Aula 13 - Reencarnação: Pluralidade das existências

Ciclo 1 - História: Trocando de Roupinha -  Atividade: LE - L2 - Cap. 2 - 1- Objetivo da encarnação.

Ciclo 2 - História: A benção da fé -  Atividade: ESE - Cap. 4 - 1- Ressurreição e Reencarnação.

Ciclo 3 - História: A estrada da vida -  Atividade: LE - L2 - Cap. 4 - 1 - A Reencarnação  e/ou  4 - Transmigrações progressivas.

 

Dinâmicas: Reencarnação; Processo de Reencarnação.

Sugestão de vídeos:

- Animação em 3D Espírita - A Turma do Allan (Dica: pesquise no Youtube).

- Música Espírita - Trocando de roupa (Dica: pesquise no Youtube).

- Música Espírita - A ciranda da reencarnação (Dica: pesquise no Youtube)

Mensagens Espíritas: Reencarnação; Escola.

Sugestão de livros infantis:  - O retorno de Chuvita. Sandra Regina R. S. Pizarro. Editora Aliança.

- Frederico Reencarna. Rute Villas Boas. Editora EME.

 

Leitura da Bíblia: João - Capítulo 3


3.1   E havia entre os fariseus um homem chamado Nicodemos, príncipe dos judeus.


3.2   Este foi ter de noite com Jesus e disse-lhe: Rabi, bem sabemos que és mestre vindo de Deus, porque ninguém pode fazer estes sinais que tu fazes, se Deus não for com ele.


3.3   Jesus respondeu e disse-lhe: Na verdade, na verdade te digo que aquele que não nascer de novo não pode ver o Reino de Deus.


3.4   Disse-lhe Nicodemos: Como pode um homem nascer, sendo velho? Porventura, pode tornar a entrar no ventre de sua mãe e nascer?


3.5   Jesus respondeu: Na verdade, na verdade te digo que aquele que não nascer da água e do Espírito não pode entrar no Reino de Deus.


3.6   O que é nascido da carne é carne, e o que é nascido do Espírito é espírito.


3.7   Não te maravilhes de te ter dito: Necessário vos é nascer de novo.


3.8   O vento assopra onde quer, e ouves a sua voz, mas não sabes donde vem, nem para onde vai; assim é todo aquele que é nascido do Espírito.


3.9   Nicodemos respondeu e disse-lhe: Como pode ser isso?


3.10   Jesus respondeu e disse-lhe: Tu és mestre de Israel e não sabes isso?


3.11   Na verdade, na verdade te digo que nós dizemos o que sabemos e testificamos o que vimos, e não aceitais o nosso testemunho.


3.12   Se vos falei de coisas terrestres, e não crestes, como crereis, se vos falar das celestiais?


 

Isaias - Capítulo 26


26.19   Aquele do vosso povo que se tenham feito morrer, viverão de novo; aqueles que estavam mortos ao redor de mim, ressuscitarão. Despertai do vosso sono e cantai os louvores de Deus, vós que habitais na poeira; porque o orvalho que cai sobre vós é um orvalho de luz, e porque arruinareis a terra e o reino dos gigantes.


 

Tópicos a serem abordados:

- O objetivo da nossa existência é evoluir para alcançarmos  a perfeição.  Um Espírito para ser perfeito precisa possuir todas as virtudes (por exemplo: amor, respeito, paciência, fé, perdão etc..) e saber aplicá-las; precisa também conhecer todas as ciências e todas as artes e utilizá-las para o bem. Uma única encarnação não é suficiente para que alcancemos toda sabedoria e todo conhecimento necessário para nos tornarmos um Espírito puro (perfeito).

- Então Deus nos concede a possibilidade de reencarnamos muitas vezes até que tenhamos alcançado o grau de Espíritos puros. Atingida a perfeição, não será mais necessário renascer.

- Jesus disse: ''Ninguém pode ver o reino de Deus se não nascer de novo''.  Reencarnar significa nascer de novo. A reencarnação é  a  volta  do Espírito à vida material, mas  em  outro corpo especialmente formado para ele e que nada tem de comum com o antigo. Ou seja, se hoje eu sou branco, num próxima existência posso renascer negro.

-  Em cada encarnação podemos aprender um pouquinho mais e ao mesmo tempo corrigimos os erros de nossas encarnações anteriores.

- As nossas encarnações não se passam todas no planeta Terra. Quando tivermos cumprido as tarefas necessárias para o nosso aprendizado neste mundo, poderemos encarnar em mundos mais adiantados. Entretanto, poderemos  viver muitas vezes no mesmo mundo, se não aprendermos o suficiente  para passar a um mundo mais adiantado.

- Após a morte, algumas vezes o espírito reencarna imediatamente, porém, com  mais  frequência, só faz depois de intervalos mais ou menos longos. Estes intervalos podem durar horas ou séculos.

- Deus permite que muitos espíritos fiquem um determinado período no plano espiritual, para estudarem e se prepararem para a próxima reencarnação. Nas colônias (cidades) espirituais existem setores de planejamento das reencarnações.

-  Antes de reencarnar, a maioria dos espíritos são auxiliados  por benfeitores espirituais na escolha do seu corpo e o gênero de vida (tarefas que deverá realizar) que vai lhe servir de provas. Mas nem todos os reencarnantes podem fazer suas escolhas e permanecer o tempo que quiserem no plano espiritual. Deus pode impor a reencarnação para aqueles insistentes no mal e desequilibrados (1).

- Quando nascemos nosso corpo espiritual se une a um corpo material. A união da alma  e do  corpo começa na  concepção, mas  não se completa senão após o nascimento.

- O espírito sofre uma redução  no seu  perispírito (corpo espiritual) e prende-se a matéria por um cordão fluídico. Neste processo de miniaturização a sua forma se assemelha-se a de uma criança.

- O momento da  encarnação  é  acompanhado  de uma  perturbação, muito maior  e  mais longa que da desencarnação. Essa perturbação vai crescendo até o nascimento. A maioria dos Espíritos são conduzidos ao templo maternal de carne (útero) como crianças adormecidas.

-  O Planeta Terra é uma escola divina e a reencarnação é o curso repetido de lições necessárias. O número de reencarnações para cada espírito não é o mesmo, pois uns podem se aperfeiçoar mais rapidamente do que outro, de acordo com sua vontade. Se o Espírito é esforçado, abrevia o caminho, no qual, então, menos espinhos encontra. No entanto, não acontece o mesmo para  àquele a quem a negligência e a preguiça obrigam a passar duplamente por certas classes.

 

Comentário: (1): Vide: Nos domínios da mediunidade. Cap.25. Espírito André Luiz. Psicografado por Chico Xavier.    

 

 

Perguntas para fixação:

1. Qual é o objetivo da nossa existência?

2. O que é necessário adquirir para nos tornarmos perfeitos?

3. O que quer dizer reencarnar-se?

4. Por que é necessário reencarnar?

5. Por que não reencarnamos sempre no planeta Terra?

6. Após desencarnar o Espírito reencarna imediatamente?

7. Em que momento a alma se une ao corpo físico?

8. O que ocorre com o perispírito no processo de reencarnação?

9. O número de encarnações é igual para todos os Espíritos? Por quê?

10. Qual é o grau de evolução em que o Espírito não necessita mais reencarnar?

 

Subsídio para o Evangelizador:

            A reencarnação é o retorno da alma ou Espírito à vida corporal, mas em um outro corpo, formado novamente para ele, e que não tem nada em comum com o que se desintegrou. (O Evangelho Segundo o Espiritismo. Cap. 4. Item 4. Allan Kardec).

            A alma passa então por muitas existências corporais?

            Sim, todos contamos muitas existências. Os que dizem o contrário pretendem manter-vos na ignorância em que eles próprios se encontram. Esse o desejo deles. ( O Livro dos Espíritos. Questão 166. Item B. Allan Kardec).

            Se essa crença fosse um erro, Jesus não teria deixado de combatê-la, como combateu tantas outras. Longe disso, Jesus a confirmou com toda a sua autoridade e colocou-a como ensinamento e como uma condição necessária quando disse: Ninguém pode ver o reino de Deus se não nascer de novo. E insistiu, acrescentando: Não vos espanteis se vos digo que é preciso que nasçais de novo. (O Evangelho Segundo o Espiritismo. Cap. 4. Item 4. Allan Kardec).

            Qual o objetivo da encarnação dos Espíritos? (Vide: O Livro dos Espíritos. Questão 167).

            Deus lhes impõe a encarnação com o fim de fazê-los chegar à perfeição. Para uns, é expiação; para outros, missão. Mas, para alcançarem essa perfeição, têm que sofrer todas as vicissitudes da existência corporal: nisso é que está a expiação. Visa ainda outro fim a encarnação: o de pôr o Espírito em condições de suportar a parte que lhe toca na obra da criação. Para executá-la é que, em cada minuto, toma o Espírito um instrumento, de harmonia com a matéria essencial desse mundo, a fim de aí cumprir, daquele ponto de vista, as ordens de Deus. É assim que, concorrendo para a obra geral, ele próprio se adianta. ( O Livro dos Espíritos. Questão 132. Allan Kardec).

            É limitado o número das existências corporais, ou o Espírito reencarna perpetuamente?

            A cada nova existência, o Espírito dá um passo para diante na senda do progresso. Desde que se ache limpo de todas as impurezas, não tem mais necessidade das provas da vida corporal. (O Livro dos Espíritos. Questão 168. Allan Kardec)

             É invariável o número das encarnações para todos os Espíritos?

            Não; aquele que caminha depressa, a muitas provas se forra. Todavia, as encarnações sucessivas são sempre muito numerosas, porquanto o progresso é quase infinito. (O Livro dos Espíritos. Questão 169. Allan Kardec)

            O que fica sendo o Espírito depois da sua última encarnação?

            Espírito bem-aventurado; puro Espírito.( O Livro dos Espíritos. Questão 170. Allan Kardec).

            As nossas diversas existências corporais se verificam todas na Terra?

            Não; vivemo-las em diferentes mundos. As que aqui passamos não são as primeiras, nem as últimas; são, porém, das mais materiais e das mais distantes da perfeição. (O Livro dos Espíritos. Questão 172. Allan Kardec).

            A cada nova existência corporal a alma passa de um mundo para o outro, ou pode ter muitas no mesmo globo?

            Pode viver muitas vezes no mesmo globo, se não se adiantou bastante para passar a um mundo superior. ( O Livro dos Espíritos. Questão 173. Allan Kardec).

            A vida do Espírito, pois, se compõe de um série de existências corpóreas, cada uma das quais representa para ele uma ocasião de progredir, do mesmo modo que cada existência corporal se compõe de uma série de dias, em cada um dos quais o homem obtém um acréscimo de experiência e de instrução. Mas, assim como, na vida do homem, há dias que nenhum fruto produzem, na do Espírito há existências corporais de que nenhum resultado colhe, porque não as soube aproveitar.( O Livro dos Espíritos. Observação da questão 188. Allan Kardec). 

            Uma comparação vulgar fará se compreenda melhor essa diferença. O escolar não chega aos estudos superiores da Ciência, senão depois de haver percorrido a série das classes que até lá o conduzirão. Essas classes, qualquer que seja o trabalho que exijam, são um meio de o estudante alcançar o fim e não um castigo que se lhe inflige. Se ele é esforçado, abrevia o caminho, no qual, então, menos espinhos encontra. Outro tanto não sucede àquele a quem a negligência e a preguiça obrigam a passar duplamente por certas classes. Não é o trabalho da classe que constitui a punição; esta se acha na obrigação de recomeçar o mesmo trabalho.

            Assim acontece com o homem na Terra. Para o Espírito do selvagem, que está apenas no início da vida espiritual, a encarnação é um meio de ele desenvolver a sua inteligência; contudo, para o homem esclarecido, em quem o senso moral se acha largamente desenvolvido e que é obrigado a percorrer de novo as etapas de uma vida corpórea cheia de angústias, quando já poderia ter chegado ao fim, é um castigo, pela necessidade em que se vê de prolongar sua permanência em mundos inferiores e desgraçados. Aquele que, ao contrário, trabalha ativamente pelo seu progresso moral, além de abreviar o tempo da encarnação material, pode também transpor de uma só vez os degraus intermédios que o separam dos mundos superiores. ( O Evangelho Segundo o Espiritismo. Cap. 4. Item 26. Allan Kardec).

            Tem o Espírito a faculdade de escolher o mundo onde passe a habitar?

Nem sempre. Pode pedir que lhe seja permitido ir para este ou aquele e pode obtê-lo, se o merecer, porquanto a acessibilidade dos mundos, para os Espíritos, depende do grau da elevação destes. (O Livro dos Espíritos. Questão 184. Allan Kardec).

            A alma reencarna logo depois de se haver separado do corpo?

            Algumas vezes reencarna imediatamente, porém, de ordinário só o faz depois de intervalos mais ou menos longos. Nos mundos superiores, a reencarnação é quase sempre imediata. Sendo aí menos grosseira a matéria corporal, o Espírito, quando encarnado nesses mundos, goza quase que de todas as suas faculdades de Espírito, sendo o seu estado normal o dos sonâmbulos lúcidos entre vós. (O Livro dos Espíritos. Questão 223. Allan Kardec).

            Quanto podem durar esses intervalos?

            Desde algumas horas até alguns milhares de séculos. Propriamente falando, não há extremo limite estabelecido para o estado de erraticidade, que pode prolongar-se muitíssimo, mas que nunca é perpétuo. Cedo ou tarde, o Espírito terá que recomeçar a uma existência apropriada a purificá-lo das máculas de suas existências anteriores.

             Essa duração depende da vontade do Espírito, ou lhe pode ser imposta como expiação?

            É uma conseqüência do livre-arbítrio. Os Espíritos sabem perfeitamente o que fazem. Mas, também, para alguns, constitui uma punição que Deus lhes inflige. Outros pedem que ela se prolongue, a fim de continuarem estudos que só na condição de Espírito livre podem efetuar-se com proveito. (O Livro dos Espíritos. Questão 224-A e B. Allan Kardec).

            O Espírito reencarnante, fora os casos menores comuns de compulsória (forçada, obrigatória) (1), passa por um longo preparo antes de voltar à carne.

            Para cada filho de Deus, os instrutores da Esfera Superior preparam um roteiro ou programa de vida, no qual estão especificados os serviços a prestar e os lances mais importantes para a evolução espiritual. Cônjugue, filhos, profissão, doenças, dia da morte e coisas assim estão previstas e relacionadas com o passado.  (Evolução para o terceiro milênio. Cap. 4. item 13. Carlos Toledo Rizzini).

            Tais projetos envolvem complexidades que mal podemos imaginar, tais como pesquisas do passado, avaliação de possibilidades futuras, identificação e localização de pessoas com as quais devam ser negociadas futuras atividades, atento exame de condições sob as quais os espíritos programados para uma tarefa coletiva tenham de renascer, como deverão ser encaminhados, que tendências estimular, desestimular ou combater, que virtudes enfatizar, que erros corrigir, até onde poderão suportar pressões corretivas, que  problemas devem “ficar para mais tarde”, em outras existências ( Nossos filhos são Espíritos. Cap. 20. Hermínio C. Miranda).

            Existe um programa de tarefas edificantes a serem cumpridas por aquele que reencarna, onde os dirigentes da alma fixam a cota aproximada de valores eternos que o reencarnante é suscetível de adquirir na existência transitória. E o Espírito que torna à esfera de carne pode melhorar essa cota de valores, ultrapassando a previsão superior, pelo esforço próprio intensivo, ou distanciar-se dela, enterrando-se ainda mais nos débitos para com o próximo, menosprezando as santas oportunidades que lhe foram conferidas (Missionários da Luz. Cap. 13. Espírito André Luiz. Psicografado por Chico Xavier).

            Grande percentagem de reencarnações na Crosta se processa em moldes padronizados para todos, no campo de manifestações puramente evolutivas. Mas outra percentagem não obedece ao mesmo pro­grama. Elevando-se a alma em cultura e conheci­mentos, e, conseqüentemente, em responsabilidade, o processo reencarnacionista individual é mais com­plexo, fugindo à expressão geral, como é lógico. Em vista disso, as colônias espirituais mais elevadas mantêm serviços especiais para a reencarnação de trabalhadores (2) e missionários. (Missionários da Luz. Cap. 12. Espírito André Luiz. Psicografado por Chico Xavier).

         Em que momento a alma se une ao corpo?

            “A união começa na concepção, mas só é completa por ocasião do nascimento. Desde o instante da concepção, o Espírito designado para habitar certo corpo a este se liga por um laço fluídico, que cada vez mais se vai apertando até ao instante em que a criança vê a luz. O grito, que o recém-nascido solta, anuncia que ela se conta no número dos vivos e dos servos de Deus.” ( O Livro dos Espíritos. Questão 344. Allan Kardec).

            A partir do instante da concepção, começa o Espírito tomado de perturbação, que o adverte de que lhe soou o momento de começar nova existência corpórea. Essa perturbação cresce de contínuo até ao nascimento, Nesse intervalo, seu estado é quase idêntico ao de um Espírito encarnado durante o sono. À medida que a hora do nascimento se aproxima, suas idéias se apagam, assim como a lembrança do passado, do qual deixa de ter consciência na condição, de homem, logo que entra na vida. Essa lembrança, porém, lhe volta pouco a pouco ao retornar ao estado de Espírito. ( O Livro dos Espíritos. Questão 351. Allan Kardec). 

         Na época em que deve o Espírito ligar-se à matéria, isto é, logo após a fecundação, ele sofre uma miniaturização no perispírito e prende-se por um cordão fluídico.   (Evolução para o terceiro milênio. Cap. 4. item 13. Carlos Toledo Rizzini).

            Existem aqueles que reencarnam inconsciente do ato que realizam?

          Certamente . Assim também como desencarna diariamente na Crosta milhares de pessoas sem a menor noção do ato que experimentam. Somente as almas educadas têm compreensão real da verdadeira situação que se lhes apresenta em frente da morte do corpo. Do mesmo modo, aqui. A maioria dos que retomam a existência corporal na  esfera do Globo é magnetizada pelos benfeitores espirituais, que lhe organizam novas tarefas redentoras, e quantos recebem semelhantes auxilio são conduzidos ao templo maternal de carne como crianças adormecidas. (Missionários da Luz. Cap. 13. Espírito André Luiz. Psicografado por Chico Xavier).

            Os Espíritos cooperam no desenvolvimento do embrião do corpo em que se vão reencarnar? E, em caso afirmativo, chegam a operar nos complexos celulares da herança física, para que os corpos futuros sejam dotados de certos elementos aptos a satisfazerem as circunstâncias da prova ou missão que hajam de cumprir?

         -No caso dos espíritos envolvidos, senhores de realizações próprias, inalienáveis, essa cooperação quase sempre se verifica, junto ao esforço dos prepostos de Jesus, que operam nesse sentido, com vistas ao porvir de suas lutas no ambiente material. Temos de considerar, todavia, que os espíritos rebeldes, ou indiferentes, desprovidos dos valores próprios indispensáveis, têm de aceitar a deliberação dos prepostos referidos, os quais escolhem as substâncias que merecem ou que lhes são imprescindíveis no processo de resgate ou de evolução. (O Consolador. Questão 29. Espírito Emmanuel. Psicografado por Chico Xavier)

         Quando o embrião está sendo formado, existe uma interpenetração de fluídos entre a gestante e a entidade então ligada ao feto? Existem conseqüências verificáveis?

         -Essa interpenetração de fluídos é natural e justa, ocasionando, não raras vezes, fenômenos sutilíssimos, como os chamados “sinais de nascença” que somente mais tarde, poderão ser entendidos pela ciência do mundo, enriquecendo o quadro de valores da Biologia, no estudo profundo das origens. (O Consolador. Questão 32. Espírito Emmanuel. Psicografado por Chico Xavier)

        No caso da reencarnação de Segismundo, o Espírito André Luiz relata o seguinte: ''(...) Desde a semana passada, está em processo de ligação fluídica com os futuros pais. Herculano (Espírito protetor)  está encarregado de ajudá-lo nesse trabalho. À medida que se intensifica semelhante aproximação, ele vai perdendo os pontos de contacto com os veículos que consolidou em nossa esfera, através da assimilação dos elementos de nosso plano. (...) Ao influxo magnético de Alexandre (instrutor espiritual) e dos Construtores Espirituais (3), a forma perispiritual de Segismundo tornava-se reduzida. A operação não foi curta, nem simples. Por fim, com grande assombro meu, verifiquei que a forma de nosso amigo assemelhava-se à de uma criança''.

            '' (...) A forma física futura de nosso amigo Segismundo dependerá dos cromossomos paternos e maternos; adicione, porém, a esse fator primordial, a influência dos moldes mentais de Raquel (a mãe), a atuação do próprio interessado, o concurso dos Espíritos Construtores , que agirão como funcionários da natureza divina, invisíveis ao olhar terrestre, o auxilio afetuoso das entidades amigas que visitarão constantemente o reencarnante, nos meses de formação do novo corpo, e poderá fazer uma idéia do que vem a ser o templo físico que ele possuirá, por algum tempo, como dádiva da Superior Autoridade de Deus, a fim de que se valha da bendita oportunidade de redenção do passado e iluminação para o futuro, no tempo e no espaço. Alguns fisiologistas da Crosta concordam em asseverar que a vida humana é uma resultante de conflitos biológicos, esquecidos de que, muitas vezes, o conflito aparente das forças orgânicas não é senão a prática avançada da lei de cooperação espiritual''.

            ''(...) Meus amigos, o nosso Herculano permanecerá em definitivo junto de Segismundo, na nova experiência, até que ele atinja os sete anos, após o renascimento, ocasião em que o processo reencarnacionista estará consolidado. Depois desse período, a sua tarefa de amigo e orientador será amenizada, visto que seguirá o nosso irmão em sentido mais distante. Sei que o devotado companheiro tomará todas as providências indispensáveis à harmoniosa organização fetal, seja auxiliando o reencarnante, seja defendendo o templo maternal contra o assédio de forças menos dignas''.

            Os processos de reencarnação, tanto quanto os da morte física, diferem ao infinito, não existindo, segundo cremos, dois absolutamente iguais. Há companheiros de grande elevação que, ao voltarem à esfera mais densa em apostolado de serviço e iluminação, quase dispensam o concurso dos benfeitores espirituais  . Outros irmãos, contudo, procedentes de zonas inferiores, necessitam de cooperação muito mais complexa.

            A reencarnação é o curso repetido de lições necessárias. A esfera da Crosta é uma escola divina. E o amor, por intermédio das atividades «intercessórias», reconduz diariamente ao banco escolar da carne milhões de aprendizes (Missionários da Luz. Cap. 13. Espírito André Luiz. Psicografado por Chico Xavier).

 

Observação (1): O Espírito de Ignácio Ferreira relata que: ''Muitos destes irmãos, reencarnam sem que se reconheçam. (...) Vivem na órbita psíquica daqueles com os quais se afinizam e, de repente caem nas malhas da reencarnação. Não temos como acolher esta gente toda na vida espiritual e nem programar reencarnação para todos; para a esmagadora maioria dos espíritos vinculados ao orbe, o que funciona é a lei. (...) Muitos espíritos passavam colados aos transeuntes encarnados, como se fossem dois ocupando um só corpo -às vezes, três, quatro, ocupando  um só corpo. (...) Não haviam, repito se habilitado a viver fora do corpo, o seu habitar natural de milênios! Em séculos e séculos, viviam mais em função do corpo físico do que de si mesmos. O tempo em que demoravam no mundo espiritual era apenas o suficiente para uma nova existência física, que retomavam de maneira automática. ( Do outro lado do Espelho. Êxito aparente. Espírito Ignácio Ferreira. Psicografia de Carlos Antonio Baccelli)

 

Observação (2): O instrutor espiritual Alexandre explica que: ''Quando me refiro a trabalhadores, falo dos companheiros não completamente bons e redimidos, mas daqueles que apresentam maior soma de qualidades superiores, a caminho da vitória plena sobre as condições e manifestações grosseiras da vida. Em geral, como acontece a nós outros, são entidades em débito, mas com valores de boa Vontade, perseverança e sinceridade, que lhes outorgam o direito de influir sobre os fatores de sua reencarnação, escapando, de certo modo, ao padrão geral'' (Missionários da Luz. Cap. 12. Espírito André Luiz. Psicografado por Chico Xavier).

 

Observação (3): Os abnegados construtores espirituais colaboram na formação básica dos corpos, destinados a servirem às entidades que reencarnam (Missionários da Luz. Cap. 13. Espírito André Luiz. Psicografado por Chico Xavier).

 

Bibliografia:

- O Evangelho Segundo o Espiritismo. Cap. 4. Item 4. Allan Kardec.

- O Livro dos Espíritos. Questões: 132,  166 - B, 167, 168, 169, 172, 173, 184, 188, 223, 224 -A e B . Allan Kardec.

- Evolução para o terceiro milênio. Cap. 4. item 13. Carlos Toledo Rizzini.

-  Missionários da Luz. Cap. 12 e 13 Espírito André Luiz. Psicografado por Chico Xavier.

- O Consolador. Questões 29 e 32. Espírito Emmanuel. Psicografado por Chico Xavier.

- Nossos filhos são Espíritos. Cap. 20. Hermínio C. Miranda.

- Do outro lado do Espelho. Êxito aparente. Espírito Ignácio Ferreira. Psicografia de Carlos Antonio Baccelli.

- Bíblia: João 3:1-12