Aula 96 - Culto do Evangelho no lar

Ciclo 1 - História:  A casa de tijolos vermelhos - Atividade: PH - Chico Xavier - 3 - Culto do Evangelho no lar.

Ciclo 2 - História:  Jesus mandou alguém -  Atividade: PH - Jesus - 56 - Culto do Evangelho no lar.

Ciclo 3 - História:  O culto cristão no lar -  Atividade:  PH - Chico Xavier - 4 - Culto do Evangelho no lar.

 

Dinâmica:  Culto do Evangelho no lar .

Mensagens Espíritas: Evangelho no lar.

Sugestão de vídeo: Evangelho de Luz - música espírita   (Dica: Pesquise no Youtube)

 

Leitura da Bíblia:  Mateus - Capítulo 18


18.20 Onde quer que se encontrem duas ou três pessoas reunidas em meu nome, eu com elas estarei.


 

Tópicos a serem abordados:

- Os ensinamentos de Jesus estão contidos nos Evangelhos (Mateus, Marcos, Lucas, João) escritos pelos seus discípulos. Os Evangelhos têm passagens suaves e consoladoras que revigoram nosso espírito e contém as regras de conduta moral que devemos seguir para nos tornamos felizes.

- Recomenda-se realizar com a família o culto do Evangelho no lar, pelo menos uma vez por semana, a fim de que a casa se transforme num ninho de amor, união, colaboração e perdão entre seus integrantes.

- O Espírito Neio Lúcio, através da psicografia de Chico Xavier, afirma que o primeiro culto cristão no lar  foi realizado por Jesus na  casa de Simão Pedro  (Seu apóstolo).

- O "Culto do Evangelho no Lar" é um poderoso instrumento de apoio moral para todas as pessoas que desejam realizar a sua reforma íntima, pois possibilita compreender melhor os Ensinos de Jesus e colocá-los em prática.   Ajuda-nos, também, a  enfrentar as dificuldades da nossa existência com mais fé e coragem e superar problemas de relacionamento pessoal seja na família ou na sociedade de uma forma geral (2).

- Evangelho no Lar é Cristo falando ao coração, pois o Mestre vive presente conosco através de suas lições. Segundo a promessa do Evangelho Redentor, "onde estiverem dois ou três corações em Seu Nome", aí estará Jesus, amparando-nos para a ascensão à Luz Celestial, hoje, amanhã e sempre (1).

- Quando os ensinos de Jesus são introduzidos em nosso lar,  modificam-se as palavras ofensivas, as expressões de desarmonia e de desconforto, dando lugar a condição de entendimento, de alegria e de paz. E aqueles que antes experimentavam antipatia pelos familiares, descobrem a necessidade de auxílio mútuo.

- Quando uma família ora em casa, estudando a revelação divina, recebe o auxílio dos Espíritos da luz. A família que cultiva a prece no lar transforma-o em fortaleza, pois recebe proteção contra influências espirituais negativas, favorecendo o trabalho dos espíritos protetores que atuam em nosso benefício.  Quando os corações estão unidos pela Fé, todos recebem bênçãos e alegria.

-  Como devemos realizar o culto do Evangelho no lar? Devemos escolher um dia da semana e um horário em que, pelo menos, a maioria dos familiares (adultos, jovens e crianças) possa participar. E disponibilizar um copo com água para cada participante, facilitando, assim, uma fluidificação da água de acordo com as necessidades de cada um.  

- A reunião deverá ser iniciada com uma prece, em voz alta, por um dos presentes, expressa de maneira simples, sempre usando o coração. Em seguida, iniciar a leitura de O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO que poderá ser efetuada de duas maneiras: leitura de maneira ordenada , pela qual o Evangelho deverá ser lido em sequência, ou abrindo-se uma página ao acaso , permitindo que a espiritualidade possa interagir nesse processo.  Devemos escolher um trecho do Evangelho que não seja longo demais. E após a leitura, deixar a palavra livre, numa sequência combinada, para que  os integrantes façam perguntas ou exponham sua interpretação. Trinta minutos é o tempo ideal para essa reunião, apesar de não haver nada que a impeça de durar mais algum tempo. Para encerrar a reunião, deverá ser feita uma prece, agradecendo pela oportunidade do encontro e do estudo. E, após, beber a água fluidificada.

 

Comentário (1): Luz no lar. Item 9. Espírito Scheila. Psicografado por Chico Xavier. (2): Revista HIKARI-NI-MUKATTE no. 1, editada pela Comunhão Espírita Cristã Francisco Cândido Xavier - em Toquio,  Japão.

 

Perguntas para fixação:

1. Onde estão contidos os ensinos de Jesus?

2. Qual é a importância do Evangelho para nossa vida?

3. O que é o culto do Evangelho no lar?

4. Quem nos visita quando realizamos o culto do Evangelho no lar?

5. Por que o estudo do Evangelho nos auxilia na nossa reforma íntima?

6. Quais são os benefícios que recebemos quando a família cultiva a prece?

7. Qual livro costuma ser utilizado para realizar o culto do Evangelho no lar?

8. Qual é a importância de colocar um copo de água para cada participante nesta reunião?

 

Subsídio para o Evangelizador:

            O "Evangelho no Lar" é uma reunião fraterna dos componentes do lar sob o amparo de Jesus, visando transformar o lar terreno num ninho de amor, concórdia, colaboração e perdão entre os integrantes da família. Podemos assim, transformar,  aos poucos, a nossa casa material num aconchegante ponto de refazimento de energias espirituais. (Revista HIKARI-NI-MUKATTE no. 1, editada pela Comunhão Espírita Cristã Francisco Cândido Xavier - em Toquio,  Japão)

            O Espírito Neio Lúcio, no livro '' Jesus no lar'' relata que a primeiro culto do Evangelho foi realizado na casa de Pedro:

            Jesus relanceou o olhar pela sala modesta e disse: ''Pedro, acendamos aqui, em torno de quantos nos procuram a assistência fraterna, uma claridade nova. A mesa de tua casa é o lar de teu pão. Nela, recebes do Senhor o alimento para cada dia. Por que não instalar, ao redor dela, a sementeira da felicidade e da paz na conversação e no pensamento? O Pai, que nos dá o trigo para o celeiro, através do solo, envianos a luz através do Céu. Se a claridade é a expansão dos raios que a constituem, a fartura começa no grão. Em razão disso, o Evangelho não foi iniciado sobre a multidão, mas, sim, no singelo domicílio dos pastores e dos animais.

            Simão Pedro fitou no Mestre os olhos humildes e lúcidos e, como não encontrasse palavras adequadas para explicar-se, murmurou, tímido:

            — Mestre, seja feito como desejas.

            Então Jesus, convidando os familiares do apóstolo à palestra edificante e à meditação elevada, desenrolou os escritos da sabedoria e abriu, na Terra, o primeiro culto cristão no lar.'' (Jesus no lar. Cap. 1. Espírito Neio Lúcio. Psicografado por Chico Xavier)

            Jesus disse: ''Onde quer que se encontrem duas ou três pessoas reunidas em meu nome, eu com elas estarei.'' (Mateus 18:20)

            Estarem reunidas, em nome de Jesus, duas, três ou mais pessoas, não quer dizer que basta se achem materialmente juntas. É preciso que o estejam espiritualmente, em comunhão de intentos e de idéias, para o bem. Jesus, então, ou os Espíritos puros, que o representam, se encontrarão na assembléia. O Espiritismo nos faz compreender como podem os Espíritos achar-se entre nós. Comparecem com seu corpo fluídico ou espiritual e sob a aparência que nos levaria a reconhecê-los, se se tornassem visíveis. Quanto mais elevados são na hierarquia espiritual, tanto maior é neles o poder de irradiação. É assim que possuem o dom da ubiqüidade e que podem estar simultaneamente em muitos lugares, bastando para isso que enviem a cada um desses lugares um raio de suas mentes.

            Dizendo as palavras acima transcritas, quis Jesus revelar o efeito da união e da fraternidade. O que o atrai não é o maior ou menor número de pessoas que se reúnam, pois, em vez de duas ou três, houvera ele podido dizer dez ou vinte, mas o sentimento de caridade que reciprocamente as anime. Ora, para isso, basta que elas sejam duas. Contudo, se essas duas pessoas oram cada uma por seu lado, embora dirigindo-se ambas a Jesus, não há entre elas comunhão de pensamentos, sobretudo se ali não estão sob o influxo de um sentimento de mútua benevolência. Se se olham com prevenção, com ódio, inveja ou ciúme, as correntes fluídicas de seus pensamentos, longe de se conjugarem por um comum impulso de simpatia, repelem-se. Nesse caso, não estarão reunidas em nome de Jesus, que, então, não passa de pretexto para a reunião, não o tendo esta por verdadeiro motivo.

            Isso não significa que ele se mostre surdo ao que lhe diga uma única pessoa; e se ele não disse: "Atenderei a todo aquele que me chamar", é que, antes de tudo, exige o amor do próximo; e desse amor mais provas podem dar-se quando são muitos os que exoram, com exclusão de todo sentimento pessoal, e não um apenas. Segue-se que, se, numa assembléia numerosa, somente duas ou três pessoas se unem de coração, pelo sentimento de verdadeira caridade, enquanto as outras se isolam e se concentram em pensamentos egoísticos ou mundanos, ele estará com as primeiras e não com as outras. Não é, pois, a simultaneidade das palavras, dos cânticos ou dos atos exteriores que constitui a reunião em nome de Jesus, mas a comunhão de pensamentos, em concordância com o espírito de caridade que ele personifica. (O Evangelho Segundo o Espiritismo. Cap. 28.  Item 5. Allan Kardec)

            São muitos os Espíritos em evolução na Terra, ou nas esferas mais próximas, que já viram o Cristo, experimentando a glória da sua presença divina?
            Toda a comunidade dos Espíritos encarnados na Terra, ou localizados em suas esferas de labor espiritual mais ligadas ao planeta, sentem a sagrada influência do Cristo, através da assistência de seus prepostos; todavia, pouquíssimos alcançarão a pureza indispensável para a contemplação do Mestre no seu plano divino. (O Consolador. Questão 289. Espírito Emmanuel. Psicografado por Chico Xavier)

            O Espírito de Joanna de Ângelis nos recomenda: ''Dedica uma das sete noites da semana ao Culto Evangélico no Lar, a fim de que Jesus possa pernoitar em tua casa.

            Prepara a mesa, coloca água pura, abre o Evangelho, distende a mensagem da fé, enlaça a família e ora. Jesus virá em visita.

            Quando o Lar se converte em santuário, o crime se recolhe ao museu. Quando a família ora, Jesus se demora em casa. Quando os corações se unem nos liames da Fé, o equilíbrio oferta bênçãos de consolo e a saúde derrama vinho de paz para todos.

            Jesus no Lar é vida para o Lar.

            Não aguardes que o mundo te leve a certeza do bem invariável. Distende, da tua casa cristã, a luz do Evangelho para o mundo atormentado.

            Quando uma família ora em casa, reunida nas blandícias do Evangelho, toda a rua recebe o benefício da comunhão com o Alto.

            Se alguém, num edifício de apartamentos, alça aos Céus a prece da comunhão em família, todo o edifício se beneficia, qual lâmpada ignorada, acesa na ventania.

            Não te afastes da linha direcional do Evangelho entre os teus familiares. Continua orando fiel, estudando com os teus filhos e com aqueles a quem amas as diretrizes do Mestre e, quanto possível, debate os problemas que te afligem à luz clara da mensagem da Boa Nova e examina as dificuldades que te perturbam ante a inspiração consoladora do Cristo. Não demandes a rua, nessa noite, senão para os inevitáveis deveres que não possas adiar. Demorate no Lar para que o divino Hóspede aí também se possa demorar.

            E quando as luzes se apagarem à hora do repouso, ora mais uma vez, comungando com Ele, como Ele procura fazer, a fim de que, ligado a ti,possas, em casa, uma vez por semana em sete noites, ter Jesus contigo.'' (S.O.S. Família. Cap. 12. Espírito Joanna de Ângelis. Divaldo P. Franco)

            Pelo menos, semanalmente, é aconselhável se reúna com os familiares ou com alguns parentes, capazes de entender a importância da iniciativa, em torno dos estudos da Doutrina Espírita , à luz do Evangelho do Cristo e sob a cobertura moral da oração.  Além dos companheiros desencarnados que estacionam no lar ou nas adjacências dele, há outros irmãos já de senfaixados da veste física, principalmente os que remanescem das tarefas de enfermagem espiritual no grupo, que recolhem amparo e ensinamento, consolação e alívio, da conversação espírita e da prece em casa.

            O culto do Evangelho no abrigo doméstico equivale a lâmpada acesa para todos os imperativos do apoio e do esclarecimento espiritual.  (Desobsessão. Espírito André Luiz. Waldo Vieira e Chico Xavier)

            Trabalhemos pela implantação do Evangelho no lar, quando estiver ao alcance de nossas possibilidades.

            (...)É importante nos unamos todos no lançamento dos princípios cristãos no santuário doméstico.

            Trazer as claridades da Boa Nova ao templo da família é aprimorar todos os valores que a experiência terrestre nos pode oferecer.

            Não bastará entronizar as relíquias materiais que se reportem ao Divino Mestre, entre os adornos da edificação de pedra e cal, onde as almas se reúnem sob os laços da comunidade ou da atração afetiva. É necessário plasmar o ensinamento de Jesus na própria vida, adaptando lhe o sentimento à beleza excelsa.

            Evangelho no Lar é Cristo falando ao coração. Sustentando semelhante luz nas igrejas vivas do lar, teremos a existência transformada na direção do Infinito Bem.

            O Céu, naturalmente, não nos reclama a sublimação de um dia para outro nem exige de nós, de imediato, as atitudes espetaculares dos heróis.

            O trabalho da evangelização é gradativo, paciente e perseverante. Quem recebe na inteligência a gota de luz da Revelação Cristã, cada dia ou cada semana transforma-se no entendimento e na ação, de maneira imperceptível.

            Apaga-se nas almas felicitadas por essa bênção o fogo das paixões, e delas desaparecem os pruridos da irritação inútil que lhe situa o pensamento nos escuros resvaladouros do tempo perdido.

            Enquanto isso ocorre, as criaturas despertam para a edificação espiritual com o serviço por norma constante de fé e caridade, nas devoluções a que se afeiçoam, de vez que compreendem, por fim, no Senhor, não apenas o amigo Sublime que ampara e eleva, mas também o orientador que corrige e educa

para a felicidade real e para o bem verdadeiro.

            Auxiliemos a plantação do cristianismo no santuário familiar, à luz da Doutrina Espírita, se desejamos efetivamente a sociedade aperfeiçoada no amanhã. (Temas da vida. O Evangelho no lar. Bezerra de Menezes. Chico Xavier)

            A melhor escola ainda é o lar, onde a criatura deve receber as bases do sentimento e do caráter.

            Os estabelecimentos de ensino, propriamente do mundo, podem instruir, mas só o instituto da família pode educar. É por essa razão que a universidade poderá fazer o cidadão, mas somente o lar pode edificar o homem.

            Na sua grandiosa tarefa de cristianização, essa é a profunda finalidade do Espiritismo evangélico, no sentido de iluminar a consciência da criatura, a fim de que o lar se refaça e novo ciclo de progresso espiritual se traduza, entre os homens, em lares cristãos, para a nova era da Humanidade. (O Consolador. Questão 110. Espírito Emmanuel. Psicografado por Chico Xavier)

            Contrapondo-se à onda crescente da loucura que irrompe avassaladora de toda parte e domina penetrando os lares e os destroçando, o Evangelho de Jesus, hoje como no passado, abre larga faixa para a esperança, facultando a visão de um futuro promissor onde os desassossegos do coração não terão ensejo de medrar.

            A par da lascívia e do moderno comércio do erotismo, que consomem as mais elevadas aspirações humanas na indústria da devassidão, as  sementes luminosas da Boa Nova, plantadas na intimidade do conjunto familiar, desdobram- se em embriões de amor que enriquecem os espíritos de paz, recuperando os homens portadores das enfermidades espirituais de longo curso e medicando-os com as dádivas da saúde.

            Enquanto campeia a caça desassisada aos estupefacientes e barbitúricos, aos narcóticos e aos excessos do sexo em desalinho, a mensagem do Reino de Deus cada semana, na família, representa remédio valioso que consegue recompor das distonias psíquicas aqueles que jazem anestesiados sob o jugo de forças ultrizes e vingadoras de existências pretéritas.

            Há mais enfermos no mundo do que se supõe que existam. Isto porque, no reduto familiar raramente fecundam a conversação edificante, o entendimento fraterno, a tolerância geral, o amor desinteressado... Vinculados por compromissos vigorosos para a própria evolução, os Espíritos reencarnam-se no mesmo grupo cromossomático, endividados entre si, para o necessário reajustamento, trazendo nos refolhos da memória espiritual as recordações traumáticas e as lembranças nefastas, deixando-se arrastar, invariavelmente, a complexos processos de obsessão recíproca, graças ao ódio mantido, às animosidades conservadas e nutridas com as altas contribuições da rebeldia e da violência.

            Em razão disso, o desrespeito grassa, a revolta se instala, a indiferença insiste e a aversão assoma...

            A família, em tais circunstâncias, se transforma em palco de tragédias sucessivas, quando não se faz aduana de traições e insídias...

            Estimulando os desajustes que se encontram inatos nos grupos da consangüinidade, a hodierna técnica da comunicação malsã tem conspirado poderosamente contra a paz do lar e a felicidade dos homens.

            Cristo, porém, quando se adentra pelo portal do lar, modifica a paisagem espiritual do recinto.

            As cargas de vibrações deletérias, os miasmas da intolerância, os tóxicos nauseantes da ira, as palavras azedas vão rareando, ao suave-doce contágio do Seu e se modificam as expressões da desarmonia e do desconforto, produzindo natural condição de entendimento, de alegria, de refazimento. Cristo no lar significa comunhão da esperança com o amor.

            A Sua presença produz sinais evidentes de paz, e aqueles que antes experimentavam repulsa pelo ajuntamento doméstico descobrem

Sintomas de identificação, necessidade de auxílio mútuo.

            Com Jesus em casa acendem-se as claridades para o futuro, a iluminar as sombras que campeiam desde agora. (S.O.S. Família. Cap. 11. Espírito Joanna de Ângelis. Divaldo P. Franco)

            Na expressiva república do lar, onde se produzem as experiências de sublimação, estabelece o estatuto do Evangelho de Jesus como diretriz de segurança e legislação de sabedoria, a fim de equilibrares e conduzires com retidão os que aí habitam em clima familial.

            Semanalmente, em regime de pontualidade e regularidade, abre as páginas fulgurantes onde estão insculpidos os “ditos do Senhor” e estuda com o teu grupo doméstico as sempre atuais lições que convidam a maduras ponderações, de imediata utilidade.

            Haurirás inusitado vigor que te fortalecerá do íntimo para o exterior, concitando-te à alegria.

            Compartirás, no exame das questões sempre novas na pauta dos estudos, dos problemas que inquietam os filhos e demais membros do clã, encontrando, pela inspiração que fluirá abundante, soluções oportunas e simples para as complexas dificuldades, debatendo com franqueza e honestidade as limitações e os impedimentos, que não raro geram atrito, estimulando animosidade no conserto de reparação na intimidade doméstica.

            Penetrarás elucidações dantes não alcançadas, robustecendo o espírito para as conjunturas difíceis em que transitarás inevitavelmente.

            Ensejar-te-ás diálogos agradáveis sob a diamantina claridade da fé e a balsâmica medicação da paz, estabelecendo vigorõsos liames de entrosamento anímico e fraternal entre os participantes do ágape espiritual.

            Dramas que surgem na família; incompreensões que se agravam; urdiduras traiçoeiras; pessoas em rampa de perigo iminente; enfermidades em fixação; cerco obsessivo constritor; suspeitas em desdobramento pernicioso; angústias em crises a caminho do autocídio; inquietações de vária ordem em painéis de agressividade ou loucura recebem no culto evangélico do lar o indispensável antídoto com as conseqüentes reservas de esclarecimento e coragem para dirimir equívocos, finalizar perturbações, predispor à paz e ajudar nos embates todos quantos aspirem à renovação, entusiasmo e liberdade.

            Onde se acende uma lâmpada, coloca-se um impedimento à sombra e à desfaçatez...

            No lugar em que a ordem elabora esquema de produtividade, escasseia a incúria e se debilita a estroinice.

            O convite do Evangelho, portanto, — lâmpada sublime e lei dignificante — tem caráter primeiro.

            Da mesma forma que a enxada operosa requisita braços diligentes e a terra abençoada espera serviço de proteção e cultivo, a lavoura do bem entre os homens exige trabalho contínuo e operários especializados.

            Começa, desse modo, na família, a tua obra de extensão à fraternidade geral.

            Inconseqüente arregimentar esforços de salvação externa e falires na intimidade doméstica, adiando compromissos.

            Faze o indispensável, da tua parte, todavia, se os teus se negarem compartir o ministério a que te propões, a sós, reservadamente na limitação da tua peça de dormir, instala a primeira lâmpada de estudo evangélico e porfia...

            Se, todavia, os teus filhos estiverem, ainda, sob a tua tutela, não creias na validade do conceito de deixá-los ir, sem religião, sem Deus... Como lhes dás agasalho e pão, medicamento e Instrução vestuário e moedas, oferta-lhes igualmente o alimento espiritual, semeando no solo dos Seus espíritos as estrelas da fé, que hoje ou mais tarde se transformarão na única fortuna de que disporão, ante o inevitável trânsito para o país do além-túmulo..

            Não te descures.

            A noite da oração em família, do estudo cristão no lar, é a festiva Oportunidade de conviver algumas horas com os Espíritos da Luz que virão ajudar-te nas provações Purificadoras, em nome daquele que é o Benfeitor vigilante e Amigo de todos nós. (S.O.S. Família. Cap. 13. Espírito Joanna de Ângelis. Divaldo P. Franco)

            No livro '' Os Mensageiros'' , ditado pelo Espírito André Luiz, o instrutor Aniceto relata que os lares que realizam o culto do Evangelho no lar recebem proteção e os Espíritos inferiores não conseguem entrar neles:

             ''Terminado o culto familiar, um dos compa­nheiros também rendeu graças.

            — Esperemos que esses celeiros de sentimen­tos se multipliquem — disse Aniceto, sensibilizado. O mundo pode fabricar novas indústrias, novos arra­nha-céus, erguer estátuas e cidades, mas, sem a bênção do lar, nunca haverá felicidade verdadeira.

            — Bem-aventurados os que cultivam a paz doméstica — exclamou uma senhora simpática, que estivera presente ao nosso lado, durante a reunião.

        Dois cooperadores de “Nosso Lar” serviram-nos alimentação leve e simples, que não me cabe especificar aqui, por falta de termos analógicos.

            — Em oficinas como esta — explicou o ins­trutor amigo —‘ é possível preservar a pureza de nossas substâncias alimentícias, Os elementos mais baixos não encontram, neste santuário, o campo imprescindível à proliferação. Temos bastante luz para neutralizar qualquer manifestação da treva.

            E, enquanto a família humana de Isidoro fazia frugal refeição de chá com torradas, numa saleta próxima, fazíamos nós ligeiro repasto, entremeado de palestra elevada e proveitosa.

            O  ambiente continuou animado, em teor de franca alegria.

            (...) Embora as luzes que nos rodeavam, notei que os céus prometiam aguaceiros próximos. As brisas leves transformavam-se, repentinamente, em ven­tania forte. Não obstante, as sensações de sossego eram agradabilíssimas.

             —O vento, na Crosta, é sempre uma bênção celeste — exclamou Aniceto, sentencioso...

             (...) A essa altura do esclarecimento, notei que for­mas sombrias, algumas monstruosas, se arrastavam na rua, à procura de abrigo conveniente. Reparei, com espanto, que muitas tomavam a nossa direção, para, depois de alguns passos, recuarem amedron­tadas. Provocavam assombro. Muitas, pareciam verdadeiros animais perambulando na via pública. Confesso que insopitável receio me invadira o coração.

            Calmo, como sempre, Aniceto nos tranqüilizou:

             — Não temam — disse.

             Sempre que ameaça tempestade, os seres vagabundos da sombra se mo­vinentam procurando asilo. São os ignorantes que vagueiam nas ruas, escravizados às sensações mais fortes dos sentidos físicos. Encontram-se ainda colados às expressões mais baixas da experiência terrestre e os aguaceiros os incomodam tanto quan­to ao homem comum, distante do lar. Buscam, de preferência, as casas de diversão noturna, onde a ociosidade encontra válvula nas dissipações. Quando isto não se lhes torna acessível, penetram as resi­dências abertas, considerando que, para eles, a ma­téria do plano ainda apresenta a mesma densidade característica.

            E, demonstrando interesse em valorizar a lição do minuto, acrescentou:

            — Observem como se inclinam para cá, fugindo, em seguida, espantados e inquietos. Estamos co­lhendo mais um ensinamento sobre os efeitos da prece. Nunca poderemos enumerar todos os benefí­cios da oração. Toda vez que se ora num lar, prepara-se a melhoria do ambiente doméstico. Cada prece do coração constitui emissão eletromagnética de relativo poder. Por isso mesmo, o culto familiar do Evangelho não é tão só um curso de iluminação interior, mas também processo avançado de defesa exterior, pelas claridades espirituais que acende em torno. O homem que ora traz consigo inalienável couraça. O lar que cultiva a prece transforma-se em fortaleza, compreenderam? As entidades da sombra experimentam choques de vulto, em con­tacto com as vibrações luminosas deste santuário doméstico, e é por isso que se mantêm a distância, procurando outros rumos...''(Os Mensageiros. Espírito André Luiz. Cap. 37. Psicografado por Chico Xavier).

            O que diz Chico Xavier sobre o culto do Evangelho no lar?

             Sempre o ouvimos recomendar a prática do culto do Evangelho no lar. Em certa ocasião, um amigo queixou-se a ele que, na noite consagrada ao culto do Evangelho em sua casa, era um verdadeiro transtorno: o telefone não parava de tocar, os meninos se atritavam, problemas elétricos provocavam princípio de incêndio nos aparelhos domésticos… Ele pedia uma orientação. Deveria mudar o dia do culto? Após escutá-lo, Chico respondeu: — “Meu filho, mantenha o dia do culto e, nos demais dias da semana, reúna informalmente a família para orar Faça um culto informal nos outros seis dias da semana, pois não há espírito obsessor que seja tão persistente…” (O Evangelho de Chico Xavier. Item 5. Carlos A. Bacelli)

            O Espírito de Joanna de Ângelis nos recomenda: '' Abre o “livro da vida” e medita nos “ditos do Senhor” pelo menos uma vez na semana, entre aqueles que vivem Contigo em conúbio familiar. Mergulha a mente nas suas lições, embriaga o espírito na esperança, sobre a água lustral da “fonte viva” generosa e abundante, esquece os painéis tumultuados que são habituais e marcha na direção da alegria.

            Se não consegues a companhia dos que te repartem a consangüinidade para tal ministério, não desfaleças. Faze-o, assim mesmo.

            Se assomam óbices inesperados não descoroçoes, insistindo, ainda assim.

            Se surpresas infelizes Conspiram à hora do teu encontro semanal com Ele, não desesperes e retoma as tentativas, perseverando

            Quando Cristo penetra a alma do discípulo, refá-la, quando visita a família em prece, sustenta-a.

            Faze do teu lar um santuário de que se possa aspirar o aroma da felicidade e fruir o néctar da paz.'' (S.O.S. Família. Cap. 11. Espírito Joanna de Ângelis. Divaldo P. Franco)

            O livro '' O Evangelho no lar'' da Editora IDE traz orientações de como se deve fazer o culto do Evangelho em casa:

            1. Determinar um dia da semana e um horário em que, pelo menos, a maioria dos familiares possa participar.

            2. Obedecer o horário e a presença dos participantes, que deverá ser sempre constante, a fim de que os Espíritos tenham um ambiente propício às suas atividades assistenciais nos dois plano da vida.

            3. É aconselhável que as pessoas se sentem ao redor de uma mesa para que todos os presentes possam efetivamente participar do estudo com a consequente permuta de impressões e esclarecimentos sobre o texto enunciado.

            4. Disponibilizar um copo com água para cada participante, facilitando, assim, uma fluidificação da água de acordo com as necessidades de cada um.

            5. A reunião deverá ser iniciada com uma prece, em voz alta, por um dos presentes, expressa de maneira simples, sempre usando o coração, sem a necessidade de frases ricamente elaboradas. Essa prece tem a finalidade de preparar o equilíbrio dos participantes, concorrendo a que cada um se desligue dos problemas do dia a dia e volte sua atenção para os ensinamentos de Jesus.

            6. Em seguida, iniciar a leitura de O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO, que poderá ser efetuada de duas maneiras: a)

leitura de maneira ordenada , pela qual o Evangelho deverá ser lido em sequência, desde o primeiro capítulo, a fim de que todos tomem conhecimento do mesmo, na ordem em que foi escrito; ou b) abrindo-se uma página ao acaso , permitindo que a espiritualidade possa interagir nesse processo, pelo qual a página escolhida esteja condizente com as maiores necessidades do grupo. Essa segunda maneira é aconselhada quando todos os integrantes já conheçam o Evangelho; caso contrário, seria melhor seguir a sequência.

            7. Escolher um trecho do Evangelho que não seja longo demais e, se o for, poderá ser dividido para ler a outra parte na reunião seguinte. E após a leitura, deixar a palavra livre, numa sequência combinada, para que  os integrantes façam perguntas ou exponham sua interpretação, sempre no sentido de extrair-se o melhor para a evolução de todos, numa melhoria de seus atos no dia a dia.

            8. Se houver um integrante que detiver maior conhecimento sobre a Doutrina, caberá a ele dirimir as dúvidas que surgirem, mas, sempre, na predisposição de, se for o caso, pesquisar sobre o assunto. De qualquer forma, se não houver alguém com mais experiência, isso não é empecilho para não realizar o estudo do Evangelho no Lar, pois todos possuem raciocínio e inteligência suficientes para realizá-lo, sempre com muita fraternidade e espírito de pesquisa, afinal, os ensinamentos de Jesus são muito simples e de fácil compreensão.

            9. Considerando algumas poucas exceções necessárias, não são aconselháveis manifestações mediúnicas, tais como comunicações orais de  Espíritos, psicografias ou passes, sendo que essas atividades devem ser realizadas nos Centros Espíritas.

            10. Nas reuniões do Evangelho no Lar, as atitudes de seus participantes são muito importantes para que o estudo transcorra em um clima de muita paz e de suaves emanações fluídicas. Por esse motivo, deve-se evitar assuntos que encerrem censuras, julgamentos, comentários daninhos ou inferiores dirigidos a pessoas,  a religiões ou qualquer outro tipo de diálogo não edificante.

            11. Nada impede que crianças participem, mas, nesse caso, e conforme o assunto, adequá-los ao entendimento delas. E essa é uma boa prática porque, aos poucos e gradativamente, elas muito irão aprender.

            12. Trinta minutos é o tempo ideal para essa reunião, apesar de não haver nada que a impeça de durar mais algum tempo. De qualquer maneira, sugerimos não ultrapassar quarenta e cinco minutos.

            13. Em caso de visitas repentinas, estas deverão ser informadas sobre a prática da reunião familiar em torno do Evangelho de Jesus, e deverão ser convidados a participar. Se for o caso, escolher algum assunto que não venha a constrangê-las, de preferência um tema já estudado e comentado por todos. Não devemos nos esquecer de que, talvez, essa visita tenha sido programada pela Espiritualidade, com o propósito de que essa pessoa, ou pessoas, tome contato com os ensinamentos de Jesus.

            14. Muitas vezes, algum integrante da família poderá ter a necessidade de se ausentar. Caso isso ocorra, os demais devem continuar a reunião, aproveitando para emitir benéficas vibrações mentais em torno do ausente.

            15. Para encerrar a reunião, deverá ser feita uma prece, agradecendo pela oportunidade do encontro e do estudo. E, após, beber a água fluidificada.

            IMPORTANTE

Pode ocorrer que um integrante de uma família não encontre interesse por parte dos demais familiares no estudo do Evangelho. Se isso ocorrer, essa pessoas poderá fazê-lo a sós, estudando e vibrando positivamente pelos demais, num local da casa onde não venha a ser interrompido. (O Evangelho no lar. Editora IDE. Fonte:http://ideeditora.com.br/Evangelho_no_Lar.pdf)

 

 

Bibliografia:

- O Evangelho Segundo o Espiritismo. Cap. 28.  Item 5. Allan Kardec.

- Jesus no lar. Cap. 1. Espírito Neio Lúcio. Psicografado por Chico Xavier.

- S.O.S. Família. Cap. 11, 12 e 13. Espírito Joanna de Ângelis. Divaldo P. Franco.

- Desobsessão. Espírito André Luiz. Waldo Vieira e Chico Xavier.

- Temas da vida. O Evangelho no lar. Bezerra de Menezes. Chico Xavier.

- O Consolador. Questão 110 e 289. Espírito Emmanuel. Psicografado por Chico Xavier.

- Os Mensageiros. Espírito André Luiz. Cap. 37. Psicografado por Chico Xavier.

- O Evangelho de Chico Xavier. Item 5. Carlos A. Bacelli.

- Revista HIKARI-NI-MUKATTE no. 1, editada pela Comunhão Espírita Cristã Francisco Cândido Xavier - em Toquio,  Japão.

- O Evangelho no lar. Editora IDE. Fonte:http://ideeditora.com.br/Evangelho_no_Lar.pdf. Data da consulta: 04-08-16.

- Bíblia: Mateus 18:20