Aula 39 - A verdadeira felicidade

Ciclo 1 - História: A abelha feliz -  Atividade: PH - Jesus - 11 - Felicidade.

Ciclo 2 - História: O menino ambicioso -  Atividade: ESE - Cap. 5 - 9 - A felicidade não é deste mundo.

Ciclo 3 - História: O caminho oculto -  Atividade: LE - L4 - Cap.1 - 1 - Felicidade e infelicidade relativa. 

 

Dinâmicas:Felicidade ; Receita de bolo para a felicidade.

Mensagens Espíritas: Felicidade.

Sugestão de vídeos: - Música espírita infantil: Quem é feliz (Dica: pesquise no Youtube)

- Música espírita: Marcelo Daimom & Marielza Tiscate - Sorri pra Luz (Dica: pesquise no Youtube).

- Música espírita: Ser feliz (Dica: pesquise no Youtube).

- História Espírita: O caminho oculto (Dica:pesquise no Youtube).

Sugestão de livro infantil: A felicidade das borboletas. Patrícia Engel Secco. Editora Educar.

 

 

Leitura da Bíblia: Eclesiastes - Capítulo 3


3.9 O que ganha o trabalhador com todo o seu esforço?


3.10 Tenho visto o fardo que Deus impôs aos homens.


3.11 Ele fez tudo apropriado ao seu tempo. Também pôs no coração do homem o anseio pela eternidade; mesmo assim ele não consegue compreender inteiramente o que Deus fez.


3.12 Descobri que não há nada melhor para o homem do que ser feliz e praticar o bem enquanto vive.


 

Eclesiastes - Capítulo 4


4.1 De novo olhei e vi toda a opressão que ocorre debaixo do sol: Vi as lágrimas dos oprimidos, mas não há quem os console; o poder está do lado dos seus opressores, e não há quem os console.


4.2 Por isso considerei os mortos mais felizes do que os vivos, pois estes ainda têm que viver!


4.3 No entanto, melhor do que ambos é aquele que ainda não nasceu, que não viu o mal que se faz debaixo do sol.


4.4 Descobri que todo trabalho e toda realiza­ção surgem da competição que existe entre as pessoas. Mas isso também é absurdo, é correr atrás do vento.


4.5 O tolo cruza os braços e destrói a própria vida.


4.6 Melhor é ter um punhado com tranqüilidade do que dois punhados à custa de muito esforço e de correr atrás do vento.



Mateus - Capítulo 5


5.8  Felizes os puros de coração, porque verão a Deus.


 

Tópicos a serem abordados:

- O objetivo final de todos os Espíritos é alcançar a perfeição, que conduzirá à felicidade suprema (completa). Mas para chegar a este fim é necessário a reencarnação, para que se desenvolva a inteligência e a moral, através do trabalho. A felicidade está na razão direta do progresso realizado, ou seja, quanto mais evoluído for o Espírito mais feliz ele é.  

- O homem não pode ter uma felicidade completa no planeta Terra, pois é um mundo de provas e expiações.

- A felicidade completa  só é compartilhada pelos Espíritos perfeitos (Espírito puros). A felicidade dos bons Espíritos consiste em conhecer todas as coisas, não sentir ódio, nem ciúme, nem inveja, nem ambição, nem qualquer das paixões que trazem sofrimento para o homem. O amor que os une é, para os bons Espíritos, a fonte de suprema felicidade. Eles não experimentam as necessidades, nem os sofrimentos, nem as angústias da vida material. Entretanto, a felicidade para eles não consiste na ociosidade contemplativa (repouso permanente), pois seria uma existência inútil e egoísta.  Eles são os mensageiros e os ministros de Deus, cujas ordens executam para manutenção da harmonia universal.Cumprem as grandes missões, comandam a todos os Espíritos que lhes são inferiores, auxiliam-nos na obra de seu aperfeiçoamento.

- No entanto, o homem pode obter uma felicidade relativa na Terra, praticando a lei de Deus, ou seja, exercitando o amor e caridade para com o próximo. Pois a verdadeira felicidade é a paz no coração, ou seja, a consciência tranquila do dever cumprido. Nem a riqueza, nem o poder, nem mesmo a florida juventude são condições essenciais à felicidade, pois mesmo tendo tudo isto, muitos ainda reclamam da sua condição. Aquele que busca a felicidade na satisfação das suas paixões materiais (tais como: beleza, fama, poder, riqueza, etc.) é infeliz, pois tudo isto é passageiro. A verdadeira felicidade está na conquista dos bens espirituais, tais como: o amor, a paciência, a fé, o respeito, a bondade, etc.

- Aquele  que se esforça seriamente por se melhorar assegura para si a felicidade, já nesta vida. Ele terá calma, diante das dificuldades da vida. Aproveitará a saúde, porque não estragará o seu corpo com os excessos. Será rico, porque rico é sempre todo aquele que sabe contentar-se com o necessário. Terá a paz do espírito, porque não experimentará necessidades fictícias (falsas) , nem será atormentado pela vaidade , pela posse do supérfluo (coisas desnecessárias), pela febre da ambição, da inveja e do ciúme. Indulgente para com as imperfeições alheias, menos sofrimentos  terá, pois lhe inspirarão piedade e não o ódio.

- Toda a felicidade do Espírito provém da felicidade que deu aos outros. Não percamos nenhuma ocasião de sermos úteis, de prestarmos um serviço, de suavizarmos uma dor; porque aquilo mesmo que dermos a nossos irmãos, o Pai dará a nós também (1).

- A felicidade terrestre com relação à vida material, é a posse do necessário. Com relação à vida moral é a consciência tranqüila e a fé no futuro.

 Evitando tudo o que possa prejudicar o seu próximo, por palavras e por atos, procurando, ao invés, fazer tudo o que possa ser útil e agradável aos outros, estaremos construindo o caminho para a suprema felicidade.

 

Comentário (1): 52 Lições de Catequismo Espírita. 28ª Lição. Eliseu Rigonatti.

 

Perguntas para fixação:

1. É possível obter uma felicidade completa no planeta Terra?

2. Que tipo de Espíritos podem desfrutar de uma felicidade completa?

3. O que é a felicidade para os Espíritos Puros?

4. A riqueza, a beleza ou o poder nos trazem a verdadeira felicidade?

5. Quais atitudes devemos ter para conquistar a felicidade?

6. O que é a verdadeira felicidade com relação à vida material?

7. O que é a verdadeira felicidade com relação à vida moral?

         

 

Subsídio para o Evangelizador:

            A encarnação dos Espíritos está nas leis da Natureza; é necessária ao adiantamento deles e à execução das obras de Deus. Pelo trabalho, que a existência corpórea lhes impõe, eles aperfeiçoam a inteligência e adquirem, cumprindo a lei de Deus, os méritos que os conduzirão à felicidade eterna. (Obras Póstumas. 1º Parte. Cap. 3. Item 21. Allan Kardec).

            O objetivo final de todos os Espíritos consiste em alcançar a perfeição de que é suscetível a criatura. O resultado dessa perfeição está no gozo da suprema felicidade que lhe é conseqüente e a que chegam mais ou menos rapidamente, conforme o uso que fazem do livre-arbítrio. (Obras Póstumas. 1º Parte. Cap. 3. Item 17. Allan Kardec).

            A felicidade está na razão direta do progresso realizado, de sorte que, de dois Espíritos, um pode não ser tão feliz quanto outro, unicamente por não possuir o mesmo adiantamento intelectual e moral, sem que por isso precisem estar, cada qual, em lugar distinto . Ainda que juntos, pode um estar em trevas, enquanto que tudo resplandece para o outro, tal como um cego e um vidente que se dão as mãos: este percebe a luz da qual aquele não recebe a mínima impressão.

            Sendo a felicidade dos Espíritos inerente às suas qualidades, haurem-na eles em toda parte em que se encontram, seja à superfície da Terra, no meio dos encarnados, ou no Espaço. Uma comparação vulgar fará compreender melhor esta situação. Se encontrarem em um concerto dois homens, um, bom músico, de ouvido educado, e outro, desconhecedor da música, de sentido auditivo pouco delicado, o primeiro experimentará sensação de felicidade, enquanto o segundo permanecerá insensível, porque um compreende e percebe o que nenhuma impressão produz no outro. Assim sucede quanto a todos os gozos dos Espíritos, que estão na razão da sua sensibilidade.  ( O Céu e o Inferno.  Cap. 3. Item 6. Allan Kardec).

            Pode o homem gozar de completa felicidade na Terra?

            Não, por isso que a vida lhe foi dada como prova ou expiação. Dele, porém, depende a suavização de seus males e o ser tão feliz quanto possível na Terra. ( O Livro dos Espíritos. Questão 920. Allan Kardec).

            Não sou feliz! A felicidade não foi feita para mim! exclama geralmente o homem em todas as posições sociais. Isso, meus caros filhos, prova, melhor do que todos os raciocínios possíveis, a verdade desta máxima do Eclesiastes: "A felicidade não é deste mundo." Com efeito, nem a riqueza, nem o poder, nem mesmo a florida juventude são condições essenciais à felicidade. Digo mais: nem mesmo reunidas essas três condições tão desejadas, porquanto incessantemente se ouvem, no seio das classes mais privilegiadas, pessoas de todas as idades se queixarem amargamente da situação em que se encontram.

            Diante de tal fato, é incontestável que as classes laboriosas e militantes invejem com tanta ânsia a posição das que parecem favorecidas da fortuna. Neste mundo, por mais que faça, cada um tem a sua parte de labor e de miséria, sua cota de sofrimentos e de decepções, donde facilmente se chega à conclusão de que a Terra é lugar de provas e de expiações.           ( François-Nicolas-Madeleine, cardeal Morlot. Paris, 1863. O Evangelho Segundo o Espiritismo. Cap. 5. Item 20. Allan Kardec).

            A suprema felicidade só é compartilhada pelos Espíritos perfeitos, ou, por outra, pelos puros Espíritos, que não a conseguem senão depois de haverem progredido em inteligência e moralidade. ( O Céu e o Inferno.  Cap. 3. Item 7. Allan Kardec).

            Em que consistem os gozos das almas felizes? Passam elas a eternidade em contemplação?

            A justiça quer que a recompensa seja proporcional ao mérito, como  a punição à gravidade da falta; há, pois, graus infinitos nos gozos da alma, desde o instante em que ela entra no caminho do bem, até aquele em que atinge a perfeição. A felicidade dos bons Espíritos consiste em conhecer todas as coisas, não sentir ódio, nem ciúme, nem inveja, nem ambição, nem qualquer das paixões que desgraçam os homens. O amor que os une é, para os bons Espíritos, a fonte de suprema felicidade, pois não experimentam as necessidades, nem os sofrimentos, nem as angústias da vida material.

            O estado de contemplação perpétua seria uma felicidade estúpida e monótona; seria a ventura do egoísta, uma existência interminavelmente inútil. A vida espiritual é, ao contrário, de uma atividade incessante pelas missões que os Espíritos recebem do Ser supremo, de serem seus agentes no governo do universo — missões essas proporcionadas ao seu adiantamento, e cujo desempenho os torna felizes, porque lhes fornece ocasiões de serem úteis e de fazerem o bem. ( O que é o Espiritismo. Cap. 3. Questão 162. Allan Kardec).

            De algum modo, pode-se conceber a felicidade na Terra?

            Se todo espírito tem consigo a noção da felicidade; é sinal que ela existe e espera as almas em alguma parte.Tal como sonhada pelo homem do mundo, porém, a felicidade não pode existir, por enquanto, na face do orbe, porque, em sua generalidade, as criaturas humanas se encontram intoxicadas e não sabem contemplar a grandeza das paisagens exteriores que as cercam no planeta. Contudo, importa observar que é no globo terrestre que a criatura edifica as bases da sua ventura real, pelo trabalho e pelo sacrifício, a caminho das mais sublimes aquisições para o mundo divino de sua consciência. ( O Consolador. Espírito Emmanuel. Questão 240. Psicografado por Chico Xavier).

            Concebe-se que o homem será feliz na Terra, quando a Humanidade estiver transformada. Mas, enquanto isso se não verifica, poderá conseguir uma felicidade relativa?

            O homem é quase sempre o obreiro da sua própria infelicidade. Praticando a lei de Deus, a muitos males se forrará e proporcionará a si mesmo felicidade tão grande quanto o comporte a sua existência grosseira. Aquele que se acha bem compenetrado de seu destino futuro não vê na vida corporal mais do que uma estação temporária, uma como parada momentânea em péssima hospedaria. Facilmente se consola de alguns aborrecimentos passageiros de uma viagem que o levará a tanto melhor posição, quanto melhor tenha cuidado dos preparativos para empreendê-la.

            Já nesta vida somos punidos pela infrações, que cometemos, das leis que regem a existência corpórea, sofrendo os males conseqüentes dessas mesmas infrações e dos nossos próprios excessos. Se, gradativamente, remontarmos à origem do que chamamos as nossas desgraças terrenas, veremos que, na maioria dos casos, elas são a conseqüência de um primeiro afastamento nosso do caminho reto. Desviando-nos deste, enveredamos por outro, mau, e, de conseqüência em conseqüência, caímos na desgraça. ( O Livro dos Espíritos. Questão 921. Allan Kardec).

            O homem está incessantemente à procura da felicidade, que lhe escapa a todo instante, porque a felicidade sem mescla não existe na Terra. Entretanto, apesar das vicissitudes que formam o inevitável cortejo desta vida, ele poderia pelo menos gozar de uma felicidade relativa. Mas ele a procura nas coisas perecíveis, sujeitas às mesmas vicissitudes, ou seja, nos gozos materiais, em vez de buscá-la nos gozos da alma, que constituem uma antecipação das imperecível alegrias celestes. Em vez de buscar a paz do coração, única felicidade verdadeira neste mundo, ele procura com avidez tudo o que põe agitá-lo e perturbá-lo. E, coisa curiosa, parece criar de propósito de tormentos, que só a ele cabia evitar. (O Evangelho Segundo o Espiritismo. Cap. 5. Item 23. Allan Kardec).

            Assim como, quase sempre, é o homem o causador de seus sofrimentos materiais, também o será de seus sofrimentos morais?

            Mais ainda, porque os sofrimentos materiais algumas vezes independem da vontade; mas, o orgulho ferido, a ambição frustrada, a ansiedade da avareza, a inveja, o ciúme, todas as paixões, numa palavra, são torturas da alma. A inveja e o ciúme! Felizes os que desconhecem estes dois vermes roedores! Para aquele que a inveja e o ciúme atacam, não há calma, nem repouso possíveis. À sua frente, como fantasmas que lhe não dão tréguas e o perseguem até durante o sono, se levantam os objetos de sua cobiça, do seu ódio, do seu despeito. O invejoso e o ciumento vivem ardendo em contínua febre. Será essa uma situação desejável e não compreendeis que, com as suas paixões, o homem cria para si mesmo suplícios voluntários, tornando-se-lhe a Terra verdadeiro inferno?

            Muitas expressões pintam energicamente o efeito de certas paixões. Diz-se: ímpar de orgulho, morrer de inveja, secar de ciúme ou de despeito, não comer nem beber de ciúmes, etc. Este quadro é sumamente real. Acontece até não ter o ciúme objeto determinado. Há pessoas ciumentas, por natureza, de tudo o que se eleva, de tudo o que sai da craveira vulgar, embora nenhum interesse direto tenham, mas unicamente porque não podem conseguir outro tanto. Ofusca-as tudo o que lhes parece estar acima do horizonte e, se constituíssem maioria na sociedade, trabalhariam para reduzir tudo ao nível em que se acham. É o ciúme aliado à mediocridade. De ordinário, o homem só é infeliz pela importância que liga às coisas deste mundo. Fazem-lhe a infelicidade a vaidade, a ambição e a cobiça desiludidas. Se  colocar fora do círculo acanhado da vida material, se elevar seus pensamentos para o infinito, que é seu destino, mesquinhas e pueris lhe parecerão as vicissitudes da Humanidade, como o são as tristezas da criança que se aflige pela perda de um brinquedo, que resumia a sua felicidade suprema.

            Aquele que só vê felicidade na satisfação do orgulho e dos apetites grosseiros é infeliz, desde que não os pode satisfazer, ao passo que aquele que nada pede ao supérfluo é feliz com os que outros consideram calamidades. Referimo-nos ao homem civilizado, porquanto, o selvagem, sendo mais limitadas as suas necessidades, não tem os mesmos motivos de cobiça e de angústias. Diversa é a sua maneira de ver as coisas. Como civilizado, o homem raciocina sobre a sua infelicidade e a analisa. Por isso é que esta o fere. Mas, também, lhe é facultado raciocinar sobre os meios de obter consolação e de analisá-los. Essa consolação ele a encontra no sentimento cristão, que lhe dá a esperança de melhor futuro, e no Espiritismo que lhe dá a certeza desse futuro. (O Livro dos Espíritos. Questão 933. Allan Kardec).

            Para apreciar os bens e os males da existência, para saber o que são a felicidade e a infelicidade verdadeiras, é preciso elevar-se acima do círculo estreito da vida terrestre. O conhecimento da vida futura, da sorte que aí nos espera permite-nos medir as consequências dos nossos atos e sua influência sobre nosso futuro.

            Encarada sob esse ponto de vista, a infelicidade para o ser humano não será mais o sofrimento, a perda dos seus, as privações, a miséria; não, será tudo o que o enlameia, amesquinha-o ou causa obstáculo ao seu adiantamento. A infelicidade, para aquele que considera apenas o presente, pode ser a pobreza, as enfermidades, a doença. Para o espírito que plana nas alturas, será a paixão pelo prazer, o orgulho, a vida inútil e culpada. Não se pode julgar uma coisa sem ver tudo o que daí decorre, e é por isso que ninguém compreen­derá a vida, se não conhecer-lhe nem o objetivo, nem as leis.

            As provas, purificando a alma, preparam sua elevação e sua felicidade, enquanto que as alegrias desse mundo, as riquezas, as paixões debilitam-na, preparam-na para uma outra vida de amargas decepções. Assim, aquele que sofre em sua alma e em seu corpo, aquele que a adversidade oprime pode esperar e levantar seu olhar confiante para o céu; paga sua dívida ao destino e conquista a liberdade; mas aquele que se compraz na sensualidade, forja suas próprias correntes, acumula novas responsabilidades, que pesarão maciçamente sobre seus dias futuros. (Depois da morte. Cap. 50. Leon Denis).

            Feliz do homem que, nessa vida cheia de obscuridade e de armadilhas, caminha constantemente em direção ao objetivo elevado que discerne, conhece, do qual está certo! Feliz daquele que um sopro do Alto inspira suas obras e leva-o adiante. Os prazeres deixam-no indiferente; as tentações da carne, as miragens enganosas da fortuna não têm mais domínio sobre ele. Viajor em marcha, o objetivo o chama; ele se precipita para atingi-lo. (Depois da morte. Cap. 42. Leon Denis)

            O homem que se esforça seriamente por se melhorar assegura para si a felicidade, já nesta vida. Além da satisfação que proporciona à sua consciência, ele se isenta das misérias materiais e morais, que são a conseqüência inevitável das suas imperfeições. Terá calma, porque as vicissitudes só de leve o roçarão. Gozará de saúde, porque não estragará o seu corpo com os excessos. Será rico, porque rico é sempre todo aquele que sabe contentar-se com o necessário. Terá a paz do espírito, porque não experimentará necessidades fictícias, nem será atormentado pela sede das honrarias e do supérfluo, pela febre da ambição, da inveja e do ciúme. Indulgente para com as imperfeições alheias, menos sofrimentos lhe causarão elas, que, antes, lhe inspirarão piedade e não cólera. Evitando tudo o que possa prejudicar o seu próximo, por palavras e por atos, procurando, ao invés, fazer tudo o que possa ser útil e agradável aos outros, ninguém sofrerá com o seu contacto.

            Garante a sua felicidade na vida futura, porque, quanto mais ele se depurar, tanto mais se elevará na hierarquia dos seres inteligentes e cedo abandonará esta terra de provações, por mundos superiores, porquanto o mal que haja reparado nesta vida não terá que o reparar em outras existências; porquanto, na erraticidade, só encontrará seres amigos e simpáticos e não será atormentado pela visão incessante dos que contra ele tenham motivos de queixa.

            Vivam juntos alguns homens, animados desses sentimentos, e serão tão felizes quanto o comporta a nossa terra. Ganhem assim, passo a passo, esses sentimentos todo um povo, toda uma raça, toda a Humanidade e o nosso globo tomará lugar entre os mundos ditosos. (Obras Póstumas. Credo Espírita. Allan Kardec) .

            A felicidade terrestre é relativa à posição de cada um. O que basta para a felicidade de um, constitui a desgraça de outro. Haverá, contudo, alguma soma de felicidade comum a todos os homens?

            Com relação à vida material, é a posse do necessário. Com relação à vida moral, a consciência tranqüila e a fé no futuro. ( O Livro dos Espíritos. Questão 922. Allan Kardec).

            Criando novas necessidades, a civilização não constitui uma fonte de novas aflições?

            Os males deste mundo estão na razão das necessidades factícias que vos criais. A muitos desenganos se poupa nesta vida aquele que sabe restringir seus desejos e olha sem inveja para o que esteja acima de si. O que menos necessidades tem, esse o mais rico. “Invejais os gozos dos que vos parecem os felizes do mundo. Sabeis, porventura, o que lhes está reservado? Se os seus gozos são todos pessoais, pertencem eles ao número dos egoístas: o reverso então virá. Deveis, de preferência, lastimá-los. Deus algumas vezes permite que o mau prospere, mas a sua felicidade não é de causar inveja, porque com lágrimas amargas a pagará. Quando um justo é infeliz, isso representa uma prova que lhe será levada em conta, se a suportar com coragem. Lembrai-vos destas palavras de Jesus: Bem-aventurados os que sofrem, pois que serão consolados. (O Livro dos Espíritos. Questão 926. Allan Kardec).

            Não há dúvida que, à felicidade, o supérfluo não é forçosamente indispensável, porém o mesmo não se dá com o necessário. Ora, não será real a infelicidade daqueles a quem falta o necessário?

            Verdadeiramente infeliz o homem só o é quando sofre a falta do necessário à vida e à saúde do corpo. Todavia, pode acontecer que essa privação seja de sua culpa. Então, só tem que se queixar de si mesmo. Se for ocasionada por outrem, a responsabilidade recairá sobre aquele que lhe houver dado causa. ( O Livro dos Espíritos. Questão 927. Allan Kardec.)

            Por que são mais numerosas, na sociedade, as classes sofredoras do que as felizes?

            Nenhuma é perfeitamente feliz e o que julgais ser a felicidade muitas vezes oculta pungentes aflições. O sofrimento está por toda parte. Entretanto, para responder ao teu pensamento, direi que as classes a que chamas sofredoras são mais numerosas, por ser a Terra lugar de expiação. Quando a houver transformado em morada do bem e de Espíritos bons, o homem deixará de ser infeliz aí e ela lhe será o paraíso terrestre. ( O Livro dos Espíritos. Questão 931. Allan Kardec).

            Em relação ao caminho para alcançar a felicidade, Chico Xavier disse o seguinte:  ''Se pudéssemos aconselhar alguém sobre a solução do problema da felicidade diríamos que o trabalho em nossa vida deve ser constante. Que só devemos repousar como pausa de refazimento das nossas próprias forças, que o espírito de férias, o espírito do repouso, do descanso, devia ser considerado como pausa unicamente para a restauração de nossas energias, porque trabalhar servindo, trabalhar fazendo o bem, é realmente o caminho real da felicidade, que é a felicidade legítima para cada um de nós''. (Entender conversando .Questão 95. Espírito Emmanuel. Chico Xavier).

            Acreditamos que o Criador nos fez ricos a todos, sem exceção, porque a riqueza autêntica a nosso ver, procede do trabalho e todos nós, de uma forma ou de outra, podemos trabalhar e servir.

            Quanto a felicidade, cremos que ela nasce na paz da consciência tranqüila pelo dever cumprido e cresce, no íntimo de cada pessoa, à medida que a pessoa procura fazer a felicidade dos outros, sem pedir felicidade para si própria. (Entender conversando. Ditada pelo Espírito Emmanuel. Questão 133. Chico Xavier)

            Toda a felicidade do Espírito provém da felicidade que deu aos outros, todos os seus bens são oriundos do bem que espalhou desinteressadamente. (Emmanuel. Necessidade do sacrifício. Espírito Emmanuel. Psicografado por Chico Xavier).

             

Bibliografia:

- Obras Póstumas. Credo Espírita. 1º Parte: Cap. 3. Itens 17 e 21. Allan Kardec.

- O Céu e o Inferno.  Cap. 3. Itens 6, 7. Allan Kardec.           

- O Livro dos Espíritos. Questão 920,921, 922, 926, 927, 931, 933. Allan Kardec.

- O Evangelho Segundo o Espiritismo. Cap. 5. Itens 20 e 23. Allan Kardec.

- O que é o Espiritismo. Cap. 3. Questão 162. Allan Kardec.

- O Consolador. Espírito Emmanuel. Questão 240. Psicografado por Chico Xavier.

- Entender conversando .Questões 95 e 133. Espírito Emmanuel. Chico Xavier.

- Emmanuel. Necessidade do sacrifício. Espírito Emmanuel. Psicografado por Chico Xavier.

- Depois da morte. Cap. 42 e 50. Leon Denis.