Aula 2 - Corpo físico, perispírito e Espírito

Ciclo 1 - História/Dinâmica: Corpo, Perispírito e Espírito - Atividade: LE-L2 - Cap.1-4-Perispírito (Obs.: Levar recortada a atividade).

Ciclo 2 - História: Você não é um, você é três - Atividade: LE-L1-Cap.2-2-Espírito e matéria ou/e LE-L2 -Cap.1-3- Forma e ubiquidade dos Espíritos.   

Ciclo 3 - História: O sapinho ranzinza - Atividade: LE - L2 -Cap.1-1- Origem e natureza dos Espíritos ou/e LE-L2-Cap.2-2-Alma.

Mocidade - História: Que aparência tem os espíritos? - Atividade: 15 - Apresentar peças teatrais: Os adolescentes deverão confeccionar o fantoche do corpo físico, do perispírito e do espírito para doá-los para as crianças pequenas (Veja o modelo).

 

Dinâmicas: Corpo físico, perispírito e espírito; Perispírito; Corpo, perispírito e espírito.

Mensagens Espíritas: Perispírito.

Sugestão de vídeos: - Música Espírita - Eu sou um Espírito (Dica: pesquise no Youtube)

- Música Espírita: O Espírito - Tia Vilma (Dica: pesquise no Youtube).

Sugestão de livros infantis:

- Perispírito em contos: O Vaga-lume e a Formiga. Espírito Tio Antônio. Delma Gonçalves. Feic Editora.

- Perispírito em contos: A raposa e a mãe Ursa. Espírito Tio Antônio. Delma Gonçalves. Feic Editora.

 

Leitura da Bíblia: 1 Coríntios – Capítulo 15


15.40   E há corpos celestes e corpos terrestres, mas uma é a glória dos celestes, e outra, a dos terrestres.


15.44   Semeia-se corpo animal, ressuscitará corpo espiritual. Se há corpo animal, há também corpo espiritual.


 

Tópicos a serem abordados:

- O homem encarnado é formado por três partes: o corpo físico (matéria pesada), o perispírito ou corpo espiritual (matéria leve), e o Espírito (clarão). E também é composto pelo fluído vital, que somente os seres vivos possuem.

- Paulo de Tarso afirma que: '' Há corpos celestes e há corpos terrestres''.

- O Espírito encarnado é aquele que possui carne, ou seja, corpo físico; já o Espírito desencarnado é aquele que já deixou o corpo. 

- O Espírito, juntamente com o perispírito, permanecem após a morte do corpo físico. Quando alguém diz que viu um Espírito, na realidade viu o seu Perispírito.

- Portanto, existem dois mundos: o mundo espiritual, composto por espíritos desencarnados e o mundo material, composto por espíritos encarnados.

- Pode-se dizer que os espíritos são seres inteligentes da criação divina, pois através do pensamento, inventamos coisas, temos sentimentos de amor, bondade, alegria, ou sentimentos ruins, de tristeza, ódio, egoísmo etc.

- O Espírito após ser criado é eterno (sem fim), e Deus sempre está criando novos Espíritos. Portanto, um espírito pode ser mais velho do que o outro, conforme a sua idade espiritual.   

- Pode-se dizer que o Espírito é incorpóreo, ou melhor um clarão (como, por exemplo a luz do sol), pois difere de tudo o que conhecemos sob o nome de matéria, a sua cor varia da sombra ao brilho do rubi, segundo seja o Espírito mais ou menos puro. Portanto, aqueles que são imperfeitos e desejam o mal  não possuem brilho.

- O perispírito é um corpo semi-material, é o elo intermediário entre o corpo ao Espírito. O corpo físico recebe as sensações (de calor e frio, por exemplo)  e transmite ao Espírito, por meio do perispírito. O perispírito é invisível, no seu estado normal, mas pode se tornar visível através de modificações, como aconteceu com Jesus, que apareceu para seus discípulos após a morte.

- Quando um espírito se torna visível, ele se apresenta geralmente com a aparência que ele tinha quando encarnado. No entanto, o formato do perispírito pode ser modificado conforme o pensamento, pois ele é maleável.

- Todas as nossas experiências boas ou ruins ficam registradas no perispírito. Portanto, é importante cuidar do nosso espírito, pois os maus pensamentos e as más ações podem provocar desequilíbrios nos nossos corpos.

- O corpo físico é a matéria pesada que Deus nos deu para cumprir as nossas tarefas aqui na Terra, necessárias para a nossa evolução. É importante cuidar muito bem dele, através da alimentação saudável, higiene e prática de esportes.

- Deus criou os espíritos simples e ignorantes (sem saber), para que através das experiências em diversas existências, possam alcançar a perfeição, do qual Jesus é o nosso modelo.

 

Perguntas para fixação:

1. Quais são as três partes que constituem o homem?

2.  O que sobrevive ao corpo e possui inteligência?

3. O que é espírito encarnado?

4. O que é espírito desencarnado?

5. Podemos saber como Deus criou os espíritos?

6. A existência do Espírito tem um fim, ou seja, irá acabar um dia?

7. O Espírito tem uma forma determinada?

8. Quais os nomes dos dois corpos que envolvem o espírito?

9. O Perispírito é formado de um material mais leve que o corpo físico?

10. Os espíritos podem se manifestar, através da escrita ou da fala, por exemplo?

11. Através de quem eles se manifestam?

12. Sabemos que os espíritos costumam se apresentar com a aparência que tinham em vida, mas é possível eles modificarem esta aparência, ou seja modificarem o formato do perispírito?

13. Por que é necessário que o espírito tenha um corpo físico?

 

Subsídio para o Evangelizador:

            O homem é formado de três partes essenciais: 1º - o corpo ou ser material, análogo ao dos animais e animado pelo mesmo princípio vital (1); 2º - a alma, Espírito encarnado que tem no corpo a sua habitação; 3º - o princípio intermediário, ou perispírito, substância semimaterial que serve de primeiro envoltório ao Espírito e liga a alma ao corpo. Tais, num fruto, o gérmen (semente), o perisperma e a casca (O Livro dos Espíritos. Questão 135. Allan Kardec) .

            A alma e o perispírito separados do corpo constituem o ser chamado Espírito (O que é o Espiritismo. Resumo da lei dos fenômenos espíritas. Item 1. Allan Kardec. Editora Ide). 

            (...) Chamamos alma ao ser imaterial e individual que reside em nós e sobrevive ao corpo (O Livro dos Espíritos. Introdução.Item 2. Allan Kardec) .

            Existem, portanto, dois mundos: o corporal, composto de Espíritos encarnados (com carne); e o espiritual, formado dos Espíritos desencarnados (sem carne). Os seres do mundo corporal, devido mesmo à materialidade do seu envoltório, estão ligados à Terra ou a qualquer globo; o mundo espiritual ostenta-se por toda parte, em redor de nós como no Espaço, sem limite algum designado. ( O Céu e o Inferno. 1ª Parte. Cap. 3. Item. 5. Allan Kardec) 

            Qual dos dois, o mundo espírita ou o mundo corpóreo, é o principal, na ordem das coisas?

            O mundo espírita, que preexiste e sobrevive a tudo (O Livro dos Espíritos. Questão 85. Allan Kardec).

            Há então dois elementos gerais do Universo: a matéria e o Espírito?

            “Sim e acima de tudo Deus, o criador, o pai de todas as coisas. Deus, espírito e matéria constituem o princípio de tudo o que existe, a trindade universal. (O Livro dos Espíritos. Questão 27. Allan Kardec).

            Pode-se dizer que os Espíritos são os seres inteligentes da Criação. Povoam o Universo fora do mundo material (O Livro dos Espíritos. Questão 135. Allan Kardec). Os Espíritos estão por toda a parte. Povoam infinitamente os espaços infinitos (O Livro dos Espíritos. Questão 87. Allan Kardec).

            O espírito é sinônimo de inteligência?

            A inteligência é um atributo essencial do espírito. Todavia, como ambos se confundem num princípio comum, para vós são a mesma coisa. (O Livro dos Espíritos. Questão 24. Allan Kardec).

            Os Espíritos se formam espontaneamente ou procedem uns dos outros?

            Deus os cria, como a todas as outras criaturas, pela sua vontade; mas, ainda uma vez, a origem deles é um mistério. (O Livro dos Espíritos. Questão 81. Allan Kardec). A criação dos Espíritos é permanente; Deus não cessou jamais de criar . (O Livro dos Espíritos. Questão 80. Allan Kardec).

            Deus criou todos os Espíritos simples e ignorantes, isto é, sem saber. A cada um deu determinada missão, com o fim de esclarecê-los e de os fazer chegar progressivamente à perfeição, pelo conhecimento da verdade, para aproximá-los de si.( O Livro dos Espíritos. Questão 115. Allan Kardec).

            Os Espíritos têm fim?

            (...) Dissemos que a existência do espírito não tem fim (O Livro dos Espíritos. Questão 83. Allan Kardec).

            É exato dizer-se que os Espíritos são imateriais?

(...) Imaterial não é o termo; incorpóreo seria mais exato, pois deves compreender que sendo o Espírito uma criação, deve ser alguma coisa. É a matéria quintessenciada, mas sem analogia para vós outros, e tão etérea que não pode ser percebida pelos vossos sentidos. Dizemos que os Espíritos são imateriais, porque sua essência difere de tudo o que conhecemos sob o nome de matéria.  (O Livro dos Espíritos. Questão 82. Allan Kardec).

            Os Espíritos têm uma forma determinada, limitada e constante?

            Para vós, não; para nós, sim. O Espírito é, se quiserdes, uma chama, um clarão ou uma centelha etérea.  A sua cor varia da sombra ao brilho do rubi, segundo seja o Espírito mais ou menos puro. (O Livro dos Espíritos. Questão 88 . Allan Kardec).

            A alma não se acha encerrada no corpo, qual pássaro numa gaiola. Irradia e se manifesta exteriormente, como a luz através de um globo de vidro, ou como o som em torno de um centro de sonoridade. A alma tem dois invólucros (envoltórios). Um, sutil e leve: é o primeiro, ao qual chamas perispírito, outro, grosseiro, material e pesado, o corpo (O Livro dos Espíritos. Questão 141 . Allan Kardec).

            Paulo de Tarso afirma que: '' Há corpos celestes e há corpos terrestres; Se existe um corpo animal, também existe um corpo espiritual (...) (1Coríntios 15: 40, 44).

            O corpo perispirítico (espiritual) e o corpo carnal têm pois origem no mesmo elemento primitivo (fluido universal); ambos são matéria, ainda que em dois estados diferentes.

            Os Espíritos haurem o seu perispírito no meio onde se encontrem, quer dizer que este envoltório é formado de fluidos ambientes; disso resulta que os elementos constitutivos do perispírito devem variar segundo os mundos (A Gênese. Cap. 14. Itens 7 e 8. Allan Kardec).

            Quais a sua natureza e a sua essência? Quais as suas propriedades íntimas? Será um fluido especial, ou uma modificação da eletricidade, ou de algum outro fluido conhecido? Não será antes o a que hoje damos o nome de fluido cósmico, quando se acha esparso na atmosfera, e fluido perispirítico, quando individualizado?

            O fluido perispirítico é imponderável, como a luz, a eletricidade e o calórico. É-nos invisível, no nosso estado normal, e somente por seus efeitos se revela.

            Torna-se, porém, visível a quem se ache no estado de sonambulismo lúcido e, mesmo, no estado de vigília, às pessoas dotadas de dupla vista. No estado de emissão, ele se apresenta sob a forma de feixes luminosos, muito semelhante à luz elétrica difundida no vácuo. A isso, em suma, se limita a sua analogia com este último fluido, porquanto não produz, pelo menos ostensivamente, nenhum dos fenômenos físicos que conhecemos. No estado ordinário, denota matizes diversos, conforme os indivíduos que o emitem: ora vermelho fraco, ora azulado, ou acinzentado, qual ligeira bruma. As mais das vezes, espalha sobre os corpos circunjacentes uma coloração amarelada, mais ou menos forte.

            Sobre essa questão, são idênticos os relatos dos sonâmbulos e dos videntes. Teremos ainda ocasião de tratar disso, quando falarmos das qualidades que ao fluido imprimem o móvel que o põe em movimento e o adiantamento do indivíduo que o emite.

            Nenhum corpo lhe opõe obstáculo; ele os penetra e atravessa todos. Até agora nenhum se conhece que seja capaz de o isolar. Somente a vontade lhe pode ampliar ou restringir a ação. A vontade, com efeito, é o seu mais poderoso princípio. Pela vontade, dirigem-se-lhe os eflúvios através do espaço, saturam-se dele alguns objetos, ou faz-se que ele se retire dos lugares onde superabunda. Digamos, de passagem, que é neste princípio que se funda a força magnética. Parece, enfim, que ele é o veículo da vista psíquica, como o fluido luminoso o é da vista ordinária.

            O fluido cósmico, conquanto emane de uma fonte universal, se individualiza, por assim dizer, em cada ser e adquire propriedades características, que permitem distingui-lo de todos os outros. Nem mesmo a morte apaga esses caracteres de individualização, que persistem por longos anos após a cessação da vida, coisa de que já hemos podido convencer-nos. Cada um de nós tem, pois, o seu fluido próprio, que o envolve e acompanha em todos os movimentos, como a atmosfera acompanha cada planeta. É muito variável a extensão da irradiação dessas atmosferas individuais. Achando-se o Espírito em estado de absoluto repouso, pode essa irradiação ficar circunscrita nos limites de alguns passos; mas, atuando a vontade, pode alcançar distâncias infinitas. A vontade como que dilata o fluido, do mesmo modo que o calor dilata os gases. As diferentes atmosferas individuais se entrecruzam e misturam, sem jamais se confundirem, exatamente como as ondas sonoras que se conservam distintas, a despeito da imensidade de sons que simultaneamente abalam o ar. Pode-se, por conseguinte, dizer que cada indivíduo é centro de uma onda fluídica, cuja extensão se acha em relação com a força da vontade, do mesmo modo que cada ponto vibrante é centro de uma onda sonora, cuja extensão está na razão propulsora do fluido, como o choque é a causa de vibração do ar e propulsora das ondas sonoras.

            Das qualidades peculiares a cada fluido resulta uma espécie de harmonia ou desacordo entre eles, uma tendência a se unirem ou evitarem, uma atração ou repulsão, numa palavra: as simpatias ou antipatias que se experimentam, muitas vezes sem manifestas causas determinantes. Se nos colocamos na esfera de atividade de um indivíduo, a sua presença não raro se nos revela pela impressão agradável ou desagradável que nos produz o seu fluido. Se estamos entre pessoas de cujos sentimentos não partilhamos, cujos fluidos não se harmonizam com os nossos, penosa reação entra a oprimir-nos e sentimo-nos ali como nota dissonante num concerto! Se, ao contrário, muitos indivíduos se acham reunidos em comunhão de vistas e de intenções, os sentimentos de cada um se exaltam na proporção mesma da massa das forças atuantes. Quem não conhece a força de arrastamento que domina as aglomerações onde há homogeneidade de pensamentos e de vontades? Ninguém pode imaginar a quantas influências estamos assim submetidos, à nossa revelia.

            Não podem essas influências ser a causa determinante de certas idéias, dessas idéias que em dado momento se nos tornam comuns e a outras pessoas, desses pressentimentos que nos levam a dizer: paira alguma coisa no ar, pressagiando tal ou tal acontecimento? Enfim, certas sensações indefiníveis de bem-estar ou de mal-estar moral, de alegria ou tristeza, não serão efeitos da reação do meio fluídico em que nos encontramos, dos eflúvios simpáticos ou antipáticos que recebemos e que nos envolvem como as emanações de um corpo odorífico? Não podemos pronunciar-nos afirmativamente, de modo absoluto, sobre essas questões, mas é forçoso convir, pelo menos, em que a teoria do fluido cósmico, individualizado em cada ser sob o nome de fluido perispirítico, abre um campo inteiramente novo para a solução de uma imensidade de problemas até agora insolúveis. (Obras Póstumas. Introdução ao estudo da fotografia e da telegrafia do pensamento. Allan Kardec )

            O fluido perispirítico constitui, pois, o traço de união entre o espírito e a matéria. Enquanto aquele se acha unido ao corpo, serve-lhe ele de veículo ao pensamento, para transmitir o movimento às diversas partes do organismo, as quais atuam sob a impulsão da sua vontade e para fazer que repercutam no espírito as sensações que os agentes exteriores produzam. servem-lhe de fos condutores os nervos como, no telégrafo, ao fuido elétrico serve de condutor o fio metálico.

            Quando o Espírito tem de encarnar num corpo humano em vias de formação, um  laço   fluídico, que mais não é do que uma expansão do seu perispírito, o liga ao gérmen que o atrai por uma força irresistível, desde o momento da concepção. À medida que o gérmen se desenvolve, o   laço   se encurta. Sob a influência do princípio vito-material do gérmen, o perispírito, que possui certas propriedades da matéria, se une, molécula a molécula, ao corpo em formação, donde o poder dizer-se que o Espírito, por intermédio do seu perispírito, se enraíza, de certa maneira, nesse gérmen, como uma planta na terra. Quando o gérmen chega ao seu pleno desenvolvimento, completa é a união; nasce então o ser para a vida exterior.
            Por um efeito contrário, a união do perispírito e da matéria carnal, que se efetuara sob a influência do princípio vital do gérmen, cessa, desde que esse princípio deixa de atuar, em consequência da desorganização do corpo. Mantida que era por uma força atuante, tal união se desfaz, logo que essa força deixa de atuar. Então, o perispírito se desprende, molécula a molécula, conforme se unira, e ao Espírito é restituída a liberdade. Assim, não é a partida do Espírito que causa a morte do corpo; esta é que determina a partida do Espírito.
            Dado que, um instante após a morte, completa é a integração do Espírito; que suas faculdades adquirem até maior poder de penetração, ao passo que o princípio de vida se acha extinto no corpo, provado evidentemente fica que são distintos o princípio vital e o princípio espiritual.(A Gênese. Cap. 11. Item 17 e18. Allan Kardec )

            O laço ou perispírito, que prende ao corpo o Espírito, é uma espécie de envoltório semimaterial (O Livro dos Espíritos. Introdução. Item 6. Allan Kardec).

            O laço fluídico que o prende ao corpo só por ocasião da morte se rompe definitivamente. (A Gênese. Cap. 14. Item 23. Allan Kardec).

            Durante a vida, o corpo recebe impressões exteriores e as transmite ao Espírito por intermédio do perispírito, que constitui, provavelmente, o que se chama fluido nervoso. Uma vez morto, o corpo nada mais sente, por já não haver nele Espírito, nem perispírito. ( O Livro dos Espíritos. Parte 2. Cap. 6. Item 257. Allan Kardec).

            É por meio do perispírito que o Espírito faz os médiuns escreverem, falarem ou desenharem; não possuindo corpo tangível para atuar ostensivamente, quando ele se  quer manifestar, o Espírito serve-se do corpo do médium, de cujos órgãos se apossa, fazendo-os agir como se fossem seus, por um eflúvio com que ele os envolve e penetra (O que é o espiritismo. Cap. 2. Item 30. Allan Kardec).

            O invólucro semimaterial do Espírito tem formas determinadas e pode ser perceptível?

            Tem a forma que o Espírito queira. É assim que este vos aparece algumas vezes, quer em sonho, quer no estado de vigília, e que pode tomar forma visível, mesmo palpável. ( O Livro dos Espíritos. Questão 95. Allan Kardec).

            Para nós, o perispírito, no seu estado normal, é invisível; mas, como é formado de substância etérea, o Espírito, em certos casos, pode, por ato da sua vontade, fazê-lo passar por uma modificação molecular que o torna momentaneamente visível. É assim que se produzem as aparições, que não se dão, do mesmo modo que os outros fenômenos, fora das leis da Natureza. Nada tem esse de mais extraordinário, do que o do vapor que, quando muito rarefeito, é invisível, mas que se torna visível, quando condensado. ( A Gênese. Cap. 14. Item 35. Allan Kardec).

            Os Espíritos que se tornam visíveis apresentam-se, quase sempre, com as aparências que tinham em vida e que os podem tornar conhecidos. (O que é o espiritismo. Cap. 2. item 28. Allan Kardec).  

            Mas essa matéria sutil não tem a tenacidade nem a rigidez da matéria compacta do corpo; é, se assim nos podemos exprimir, flexível e expansível; por isso a forma que toma, embora calcada sobre a do corpo, não é absoluta: dobra-se à vontade do Espírito, que pode dar-lhe tal ou qual aparência, à sua vontade, ao passo que o envoltório sólido oferece-lhe uma resistência insuperável. Desembaraçado desse entrave que o comprimia, o perispírito dilata-se ou se contrai, transforma-se, presta-se a todas as metamorfoses, segundo a vontade que atua sobre ele (Revista Espírita. Maio de 1858. Teoria das manifestações físicas. Allan Kardec) . Segundo o espírito de André Luiz: (...) ''o perispírito é constituído de elementos maleáveis, obedecendo ao comando do pensamento, seja nascido de nossa própria imaginação ou da imaginação de inteligên­cias mais vigorosas que a nossa, mormente quando a nossa vontade se rende, irrefletida, à dominação de Espíritos tirânicos ou viciosos, encastelados na sombra'' (Nos domínios da mediunidade. Cap. 11. Espírito André Luiz. Psicografado por Chico Xavier).            

                O perispírito é o veículo das nossas emoções. O Espírito pensa , o perispírito transmite o impulso, o corpo físico executa. Da mesma forma, as sensações que vêm de fora, recebidas através dos sentidos, são levadas ao Espírito pelos mecanismos perispirituais. É o perispírito que preside à formação  do ser, funcionando como molde, a ordenar as substâncias que vão constituir o corpo físico.( Diálogo com as sombras. Cap. 12. Hermínio C. Miranda).

                Toda queda moral nos seres responsáveis opera certa le­são no hemisfério psicossomático ou perispírito, a refletir-se em desarmonia no hemisfério somático ou veículo carnal, provo­cando determinada causa de sofrimento.( Evolução em dois mundos. Cap. 35. Espírito André Luiz. Psicografado por Chico Xavier e Waldo Vieira). 

            O corpo (físico) é o invólucro material que reveste o Espírito temporariamente, para preenchimento da sua missão na Terra e execução do trabalho necessário ao seu adiantamento. (O céu e o inferno. 1ª Parte. Cap. 3. Item. 5. Allan Kardec). A obrigação, para o Espírito encarnado, de prover à nutrição de seu corpo, sua segurança e seu bem estar, constrange-o a aplicar as suas faculdades na busca de exercê-las e desenvolvê-las. Sua união com a matéria é, pois útil ao seu adiantamento; eis por que a encarnação é uma necessidade ( A Gênese. Cap. 11. Item 24. Allan Kardec).

            Que seria o nosso corpo, se não tivesse alma?

            Simples massa de carne sem inteligência, tudo o que quiserdes, exceto um homem (O livro dos espíritos. Questão 135. Allan Kardec).

 

Observação (1): Sem falar do princípio inteligente, que é questão à parte, há, na matéria orgânica, um princípio especial, inapreensível e que ainda não pode ser definido: o princípio vital. Ativo no ser vivente, esse princípio se acha extinto no ser morto (A Gênese. Cap. 10. Item 16. Allan Kardec).  O Espírito André Luiz relata que: (...) O  perispírito ou «corpo astral» esta revestido com os eflúvios vitais que asseguram o equilíbrio entre a alma e o corpo de carne, conhecidos aqueles, em seu conjunto, como sendo o ''duplo etérico'' formado por emanações neuropsíquicas que pertencem ao campo fisiológico e que, por isso mesmo, não conseguem maior afastamento da organização terrestre, destinando-se à desintegração, tanto quanto ocorre ao instrumento carnal, por ocasião da morte renovadora (Nos Domínios da mediunidade. Cap. 11. Espírito André Luiz. Psicografado por Chico Xavier).

           

Bibliografia:

- O Livro dos Espíritos. Introdução: Item 2 e 6.  Questões:24, 27, 80, 81, 82, 83, 85, 87, 88, 95, 135, 141 e 257. Allan Kardec .

- A Gênese. Cap. 10, item 16. Cap. 11, itens 17, 18 e 24. Cap. 14, itens: 7,  8 , 23 e 35. Allan Kardec.

- O Céu e o Inferno. 1ª Parte. Cap. 3. Item. 5. Allan Kardec.

- O que é o espiritismo.  Cap. 2. Itens 28 e 30. Resumo da lei dos fenômenos espíritas, Item 1.  Allan Kardec.

- Obras Póstumas. Introdução ao estudo da fotografia e da telegrafia do pensamento. Allan Kardec.

- Revista Espírita. Maio de 1858. Teoria das manifestações físicas. Allan Kardec.

- Nos domínios da mediunidade. Cap. 11. Espírito André Luiz. Psicografado por Chico Xavier.

- Evolução em dois mundos. Cap. 35. Espírito André Luiz.

- Nos Domínios da mediunidade. Cap. 11. Espírito André Luiz. Psicografado por Chico Xavier.

- Diálogo com as sombras. Cap. 12. Hermínio C. Miranda.

- Bíblia: 1Coríntios 15: 40, 44.