder do Espírito que a emite, qual antena que não cessa de vibrar. Ao mesmo tempo responde pelas diversas ocorrências da telepatia, da telecinesia ou movimentação espontânea de objetos, da combustão natural, sendo um agente poderoso e ignorado que se encontra à disposição da criatura humana, que a não tem sabido orientar corretamente. (Dias gloriosos. Cap. 2 - Forças mentais. Espírito Joanna de Ângelis. Psicografado por Divaldo P. Franco).

            O pensamento é o atributo característico do ser espiritual; é ele que distingue o espírito da matéria; sem o pensamento o espírito não seria espírito. A vontade não é um atributo especial do espírito; é o pensamento chegado a um certo grau de energia; é o pensamento transformado em força motriz. É pela vontade que o espírito imprime aos membros e ao corpo movimentos num determinado sentido. Mas se tem a força de agir sobre os órgãos materiais, quanto maior não deve ser essa força sobre os elementos fluídicos que nos rodeiam! O pensamento atua sobre os fluidos ambientes, como o som age sobre o ar; esses fluidos nos trazem o pensamento, como o ar nos traz o som. Pode, pois, dizer-se com toda a verdade que há nesses fluidos ondas e raios de pensamentos que se cruzam sem se confundirem, como há no ar ondas e raios sonoros. (Revista Espírita. Dezembro de 1864. Comunhão de pensamentos. Allan Kardec).

            Os Espíritos atuam sobre os fluidos espirituais, não manipulando-os como os homens manipulam os gases, mas empregando o pensamento e a vontade. Para os Espíritos, o pensamento e a vontade são o que é a mão para o homem. Pelo pensamento, eles imprimem àqueles fluidos tal ou qual direção, os aglomeram, combinam ou dispersam, organizam com eles conjuntos que apresentam uma aparência, uma forma, uma coloração determinadas; mudam-lhes as propriedades, como um químico muda a dos gases ou de outros corpos, combinando-os segundo certas leis. É a grande oficina ou laboratório da vida espiritual.     

            Algumas vezes, essas transformações resultam de uma intenção; doutras, são produto de um pensamento inconsciente. Basta que o Espírito pense uma coisa, para que esta se produza, como basta que modele uma ária, para que esta repercuta na atmosfera.

            É assim, por exemplo, que um Espírito se faz visível a um encarnado que possua a vista psíquica, sob as aparências que tinha quando vivo na época em que o segundo o conheceu, embora haja ele tido, depois dessa época, muitas encarnações. Apresenta-se com o vestuário, os sinais exteriores - enfermidades, cicatrizes, membros amputados, etc. - que tinha então.

            (...)  Por análogo efeito, o pensamento do Espírito cria fluidicamente os objetos que ele esteja habituado a usar. Um avarento manuseará ouro, um militar trará suas armas e seu uniforme, um fumante o seu cachimbo, um lavrador a sua charrua e seus bois, uma mulher velha a sua roca. Para o Espírito, que é, também ele, fluídico, esses objetos fluidicos são tão reais, como o eram, no estado material, para o homem vivo; mas, pela razão de serem criações do pensamento, a existência deles é tão fugitiva quanto a deste.  ( A Gênese. Cap. 14. Item 14. Allan Kardec)

            Sendo os fluidos o veículo do pensamento, este atua sobre os fluidos como o som sobre o ar; eles nos trazem o pensamento, como o ar nos traz o som..

            (...) Há mais: criando imagens fluídicas, o pensamento se reflete no envoltório perispirítico, como num espelho; toma nele corpo e aí de certo modo se fotografa. Tenha um homem, por exemplo, a idéia de matar a outro: embora o corpo material se lhe conserve impassível, seu corpo fluídico é posto em ação pelo pensamento e reproduz todos os matizes deste último; executa fluidicamente o gesto, o ato que intentou praticar. O pensamento cria a imagem da vítima e a cena inteira é pintada, como num quadro, tal qual se lhe desenrola no espírito.

            Desse modo é que os mais secretos movimentos da alma repercutem no envoltório fluídico; que uma alma pode ler noutra alma como num livro e ver o que não é perceptível aos olhos do corpo. Contudo, vendo a intenção, pode ela pressentir a execução do ato que lhe será a consequência, mas não pode determinar o instante em que o mesmo ato será executado, nem lhe assinalar os pormenores, nem, ainda, afirmar que ele se dê, porque circunstâncias ulteriores poderão modificar os planos assentados e mudar as disposições. Ele não pode ver o que ainda não esteja no pensamento do outro; o que vê é a preocupação habitual do indivíduo, seus desejos, seus projetos, seus desígnios bons ou maus. ( A Gênese. Cap. 14. Item 15. Allan Kardec)

             Emitindo uma ideia, passamos a refletir as que se lhe assemelham, ideia essa que para logo se corporifica, com intensidade correspondente à nos­sa insistência em sustentá-la, mantendo-nos, assim espontâneamente em comunicação com todos os que nos esposem o modo de sentir.

            É nessa projeção de forças, a determinarem o compulsório intercâmbio com todas as mentes en­carnadas ou desencarnadas, que se nos movimenta o Espírito no mundo das formas-pensamentos, cons­truções substanciais na esfera da alma, que nos liberam o passo ou no-lo escravizam, na pauta do bem ou do mal de nossa escolha. Isso acontece porque, à maneira do homem que constrói estradas para a sua própria expansão ou que talha algemas para si mesmo, a mente de cada um, pelas corren­tes de matéria mental que exterioriza, eleva-se a gradativa libertação no rumo dos planos superio­res ou estaciona nos planos inferiores, como quem traça vasto labirinto aos próprios pés. (Mecanismos da Mediunidade. Cap. 4. Espírito André Luiz. Psicografado por Chico Xavier).

            Tem conseqüências de importância capital e direta para os encarnados a ação dos Espíritos sobre os fluidos espirituais. (...)  Os maus pensamentos corrompem os fluidos espirituais, como os miasmas deletérios corrompem o ar respirável. Os fluidos que envolvem os Espíritos maus, ou que estes projetam são, portanto, viciados, ao passo que os que recebem a influência dos bons Espíritos são tão puros quanto o comporta o grau da perfeição moral destes. (A Gênese. Cap. 14. Item 16. Allan Kardec).

            Fora impossível fazer-se uma enumeração ou classificação dos bons e dos maus fluidos, ou especificar-lhes as respectivas qualidades, por ser tão grande quanto a dos pensamentos a diversidade deles.

            Os fluidos não possuem qualidades sui generis, mas as que adquirem no meio onde se elaboram; modificam-se pelos eflúvios desse meio, como o ar pelas exalações, a água pelos sais das camadas que atravessa. Conforme as circunstâncias, suas qualidades são, como as da água e do ar, temporárias ou permanentes, o que os torna muito especialmente apropriados à produção de tais ou tais efeitos.

            Também carecem de denominações particulares. Como os odores, eles são designados pelas suas propriedades, seus efeitos e tipos originais. Sob o ponto de vista moral, trazem o cunho dos sentimentos de ódio, de inveja, de ciúme, de orgulho, de egoísmo, de violência, de hipocrisia, de bondade, de benevolência, de amor, de caridade, de doçura, etc. Sob o aspecto físico, são excitantes, calmantes, penetrantes, adstringentes, irritantes, dulcificantes, soporíficos, narcóticos, tóxicos, reparadores, expulsivos; tornam-se força de transmissão, de propulsão, etc. O quadro dos fluidos seria, pois, o de todas as paixões, das virtudes e dos vícios da Humanidade e das propriedades da matéria, correspondentes aos efeitos que eles produzem. (A Gênese. Cap. 14. Item 17. Allan Kardec).

            (...) O pensamento do encarnado atua sobre os fluidos espirituais, como o dos desencarnados, e se transmite de Espírito a Espírito pelas mesmas vias e, conforme seja bom ou mau, saneia ou vicia os fluidos ambientes.

            Desde que estes se modificam pela projeção dos pensamentos do Espírito, seu invólucro perispirítico, que é parte constituinte do seu ser e que recebe de modo direto e permanente a impressão de seus pensamentos, há de, ainda mais, guardar a de suas qualidades boas ou más. Os fluidos viciados pelos eflúvios dos maus Espíritos podem depurar-se pelo afastamento destes, cujos perispíritos, porém, serão sempre os mesmos, enquanto o Espírito não se modificar por si próprio.

            Sendo o perispírito dos encarnados de natureza idêntica à dos fluidos espirituais, ele os assimila com facilidade, como uma esponja se embebe de um líquido. Esses fluidos exercem sobre o perispírito uma ação tanto mais direta, quanto, por sua expansão e sua irradiação, o perispírito com eles se confunde. Atuando esses fluidos sobre o perispírito, este, a seu turno, reage sobre o organismo material com que se acha em contacto molecular. Se os eflúvios são de boa natureza, o corpo ressente uma impressão salutar; se são maus, a impressão é penosa. Se são permanentes e enérgicos, os eflúvios maus podem ocasionar desordens físicas; não é outra a causa de certas enfermidades. Os meios onde superabundam os maus Espíritos são, pois, impregnados de maus fluidos que o encarnado absorve pelos poros perispiríticos, como absorve pelos poros do corpo os miasmas pestilenciais. (A Gênese. Cap. 14. Item 18. Allan Kardec).

            Assim se explicam os efeitos que se produzem nos lugares de reunião. Uma assembléia é um foco de irradiação de pensamentos diversos. É como uma orquestra, um coro de pensamentos, onde cada um emite uma nota. Resulta daí uma multiplicidade de correntes e de eflúvios fluídicos cuja impressão cada um recebe pelo sentido espiritual, como num coro musical cada um recebe a impressão dos sons pelo sentido da audição.

            Mas, do mesmo modo que há radiações sonoras, harmoniosas ou dissonantes, também há pensamentos harmônicos ou discordantes. Se o conjunto é harmonioso, agradável é a impressão; penosa, se aquele é discordante. Ora, para isso, não se faz mister que o pensamento se exteriorize por palavras; quer ele se externe, quer não, a irradiação existe sempre.

            Tal a causa da satisfação que se experimenta numa reunião simpática, animada de pensamentos bons e benévolos. Envolve-a uma como salubre atmosfera moral, onde se respira à vontade; sai-se reconfortado dali, porque impregnado de salutares eflúvios fluídicos. Basta, porém, que se lhe misturem alguns pensamentos maus, para produzirem o efeito de uma corrente de ar gelado num meio tépido, ou o de uma nota desafinada num concerto. Desse modo também se explica a ansiedade, o indefinível mal-estar que se experimenta numa reunião antipática, onde malévolos pensamentos provocam correntes de fluido nauseabundo. (A Gênese. Cap. 14. Item 19. Allan Kardec).

            O pensamento, portanto, produz uma espécie de efeito físico que reage sobre o moral, fato este que só o Espiritismo podia tornar compreensível. O homem o sente instintivamente, visto que procura as reuniões homogêneas e simpáticas, onde sabe que pode haurir novas forças morais, podendo-se dizer que, em tais reuniões, ele recupera as perdas fluídicas que sofre todos os dias pela irradiação do pensamento, como recupera, por meio dos alimentos, as perdas do corpo material. É que, com efeito, o pensamento é uma emissão que ocasiona perda real de fluidos espirituais e, conseguintemente, de fluidos materiais, de maneira tal que o homem precisa retemperar-se com os eflúvios que recebe do exterior.

            Quando se diz que um médico opera a cura de um doente, por meio de boas palavras, enuncia-se uma verdade absoluta, pois que um pensamento bondoso traz consigo fluidos reparadores que atuam sobre o físico, tanto quanto sobre o moral. (A Gênese. Cap. 14. Item 20. Allan Kardec).

            O Espírito de Joanna de Ângelis esclarece:  Em razão da sutileza das ondas que exterioriza, a mente intervém nas construções do mundo físico e age diretamente sobre todos os corpos, às vezes alterando-lhes a constituição. O mesmo ocorre no que diz respeito ao intercâmbio psíquico, atuando nas faixas semelhantes e operando efeitos que lhe correspondem ao teor vibratório.

            O Universo é resultado da Mente divina que não cessa de agir positivamente.

            Tudo quanto cerca o ser humano, de certo modo resulta da sua afinidade mental, sendo ele também o cocriador, graças às edificações que opera pela incessante emissão de força psíquica.

            Ao mesmo tempo, essa energia é responsável por inúmeros estados de bem e mal-estar, de saúde e de doença, de alento e de desconforto.

            Penetrante em qualquer obstáculo, vence distâncias com rapidez inconcebível, atingindo a meta com facilidade e quase sempre encontrando ressonância no fulcro ao qual se conecta.

            O intercâmbio mental é muito maior do que se pode imaginar. Inconsciente ou de forma lúcida entre os homens e  mulheres; direcionado aos animais e plantas; entre os Espíritos, alguns dos quais o manipulam com propriedade; destes para com os outros demais seres humanos, assim também com a Fonte da Vida.

            Aspirações e desejos ignóbeis, mágoas e ódios, ciúmes e paixões são focos emissores de energia mental de baixos teores que cruzam os espaços na direção de pessoas e de tudo aquilo que se encontra sob a sua alça de mira.

Transtornos emocionais e de conduta, amolentamento e irascibilidade, tensão e angústia procedem, muitas vezes, da irradiação negativa de mentes em desequilíbrio vibrando intensamente contra aqueles que as sofrem.

            Pessimismo, autodepreciação, estimulações perniciosas também respondem por distonias nervosas, depressões e flagelos íntimos que decorrem da absorção das ondas mentais enfermiças.

            Alegria, idealismo, realização dignificante são gerados e mantidos pela mente em sintonia com a ordem universal, vitalizando quem a emite.

            A mente exerce incomparável poder na existência humana, através de cuja manipulação o progresso se desenvolve ou degenera a civilização.

            O cultivo de pensamentos anestesiantes ou tóxicos produz insuspeitados danos ao próprio indivíduo, ao meio em que se movimenta, à sociedade de que faz parte.O mesmo fato ocorre quando a sua qualidade é elevada e saturada de esperanças, de ideias produtivas, gerando contínuas transformações para melhor no ser que os sustenta, assim como em torno de si, irradiando-se e alcançando o grupo social que o cerca.  (Dias gloriosos. Cap.2. Espírito Joanna de Ângelis. Divaldo P. Franco)

            O cérebro, sob o comando da mente, responde conforme o gênero de ordens que recebe, contribuindo com enzimas estimuladoras da saúde ou toxinas que irão destruir os sensíveis equipamentos da maquinaria orgânica, emocional ou mental.

            A mente, porém, pode ser vítima de hábitos que se arraigam, tornando-se fatores degenerativos para o ser pensante. Indispensável, portanto, que se renove, cultivando ideias elevadas, que gerem respostas de bem-estar. (Dias gloriosos. Cap.4. Espírito Joanna de Ângelis. Divaldo P. Franco)

 

           

Bibliografia:

- Revista Espírita. Dezembro de 1864. Comunhão de pensamentos. Allan Kardec.

- A Gênese. Cap. 14. Itens 14, 15, 16, 17, 18, 19 e 20. Allan Kardec.

- O Livro dos médiuns. Segunda Parte. Cap.  25. Item 285. Allan Kardec.

- Mecanismos da Mediunidade. Cap. 4 e 10. Espírito André Luiz. Psicografado por Chico Xavier.

- Libertação. Cap. 17. Espírito André Luiz. Psicografado por Chico Xavier.

- Ação e reação. Cap. 4. Espírito André Luiz. Psicografado por Chico Xavier.

- Libertação. Cap. 17. Espírito André Luiz. Psicografado por Chico Xavier.

- Vida: Desafios e soluções. Cap. 11. Espírito Joanna de Ângelis. Psicografado por Divaldo P. Franco.

- Dias gloriosos. Cap. 2 e 4. Espírito Joanna de Ângelis. Psicografado por Divaldo P. Franco.

- Estudando a mediunidade. Cap. 3. Martins Peralva.

- Evolução para o terceiro milênio. Parte II. Cap.4 . Item 11. Carlos Toledo Rizzini.

- O problema do ser, do destino e da dor. Cap. 6. Léon Denis.