Aula 124 - A cólera e a paciência

Ciclo 1 - História: O Exemplo das formiguinhas - Atividade: ESE- Cap.9 - 5 - A cólera.

Ciclo 2 - História: A semente  - Atividade: ESE - Cap. 9 - 3 . A paciência ou/e peça escreverem alguns exemplos de paciência (Ex.: Ajudar os idosos que possuem dificuldades para andar).

Ciclo 3 - História: Velho Sábio - Atividade: ESE- Cap.9 - 1 - Injúrias e violências.

 

Dinâmicas: A arte de saber esperar; Paciência na adversidade.

Mensagens espíritas: PaciênciaCólera.

Sugestão de vídeos:

- História : Paciência - Turma do Zedi - Tia Ceceu (Dica: pesquise no Youtube).

- Música: A morsa que não gosta de esperar - Playkids (Dica: pesquise no Youtube).

Sugestão de livro infantil: - Fábulas Clássicas: O Pastor e o Bode. Adaptação Milton Berger. Editora DCL.

 

Leitura da Bíblia: Mateus - Capítulo 5


5.5 Bem-aventurados os mansos, porque eles herdarão a terra;


5.9 Bem-aventurados os pacíficos, porque eles serão chamados filhos de Deus;


5.21 Ouvistes que foi dito aos antigos: Não matarás; mas qualquer que matar será réu de juízo.


5.22 Eu, porém, vos digo que qualquer que, sem motivo, se encolerizar contra seu irmão, será réu de juízo; e qualquer que disser a seu irmão: Raca, será réu do sinédrio; e qualquer que lhe disser: Louco, será réu do fogo do inferno.



 

Tópicos a serem abordados:

- Quando Jesus disse que aquele que se puser em cólera (raiva) contra seu irmão merecerá ser condenado no juízo, e aquele que lhe disser: És louco, merecerá ser condenado ao fogo do inferno, quis mostrar que condena toda forma de violência  e até toda expressão descortês  que alguém possa usar  contra os seus semelhantes.  Toda palavra ofensiva exprime um sentimento contrário à lei do amor e da caridade que deve existir entre as relações humanas para manter a paz e a união. Em outras palavras, Jesus ensina  que devemos agir com delicadeza, moderação,  serenidade (ser manso) ,  cortesia  e paciência para cumprir a lei divina.

-A raiva é um sentimento que se exterioriza toda vez que o nosso ego sente-se ferido (ou seja, quando não aceitamos receber uma crítica ou uma comparação que nos rebaixe), e no momento que liberamos esse abominável adversário , destruimos a nossa paz interna. A raiva é um mecanismo de defesa do instinto de conservação da vida de todos os animais, que se opõem a qualquer ocorrência que interpretam como agressão. Entretanto, no ser humano,  é responsável por transtornos que conseguem obscurecer lhe a razão e perturbar lhe o equilíbrio , produzindo danos emocionais e físicos de pequeno ou de grande alcance.

 - Acidentes automobilísticos, em grande número, são resultado da raiva malcontida de condutores que não se conformam  quando  os outros desejam ultrapassá-los nas rodovias, nas ruas ou avenidas, embora estivessem viajando em marcha reduzida. Em vez de cederem a passagem, quando observam que o outro veículo se lhes emparelha, aceleram e avançam ambos, raivosos, até o surgimento de um terceiro em sentido oposto, causando uma tragédia. Da mesma forma, nos esportes, na política, na religião, os indivíduos coléricos , que acompanham ou participam  destas atividades, também não admitem  a vitória do outro, a quem consideram adversário, quando é somente competidor,   e provocam  situações graves, muitas vezes resultando em crimes absurdos.

-  No momento de fúria, o homem colérico costuma destruir muitas coisas, principalmente,   os objetos inanimados, porque lhe não obedecem. Ah! se nesses momentos ele pudesse observar-se no espelho, teria medo de si próprio ou se acharia bem ridículo. Imagine , então, que impressão poderá produzir nos outros? Não sentirá remorso fazer  sofrer os entes queridos  a quem mais ama?  Se refletisse que a cólera não resolve nada, e que lhe altera a saúde e compromete até a vida, reconheceria ser ele próprio a sua primeira vítima.  Em fim, a cólera não exclui certas qualidades do coração, mas impede se faça muito bem e pode levar à prática de muito mal. Isto deve bastar para induzir o homem a esforçar-se por dominá-la.

- Pois bem: o melhor meio de corrigir-nos de um defeito é cultivarmos a virtude que lhe seja oposta. Assim, para deixarmos de ser coléricos, o que temos a fazer é exercitar-nos na mansidão, tomando por modelo o Mestre dos mestres, que, mesmo nas circunstâncias mais constrangedoras, jamais perdeu a calma, nunca teve um gesto de violência, nem se permitiu qualquer revide às ofensas e maus tratos de que foi alvo. Jesus viveu a Sua humanidade com singular elevação, suportando fome, dor, abandono e morte sem impacientar-se; submisso e confiante, ultrapassou todas as barreiras então conhecidas a respeito das resistências humanas, tornando-se um  modelo a ser seguido.

 - Portanto, sejamos pacientes!   A paciência é a fortaleza do humilde e a impaciência a fraqueza do orgulhoso. A paciência, podemos dizer, é filha da humildade e irmã da fortaleza. O orgulho é o seu grande inimigo. E a fraqueza de Espírito é um outro obstáculo à conquista deste precioso tesouro.   A calma e a serenidade de ânimo, em todas as emergências e situações difíceis da vida, só podem ser conservadas mediante a fortaleza e a humildade de Espírito. Pois, aquele que adquiriu a paciência possui um controle emocional equilibrado  e suporta os incomodos e dificuldades de toda a ordem, sem revolta ou queixa. Além disso, nas horas de crise , aguarda com calma e compreensão a passagem do tempo, pois sabe esperar e alimentar a esperança de dias melhores,  enfrentando as situações  com fé e serenidade.  

- A paciência também pode ser considerada como a ciência da paz, e por isso são bem-aventurados os pacíficos, aqueles que trabalham com dedicação e confiança , pronunciando palavras de consolo, mantendo a tranquilidade e a esperança, em favor da renovação do mundo e das suas criaturas, sendo chamados filhos de Deus . Aliás,  a paciência  também é  um  ato  de  caridade. Há sofrimentos ocultos e perceptíveis, muito variados e complexos, que são difíceis de lidar. Alguns seres se encontram tão doentes moralmente e tão descrentes da caridade, que se fazem agressivos, difíceis de serem ajudados, exigindo paciência perseverante e desinteressada para os auxiliar.

 - Sabendo disso , quais medidas terapêuticas poderiam ser utizadas para o controle da raiva? Segundo o Espírito de Joanna de Ângelis, o silêncio diante de circunstância perturbadora, a terapia da prece e da meditação, as boas leituras, o exercício da paciência e do autocontrole, através do autoconhecimento,  constituem recursos imprescindíveis para evitar o tombo na irritação e seus consequentes danos. O autocontrole que cada qual deve manter em relação às suas reações emocionais de qualquer natureza, disciplinando a vontade, educando os sentimentos e adaptando-se a novos hábitos saudáveis, são essenciais para manter uma existência rica de  saúde e paz.

 

Perguntas para fixação:

1. Por que Jesus Cristo condena toda palavra ofensiva?

2. Como devemos agir diante de uma palavra agressiva?

3. Quando o homem, geralmente, costuma manifestar a sua raiva?

4. Por que os acidentes automobilísticos, em grande número, são resultado da raiva?

5. Por que a raiva pode comprometer a nossa saúde e até nossa vida?

6. Quem é o maior modelo de paciência e serenidade que devemos seguir?

7. De que maneira age aquele que possui paciência diante das dificuldades da vida?

8. Quais são os sentimentos necessários para se obter a paz na Terra?

9. Em quais situações  a paciência também é um ato de caridade?

10. Quais medidas terapêuticas podem ser utizadas para o controle da raiva?

 

Subsídio para o Evangelizador:

            Por estas máximas, Jesus faz da brandura, da moderação, da mansuetude, da afabilidade e da paciência, uma lei. Condena, por conseguinte, a violência, a cólera e até toda expressão descortês de que alguém possa usar para com seus semelhantes. Raca, entre os hebreus, era um termo desdenhoso que significava homem que não vale nada, e se pronunciava cuspindo e virando para o lado a cabeça. Vai mesmo mais longe, pois que ameaça com o fogo do inferno aquele que disser a seu irmão: És louco.

            Evidente se torna que aqui, como em todas as circunstâncias, a intenção agrava ou atenua a falta; mas, em que pode uma simples palavra revestir-se de tanta gravidade que mereça tão severa reprovação? E que toda palavra ofensiva exprime um sentimento contrário à lei do amor e da caridade que deve presidir às relações entre os homens e manter entre eles a concórdia e a união; é que constitui um golpe desferido na benevolência recíproca e na fraternidade que entretém o ódio e a animosidade; é enfim, que, depois da humildade para com Deus, a caridade para com o próximo é a lei primeira de todo cristão. (O Evangelho Segundo o Espiritismo. Cap. 9 . Item 4.  Allan Kardec )

            Como entender o sentimento da cólera nos trâmites da vida humana?

            -A cólera não resolve os problemas evolutivos e nada mais significa que um  traço de recordação dos primórdios da vida humana em suas expressões mais  grosseiras.

            A energia serena edifica sempre, na construção dos sentimentos purificadores; mas a cólera impulsiva, nos seus movimentos atrabiliários, é um vinho envenenado de cuja embriaguez a alma desperta sempre com o coração tocado de amargosos ressaibos. (O Consolador. Questão 181. Espírito Emmanuel. Psicografado por Chico Xavier )

            A cólera é responsável por alta percentagem do obituário no mundo, como legítimo fator de enfermidade e portadora da morte.

            Além disso, é também a raiz de grande parte dos males e perturbações que dilapidam na base a segurança dos serviços associativos na Terra. (Canais da vida. A cólera. Espírito Emmanuel. Psicografado por Chico Xavier )

            Segundo Chico Xavier, " Suicídio não é só aquele ato terrivelmente solene de autodestruição... Cometemos muitos  suicidiozinhos... Cólera, por exemplo." (O Evangelho de Chico Xavier. Item 291. Chico Xavier / Carlos A. Baccelli )

            Destruição e construção, isto é, raiva e prazer, são os grandes impulsos de onde derivam todos os demais. Os instintos de construção e destruição são as fontes primitivas às quais todo o processo da vida está ligado e, por certo, o seu controle e direcionamento darão um melhor ou pior curso em nossa existência e em nosso crescimento pessoal.

            (...) Na contenção da raiva no adulto, notamos o escoamento do instinto para outros órgãos do corpo físico, surgindo assim a somatização com o aparecimento neles dos primeiros sinais de doença, pois para lá que a energia reprimida se transferiu e se localizou.

            Em outras situações, as manifestações do descontrole dessas energias geram crises de fúria, predisposições ao suicídio, apatias, acerbações sexuais, paralisias histéricas, sentimentos de culpa, fobias e outros tantos transtornos espirituais e mentais.

            Todas as vezes que somos incomodados ou defrontados com agressores, o impulso de raiva vai surgir. Ele é automático, é nosso ―estado de alerta, que nos vigia e que nos defende de tudo aquilo que pode nos comprometer ou destruir.

            Nas criaturas mais amadurecidas, contudo, os impulsos instintivos moldaram-se à sua mentalidade superior, e elas passaram a controlá-los, canalizando-os de forma mais adequada e coerente. Esses dois impulsos fundamentais, o prazer e a raiva, nesses mesmos indivíduos foram depurados em  seus estados primitivos - atividades eróticas e violentas - e transformados nas atividades das áreas afetiva e de iniciativa com determinação.

            Essencialmente, porém, é preciso dizer que o ato de transformação do impulso de destruição não requer a ―anulação ou ―extinção dele em nossa intimidade , e sim o aprendizado de transmutá-lo, observando o que diz literalmente a palavra ―transformação, oriunda do latim: ―trans , quer dizer ―através de; ―forma, o modo pelo qual uma coisa existe ou se manifesta; e ―actio, ―ação. Entendemos por fim que, ―através de novas ações, mudaremos as formas pelas quais a raiva se manifesta, sem, todavia, aniquilá-las ou exterminá-las.

            Com essa visão, a proposta salutar de canalizar e sublimar a agressividade é promover-nos profissionalmente, criando atividades educativas, usando práticas do esporte e outras tantas realizações. Todos aqueles que se dedicam às atividades nas áreas da criatividade, como poetas, pintores, oradores, escultores, artesãos, escritores, compositores e outros, fazem parte das criaturas que direcionam seus impulsos de agressividade para as artes em geral, sublimando-os.

            Por sua vez, os que se exercitam fisicamente constituem exemplos clássicos daqueles que escoam naturalmente para o esporte sua energia de raiva. Outros tantos a transformam, redirecionando-a para as atividades junto aos carentes, nas obras e instituições de promoção e assistência social.

            (Renovando atitudes.  Cap. 43. Espírito Hammed. Psicografado por Francisco do Espírito Santo Neto)

            A raiva é um sentimento que se exterioriza toda vez que o ego sente-se ferido, liberando esse abominável adversário que destrói a paz no indivíduo.

            Instala-se inesperadamente, em face de qualquer conflito expresso ou oculto, desferindo golpes violentos de injúria e de agressividade.

            Inerente a todos os animais, no ser humano, porque portador de vontade e discernimento, é responsável por transtornos que conseguem obscurecer lhe a razão e perturbar lhe o equilíbrio, produzindo danos emocionais de pequeno ou grande alcance, a depender da extensão e da profundidade de que se reveste.

            Quando existe a primazia dos instintos agressivos, na contextura do ser, este, diante de qualquer ocorrência desagradável, real ou imaginária, rebolca-se na situação danosa, em  agitação inconsequente, cujos resultados são sempre lamentáveis, quando não funestos.

            Predominando nele o instinto de arbitrária dominação, em falsa postura de superioridade, percebendo a fragilidade dessa conduta e a impossibilidade de impor-se, porque não considerado quanto gostaria, recorre ao mecanismo psicológico da raiva para exteriorizar a violência ancestral que lhe dorme no íntimo.

            A semelhança de um incêndio que pode começar numa fagulha e trazer prejuízos incalculáveis pela sua extensão, a raiva também pode ser ateada por uma simples insinuação de pequena monta, transformando-se em vulcão de cólera destruidora, que avassala.

            Há indivíduos especialmente dotados da facilidade de enraivecer-se, que alternam essa emoção com a psicastenia -palavra cunhada por C. G. Jung, como uma fraqueza psíquica responsável por um estado de astenia psíquica constitucional, com forte tendência para a depressão, o medo, a incapacidade de suportar desafios e dificuldades mentais...

            A raiva produz uma elevada descarga de adrenalina e cortisol no sistema circulatório, alcançando o sistema nervoso central, que se agita, produzindo ansiedade e mantendo o sangue na parte superior do corpo, no que resultam diversos prejuízos para as organizações física, emocional e psíquica.

            Repetindo-se com frequência, produz o endurecimento das artérias e predispõe a vários distúrbios orgânicos...

            De alguma forma, a raiva é um mecanismo de defesa do instinto de conservação da vida, que se opõe a qualquer ocorrência que interpreta como agressão, reagindo, de imediato, quando deveria agir de maneira racional. Porque tolda a faculdade de discernir, irrompe, desastrosa, assinalando a sua passagem por desconforto, cansaço e amolentamento das forças, logo cessa o seu furor...

            O animal selvagem, quando perseguido ou esfaimado ataca, para logo acalmar-se, conseguido o seu objetivo.

            O ser humano, além dessa conduta, agride antes, por medo de ser agredido, aumentando a gravidade de qualquer ato sob a coerção do pânico que se lhe instala de momento, ante situações que considera perigosas, evitando racionalizar a atitude, antes parecendo comprazer-se nela, sustentando a sua superioridade sobre o outro, aquele a quem atribui o perigo que lhe ronda.

            O seu processo de evolução do pensamento e da consciência, porque estacionado nos remanescentes do período egocêntrico, ora transformado em egoico, estimula esse comportamento inoportuno e prejudicial, cujos efeitos danosos logo serão sentidos em toda a sua extensão.

            O círculo da raiva é vicioso, porque o indivíduo adapta-se a essa injunção, passando a gerar um comportamento agressivo, quando não vivenciando uma postura contínua de mau humor.

            Essa raiva inditosa é resultado de pequenas frustrações e contínuas castrações psicológicas, muitas vezes iniciada na constelação familiar, quando pais rigorosos e imprudentes, violentos e injustos, assumem postura coercitiva em relação aos filhos, impondo-se-lhes, sem a possibilidade de diálogos esclarecedores.

            Lentamente vão-se acumulando esses estados de amargura pela falta de oportunidade de defesa ou de justificação, que se convertem em revolta surda, explodindo, indevidamente, quando já se faz uma carga muito pesada na conduta.

            Por natural necessidade de afirmação da personalidade, a criança é teimosa, especialmente por falta de discernimento, por necessidade de adquirir experiências, gerando atrito com os pais e familiares mais velhos, que nem sempre estão dispostos a conversar com esclarecimentos ou sabem como equacionar esses conflitos do desenvolvimento intelectual e emocional do educando.

            Exigem silêncio, respeito, não permitindo as discussões francas e próprias para os esclarecimentos que se tornam necessários ao entendimento das situações existenciais e das possibilidades de ação, no que é ou não concernente a cada um cumprir.

            Também ocorre quando são genitores descuidados que não se interessam pelos problemas da prole, causando-lhe um fundo ressentimento, a princípio inconsciente, para desbordar em raiva acumulada.

            Outras vezes, como resultado da timidez, o indivíduo refugia-se na raiva, e porque não a pode expressar, foge para transtornos profundos que o maceram.

            A falta de conhecimento das próprias debilidades emocionais faz que não disponha de equilíbrio para enfrentamentos, competições, discussões, derrapando facilmente no comportamento infeliz da raiva.

            Acidentes automobilísticos, em grande número, são resultado da raiva malcontida de condutores que não se conformam  quando outrem deseja ultrapassá-los na rodovia, nas ruas e avenidas, embora estivessem viajando em marcha reduzida.

            Sentindo-se subestimado pelo outro -raciocínio muito pessoal e sem fundamento — em vez de cederem a passagem, quando observam que o outro veículo se lhes emparelha, aceleram e avançam ambos, raivosos, até o surgimento de um terceiro em sentido oposto, obedecendo, porém, as regras, no que se transforma em tragédia.

            Bastasse um pouco de bom-tom, de serenidade, para cooperarem um com o outro, e tudo seria resolvido sem qualquer dano.

            Durante os desportos, na política, na religião, na arte, participando ou acompanhando-os, não admitem esses aficionados a vitória do outro, a quem consideram adversário, quando é somente competidor, enraivecendo-se e dando lugar a situações graves, muitas vezes redundando em crimes absurdos.

            A raiva é choque violento que abala profundamente o ser humano, deixando rastros de desalento e de infelicidade.

            Ela está habitualmente presente nos debates domésticos, quando os parceiros não admitem ser admoestados ou convidados à reflexão por atitudes incompatíveis com a própria afetividade ou decorrentes de situações que surgem, necessárias para os esclarecimentos que facultem a melhora de conduta.

            Em vez da análise tranquila do fenômeno, a tirania do ego exalta-o, o instinto de predominância do mais forte ressuma e a pessoa acredita que está sendo diminuída, criticada, passando a reagir antes de ouvir, a defender-se antes da acusação, partindo para a agressão desnecessária, de que sempre arrepende-se  depois. (Conflitos existenciais. Cap. 3 - Raiva e primarismo.  Espírito Joanna de Ângelis. Psicografado por Divaldo Pereira Franco )

            O orgulho vos induz a julgar-vos mais do que sois; a não suportardes uma comparação que vos possa rebaixar; a vos considerardes, ao contrário, tão acima dos vossos irmãos, quer em espírito, quer em posição social, quer mesmo em vantagens pessoais, que o menor paralelo vos irrita e aborrece. Que sucede então? - Entregais-vos à cólera.

            Pesquisai a origem desses acessos de demência passageira que vos assemelham ao bruto, fazendo-vos perder o sangue-frio e a razão; pesquisai e, quase sempre, deparareis com o orgulho ferido. Que é o que vos faz repelir, coléricos, os mais ponderados conselhos, senão o orgulho ferido por uma contradição? Até mesmo as impaciências, que se originam de contrariedades muitas vezes pueris, decorrem da importância que cada um liga à sua personalidade, diante da qual entende que todos se devem dobrar.

            Em seu frenesi, o homem colérico a tudo se atira: à natureza bruta, aos objetos inanimados, quebrando-os porque lhe não obedecem. Ah! se nesses momentos pudesse ele observar-se a sangue-frio, ou teria medo de si próprio, ou bem ridículo se acharia! Imagine ele por aí que impressão produzirá nos outros. Quando não fosse pelo respeito que deve a si mesmo, cumpria-lhe esforçar-se por vencer um pendor que o torna objeto de piedade.

            Se ponderasse que a cólera a nada remedeia, que lhe altera a saúde e compromete até a vida, reconheceria ser ele próprio a sua primeira vítima. Mas, outra consideração, sobretudo, devera contê-lo, a de que torna infelizes todos os que o cercam. Se tem coração, não lhe será motivo de remorso fazer que sofram os entes a quem mais ama? E que pesar mortal se, num acesso de fúria, praticasse um ato que houvesse de deplorar toda a sua vida!

            Em suma, a cólera não exclui certas qualidades do coração, mas impede se faça muito bem e pode levar à prática de muito mal. Isto deve bastar para induzir o homem a esforçar-se pela dominar. O espírita, ao demais, é concitado a isso por outro motivo: o de que a cólera é contrária à caridade e à humildade cristãs.  (O Evangelho Segundo o Espiritismo. Cap. 9 . Item 9. Um Espírito amigo.  Bordéus, 1863. Allan Kardec )

            A raiva tem duas vertentes de procedência: a primeira, mais remota, que é de natureza espiritual, originária em existência pregressa do Espírito, quando, mais soberbo e primário, impôs-se onde se encontrava, desenvolvendo sentimentos de opressão e de desrespeito aos direitos alheios, sempre desconsiderados; a segunda, de procedência atual, isto é, da existência presente, quando fatores temperamentais, educacionais, socioeconômicos empurraram-no à situação penosa geradora de conflitos.

            No primeiro caso, existe um conflito ancestral, que se encontra ínsito como culpa, armando-o para constante alerta, em  mecanismo de autodefesa. O inconsciente im-póe-lhe a tese falsa de que o mundo é-lhe hostil e as pessoas encontram-se equipadas de valores para submetê-lo ao seu talante.

            No segundo caso, origina-se uma especial disposição para a instalação do conflito de insegurança psicológica desencadeador da raiva.

            Quando ocorre qualquer fato que não é entendido de imediato, sentindo-se incapaz de autopromover-se ou acreditando-se espezinhado, o complexo de inferioridade empurra-o para as atitudes grotescas e agressivas.

            De bom alvitre, portanto, como terapia preventiva, manter-se o equilíbrio possível diante de qualquer acontecimento novo, inesperado, procurando entendê-lo antes que permanecer na defensiva, como se as demais pessoas se lhe estivessem  agredindo, fossem-lhe adversárias e todo o mundo se lhe opusesse.

            O acumular das pequenas raivas não liberadas termina por infelicitar o ser, afligindo-o emocionalmente e levando-o especialmente a transtornos depressivos, pela falta de objetivo existencial, por desinteresse de prosseguir na luta, fixando-se com revolta nas ocorrências que considera inditosas em relação a si mesmo.

            Não poucas vezes, parceiros que sobrevivem no fluxo da existência corporal em relação ao outro que desencarnou, acumulam raivas que se tornam ressentimentos, por não as haverem liberado quando se apresentaram em forma de frustrações e desagrados enquanto na convivência deles.

            Havendo a morte interrompido o ciclo da experiência física, aquele que permanece no corpo sente-se lesado, por haver sofrido sem necessidade, conforme supõe, por descobrir infidelidades que ignorava, por despertar do letargo que a união lhe impôs, passando a viver de ressentimentos profundos...

            Sob outro aspecto, o ego exaltado rememora os momentos felizes e enraivece-se ante o fato de haver sido muito amado e encontrar-se agora a sós, como se a morte houvesse resultado da opção do outro.

            Nos suicídios, aqueles que ficam, em vez de compadecer-se dos infelizes que optaram pela fuga, antes são dominados pela raiva de se sentirem culpados ou não amados, ou não consultados antes do gesto, ruminando mágoas que se acumulam e terminam  por intoxicá-los frequentemente.

            A raiva tem o condão infeliz de envilecer o sentimento da criatura humana.

            A sua constância responde por destrambelhos do sistema nervoso central, por disfunções de algumas das glândulas de secreção endócrina, por diversos problemas do aparelho digestivo e pelo irregular comportamento psicológico.

            Quando isso ocorre, invariavelmente surgem as so-matizações que terminam, quando não tratadas cuidadosamente, em  processos degenerativos de alguns órgãos.

            A culpa inconsciente domina grande número de criaturas humanas durante o seu trânsito carnal.

            Liberada pelo inconsciente profundo, o paciente considera que será punido e, quando isso não ocorre, assume uma das seguintes posturas:

            a) Autopune-se, negando-se a alegria de viver, fugindo de quaisquer recursos que podem torná-lo mais feliz, impedindo-se de relacionamentos afáveis, por acreditar não os merecer;

            b) arma-se de agressividade para evitar aproximações ou para considerar-se vítima contínua dos artifícios maléficos da Humanidade, conforme justifica-se.

            Enquanto o Self não seja conscientizado da necessidade de autoconhecimento, mediante o qual ser-lhe-á possível a identificação da culpa nos seus arcanos, e proponha—se a autoestima, o autorrespeito, a autoconsideração, ela vicejará cruel, disfarçada de ciúme - insegurança e autodesvalorização -, de infelicidade - complexo de inferioridade -, de inveja - mesquinhez do caráter -, de autopunição — tormento masoquista -, ensejando que a raiva seja a companheira constante do comportamento arbitrário.

            Tensões desnecessárias invadem o sistema emocional, como já referido, gerando desgaste improcedente, através do qual mais facilmente se instalam os distúrbios de comportamento, como fenômeno catártico que não pode mais ser postergado.

            A raiva é um sentimento de desajuste da emotividade, que merece contínua vigilância, a fim de que não se transforme em  uma segunda natureza na conduta do indivíduo.

            Na raiz psicológica do sentimento de raiva existe um tipo qualquer de medo inconsciente que a desencadeia, levando o indivíduo a atacar antes de ser agredido, o que o torna, invariavelmente, violento e descompensado na emoção.

            De alguma forma, a insegurança do próprio valor e o temor de ser ultrapassado predispõem à postura armada contra tudo e todos, como se essa fosse a melhor maneira de poupar-se a sofrimentos e a desafios perturbadores.

            Por consequência, os instintos primários predominam orientando as decisões, quando estas deveriam ser controladas pela razão, que sempre discerne qual a melhor postura a assumir-se. (Conflitos existenciais. Cap. 3 - Raiva e transtorno emocional .  Espírito Joanna de Ângelis. Psicografado por Divaldo Pereira Franco)

            A cólera é, sem dúvida, filha do orgulho.

            Com efeito, basta que se faça uma alusão a certo defeito nosso; uma comparação que nos rebaixe ou simplesmente nos seja desfavorável; uma critica, ainda que sincera e construtiva, a qualquer realização de que tenhamos sido responsáveis; ou que alguém desatenda a uma ordem, esqueça uma recomendação ou contrarie uma opinião nossa, para que a irritação se instale em nosso espírito, nos faça perder a razão e nos impila à violência verbal ou física.

            Nesses momentos de fúria, é comum, então, dizermos coisas que não sentimos, tomarmos atitudes que não condizem com as normas da civilidade, e até infligirmos sevícias em quem quer que nos caia ao alcance das mãos (ou dos pés).

            Quase sempre, muito nos arrependemos depois desses acessos de loucura, lamentando amargamente termos magoado e ofendido aqueles que estimamos, mas já o mal terá produzido seus efeitos: rancores em uns, traumas psíquicos em  outros, etc.

            Muitas dessas criaturas que, diante das mínimas contrariedades, se descontrolam e se deixam empolgar pela cólera, atribuem-na ao temperamento com que a natureza os dotou, e, dando-se por justificadas, não- diligenciam, para extirpá-la. Como poderei agir de outro modo — dizem — se Deus me fêz assim, bilioso e explosivo?

            A verdade, porém, é que a cólera, como de resto todos os vícios, é uma imperfeição de nosso espírito, respondendo cada um por todos os desatinos que venha a praticar nesse estado.

            Eis algumas advertências do Evangelho a respeito, que nenhum cristão deve desconhecer:

            “Todo homem que se irar contra seu irmão será réu no juízo” (Mat., 5:22.)

            “Se vos irardes, seja sem pecar; não se ponha o sol sobre a vossa ira.” (Ef., 4:26.)

            “Seja todo homem pronto para ouvir, ponderado no falar e moroso em se irar; porque na ira o homem não faz o que é justo aos olhos de Deus.” (Tg, 1:19-20.)

            Pois bem: o melhor meio de corrigir-nos de um defeito é cultivarmos a virtude que lhe seja oposta.

            Assim, para deixarmos de ser coléricos, o que temos a fazer é exercitar-nos na mansidão, tomando por modelo o Mestre dos mestres, que, mesmo nas circunstâncias mais constrangedoras, jamais perdeu a calma, nunca teve um gesto de violência, nem se permitiu qualquer revide às ofensas e maus tratos de que foi alvo, e, por isso, tinha plena autoridade para aconselhar:

            “Não resistais ao que vos fizer mal, e se alguém vos ferir na face direita, oferecei-lhe também a esquerda.” (Mat., 5:39.)

            “Aprendei de mim, que sou manso e humilde de coração, e achareis descanso para as vossas almas.” (Mat., 11:29.) '

            Estas máximas, que a alguns poderiam parecer a consagração da pusilanimidade e da covardia, e, pois, inaceitáveis para um homem de brio, constituem, ao contrário, regras de conduta que só os realmente fortes são capazes de exemplificar.

            Sim, porque reagir à valentona, como os irracionais, denota fraqueza espiritual, ao passo que a brandura é apanágio das almas que, havendo conquistado a si mesmas, adquiriram tão grande fortaleza moral que ninguém as pode atingir, nem perturbar-lhes a doce tranquilidade interior, muito menos a golpes de ignorância e de brutalidade. (Páginas de Espiritismo Cristão. Cap. 5 - A Cólera.  Rodolfo Calligaris )

            O ser humano processa o seu desenvolvimento intelecto-moral passo a passo, sem os saltos de largas conquistas. Superada uma etapa do processo antropossociopsicológico, surge outra igualmente desafiadora, que a experiência adquirida anteriormente lhe faculta superar.

            Algumas vezes é natural que se equivoque, a fim de reiniciar o mecanismo autoiluminativo sem qualquer trauma ou desconforto, desde que a meta é o bem-estar, a conquista da harmonia.

            A incidência da raiva, portanto, é perfeitamente normal, tornando-se grave a não capacidade de administrá-la.

            De bom alvitre, sempre que invadido pelo desequilíbrio dessa natureza, o paciente reserve-se a coragem de adiar decisões, de responder para esclarecer, de discutir em nome da autodefesa, porquanto, invariavelmente, o ego ferido precipita-o em postura inadequada de que se arrependerá de imediato ou mais tarde.

            O silêncio diante de circunstância perturbadora, não se permitindo a invasão dos petardos mentais desferidos pelo opositor, constitui recurso imprescindível para evitar o tombo na irritação e seus consequentes danos.

            O hábito, que deve ser cultivado, de considerar-se pessoa portadora de virtudes e de deficiências plausíveis de corrigenda, estando sujeita às variações do humor e de comportamento, susceptível de contrariedades, distonias, predispõe à vigilância.

            Se advertido, ouvir com atenção e avaliar a proposta apresentada, mesmo quando de maneira agressiva ou indelicada.

            Quando útil, incorporá-la como medida de sabedoria que lhe será valiosa, e identificando sub-repticiamente sentimentos negativos por parte do outro, não lhe atribuir qualquer valor ou significado.

            O exercício da paciência auxilia a aceitar a vulnerabilidade de que se é constituído, não ampliando a irrupção da raiva quando ocorrer.

            Tornando-se contínua, como resultado de estresse e de ansiedade, de insegurança e de medo mórbido, faz-se indispensável uma terapia psicológica, de modo a ser detectada a causa desencadeadora do fenômeno perturbador, que tende a agravar-se quando não cuidado de forma adequada.

            A psicoterapia cuidadosa remontará a conflitos adormecidos no inconsciente, que tiveram origem no período infantil ou durante a adolescência, quando as circunstâncias induziam à aceitação de situações penosas, sem o direito de explicação ou de justificação.

            As pequenas contrariedades acumularam-se, e porque não diluídas conforme deveriam, explodem quando algo proporciona aumento de volume à carga existente, fazendo-a insuportável.

            Ao mesmo tempo, a terapia da prece e da meditação constitui salutar recurso para o controle das emoções, reabastecimento de energias vigorosas que se encarregam de asserenar o sistema nervoso central, impedindo ou diminuindo a incidência da ira.

            As boas leituras também funcionam como procedimento terapêutico de excelente qualidade, por enriquecerem a mente com ideias otimistas, substituindo muitos dos clichês psíquicos viciosos que induzem a comportamentos insanos.

            Em face dos recursos que se podem haurir na bioenergia, a sua aplicação, nos pacientes susceptíveis à raiva e à sua coorte de distúrbios da emoção, é de inadiável importância, destacando-se o concurso de pessoas abnegadas e saudáveis física e moralmente, como portadoras da doação.

            Jesus utilizava-se do denominado toque curador, descarregando naqueles que O buscavam as sublimes energias de que era portador. Nada obstante, mediante a sua vontade, penetrava na problemática dos pacientes antes que Lhe narrassem às aflições de que eram vítimas, liberando-os com o Seu psiquismo superior.

            Desde a expulsão dos Espíritos imundos que faziam estorcegar as suas vítimas em processos de aparente epilepsia ou de esquizofrenia, à recuperação de morte simulada por catalepsia, de hemorragia, de cegueira, surdez, mudez, dilacerações orgânicas, até as mais graves ocorrências a distância, utilizando-se do incomparável poder de que se fazia possuidor.

            Embora a imensa distância moral que medeia entre Ele e os Seus modernos discípulos, todos são possuidores de preciosas energias que dimanam do Pai, algumas das quais encontram-se ínsitas neles mesmos, ou as recebem mediante a interferência dos nobres condutores espirituais da Humanidade.

            Por fim, o autocontrole que cada qual deve manter em relação às suas reações emocionais de qualquer natureza, disciplinando a vontade, educando os sentimentos e adaptando-se a novos hábitos saudáveis, imprescindíveis a uma existência rica de  saúde. (Conflitos existenciais. Cap. 3 - Terapia para a raiva.  Espírito Joanna de Ângelis. Psicografado por Divaldo Pereira Franco )

            Que é paciência e como adquiri-la?

            -A verdadeira paciência é sempre uma exteriorização da alma que realizou muito amor em si mesma, para dá-lo a outrem, na exemplificação.

            Esse amor é a expressão fraternal que considera todas as criaturas como irmãos, em quaisquer circunstâncias, sem desdenhar a energia para esclarecer a incompreensão, quando isso se torne indispensável.

            É com a iluminação espiritual do nosso íntimo que adquirimos esses valores sagrados da tolerância esclarecida. E, para que nos edifiquemos nessa claridade divina, faz-se mister educar a vontade, curando enfermidades psíquicas seculares que nos acompanham através das vidas sucessivas, quais sejam as de abandonarmos o esforço próprio, de adotarmos a indiferença e de nos queixarmos das forças exteriores, quando o mal reside em nós mesmos.

            Para levarmos a efeito uma edificação tão sublime, necessitamos começar pela disciplina de nós mesmos e pela continência dos nossos impulsos, considerando a liberdade do mundo interior, de onde o homem deve dominar as correntes da sua vida.

            O adágio popular considera que “o hábito faz a segunda natureza” e nós devemos aprender que a disciplina antecede a espontaneidade, dentro da qual pode a alma atingir, mais facilmente, o desiderato da sua redenção. (O Consolador. Questão 254. Espírito Emmanuel. Psicografado por Chico Xavier )

            É muito comum ouvirmos esta exclamação: perdi a paciência! Como sabem, porém, que perderam a paciência? Porque quando precisaram daquela virtude para se manterem calmos e serenos não a encontraram  consigo, e, por isso, exasperaram-se, praticaram desatinos, proferiram  impropérios e blasfêmias?

            Só pelo fato de não encontrarem em seu patrimônio moral aquela virtude, alegam logo que a perderam. Como poderiam, porém, perder o que não possuíam?

            Será melhor que os homens se convençam de que eles não têm paciência, que ainda não alcançaram essa preciosa qualidade que, no dizer do Mestre insigne, é a que nos assegura a posse de nós mesmos: Pela paciência possuireis as vossas almas. E não pode haver maior conquista que a conquista própria. Já alguém disse, com justeza, que o homem que se conquistou a si mesmo vale mais que aquele que conquistou um reino.

            Os reinos são usurpados mediante o esforço e o sangue alheio, enquanto que a posse de si mesmo só pode advir do esforço pessoal, da porfia enérgica e perseverante da individualidade própria, agindo sobre si mesma.

Todos esses, pois, que vivem constantemente alegando que perderam a paciência, confessam involuntariamente que jamais a tiveram. Paciência não se perde como qualquer objeto de uso ou como uma soma de dinheiro. Os que ainda não lograram alcançá-la, revelam essa falha precisamente no momento em que se exasperam, em que perdem a compostura e cometem despautérios. Quando, depois, o ânimo serena, o homem diz: perdi a paciência. Não perdeu coisa alguma; não tenho paciência é o que lhe compete reconhecer e confessar.

Ás virtudes, esta ou aquela, fazem parte de uma certa riqueza cujo valor imperecível Jesus encarece sobremaneira em seu Evangelho, sob estas sugestivas palavras: Granjeai aquela riqueza que o ladrão não rouba, a traça não rói, o tempo não consome e a morte não arrebata. Tais bens são, por sua natureza, inacessíveis às contingências da temporalidade, e não podem, portanto, desaparecer em hipótese alguma. Constituem  propriedade inalienável e legitimamente adquirida pelo Espírito, que jamais a perderá.

Não é fácil adquirirmos certas virtudes, entre as quais se acha a paciência. A aquisição da paciência depende da aquisição de outras virtudes que lhe são correlatas, que se acham entrelaçadas com ela numa trama perfeita. A paciência — podemos dizer — é filha da humildade e irmã da fortaleza, do valor moral. O orgulho é o seu grande inimigo. A fraqueza de Espírito é outro obstáculo à conquista daquele precioso tesouro. Todos os movimentos intempestivos, todo ato violento, toda atitude colérica são oriundos da suscetibilidade do nosso amor próprio exagerado. A seu turno, os desesperos, as aflições incontidas, os estados de alucinação, os impropérios e blasfêmias são conseqüências de fraqueza de ânimo ou debilidade moral. A calma e a serenidade de ânimo, em todas as emergências e conjunturas difíceis da vida, só podem ser conservadas mediante a fortaleza e a humildade de Espírito. É essa condição inalterável de ânimo que se denomina paciência. Ela é incontestavelmente atestado eloqüente de alto padrão moral.

Naturalmente, em épocas de calmaria, quando tudo corre ao sabor dos nossos desejos, parece que possuímos aquele preciosíssimo bem. Os homens, quando dormem, são todos bons e inocentes. É exatamente nas horas aflitivas, nos dias de amargura, quando suportamos o batismo de fogo, que verificamos, então, a inexistência da sublime virtude conosco.

No mundo, observou o Mestre, tereis tribulações, mas tende bom ânimo: eu venci o mundo. Como ele venceu, cumpre a nós outros, como discípulos, imitá-lo, vencendo também. Cristo é o sublime modelo, é o grande paradigma. Não basta conhecer seus ensinamentos, é preciso praticá-los. Daqui a necessidade de fortificarmos nosso Espírito, retemperando-o nos embates cotidianos como o ferreiro que, na forja, tempera o aço até que o torna maleável e resistente.

A existência humana é urdida de vicissitudes e de imprevistos. Tais são as condições que havemos de suportar como conseqüências do nosso passado. A cada dia a sua aflição — reza o Evangelho em sua empolgante sabedoria. Portanto, cumpre nos tornemos fortes para vencermos. Fomos dotados dos predicados para isso. Tudo que eu faço, asseverou o Mestre, vós também podeis fazer. Se nos é dado realizar os feitos maravilhosos do Cristo de Deus, porque permanecemos neste estado de miserabilidade moral? Simplesmente porque temos descurado a obra de nossa educação. (Em torno do Mestre. Paciência não se perde. Vinicius )

Segundo a idéia falsíssima de que lhe não é possível reformar a sua própria natureza, o homem se julga dispensado de empregar esforços para se corrigir dos defeitos em que de boa-vontade se compraz, ou que exigiriam muita perseverança para serem extirpados.

E assim, por exemplo, que o indivíduo, propenso a encolerizar-se, quase sempre se desculpa com o seu temperamento. Em vez de se confessar culpado, lança a culpa ao seu organismo, acusando a Deus, dessa forma, de suas próprias faltas. É ainda uma conseqüência do orgulho que se encontra de permeio a todas as suas imperfeições.

Indubitavelmente, temperamentos há que se prestam mais que outros a atos violentos, como há músculos mais flexíveis que se prestam melhor aos atos de força. Não acrediteis, porém, que aí resida a causa primordial da cólera e persuadi-vos de que um Espírito pacífico, ainda que num corpo bilioso, será sempre pacífico, e que um Espírito violento, mesmo num corpo linfático, não será brando; somente, a violência tomará outro caráter. Não dispondo de um organismo próprio a lhe secundar a violência, a cólera tornar-se-á concentrada, enquanto no outro caso será expansiva.

O corpo não dá cólera àquele que não na tem, do mesmo modo que não dá os outros vícios. Todas as virtudes e todos os vícios são inerentes ao Espírito. A não ser assim, onde estariam o mérito e a responsabilidade? O homem deformado não pode tornar-se direito, porque o Espírito nisso não pode atuar; mas, pode modificar o que é do Espírito, quando o quer com vontade firme. Não vos mostra a experiência, a vós espíritas, até onde é capaz de ir o poder da vontade, pelas transformações verdadeiramente miraculosas que se operam sob as vossas vistas? Compenetrai-vos, pois, de que o homem não se conserva vicioso, senão porque quer permanecer vicioso; de que aquele que queira corrigir-se sempre o pode. De outro modo, não existiria para o homem a lei do progresso. (O Evangelho Segundo o Espiritismo. Cap. 9 . Item 10.  Hahnemann. Paris, 1863. Allan Kardec )

Segundo Chico Xavier, "Não há problema que não possa ser solucionado pela paciência. A paciência desarticula os mecanismos do mal... Aquele que não se altera diante da prova, não reagindo às provocações, ignora o mal... A impaciência é a reação que quem nos provoca está esperando. A melhor maneira de frustrar o mal é colocar em prática as sugestões do bem.  Não me considero um homem de paciência, mas, se acaso não tivesse aprendido com os Bons Espíritos algo do valor dessa virtude, eu teria criado mais sérios embaraços para a minha própria vida... Os obstáculos no exercício da mediunidade sempre me foram um desafio constante. Não me lembro de um só dia que tivesse atravessado sem problemas..." (O Evangelho de Chico Xavier . Item 8. Chico Xavier / Carlos A. Baccelli )

A paciência é recurso que se treina com insistência para dar continuidade a qualquer empreendimento, esperando-se que outros fatores, que independem da pessoa, contribuam para os resultados que se espera alcançar.

Esse mecanismo é todo um resultado de esforço bem-direcionado, consistindo no ritmo do trabalho que não deve ser interrompido.

Lentamente são criados no inconsciente condicionamentos em  favor da faculdade de esperar, aquietando as ansiedades perturbadoras e criando um clima de equilíbrio emocional no ser.

Como qualquer outra conquista, a paciência exige treinamento, constância e fé na capacidade de realizar o trabalho, como requisitos indispensáveis para ser alcançada. Evita exorbitar nas exigências do crescimento íntimo, no começo, elaborando um  programa que deve ser aplicado sem saltos, passo a passo, o que contribui para os resultados excelentes, que abrirão oportunidade a outras possibilidades de desenvolvimento pessoal.

Na tradição do Cristianismo primitivo, consideravam-se santos aqueles que eram portadores de atitudes incomuns, capazes de enfrentar situações insuportáveis e mesmo testemunhos incomparáveis. Certamente surgiram também várias lendas, muito do sabor da imaginação, conforme sucede em todas as épocas. Não obstante, conta-se que São Kevin, desejando orar, foi tomado por uma atitude de ardor e distendeu os braços pela janela aberta, preparando-se. Nesse momento, uma ave canora pousou-lhe na palma da mão distendida, e começou a fazer um  ninho nesse inusitado suporte. Passaram duas ou mais semanas, e São Kevin permaneceu imóvel, até que a avezita concluiu o dever de chocar os ovos que ali depositara.

Os companheiros consideraram esse um ato de paciência abençoada e invulgar paciência!

Não é necessário que se chegue a esse estágio, certamente impossível de vivê-lo, mas que serve para demonstrar que, mediante a sua presença, mesmo o inverossímil torna-se verossímil. (Vida - Desafios e Soluções.  Disciplina da vontade.  Espírito Joanna de Ângelis. Psicografado por Divaldo Pereira Franco )

A paciência também pode ser considerada como a ciência da paz, e por isso são bem-aventurados os pacíficos, aqueles que trabalham com método e confiança tranquila em favor da renovação do mundo e das suas criaturas, conseguindo ser chamados filhos de Deus que representam toda a paz.

A paz deve constituir a meta do ser pensante que luta em  contínuas tentativas de adquirir a plenitude.

A paz é tesouro que não pode ser afetado em circunstância alguma, que a leve a desaparecer. E a paciência é sua exteriorização, porque é o mecanismo não violento de que se utiliza, a fim de alcançar os objetivos a que se propõe.

A paciência conquista individual através do esforço pela autoiluminação, pelo autoconhecimento e descoberta dos objetivos da existência, transforma-se em caridade de essencial significado quando direcionada aos que sofrem, ajudando-os com  benignidade, trabalhando a resignação que dela também se deriva.

Há sofrimentos ocultos e desvelados, muito variados e complexos, que são desafiadores da sociedade. Aqueles que são mais vistos, às vezes sensibilizam os indivíduos, que se comovem e se oferecem para minimizá-los, embora as multidões de aflitos e sofredores se apresentem em desalinho pelas ruas, vielas e campos do mundo... Todavia, aqueles que são ocultos, que poucos percebem, estiolando os sentimentos mais belos do indivíduo, esses esperam mãos compassivas e corações pacientes para auscultá-los e escutar-lhes os gemidos quase inaudíveis, arrancando das carnes das almas os espinhos dilaceradores que as mortificam. Nem sempre ou quase nunca a tarefa é fácil.

Alguns seres se encontram tão doentes moralmente e tão descrentes da caridade, que se fazem agressivos, difíceis de serem ajudados, exigindo paciência perseverante e desinteressada para os alcançar.

Outros tantos, através das suas reações afetivas encolerizadas, constituem prova áspera que a paciência deverá suplantar com  bondade e compaixão.

Quanto mais doente, mais atendimento paciente necessita a ave humana ferida no seu voo de crescimento interior.

Nem sempre é fácil entender o desespero de outrem, quando não se experimentou algo semelhante. São muitos os fatores de aflição, desde pequeninas dificuldades até as exaustivas e quase insuportáveis expiações, todas exigindo paciência a fim de serem  atendidas e solucionadas.

A paciência encoraja o ser, porque o ajuda a enfrentar quaisquer situações, tomado pela ciência da paz.

Jesus deu mostras significativas dessa conduta, quando deixou de fazer muita coisa que parecia indispensável e solucionadora.

Não se apressou em iniciar o ministério, senão quando os tempos haviam chegado e as circunstâncias se faziam auspiciosas.

Aguardou que João O anunciasse e, quando aquele estava quase terminando o ministério, Ele deu início ao Seu conforme o anúncio das velhas profecias.

Submeteu-se a todas as injunções impostas pelas revelações antigas que caracterizariam o Messias. Pacientemente aceitou a observação do Batista que O testificou após o fenômeno da Voz espiritual que se fez ouvida, informando ser este o Filho dileto, em quem me agrado,(3) Confirmando a independência entre o Pai e o Descendente.

Jesus viveu a Sua humanidade com singular elevação, suportando fome, dor, abandono e morte sem impacientar-se, submisso e confiante, ultrapassando todas as barreiras então conhecidas a respeito das resistências humanas, assim  tornando-se um Paradigma a ser seguido, destroçando o que era comum, corriqueiro, banal, fixo em torno dos indivíduos: o limite das suas forças.

Já se disse que o homem é um milagre, certamente um milagre da vida, que transcende o convencional e conhecido, porque sempre se apresenta acima de qualquer interpretação e entendimento. A sua constituição física perfeita é uma maquinaria incomum, a sua emotividade extraordinária em mecanismos de altíssima sensibilidade, e o Espírito, viandante de mil jornadas, constituem um enigma para uma rápida definição ou profunda interpretação, estando, por enquanto, além do entendido...

Humano, porém, Jesus foi especial em razão dos Seus valores. Tornou-se pequeno para fazer-se semelhante aos que O acompanhavam e não diminuiu a grandeza interior.

Ele se fez um novo biótipo, trazendo um conteúdo diferente ao convencional e aceito, realizando o antes impossível graças à Sua paranormalidade excepcional, demonstrando quem Ele é.

Tornou-se, para todos os tempos, um convite desafiador que não pode ser desconsiderado, transformando-se em exemplo humanizado de todas as possibilidades. Ele foi livre e atingiu as culminâncias do amor imaginável, da paixão pelas criaturas às quais veio socorrer e conduzir como Pastor que arrisca a vida para salvar do perigo as ovelhas que tresmalharam.

As Suas ideias mereceram estudos acurados de ateus e religiosos, de místicos e de cépticos, sendo unânimes em afirmar que a Sua justiça social é irretocável e que o Seu amor é incomum, rompendo com os tempos dos Seus dias para antecipar um futuro que ainda não foi conseguido.

O Seu compromisso com a sociedade de todas as épocas d'Ele fez um revolucionário que não instiga ódio, demonstrando que são todas as criaturas iguais, sem diferenças de credos, de raças, de nações, de classes, na condição de filhos de Deus, Seus irmãos, aos quais veio ensinar como poderiam ser felizes. No entanto, não almejou que essa felicidade fosse lograda somente após a morte, mas, no instante mesmo da renovação interior, que é o momento azado para haurir paz e harmonia.

(...)E tudo com inexcedível paciência, não antecipando informações que a mentalidade da época estivesse impossibilitada de entender, razão por que anunciou que enviaria o Consolador, que o mundo ainda não conhece... porque não o pode suportar... para fazê-lo.

Tempo e espaço na Sua dimensão encontram-se ultrapassados, valendo o momento hoje, a oportunidade apresentada para encetar a marcha da busca de Deus.

Deus é a Meta, Ele é o Meio, a vida é o caminho que Ele ilumina de exemplos para que todos se encontrem e se engrandeçam.

Surge, então, com a Psicologia Profunda uma nova imagem de Jesus, o Homem que ama que serve que espera que ensina e, pacientemente, intercede junto ao Pai por todos aqueles que estão na retaguarda.

Ele deixa de ser uma lembrança da ortodoxia ou da teologia para tornar-se vivo e atuante, próximo sempre de quem O queira escutar e seguir os Seus ensinamentos atuais e palpitantes.

A Sua proposta não é para que se fuja deste mundo enfermo, da sociedade empobrecida moralmente, mas para que se consiga curar a doença com a conquista da saúde para cada membro do planeta, e haja enriquecimento moral de todas criaturas membros do organismo social.

Tal cometimento é um grave desafio, que somente os Espíritos pacientes irão conseguir, e, por isso, serão chamados filhos de Deus... (Jesus e o Evangelho à luz da Psicologia Profunda. Cap. 10. Espírito Joanna de Ângelis. Psicografado por Divaldo Pereira Franco )

Segundo o Espírito Emmanuel, "nas horas de crise que, porventura, te apareçam, aguarda com calma e compreensão a passagem do tempo, sustentando a paciência contigo, porque a paciência te alimentará a esperança e a esperança se te fará luz na vida interior, destinada a te fortalecer e a te guiar." ( Espera servindo. Espera trabalhando. Espírito Emmanuel. Psicografado por Chico Xavier )

Segundo um Espírito amigo, "a dor é uma bênção que Deus envia a seus eleitos; não vos aflijais, pois, quando sofrerdes; antes, bendizei de Deus onipotente que, pela dor, neste mundo, vos marcou para a glória no céu.

Sede pacientes. A paciência também é uma caridade e deveis praticar a lei de caridade ensinada pelo Cristo, enviado de Deus. A caridade que consiste na esmola dada aos pobres é a mais fácil de todas. Outra há, porém, muito mais penosa e, conseguintemente, muito mais meritória: a de perdoarmos aos que Deus colocou em nosso caminho para serem instrumentos do nosso sofrer e para nos porem à prova a paciência.

A vida é difícil, bem o sei. Compõe-se de mil nadas, que são outras tantas picadas de alfinetes, mas que acabam por ferir. Se, porém, atentarmos nos deveres que nos são impostos, nas consolações e compensações que, por outro lado, recebemos, havemos de reconhecer que são as bênçãos muito mais numerosas do que as dores. O fardo parece menos pesado, quando se olha para o alto, do que quando se curva para a terra a fronte.

Coragem, amigos! Tendes no Cristo o vosso modelo. Mais sofreu ele do que qualquer de vós e nada tinha de que se penitenciar, ao passo que vós tendes de expiar o vosso passado e de vos fortalecer para o futuro. Sede, pois, pacientes, sede cristãos. Essa palavra resume tudo." (O Evangelho Segundo o Espiritismo. Cap. 9 . Item 7. Um Espírito amigo. Havre, 1862. Allan Kardec )

Mas, que queria Jesus dizer por estas palavras: "Bem-aventurados os que são brandos, porque possuirão a Terra", tendo recomendado aos homens que renunciassem aos bens deste mundo e havendo-lhes prometido os do céu?

Enquanto aguarda os bens do céu, tem o homem necessidade dos da Terra para viver.

Apenas, o que ele lhe recomenda é que não ligue a estes últimos mais importância do que aos  primeiros.

Por aquelas palavras quis dizer que até agora os bens da Terra são açambarcados pelos violentos, em prejuízo dos que são brandos e pacíficos; que a estes falta muitas vezes o necessário, ao passo que outros têm o supérfluo. Promete que justiça lhes será feita, assim na Terra como no céu, porque serão chamados filhos de Deus. Quando a Humanidade se submeter à lei de amor e de caridade, deixará de haver egoísmo; o fraco e o pacífico já não serão explorados, nem esmagados pelo forte e pelo violento. Tal a condição da Terra, quando, de acordo com a lei do progresso e a promessa de Jesus, se houver tornado mundo ditoso, por efeito do afastamento dos maus. (O Evangelho Segundo o Espiritismo. Cap. 9 . Item 5.  Allan Kardec )

Observação (3):  S. Lucas: 3-17. (Nota da Autora espiritual)

 

Bibliografia:

- O Evangelho Segundo o Espiritismo. Cap. 9 . Itens  4, 5, 7 e 9.  Allan Kardec.

-  O Consolador. Questões 181 e 254. Espírito Emmanuel. Psicografado por Chico Xavier.

- Canais da vida. A cólera. Espírito Emmanuel. Psicografado por Chico Xavier.

- Espera servindo. Espera trabalhando. Espírito Emmanuel. Psicografado por Chico Xavier .

- O Evangelho de Chico Xavier. Item 8 e 291. Chico Xavier / Carlos A. Baccelli.

-Jesus e o Evangelho à luz da Psicologia Profunda. Cap. 10. Espírito Joanna de Ângelis. Psicografado por Divaldo Pereira Franco.

- Conflitos existenciais. Cap. 3 - Raiva e primarismo.  Espírito Joanna de Ângelis. Psicografado por Divaldo Pereira Franco .

- Renovando atitudes.  Cap. 43. Espírito Hammed. Psicografado por Francisco do Espírito Santo Neto.

- Páginas de Espiritismo Cristão. Cap. 5 - A Cólera.  Rodolfo Calligaris.

- Em torno do Mestre. Paciência não se perde. Vinicius.