Aula 57 - O Profeta Elias*

Ciclo 2 - História:  O Profeta Elias  -  Atividade: PH - Elias - 1- Profeta Elias.

Ciclo 3 - História:  O Profeta Elias  -  Atividade: PH - Elias - 2- Profeta Elias.

 

Dinâmica: Profeta Elias.

Biografia: Elias.

Sugestão de vídeo: O profeta Elias - Desenhos Bíblicos (Dica: pesquise no Youtube).

Sugestão de livro infantil:  Histórias Bíblicas Favoritas - Elias. Editora Todolivro. 

 

Tópicos a serem abordados:

- Segundo o dicionário, Profeta é todo aquele que possui o dom de adivinhar o futuro. Mas segundo o sentido evangélico, também é todo enviado de Deus com a missão de instruir os homens e de lhes revelar as coisas ocultas e os mistérios da vida espiritual.

- Existem numerosos profetas que vieram antes do Cristo, revelar certas verdades e um desses missionários é Elias.

-   A história do profeta Elias está registrada no livro dos Reis, na Bíblia.  Ele viveu por volta de 800 anos antes de Cristo.  É apresentado como Elias, o tesbita (originário de tisbe, região de Gileade), usava roupa de pelo e cinto de couro.

- Elias defendia o culto de Javé (Deus único do povo hebreu) contra a veneração do deus Baal (um dos deuses pagãos dos cananeus). Baal era principalmente um deus do sol, da chuva, dos trovões, da fertilidade e da agricultura.

- Durante o reinado de Acab e Jezabel, havia muitas maldades e injustiças e tanto o povo quanto eles cultuavam o deus Baal.

-Então o Profeta Elias veio combater esta prática. E devido às maldades praticadas contra Javé, disse ao rei Acab: ‘’Nem orvalho nem chuva haverá nestes anos, segundo a minha palavra’’, ou seja, haveria fome naquela região.

- Após Elias confrontar Acab, Javé lhe ordena que fuja de Israel, para um esconderijo ao lado do riacho de Carit,  onde seria alimentado por corvos, que lhe traziam pão e carne e beberia do rio.  Mas quando o rio secou, Deus lhe disse para ir até a cidade de Sarepta, onde havia uma viúva que lhe daria comida. Então chegando lá, ele vê uma mulher viúva apanhando lenha e lhe pede que o alimente. Entretanto, ela afirma que não tem comida suficiente. Mas Elias afirma, porque assim disse o Senhor Deus: ‘‘A farinha da tua panela não se acabará, e o azeite da tua vasilha não faltará, até ao dia em que o Senhor fizer chover sobre a terra.’’

- Algum tempo depois, o filho da viúva adoece e morre, e ela reclama, furiosa: "Vieste, pois, à minha casa para lembrar-me os meus pecados e matar o meu filho?" Então, Elias , toma o seu filho nos braços, coloca-o sobre a sua cama e ora a Deus para que ele ressuscite, o que ocorreu de fato . No entanto, segundo a Doutrina Espírita, voltar à vida corpórea um indivíduo que esteja realmente morto é contrário as leis da natureza. Portanto, o que provavelmente ocorreu é que o menino ainda não estava morto e por um influxo fluídico poderoso de Elias, o seu Espírito retornou ao corpo.

- Depois de mais de três anos de seca e fome, Deus ordena a Elias que anuncie a Acab  o fim da seca. Quan­do Acab viu Elias, disse-lhe: "É você mesmo, perturbador de Israel?" "Não tenho perturbado Israel", Elias respondeu. "Mas você e a família do seu pai têm. Vocês abandonaram os mandamentos do Senhor e seguiram os baalins.’’ Então Elias chamou todo o povo de Israel e disse: Até quando vocês servirão a dois senhores? Se o seu Senhor é Deus, sigam a Ele; se é Baal, sigam a ele. Porém o povo nada lhe respondeu. 

- Então Elias propôs um desafio: Reúna todos os 450 profetas de Baal no monte Carmelo. Lá , dois altares serão erguidos, um para Baal e um para Javé, sobre os quais a lenha é colocada e dois bezerros são sacrificados e cortados em pedaços, sem colocar fogo. Então Elias pede que os profetas invoquem o nome do seu deus, pois ele invocaria o nome do Senhor. Pois o Deus que responder por fogo seria o verdadeiro. Os profetas de Baal, desde a manhã até o meio-dia, cantavam, gritavam, sobre o seu altar, porém não houve resposta. Elias zombava deles dizendo: ‘‘Clamai em altas vozes, porque ele é deus; pode ser que esteja meditando, ou atendendo a necessidades, ou de viagem, ou a dormir e despertará. ’’. Então, Elias disse a todo o povo: ‘‘Cheguem perto e vejam.’’ Ele pegou doze pedras e edificou um altar. E derramou água sobre a lenha e sobre o bezerro.  Então caiu fogo do céu, consumindo o bezerro e a lenha, secando a água. O povo viu e caiu de rosto na terra e disse: O Senhor é Deus! O Senhor é Deus! Elias aproveita-se da situação e ordena a morte dos profetas de Baal.

-  Jezabel fica sabendo do ocorrido e ameaça matá-lo. Então Elias foge para Berseba, e de lá segue, sozinho, pelo deserto, até que finalmente se senta sob um arbusto, onde pede a Deus que o mate. Então adormece ali, e é tocado por um anjo, que ordena a ele que se levante e coma. Ao despertar, ele encontra ao lado de si pão e uma jarra de água; após adormecer novamente, ele volta a ser acordado pelo anjo, que ordena a ele que volte a comer e beber, pois tem diante de si uma longa jornada. Elias viaja por quarenta dias e quarenta noites até o Monte Horeb, Lá, ele procura abrigo numa caverna. Deus novamente volta a falar com ele e lhe ordena que  parta novamente. No caminho encontrou Eliseu que passou a lhe seguir.

- Após algum tempo , Elias teve uma previsão do futuro e anunciou a morte do rei Acab e da rainha Jezabel e de seu filho Ocozias, o que de fato aconteceu.

- E a morte de Elias ocorreu quando estava conversando com Eliseu, a caminho do rio Jordão, e eis que um carro de fogo, com cavalos de fogo, os separou um do outro; e Elias subiu ao céu num redemoinho. Então Eliseu tornou-se o seu sucessor, e a partir daí começou a sofrer influência do Espírito de Elias.  

 

Perguntas para fixação:

1. Em que livro da Bíblia conta-se a história do profeta Elias?

2. Em que época Elias viveu?

3. Com que tipo roupa Elias costumava se vestir?

4. O que Elias fez para o filho da viúva?

5. Quem Elias tinha inimizade?

6. Qual era o nome do deus, que era combatido por Elias?

7. Como Elias provou que seu Deus era o verdadeiro?

8. Quantos profetas foram mortos por Elias?

9. Quem sucedeu o profeta Elias?

10. Como o profeta Elias morreu?

 

Subsídio para o Evangelizador:

         Segundo o dicionário Aurélio a palavra profeta significa:  Aquele que prediz o futuro por inspiração divina. (http://www.dicionariodoaurelio.com/profeta).

         Atribui-se comumente aos profetas o dom de adivinhar o futuro,  de sorte que as palavras profecia e predição se tornaram sinônimas. No sentido evangélico, o vocábulo Profeta tem mais extensa significação. Diz-se de todo enviado de Deus com a missão de instruir os homens e de lhes revelar as coisas ocultas e os mistérios da vida espiritual. Pode, pois, um homem ser profeta, sem fazer predições. Aquela era a ideia dos judeus, ao tempo de Jesus. Daí vem que, quando o levaram à presença do sumo  sacerdote Caifás, os escribas e os anciães, reunidos, lhe cuspiram no rosto, lhe deram socos e bofetadas, dizendo: “Cristo, profetiza para nós e dize quem foi que te bateu.” Entretanto, deu-se o caso de haver profetas que tiveram a presciência do futuro, quer por intuição, quer por providencial revelação, a fim de transmitirem avisos aos homens. Tendo-se realizado os acontecimentos preditos, o dom de predizer o futuro foi considerado como um dos atributos da qualidade de profeta. (O Evangelho Segundo o Espiritismo. Cap. 21. Item 4. Allan Kardec).

            Devemos considerar como profetas somente aqueles a que se referem as páginas do Velho Testamento?

            Além dos ensinamentos legados por Elias ou um Jeremias, temos de convir que numerosos missionários do plano superior precederam a vinda do Cristo, distribuindo no mundo o pão espiritual de suas verdades eternas. (O Consolador. Questão 278. Espírito Emmanuel. Psicografado por Chico Xavier).

         Elias é um personagem bíblico, um profeta e um taumaturgo que viveu no reino de Israel durante o reinado de Acab (século IX a.C.). De acordo com o Livro dos Reis, Elias defendeu o culto de Javé contra a veneração do deus canaanita Baal (1) (que era considerado um culto idólatra).

            (...)Elias é apresentado no Primeiro Livro dos Reis (17:1) como "Elias, o tesbita ". Ele alerta Acab que se seguirão anos de uma seca tão catastrófica que nem mesmo o orvalho cairá, porque Acab e sua rainha ocupavam o fim de uma fila de reis de Israel que teriam "feito o mal aos olhos do Senhor."

            (...) Após Elias confrontar Acab, Deus lhe ordena que fuja de Israel, para um esconderijo ao lado do riacho de Carit, a leste do rio Jordão, onde ele é alimentado por corvos. Quando o rio seca, Deus lhe ordena que vá para uma viúva que habita a cidade de Sarepta, na Fenícia. Quando Elias a encontra e pede a ela que o alimente, ela afirma que não tem comida suficiente para manter vivos ela e o próprio filho. Elias afirma que Deus não deixará que sua reserva de farinha e azeite se esgote, afirmando: "Não temas; (...) Porque eis o que diz o Senhor, Deus de Israel: a farinha que está na panela não se acabará, e a ânfora de azeite não se esvaziará, até o dia em que o Senhor fizer chover sobre a face da terra." Ela o alimenta com tudo o que resta de sua comida, e a promessa de Elias, miraculosamente, se realiza, e a mulher recebe a bênção prometida: Deus lhe dá o "maná" dos céus ao mesmo tempo em que negava comida ao povo de sua terra prometida, que lhe fora infiel. Algum tempo depois, o filho da viúva morre, e ela reclama, furiosa: "Vieste, pois, à minha casa para lembrar-me os meus pecados e matar o meu filho?" Movido por uma fé semelhante à de Abraão (Romanos 4:17, Hebreus 11:19), Elias reza a Deus para que ele ressuscite seu filho, demonstrando assim a veracidade e a confiabilidade da palavra de Deus. O Primeiro Livro dos Reis (17:22) relata então como Deus "ouviu a oração de Elias: a alma do menino voltou a ele, e ele recuperou a vida." Este é o primeiro exemplo de uma ressurreição (2) relatada nas Escrituras.

            (...) Depois de mais de três anos de seca e fome, Deus ordena a Elias que retorne a Acab e anuncie o fim da seca, não devido a qualquer tipo de arrependimento por parte dos israelitas, mas por determinação a se revelar novamente ao seu povo. (http://pt.wikipedia.org/wiki/Elias).

            Quan­do Acab viu Elias, disse-lhe: "É você mesmo, perturbador de Israel?" "Não tenho perturbado Israel", Elias respondeu. "Mas você e a família do seu pai têm. Vocês abandonaram os mandamentos do Senhor e seguiram os baalins. (1Reis 18:17-18).

            (...) Elias então repreende tanto o povo de Israel quanto Acab por tolerar o culto a Baal. "Até quando claudicareis dos dois pés? Se o Senhor é Deus, segui-o, mas se é Baal, segui a Baal!" (1Reis 18:21). "O povo nada respondeu."

            (...) Neste ponto Elias propõe um teste direto dos poderes de Baal e Javé. O povo de Israel, 450 profetas de Baal e 400 profetas de  Aserá são convocados ao Monte Carmel. Lá, dois altares são erguidos, um para Baal e um para Javé, sobre os quais madeira é colocada. Dois bois são sacrificados e cortados em pedaços, que são colocados sobre a madeira. Elias pede então aos sacerdotes de Baal que rezem para que o fogo acenda sob o sacrifício; eles oram de manhã até o meio-dia, sem sucesso. Elias ridiculariza seus esforços, e eles respondem cortando a si mesmos e derramando seu próprio sangue sobre o sacrifício (a mutilação do próprio corpo era estritamente proibida pela lei mosaica). Os sacerdotes continuam a orar até o anoitecer, sem sucesso.

            Elias ordena então que o altar de Javé seja encharcado com a água de quatro jarras grandes, derramadas por três vezes (1Reis 18:33-34), ele pede a Deus que aceite o sacrifício. O fogo do Senhor desce do céu, consumindo a água, o sacrifício e as pedras do altar. Elias aproveita-se da situação e ordena a morte dos sacerdotes de Baal, e em seguida, reza com furor para que a chuva volte a cair sobre a terra - o que acontece, simbolizando o fim da fome.

            Jezabel, enfurecida porque Elias ordenou a morte de seus sacerdotes, ameaça matá-lo (1Reis, 19:1-13). Este foi o primeiro encontro entre ambos, embora não o último. Posteriormente, Elias faria uma profecia acerca da morte de Jezabel, devido a seus pecados. Elias foge então para Bersabéia, no Reino de Judá, e de lá segue, sozinho, pelo deserto, até que finalmente se senta sob um arbusto (zimbro, segundo algumas traduções, giesta, segundo outras), onde pede a Deus que o mate. Acaba por adormecer ali, e é tocado por um anjo, que ordena a ele que acorde e coma. Ao despertar, ele encontra ao lado de si pão e uma jarra de água (3); após adormecer novamente, ele volta a ser acordado pelo anjo, que ordena a ele que volte a comer e beber pois tem diante de si uma longa jornada. Elias viaja por quarenta dias e quarenta noites até o Monte Horeb, onde Moisés havia recebido os Dez Mandamentos. Lá, ele procura abrigo numa caverna. Deus novamente volta a falar com ele (1Reis 19:9): "Que fazes aqui, Elias?" (...)  Deus então ordena que ele parta novamente, desta vez para Damasco, para ungir Hazael como rei da Síria, Jeú como rei de Israel, e Eliseu como seu substituto.

            Elias encontra Acab novamente no Primeiro Livro dos Reis, 21, após Acab ter adquirido uma vinha através de um assassinato. Acab desejava obter a vinha de  Nabot, em  Jezrael, e para isso ofereceu uma vinha melhor ou um preço justo pelo terreno; Nabot, no entanto, fala a Acab que Deus lhe ordenou que não se desfizesse do terreno. Acab aceita a resposta com irritação e mau humor, mas Jezabel desenvolve um plano para adquirir o terreno: ela envia cartas em nome de Acab aos anciões e nobres que viviam nas proximidades de Nabot, para que organizassem um banquete e o convidassem. Neste banquete, uma falsa acusação de blasfêmia e ofensas contra Acab seriam feitas contra Nabot. O plano é posto em prática, e Nabot acaba sendo apedrejado até a morte. Quando ouve a notícia de que Nabot está morto, Jezabel diz a Acab que ele já pode se apoderar da vinha.

            Deus então volta a falar com Elias, e lhe ordena que confronte Acab com uma pergunta e uma profecia: "Mataste, e agora usurpas?" e "no mesmo lugar em que os cães lamberam o sangue de Nabot, lamberão também o teu." (1Reis 21:19). Acab confronta então Elias, chamando-o de seu inimigo. Elias responde afirmando que ele mesmo havia se tornado inimigo de Deus por seus próprios atos, e afirmando que todo o reino rejeitaria a autoridade de Acab, que Jezabel seria devorada por cães em Jezrael, e que todos membros de sua família seriam devorados por cães, se morressem dentro de uma cidade, ou por pássaros, se morressem no campo. Ao ouvir isso, Acab se arrepende de tal maneira que rasgou suas vestes, cobriu-se com um saco e entrou em jejum; Deus então desiste de puni-lo, porém insiste em punir Jezabel e seu filho, Ocozias. (http://pt.wikipedia.org/wiki/Elias).

            E depois da morte de Acabe, Moabe se rebelou contra Israel.  E caiu Acazias (Ocozias) pelas grades de um quarto alto, que tinha em Samaria, e adoeceu; e enviou mensageiros, e disse-lhes: Ide, e perguntai a Baal-Zebube, deus de Ecrom, se sararei desta doença.  Mas o anjo do Senhor disse a Elias, o tisbita: Levanta-te, sobe para te encontrares com os mensageiros do rei de Samaria, e dize-lhes: Porventura não há Deus em Israel, para irdes consultar a Baal-Zebube, deus de Ecrom?  E por isso assim diz o Senhor: Da cama, a que subiste, não descerás, mas sem falta morrerás. Então Elias partiu. (2Reis 1:1-4).

            Ocozias pede aos emissários que descrevam a pessoa que lhes deu esta mensagem; eles afirmam que ele trajava um casaco felpudo com um cinto de couro, e ele instantaneamente o reconhece como Elias, o tesbita. Ocozias envia então três grupos de cinquenta soldados para prender Elias. Os dois primeiros são destruídos por chamas que Elias faz descer dos céus. O líder do terceiro grupo então implora por misericórdia para si próprio e seus homens; Elias concorda e pede que eles o acompanhem até Ocozias, onde ele faz pessoalmente a profecia que havia mencionado a Acab. (http://pt.wikipedia.org/wiki/Elias).

            Assim, pois, morreu, conforme a palavra do Senhor, que Elias falara; e Jorão começou a reinar no seu lugar no ano segundo de Jeorão, filho de Jeosafá, rei de Judá; porquanto não tinha filho. (2Reis 1:17).

            Quando estava o SENHOR para tomar Elias ao céu por um redemoinho, Elias partiu de Gilgal em companhia de Eliseu. (2Reis 2:1) .

             Elias, juntamente com Eliseu, se aproxima do rio Jordão. Lá, ele dobrou seu manto e golpeou a água (2Reis 2:8); imediatamente a água se dividiu, permitindo que Elias e Eliseu caminhassem em meio a ela. (http://pt.wikipedia.org/wiki/Elias).

            Havendo eles passado, Elias disse a Eliseu: Pede-me o que queres que eu te faça, antes que seja tomado de ti. E disse Eliseu: Peço-te que haja sobre mim dobrada porção de teu espírito. Respondeu Elias: Coisa difícil pediste. Todavia, se me vires quando for tomado de ti, assim se te fará; porém, se não, não se fará. E, indo eles caminhando e conversando, eis que um carro de fogo, com cavalos de fogo, os separou um do outro; e Elias subiu ao céu num redemoinho.

            O que vendo Eliseu, clamou: Meu pai, meu pai! o carro de Israel, e seus cavaleiros! E não o viu mais. Pegou então nas suas vestes e as rasgou em duas partes; tomou a capa de Elias, que dele caíra, voltou e parou à beira do Jordão.
Então, pegando da capa de Elias, que dele caíra, feriu as águas e disse: Onde está o Senhor, o Deus de Elias? Quando feriu as águas, estas se dividiram de uma à outra banda, e Eliseu passou.  (2Reis 2:9-14).
            Diante desse extraordinário fenômeno, e como Elias já tinha também feito isso, disseram: “O espírito de Elias repousou sobre Eliseu” (2Reis 2:15). O que numa linguagem popular ficaria assim: “O espírito de Elias baixou em Eliseu”. Nós diremos que de fato Elias morreu, pois fica comprovado que do plano espiritual influência Eliseu.

            Na narrativa bíblica sobre o arrebatamento se afirma que Elias foi levado num turbilhão (ou redemoinho, segundo algumas traduções). Será que o acontecido não teria sido um fenômeno de ordem natural produzido pela natureza como um tufão, um ciclone ou um tornado? Não sabemos que nesses fenômenos são tragados objetos de peso considerável? Seria este o caso de Elias? Sinceramente, ficamos inclinados a aceitar essa hipótese, pois se não foi assim, teremos que aceitar que Elias foi levado pelo demônio! Como? Veja a narrativa não diz que apareceu um carro de fogo com cavalos de fogo? Ora, não se afirma que todas as coisas do demônio são de fogo? Assim, podemos pressupor que ele, em pessoa, veio, em seu exuberante veículo de transporte, buscar Elias, deu uma voltinha com ele no céu (o azul) e o levou diretamente para a fornalha ardente do inferno. (Artigo: O Arrebatamento de Elias. Paulo da Silva Neto Sobrinho. Out/2002. Fonte: http://www.espirito.org.br/portal/artigos/paulosns/o-arrebatamento-de-elias.html).

 

Observação (1): Baal era principalmente um deus do sol, chuva, trovões, fertilidade e da agricultura e, em algum momento, ele ultrapassa o deus da água, Yam. Baal é o filho do deus Dagan ou Dagon, outro deus Cananeu semita. (http://pt.wikipedia.org/wiki/Baal_%28dem%C3%B3nio%29).

 

Observação (2): Contrário seria às leis da Natureza e, portanto, milagroso, o fato de voltar à vida corpórea um indivíduo que se achasse realmente morto. (A Gênese. Cap. 15. Item 39. Allan Kardec).  A ressurreição do filho da viúva, realizada por Elias, pode ser comparada a outras ressurreições relatadas na Bíblia e explicada da seguinte forma: “Em certos estados patológicos, quando o Espírito não está mais no corpo, e o perispírito apenas a ele adere por alguns pontos, o corpo têm todas as aparências da morte e afirma-se uma verdade absoluta, dizendo que a vida está por um fio. Este estado pode durar mais ou menos tempo; certas partes do corpo podem mesmo entrar em decomposição sem que a vida esteja definitivamente extinta. Enquanto se não romper o último fio, o Espírito pode, quer por uma ação enérgica da sua própria vontade, quer por um influxo fluídico estranho, igualmente poderoso, ser de novo chamado ao corpo. Assim se explicam certos prolongamentos da vida contra toda a probabilidade, e certas supostas ressurreições. É a planta que brota de novo muitas vezes por uma só das suas radículas; mas, desde que as últimas moléculas do corpo carnal, ou este último, fique em estado de corrupção irreparável, a volta à vida é impossível” (Parábolas e ensinos de Jesus. A ressurreição de Lázaro. Cairbar Schutel).

 

Observação (3): Poder-se-ia considerar como fenômenos de transporte o maná de que se alimentam os israelitas em sua jornada para Canaã, o pão e vaso d'água, colocados ao pé de Elias, quando despertou, por ocasião de sua fuga pelo deserto (I Reis, XIX, 5 e 6), etc. (Cristianismo e Espiritismo. Nota 7: Os fenômenos espíritas na Bíblia. Léon Denis)

 

Bibliografia:

- O Evangelho Segundo o Espiritismo. Cap. 21. Item 4. Allan Kardec.

- O Consolador. Questão 278. Espírito Emmanuel. Psicografado por Chico Xavier.

- A Gênese. Cap. 15. Item 39. Allan Kardec.

- Parábolas e ensinos de Jesus. A ressurreição de Lázaro. Cairbar Schutel.

- Cristianismo e Espiritismo. Nota 7: Os fenômenos espíritas na Bíblia. Léon Denis.

- Artigo: O Arrebatamento de Elias. Paulo da Silva Neto Sobrinho. Out/2002.

- Bíblia: 1Reis e 2Reis.

- Sites: http://www.dicionariodoaurelio.com/profeta; http://pt.wikipedia.org/wiki/Elias. http://pt.wikipedia.org/wiki/Baal_%28dem%C3%B3nio%29. Data da consulta: 13/05/15.