Aula 33 - Liberdade, igualdade e fraternidade

Ciclo 1 - História: A salada -  Atividade: PH - Allan Kardec - 2 - Liberdade, igualdade e fraternidade.

Ciclo 2 - História: Tucumim, o indiozinho  -  Atividade: LE - L3 - Cap. 9 - 1 - Igualdade natural.

Ciclo 3 - História: A panela  -  Atividade:  ESE - Cap. 4 - 3 - Laços de família fortalecidos pela reencarnação e rompidos pela unicidade da existência.  

 

Dinâmica: Liberdade, igualdade e fraternidade.

Mensagens Espíritas: Fraternidade; liberdade; igualdade

Sugestão de vídeo: Música : Fraternidade - Nossa união (Dica: pesquise no Youtube).

Sugestão de livro infantil: O pinguim que gostava do calor: um conto sobre solidariedade. Roberto Belli. Editora Todolivro.

 

Leitura da Bíblia: Atos dos Apóstolos -  Capítulo 2


2.36   Esteja absolutamente certa, pois, toda a casa de Israel de que a este Jesus, que vós crucificastes, Deus o fez Senhor e Cristo.


2.37   Ouvindo eles estas coisas, compungiu-se-lhes o coração e perguntaram a Pedro e aos demais apóstolos: Que faremos, irmãos?


2.38   Respondeu-lhes Pedro: Arrependei-vos, e cada um de vós seja batizado em nome de Jesus Cristo para remissão dos vossos pecados, e recebereis o dom do Espírito Santo.


2.39   Pois para vós outros é a promessa, para vossos filhos e para todos os que ainda estão longe, isto é, para quantos o Senhor, nosso Deus, chamar.


2.40   Com muitas outras palavras deu testemunho e exortava-os, dizendo: Salvai-vos desta geração perversa.


2.41   Então, os que lhe aceitaram a palavra foram batizados, havendo um acréscimo naquele dia de quase três mil pessoas.


2.42   E perseveravam na doutrina dos apóstolos e na comunhão, no partir do pão e nas orações.


2.43   Em cada alma havia temor; e muitos prodígios e sinais eram feitos por intermédio dos apóstolos.


2.44   Todos os que creram estavam juntos e tinham tudo em comum.


2.45   Vendiam as suas propriedades e bens, distribuindo o produto entre todos, à medida que alguém tinha necessidade.


2.46   Diariamente perseveravam unânimes no templo, partiam pão de casa em casa e tomavam as suas refeições com alegria e singeleza de coração,


2.47   louvando a Deus e contando com a simpatia de todo o povo. Enquanto isso, acrescentava-lhes o Senhor, dia a dia, os que iam sendo salvos.


 

2 Pedro - Capítulo 1


1.5   por isso mesmo, vós, reunindo toda a vossa diligência, associai com a vossa fé a virtude; com a virtude, o conhecimento;


1.6   com o conhecimento, o domínio próprio; com o domínio próprio, a perseverança; com a perseverança, a piedade;


1.7   com a piedade, a fraternidade; com a fraternidade, o amor.


 

1João - Capítulo 4


4.21   Ora, temos, da parte dele, este mandamento: que aquele que ama a Deus ame também a seu irmão.


 

Tópicos a serem abordados:

-  Fraternidade significa dedicação ao próximo, bondade, compreensão, é tratar todos como se fossem nossos irmãos. Devemos sempre ver em cada pessoa um  irmão nosso, que merece o nosso carinho, o nosso respeito e a nossa consideração.

- Ser fraterno é praticar a caridade, conforme ensinado por Jesus: “Proceder para com os outros, como quereríamos que os outros procedessem para conosco.” É o oposto do egoísmo, que diz: “Cada um por si.” A fraternidade diz: “Um por todos e todos por um''.

- Todos nós, quer sejamos homens ou mulheres, Espíritos encarnados ou desencarnados, ricos ou pobres, sábios ou ignorantes, pretos ou brancos, somos filhos do mesmo Pai, que é Deus,  com os mesmo direitos e com as mesmas responsabilidades.

- Todos nós somos iguais perante a Deus. Segundo a lei da igualdade, todos estamos submetidos às mesmas leis da natureza, Deus não concedeu superioridade ou privilégio a ninguém, é como se diz: “O Sol brilha para todos”.  

- Sabemos que pela lei de reencarnação ocuparemos todas as posições na Terra e precisaremos encarnar em vários os países e em todas as classes sociais. Não há motivos para que uma raça se julgue superior à outra, todos podem mudar de raça em cada encarnação e quem nasceu na América hoje, mais tarde pode nascer na Europa ou na Ásia. Também não há razões para que as classes ricas desprezem as classes pobres, nem que as classes pobres invejem as classes ricas; as provas são iguais para todos e cada um de nós precisa experimentá-las uma por uma (1).

- Para que haja felicidade nas relações sociais, a fraternidade  deve ser a base (estar na primeira linha). Sem ela, não poderiam existir a igualdade, nem a liberdade.

-  A liberdade de alguém termina sempre onde começa uma outra liberdade. Teríamos uma verdadeira liberdade se todos os homens  vivessem como irmãos ,com direitos iguais, praticando a bondade e a justiça, respeitando o direito de cada um, pois assim não causariam prejuízos uns aos outros e não haveria nada a temer. Quando, por exemplo, ouvimos um som muito alto, seja em casa, na escola ou no ônibus, estamos prejudicando o nosso próximo e invadindo a sua liberdade de escolha.

- Jesus colocou o princípio da caridade, da igualdade e da fraternidade, fazendo delas uma condição expressa para a salvação. A fraternidade,  resume todos os deveres que devemos ter, uns para com os outros.  O planeta Terra deve ser considerado uma escola de fraternidade para o aperfeiçoamento e regeneração dos Espíritos encarnados.

- A Doutrina Espírita veio confirmar os ensinamentos de Jesus  e esclarecer que nós viveremos eternamente. Mostra a relação que existe entre o presente, o passado e o futuro e que um empregado da sua casa pode ter sido um parente querido de vidas anteriores.Enfim, revela a necessidade de evolução e os deveres de fraternidade e solidariedade uns com os outros.    

Comentário (1): 52 lições de Catequismo Espírita. A Fraternidade. Eliseu Rigonatti.

 

Perguntas para fixação:

1. O que é a fraternidade?

2. Qual é o vício contrário a fraternidade?

3. Por que devemos considerar a humanidade uma grande família?

4. Qual é o conceito da lei de igualdade?

5. Por que não há motivos para que uma raça se julgue superior a outra?

6. Por que as classes pobres não devem invejar as classes ricas?

7. Você é livre para fazer tudo o que você quer?

 

Subsídio para o Evangelizador:

            Segundo o dicionário Aurélio a palavra ''Fraternidade'' significa:  Parentesco de irmãos ou irmãs;  União fraternal;  Amor ao próximo. (http://www.dicionariodoaurelio.com/fraternidade).

            A fraternidade, na rigorosa acepção do termo, resume todos os deveres dos homens, uns para com os outros. Significa: devotamento, abnegação (1), tolerância, benevolência, indulgência. É, por excelência, a caridade evangélica e a aplicação da máxima: “Proceder para com os outros, como quereríamos que os outros procedessem para conosco.” O oposto do egoísmo. A fraternidade diz: “Um por todos e todos por um.” O egoísmo diz: “Cada um por si.” Sendo estas duas qualidades a negação uma da outra, tão impossível é que um egoísta proceda fraternalmente para com os seus semelhantes, quanto a um avarento ser generoso, quanto a um indivíduo de pequena estatura atingir a de um outro alto. Ora, sendo o egoísmo a chaga dominante da sociedade, enquanto ele reinar soberanamente, impossível será o reinado da fraternidade verdadeira. Cada um a quererá em seu proveito; não quererá, porém, praticá-la em proveito dos outros, ou, se o fizer, será depois de se certificar de que não perderá coisa alguma. (Obras póstumas. Liberdade, igualdade, fraternidade. Allan Kardec).

            Mas, como conciliar os deveres da solidariedade e da fraternidade com a crença de que a morte torna os homens para sempre estranhos uns aos outros? Pela lei da perpetuidade das relações que ligam todos os seres, o Espiritismo funda esse duplo princípio sobre as próprias leis da Natureza; disto faz não só um dever, mas uma necessidade. Pela lei da pluralidade das existências o homem se liga ao que está feito e ao que será feito, aos homens do passado e aos do futuro; não mais poderá dizer que nada tem de comum com os que morrem, pois uns e outros se encontram incessantemente, neste e no outro mundo, para subirem juntos a escada do progresso e se prestarem mútuo apoio. A fraternidade não está mais circunscrita a alguns indivíduos, que o acaso reúne durante uma vida efêmera; é perpétua como a vida do Espírito, universal como a Humanidade, que constitui uma grande família, cujos membros, em sua totalidade, são solidários uns com os outros, seja qual for a época em que tenham vivido. ( Revista Espírita. Outubro de 1866. Os tempos são chegados. Allan Kardec).

             Provando que os Espíritos podem renascer em diferentes condições sociais, quer por expiação, quer por provação, a reencarnação ensina que, naquele a quem tratamos com desdém, pode estar um que foi nosso superior ou nosso igual noutra existência, um amigo ou um parente. Se o soubesse, o que com ele se defronta o trataria com atenções, mas, nesse caso, nenhum mérito teria; por outro lado, se soubesse que o seu amigo atual foi seu inimigo, seu servo ou seu escravo, sem dúvida o repeliria. Ora, não quis Deus que fosse assim, pelo que lançou um véu sobre o passado. Deste modo, o homem é levado a ver em todos, irmãos seus e seus iguais, donde uma base natural para a fraternidade; sabendo que pode ser tratado como haja tratado os outros, a caridade se lhe torna um dever e uma necessidade fundados na própria Natureza.  ( Revista Espírita. Julho de 1869. O Egoísmo e o orgulho. Allan Kardec).

            Com a reencarnação, desaparecem os preconceitos de raças e de castas, pois o mesmo Espírito pode tornar a nascer rico ou pobre, capitalista ou proletário, chefe ou subordinado, livre ou escravo, homem ou mulher. De todos os argumentos invocados contra a injustiça da servidão e da escravidão, contra a sujeição da mulher à lei do mais forte, nenhum há que prime, em lógica, ao fato material da reencarnação. Se, pois, a reencarnação funda numa lei da Natureza o princípio da fraternidade universal, também funda na mesma lei o da igualdade dos direitos sociais e, por conseguinte, o da liberdade. (A Gênese. Cap. 1. Item 36. Allan Kardec).

            Com a reencarnação e progresso a que dá lugar, todos os que se amaram tornam a encontrar-se na Terra e no espaço e juntos gravitam para Deus. Se alguns fraquejam no caminho, esses retardam o seu adiantamento e a sua felicidade, mas não há para eles perda de toda esperança. Ajudados, encorajados e amparados pelos que os amam, um dia sairão do lodaçal em que se enterraram. Com a reencarnação, finalmente, há perpétua solidariedade entre os encarnados e os desencarnados, e, daí, estreitamento dos laços de afeição. (O Evangelho Segundo o Espiritismo. Cap. 4.  Item 22. Allan Kardec).

             Considerada do ponto de vista da sua importância para a realização da felicidade social, a fraternidade está na primeira linha: é a base. Sem ela, não poderiam existir a igualdade, nem a liberdade séria. A igualdade decorre da fraternidade e a liberdade é conseqüência das duas outras. Com efeito, suponhamos uma sociedade de homens bastante desinteressados, bastante bons e benévolos para viverem fraternalmente, sem haver entre eles nem privilégios, nem direitos excepcionais, pois de outro modo não haveria fraternidade. Tratar a alguém de irmão é tratá-lo de igual para igual; é querer quem assim o trate, para ele, o que para si próprio quereria. Num povo de irmãos, a igualdade será a conseqüência de seus sentimentos, da maneira de procederem, e se estabelecerá pela força mesma das coisas. Qual, porém, o inimigo da igualdade? O orgulho, que faz queira o homem ter em toda parte a primazia e o domínio, que vive de privilégios e exceções, poderá suportar a igualdade social, mas não a fundará nunca e na primeira ocasião a desmantelará. Ora, sendo também o orgulho uma das chagas da sociedade, enquanto não for banido, oporá obstáculo à verdadeira igualdade. (Obras póstumas. Liberdade, igualdade, fraternidade. Allan Kardec).

            Perante Deus, são iguais todos os homens?

            Sim, todos tendem para o mesmo fim e Deus fez Suas leis para todos. Dizeis freqüentemente: “O Sol brilha para todos” e enunciais assim uma verdade maior e mais geral do que pensais.” Todos os homens estão submetidos às mesmas leis da Natureza. Todos nascem igualmente fracos, acham-se sujeitos às mesmas dores e o corpo do rico se destrói como o do pobre. Deus a nenhum homem concedeu superioridade natural, nem pelo nascimento, nem pela morte: todos, aos Seus olhos, são iguais. ( O Livro dos Espíritos. Questão 803. Allan Kardec).

             Pode admitir-se, em Sociologia, o conceito de igualdade absoluta?
             A concepção igualitária absoluta é um erro grave dos sociólogos, em qualquer departamento da vida. A tirania política poderá tentar uma imposição nesse sentido, mas não passará das espetaculosas uniformizações simbólicas para efeitos exteriores, porquanto o verdadeiro valor de um homem está no seu íntimo, onde cada espírito tem sua posição definida pelo próprio esforço. Nessa questão existe uma igualdade absoluta de direitos dos homens perante Deus, que concede a todos os seus filhos uma oportunidade igual nos tesouros inapreciáveis do tempo. Esses direitos são os da conquista da sabedoria e do amor, através da vida, pelo cumprimento do sagrado dever do trabalho e do esforço individual. Eis por que cada criatura terá o seu mapa de méritos nas sendas evolutivas, constituindo essa situação, nas lutas planetárias, um a grandiosa progressiva em matéria de raciocínios e sentimento, em que se elevará naturalmente todo aquele que mobilizar as possibilidades concedidas à sua existência para o trabalho edificante da iluminação de si mesmo, nas sagradas expressões do esforço individual. (O consolador. Questão 56. Espírito Emmanuel. Psicografado por Chico Xavier).

            Fraternidade e igualdade podem, na Terra, merecer um só conceito?

            Já observamos que o conceito igualitário absoluto é impossível no mundo, dada a heterogeneidade das tendências, sentimentos e posições evolutivas no círculo da individualidade. A fraternidade, porém, é a lei da assistência mútua e da solidariedade comum, sem a qual todo progresso, no planeta, seria praticamente impossível. (O Consolador. Questão 349. Espírito Emmanuel. Psicografado por Chico Xavier)

            A liberdade, dissemo-lo, é filha da fraternidade e da igualdade. Falamos da liberdade legal e não da liberdade natural, que, de direito, é imprescritível para toda criatura humana, desde o selvagem até o civilizado. Os homens que vivam como irmãos, com direitos iguais, animados do sentimento de benevolência recíproca, praticarão entre si a justiça, não procurarão causar danos uns aos outros e nada, por conseguinte, terão que temer uns dos outros. A liberdade nenhum perigo oferecerá, porque ninguém pensará em abusar dela em prejuízo de seus semelhantes. Mas, como poderiam o egoísmo, que tudo quer para si, e o orgulho, que incessantemente quer dominar, dar a mão à liberdade que os destronaria? O egoísmo e o orgulho são, pois, os inimigos da liberdade, como o são da igualdade e da fraternidade.

            A liberdade pressupõe confiança mútua. Ora, não pode haver confiança entre pessoas dominadas pelo sentimento exclusivista da personalidade. Não podendo cada uma satisfazer-se a si própria senão à custa de outrem, todas estarão constantemente em guarda umas contra as outras. Sempre receosas de perderem o a que chamam seus direitos, a dominação constitui a condição mesma da existência de todas, pelo que armarão continuamente ciladas à liberdade e a abafarão quanto puderem.

            Aqueles três princípios são, pois, conforme acima dissemos, solidários entre si e se prestam mútuo apoio; sem a reunião deles o edifício social não estaria completo. O da fraternidade não pode ser praticado em toda a pureza, com exclusão dos dois outros, porquanto, sem a igualdade e a liberdade, não há verdadeira fraternidade. A liberdade sem a fraternidade é rédea solta a todas as más paixões, que desde então ficam sem freio; com a fraternidade, o homem nenhum mau uso faz da sua liberdade: é a ordem; sem a fraternidade, usa da liberdade para dar curso a todas as suas torpezas: é a anarquia, a licença. Por isso é que as nações mais livres se vêem obrigadas a criar restrições à liberdade. A igualdade, sem a fraternidade, conduz aos mesmos resultados, visto que a igualdade reclama a liberdade; sob o pretexto de igualdade, o pequeno rebaixa o grande, para lhe tomar o lugar, e se torna tirano por sua vez; tudo se reduz a um deslocamento de despotismo. (Obras póstumas. Liberdade, igualdade, fraternidade. Allan Kardec).

            Pode a fraternidade manifestar-se sem a abnegação?

            Fraternidade pode traduzir-se por cooperação sincera e legítima, em todos os trabalhos da vida, e, em toda cooperação verdadeira, o personalismo não pode subsistir, salientando-se que quem coopera cede sempre alguma coisa de si mesmo, dando o testemunho de abnegação, sem a qual a fraternidade não se manifestaria no mundo, de modo algum. (O Consolador. Questão 350. Espírito Emmanuel. Psicografado por Chico Xavier)

            A caridade e a fraternidade resumem todas as condições e todos os deveres sociais; uma e outra, porém, pressupõem a abnegação. Ora, a abnegação é incompatível com o egoísmo e o orgulho; logo, com esses vícios não é possível a verdadeira fraternidade, nem, por conseguinte, igualdade, nem liberdade, dado que o egoísta e o orgulhoso querem tudo para si. ( Revista Espírita. Julho de 1869. O Egoísmo e o orgulho. Allan Kardec).

            Nas lutas da vida, como levar a fraternidade evangélica àqueles que mais estimamos, se, por vezes, nosso esforço pode ser mal interpretado, conduzindo-nos a situações mais penosas?

            De conformidade com os desígnios evangélicos, compete-nos esclarecer os nossos semelhantes com amor fraternais, em todas as circunstâncias desagradáveis da existência, como desejaríamos ser assistidos, irmãmente, em situação idêntica dos que se encontram sem tranqüilidade; mas, se o atrito dos instintos animalizados prevalece naqueles a quem mais desejamos serenidade e paz, convém deixar-lhes as energias, depois de nossos esforços supremos em trabalho de purificação, na violência que escolheram, até que possam experimentar a serenidade mental imprescindível para se beneficiarem com as manifestações afetuosas do amor e da verdade. (O Consolador. Questão 346. Espírito Emmanuel. Psicografado por Chico Xavier)

            A Terra é escola de fraternidade, ou penitenciária de regeneração?

            A Terra deve ser considerada escola de fraternidade para o aperfeiçoamento e regeneração dos Espíritos encarnados. As almas que ai se encontram em tarefas purificadoras, muitas vezes colimam o resgate de dívidas assaz penosas. Daí o motivo de a maioria encontrar sabor amargo nos trabalhos do mundo, que se lhes afigura rude penitenciária, cheia de gemidos e de aflições. A verdade incontestável é que os aspectos divinos da Natureza serão sempre magníficos e luminosos; porém, cada espírito os verá pelo prisma do seu coração. Mas, na dor como na alegria, no trabalho feliz como na experiência escabrosa, todas as criaturas deverão considerar a reencarnação um processo de sublime aprendizado fraternal, concedido por Deus aos seus filhos, no caminho do progresso e da redenção. (O Consolador. Questão 347. Espírito Emmanuel. Psicografado por Chico Xavier) .

            Jesus assentou o princípio da caridade, da igualdade e da fraternidade, fazendo dele uma condição expressa para a salvação; mas, estava reservado à terceira manifestação da vontade de Deus, ao Espiritismo, pelo conhecimento que faculta da vida espiritual, pelos novos horizontes que desvenda e pelas leis que revela, sancionar esse princípio, provando que ele não encerra uma simples doutrina moral, mas uma lei da Natureza que o homem tem o máximo interesse em praticar. Ora, ele a praticará desde que, deixando de encarar o presente como o começo e o fim, compreenda a solidariedade que existe entre o presente, o passado e o futuro. No campo imenso do infinito, que o Espiritismo lhe faz entrever, anula-se a sua importância capital e ele percebe que, por si só, nada vale e nada é; que todos têm necessidade uns dos outros e que uns não são mais do que os outros: duplo golpe, no seu egoísmo e no seu orgulho. ( Revista Espírita. Julho de 1869. O Egoísmo e o orgulho. Allan Kardec).

            A Doutrina dos Espíritos, pois, veio desvendar ao homem o panorama da sua evolução e esclarecê-lo no problema das suas responsabilidades, porque a vida não é privilégio da Terra obscura, mas a manifestação do Criador em todos os recantos do Universo.

            Nós viveremos eternamente, através do Infinito e o conhecimento da imortalidade expõe os nossos deveres de solidariedade para com todos os seres, em nosso caminho;por esta razão, a Doutrina Espiritista é uma síntese gloriosa de fraternidade e de amor. O seu grande objeto é esclarecer a inteligência humana. (Emmanuel. Espírito Emmanuel. Nós viveremos eternamente. Psicografado por Chico Xavier). 

 

            Comentário (1): Segundo o dicionário Aurélio a palavra ''Abnegação'' significa: Renúncia espontânea do interesse, da vontade, da conveniência própria. (http://www.dicionariodoaurelio.com/abnegacao).

 

Bibliografia:

-  Obras póstumas. Liberdade, igualdade, fraternidade. Allan Kardec.

- O Livro dos Espíritos. Questão 803. Allan Kardec.

- Revista Espírita. Outubro de 1866. Os tempos são chegados. Allan Kardec.

- Revista Espírita. Julho de 1869. O Egoísmo e o orgulho. Allan Kardec.

- O Consolador. Questões 56, 346, 347, 349 e 350 . Espírito Emmanuel. Psicografado por Chico Xavier.

- Emmanuel. Espírito Emmanuel. Nós viveremos eternamente. Psicografado por Chico Xavier.

- Sites: http://www.dicionariodoaurelio.com/fraternidade; http://www.dicionariodoaurelio.com/abnegacao. Data da consulta: 13/11/14.