Aula 77 - Jesus acalma a tempestade

Ciclo 1 - História: Jesus acalma a tempestade - Atividade: PH - Jesus - 37 - Jesus acalma a tempestade.

Ciclo 2 - História: O caso do avião -  Atividade: LE - L2 - Cap. 9 - 9 - Ação dos Espíritos sobre os fenômenos da Natureza.

Ciclo 3 - História: A pintura da paz -  Atividade: LE - L3 - Cap. 6 - 2 - Flagelos Destruidores ou/e Solicitar que escreva a história de Jesus acalmando a tempestade e faça um desenho.  

 

Dinâmicas: O barco; Fenômenos da natureza.

Mensagens espíritas: Tempestade moral.

Sugestão de vídeos: - História: Jesus acalma uma tempestade (Dica: pesquise no Youtube)

- História: O caso do avião - 2D Duas Dimensões -01 (Dica: pesquise no Youtube)

 

Leitura da Bíblia: Mateus - Capítulo 8 (Marcos 4:35-41, Lucas 8:22-25)


8.23  E, entrando ele no barco, seus discípulos o seguiram.


8.24   E eis que, no mar, se levantou uma tempestade tão grande, que o barco era coberto pelas ondas; ele, porém, estava dormindo.


8. 25  E os seus discípulos, aproximando-se, o despertaram, dizendo: Senhor, salva-nos, que perecemos.


8.26  E ele disse-lhes: Por que temeis, homens de pequena fé? Então, levantando-se, repreendeu os ventos e o mar, e seguiu-se uma grande bonança.


8. 27  E aqueles homens se maravilharam, dizendo: Que homem é este, que até os ventos e o mar lhe obedecem?


 

Zacarias - Capítulo 10:1


10.1 Pedi ao SENHOR chuva no tempo da chuva serôdia, sim, ao SENHOR que faz relâmpagos; e lhes dará chuvas abundantes, e a cada um erva no campo.


 

Tópicos a serem abordados:

- Os fenômenos da natureza, tais como: tempestades, terremotos, maremotos, inundações, possuem uma finalidade providencial. Nada acontece sem a permissão de Deus.

- Na maioria dos casos, têm por objetivo restabelecer o equilíbrio e a harmonia das forças físicas da Natureza. Entretanto, às vezes, tem como finalidade atingir  a humanidade. Aqueles que são vítimas desses fenômenos são os que escolheram ou se viram obrigados a passar pela prova de terminarem dessa maneira a existência terrena.  Nada se dá por obra do acaso; tudo tem uma justa razão de ser. Os fenômenos naturais são orientados por entidades espirituais, em obediência a desígnios divinos, visando o apressamento da evolução não só do planeta, como também das populações atingidas visando o apressamento da evolução não só do planeta, como também das populações atingidas.

- São os Espíritos que exercem influência sobre os fenômenos da natureza para os agitar, acalmar ou direcionar. Deus não exerce ação direta sobre a matéria. Os Espíritos superiores mandam, os inferiores executam, isto é, agem sobre a matéria. Os Espíritos superiores exercem essa ação de conformidade com as leis naturais e imutá­veis que o Supremo legislador do Universo pôs, desde toda a eternidade.

- Para a produção de fenômenos, como as tempestades, por exemplo, é necessário que se reúnam muitos  Espíritos, em massas inumeráveis.

- Jesus não fez milagre ao acalmar a tempestade. Usou apenas de seu conhecimento das forças que regem o Universo e de sua superioridade moral para ordenar aos Espíritos, que fizessem cessar a tempestade. O fato do divino mestre dormir tranqüilamente, durante a tempestade, mostra de sua parte uma segurança que se pode explicar pela circunstância de que seu Espírito via não  haver perigo nenhum e que a tempestade iria se acalmar. Entretanto, os discípulos, que com ele conviviam, na sua simplicidade, não O conheciam, então admirados, perguntaram: — Que homem é este, que até os ventos e o mar lhe obedecem?

- Esta passagem evangélica também nos traz outro ensinamento. Simbolicamente, a tempestade significa uma grande perturbação moral. O espírito, quando se entrega aos vícios terrenos, desencadeia em seu íntimo terrível tempestade moral: a ambição o perturba, o ódio o maltrata, os vícios o escravizam, o orgulho o sufoca, o  seu coração se torna um mar agitado. Para acalmar a tempestade do coração, Jesus propôs as regras morais que estão contidas no Evangelho.  Para conquistar a paz íntima, é preciso se esforçar para colocar em prática a lei de justiça, amor e caridade ao próximo.

- Com a fé em Jesus podemos, se lhe rogarmos, obter a calma nas tempestades da vida. Com o coração sereno e a consciência tranqüila, o espírito regenerado pode dizer satisfeito: “Verdadeiramente Jesus acalma as tempestades''.

 

Perguntas para fixação:

1.  Quais são os fenômenos da natureza?

2. Por que é necessário ocorrer os fenômenos da natureza?

3. Quem age sobre os fenômenos da natureza?

4. Quantos Espíritos são necessários para ocorrer o fenômeno da tempestade?

5. Qual categoria pertence os Espíritos que dão ordem para produzir estes fenômenos?

6. Qual categoria pertence os Espíritos que executam as coisas materiais?

7. Como Jesus conseguiu acalmar a tempestade?

8. O que é uma tempestade moral?

9. O que é preciso fazer para acalmar a tempestade do nosso coração?

 

 

Subsídio para o Evangelizador:

             São devidos a causas fortuitas, ou, ao contrário, têm todos um fim

providencial, os grandes fenômenos da Natureza, os que se consideram como perturbação dos elementos?

            Tudo tem uma razão de ser e nada acontece sem a permissão de Deus.

             Objetivam sempre o homem esses fenômenos?

            Às vezes têm, como imediata razão de ser, o homem. Na maioria dos casos, entretanto, têm por único motivo o restabelecimento do equilíbrio e da harmonia das forças físicas da Natureza. (O Livro dos Espíritos. Questão 536 e 536-a. Allan Kardec).

            Com que fim fere Deus a Humanidade por meio de flagelos destruidores?

            Para fazê-la progredir mais depressa. Já não dissemos ser a destruição uma necessidade para a regeneração moral dos Espíritos, que, em cada nova existência, sobem um degrau na escala do aperfeiçoamento? Preciso é que se veja o objetivo, para que os resultados possam ser apreciados. Somente do vosso ponto de vista pessoal os apreciais; daí vem que os qualificais de flagelos, por efeito do prejuízo que vos causam. Essas subversões, porém, são freqüentemente necessárias para que mais pronto se dê o advento de uma melhor ordem de coisas e para que se realize em alguns anos o que teria exigido muitos séculos. (O Livro dos Espíritos. Questão 737. Allan Kardec).

            Concebemos perfeitamente que a vontade de Deus seja a causa primária, nisto como em tudo; porém, sabendo que os Espíritos exercem ação sobre a matéria e que são os agentes da vontade de Deus, perguntamos se alguns dentre eles não exercerão certa influência sobre os elementos para os agitar, acalmar ou dirigir?

            Mas evidentemente. Nem poderia ser de outro modo. Deus não exerce ação direta sobre a matéria. Ele encontra agentes dedicados em todos os graus da escala dos mundos. (O Livro dos Espíritos. Questão 536-b. Allan Kardec).

             A mitologia dos antigos se fundava inteiramente em idéias espíritas, com a única diferença de que consideravam os Espíritos como divindades. Representavam esses deuses ou esses Espíritos com atribuições especiais. Assim, uns eram encarregados dos ventos, outros do raio, outros de presidir ao fenômeno da vegetação, etc. Semelhante crença é totalmente destituída de fundamento?

            Tão pouco destituída é de fundamento, que ainda está muito aquém da verdade.

             Poderá então haver Espíritos que habitem o interior da Terra e presidam aos fenômenos geológicos?

            Tais Espíritos não habitam positivamente a Terra. Presidem aos fenômenos e os dirigem de acordo com as atribuições que têm. Dia virá em que recebereis a explicação de todos esses fenômenos e os compreendereis melhor. ( O Livro dos Espíritos. Questão 537 e 537-a. Allan Kardec)

             Formam categoria especial no mundo espírita os Espíritos que presidem aos fenômenos da Natureza? Serão seres à parte, ou Espíritos que foram encarnados como nós?

            Que foram ou que o serão.

            Pertencem esses Espíritos às ordens superiores ou às inferiores da hierarquia espírita?

            Isso é conforme seja mais ou menos material, mais ou menos inteligente o papel que desempenhem. Uns mandam, outros executam. Os que executam coisas materiais são sempre de ordem inferior, assim entre os Espíritos, como entre os homens. (O Livro dos Espíritos. Questão 538. 538-a. Allan Kardec).

             Compreendemos que os Espíritos superiores não se ocupam com coisas que estão abaixo deles; mas nos perguntamos se, por serem mais desmaterializados, teriam o poder de o fazer, caso quisessem.

            Eles têm a força moral, como os outros têm a força física. Quando têm necessidade dessa força, servem-se daqueles que a possuem. Não vos foi dito que eles se servem dos Espíritos inferiores como fazeis com os carregadores?

            Nota. Foi dito que a densidade do perispírito, se assim se pode dizer, varia de acordo com o estado dos mundos; parece que também varia no mesmo mundo de acordo com os indivíduos. Nos Espíritos avançados moralmente, é mais sutil e se aproxima da dos Espíritos elevados. Nos Espíritos inferiores, ao contrário, se aproxima da matéria, e é o que faz com que os Espíritos de condições inferiores conservem por muito tempo as ilusões da vida terrestre; pensam e agem como se ainda estivessem vivos; possuem os mesmos desejos e se poderia dizer a mesma sensualidade. Essa grosseria do perispírito, que estabelece maior afinidade com a matéria, torna os Espíritos inferiores mais aptos às manifestações físicas. É pela mesma razão que um homem de educação refinada, habituado aos trabalhos da inteligência, de corpo frágil e delicado, não tem força para suportar um fardo pesado como um carregador. A matéria física para ele é de alguma maneira menos compacta, e os órgãos, menos resistentes; possui menos fluido nervoso. O perispírito é para o Espírito o que o corpo é para o homem, e sua densidade está na razão da inferioridade do Espírito. Tal densidade supre nele a força muscular, ou seja, lhe dá, sobre os fluidos necessários às manifestações, um poder e uma facilidade de manifestações maiores do que àqueles cuja natureza é mais etérea. Se um Espírito elevado precisar ou quiser produzir esses efeitos, fará como fazem, entre nós, as pessoas delicadas: encarregará um Espírito do ofício, um Espírito apto para isso. (O Livro dos Médiuns. Segunda parte. Cap. 4. Item 74. Questão 12. Allan Kardec).

             A produção de certos fenômenos, das tempestades, por exemplo, é obra de um só Espírito, ou muitos se reúnem, formando grandes massas, para produzi-los?

            Reúnem-se em massas inumeráveis. (O Livro dos Espíritos. Questão 539. Allan Kardec).

             Os Espíritos que exercem ação nos fenômenos da Natureza operam com conhecimento de causa, usando do livre-arbítrio, ou por efeito de instintivo ou irrefletido impulso?

            Uns sim, outros não. Estabeleçamos uma comparação. Considera essas miríades de animais que, pouco a pouco, fazem emergir do mar ilhas e arquipélagos. Julgas que não há aí um fim providencial e que essa transformação da superfície do globo não seja necessária à harmonia geral? Entretanto, são animais de ínfima ordem que executam essas obras, provendo às suas necessidades e sem suspeitarem de que são instrumentos de Deus. Pois bem, do mesmo modo, os Espíritos mais atrasados oferecem utilidade ao conjunto. Enquanto se ensaiam para a vida, antes que tenham plena consciência de seus atos e estejam no gozo pleno do livre-arbítrio, atuam em certos fenômenos, de que inconscientemente se constituem os agentes. Primeiramente, executam. Mais tarde, quando suas inteligências já houverem alcançado um certo desenvolvimento, ordenarão e dirigirão as coisas do mundo material. Depois, poderão dirigir as do mundo moral. É assim que tudo serve, que tudo se encadeia na Natureza, desde o átomo primitivo até o arcanjo, que também começou por ser átomo. Admirável lei de harmonia, que o vosso acanhado espírito ainda não pode apreender em seu conjunto!( O Livro dos Espíritos. Questão 540. Allan Kardec)

            No livro "Libertação", André Luiz relata incursão a zonas inferiores, quando então o Instrutor Gúbio esclarece:

            ''Estamos numa colônia purgatorial de vasta expressão. Quem não cumpre aqui dolorosa peni­tência regenerativa, pode ser considerado inteligên­cia sub-humana. Milhares de criaturas, utilizadas nos serviços mais rudes da natureza, movimen­tam-se nestes sítios em posição infraterrestre. A ignorância, por ora, não lhes confere a glória da responsabilidade. Em desenvolvimento de tendên­cias dignas, candidatam-se à humanidade que co­nhecemos na Crosta. Situam-se entre o raciocínio fragmentário do macacóide e a idéia simples do homem primitivo na floresta. Afeiçoam-se a per­sonalidades encarnadas ou obedecem, cegamente, aos espíritos prepotentes que dominam em paisa­gens como esta. Guardam, enfim, a ingenuidade do selvagem e a fidelidade do cão. O contacto com certos indivíduos inclina-os ao bem ou ao mal e somos responsabilizados pelas Forças Superiores que nos governam, quanto ao tipo de influência que exercermos sobre a mente infantil de seme­lhantes criaturas.'' (Libertação. Cap. 4. Espírito André Luiz. Psicografado por Chico Xavier).

            Na Revista Espírita de 1859,foi feita a evocação do Espírito de um oficial do exército da Itália que afirma que a tempestade na batalha de Solferino teve um objetivo providencial:

             Uma tempestade violenta desabou no fim da batalha de Solferino. Foi por uma circunstância fortuita ou por um desígnio providencial?

            Resp. – Toda circunstância fortuita resulta da vontade de Deus.

             Essa tempestade tinha um objetivo? Qual seria?

            Resp. – Sim, por certo: fazer cessar o combate.

             Foi provocado no interesse de uma das partes beligerantes? Qual?

            Resp. – Sim; sobretudo para os nossos inimigos.

            – Por que isso? Poderíeis explicar mais claramente?

            Resp. – Perguntais-me por quê? Acaso ignorais que, sem essa tempestade, nossa artilharia não teria deixado escapar um só austríaco?

             Se tal tempestade foi provocada, deve ter tido agentes. Quais eram esses agentes?

            Resp. – A eletricidade.

            . É o agente material. Mas haverá Espíritos que tenham por tarefa conduzir os elementos?

            Resp. – Não; a vontade de Deus é suficiente. Ele não necessita de ajudantes tão elementares. (Revista Espírita. Setembro 1859. Conversas Familiares de Além-Túmulo. Um oficial do exército da Itália. Questões 12 a 16. Allan Kardec)

            Posteriormente, outro Espírito traz os seguintes esclarecimentos:

             [A Fr. Arago] – Disseram-nos que a tempestade de Solferino tivera um objetivo providencial e nos assinalaram vários fatos desse gênero, especialmente em fevereiro e junho de 1848. Durante os combates tinham essas tempestades um fim análogo?

            Resp. – Quase todas.

             Interrogado a respeito, disse-nos o Espírito que em tal circunstância só Deus agia, sem intermediários. Permiti-nos algumas perguntas relativas ao assunto, que vos pedimos sejam resolvidas com a vossa clareza habitual. Concebemos perfeitamente que a vontade de Deus seja a causa primeira, nisto como em tudo; porém, sabendo que os Espíritos exercem ação sobre a matéria e que são os agentes da vontade de Deus, perguntamos se alguns dentre eles não exercerão certa influência sobre os elementos para os agitar, acalmar ou dirigir?

             Resp. – Mas evidentemente. Nem poderia ser de outro modo. Deus não exerce ação direta sobre a matéria. Ele encontra agentes dedicados em todos os graus da escala dos mundos. O Espírito evocado assim se expressou por ter um conhecimento menos perfeito dessas leis, assim como das leis da guerra. (Revista Espírita. Setembro de 1859. Tempestades - Papel dos Espíritos nos fenômenos naturais. Questões 1 e 2. Allan Kardec).

            As chamadas forças cegas da natureza não existem. Em todos os departamentos que regulam a vida na face da terra, depararemos sempre com cooperadores espirituais. Falanges de espíritos em evolução trabalham ativamente, zelando pela manutenção dos reinos da natureza: o mineral, o vegetal e o animal. Os fenômenos atmosféricos também são presididos por plêiades de espíritos, sob orientação superior, encarregados de manterem o

equilíbrio planetário.

            Nem sempre compreendemos o porquê dos fenômenos, que muitas vezes causam verdadeiras calamidades em determinadas regiões do mundo. Mas o Espiritismo nos ensina que não há efeito sem causa. Por conseguinte, os fenômenos tais como: tempestades, terremotos, maremotos, inundações, são orientados por entidades espirituais, em obediência a desígnios divinos, visando o apressamento da evolução não só do planeta, como também das populações atingidas. (O Evangelho dos Humildes. Jesus apazigua a tempestade. Eliseu Rigonatti)

             Os que sucumbem, vitimados por eles, são os que escolheram ou se viram obrigados a passar pela prova de terminarem dessa maneira a existência terrena. É o que igualmente se dá com os que perecem nos incêndios, nos terremotos, pela peste, pela fome, pela guerra, etc., visto que nada se dá por obra do acaso; que tudo tem uma justa razão de ser. A pena de talião, como já tive­mos ensejo de mostrar, é uma realidade, do ponto de vista espiritual, para os Espíritos culpados, os quais, amiúde, sentem a necessidade de passar por aquilo que  fizeram a outros e então encarnam nas condições apro­priadas à satisfação dessa necessidade.

            O certo é que tudo segue marcha regular, estabe­lecida pela onisciência divina, concorrendo tudo para um contínuo progresso, assim de ordem física, como de or­dem intelectual e moral. Tudo, pois, em a Natureza, é preparado e conduzido pela ação de Espíritos prepos­tos à execução dos sábios desígnios de Deus, exercendo-se essa ação de conformidade com as leis naturais e imutá­veis que o Supremo legislador do Universo pôs, desde toda a eternidade.

           Com o conhecimento perfeito de todas essas leis e com o poder, por assim dizer, divino que possui, em rela­ção ao nosso planeta, a vontade potentíssima de Jesus, o mais graduado daqueles Espíritos, era e foi bastante, para fazer que a tempestade cessasse, o tempo se tornasse de novo calmo e sereno o mar.

            Também o homem operará um dia fatos desses, que aos seus olhos ainda assumem as proporções de verda­deiros prodígios, porque grande nele só há o orgulho, causador único da sua extrema fraqueza. Operá-los-á quando, pela elevação dos sentimentos, pelo progresso espiritual, se tornar senhor da ciência do Magnetismo e capaz de praticá-la, sob a influência e o auxílio espí­ritas, determinando, pelas combinações fluídicas, a atração magnética e todos os demais efeitos decorrentes da­quele agente universal. Assim, dia virá em que todos os fatos que presentemente ainda nos maravilham e as­sombram se nos tornarão familiares. Tal se dará quan­do houvermos chegado a um alto grau de pureza moral. Ë esta uma verdade, cujo fundamento integral se encon­tra nas seguintes palavras do divino Mestre: Fareis as obras que eu faço e fareis outras ainda maiores. (João, 14:12) (Elucidações Evangélicas. Cap. 49. Antônio Luiz Sayão)

            No livro '' A Gênese'', Allan Kardec afirma: ''Ainda não conhecemos bastante os segredos da Natureza para dizer se há ou não inteligências ocultas presidindo à ação dos elementos. Na hipótese de haver, o fenômeno em questão poderia ter resultado de um ato de autoridade sobre essas inteligências e provaria um poder que a nenhum homem é dado exercer. Como quer que seja, o fato de estar Jesus a dormir tranqüilamente, durante a tempestade, atesta de sua parte uma segurança que se pode explicar pela circunstância de que seu Espírito via não haver perigo nenhum e que a tempestade ia amainar.'' (A Gênese. Cap. 15. Item 46. Allan Kardec)

            Todavia, de cada trecho do Evangelho podemos tirar proveitosos ensinamentos morais. O espírito, quando se entrega às paixões terrenas, desencadeia em seu íntimo terrível tempestade moral: a ambição o perturba, o ódio o maltrata, os vícios o escravizam, o orgulho o sufoca, seu coração se torna um mar tempestuoso. Para aplacar semelhantes tempestades da alma, o recurso é invocar a proteção de Jesus, e conformar-se com seus ensinamentos. E a consciência que se debatia qual mar encapelado e revolto, começa a abrandar, e suave paz assenhoreia-se do coração. E depois, com o coração sereno e a consciência tranqüila, o espírito regenerado exclama satisfeito: “Verdadeiramente Jesus aplaca as tempestades.” (O Evangelho dos Humildes. Jesus apazigua a tempestade. Eliseu Rigonatti).

            Ensina, também, esta passagem, que com a fé em Jesus podemos, se lhe rogarmos, obter a calma nas tempestades da vida. (Parábolas e ensinos de Jesus. A tempestade acalmada. Cairbar Schutel)

            Jesus tinha e tem poder sobre as tempestades da Natureza, muitas vezes provocadas por seres espirituais.

            Também se preocupava com as tempestades do coração, esses tormentos que envilecem o ser humano e o levam a situações lamentáveis.

            No lago ou mar da Galileia fora-lhe fácil aplacar as fúrias, ordenando aos seus agentes que as fizessem cessar, o que logo aconteceu.

            Para as tormentas do coração propôs inúmeras diretrizes de segurança moral capazes de superá-las. Nenhuma, porém, mais expressiva e difícil do que essa que se encontra na Lei de Amor, propondo o mergulho nas águas agitadas dos sentimentos primários para deles o indivíduo libertar-se, adquirindo paz.

            Ofereceu, igualmente, o equipamento apropriado para a imersão no abismo de si mesmo, que é o escafandro do esforço pessoal.

            É muito fácil a vitória externa, aquela que diz respeito à relação com os outros, nada obstante o audacioso empenho para descobrir as imperfeições e trabalhá-lhas, eis o desafio que todos enfrentam.

            O Seu propósito tem sido, desde aqueles já algo remotos tempos, a conquista da paz do coração.

            Enquanto as boninas medravam adornando a relva abundante, com a Natureza em exuberância de luz e de estesia, o canto do Evangelho soava aos ouvidos das multidões atormentadas, enternecendo-as.

            Ouviam-no, todos aqueles que O seguiam, mas não entendiam, mantendo os hábitos mentais e morais viciosos, isto porque não queriam compreender. Encontravam-se sobrecarregados das paixões primitivas: doenças físicas, transtornos emocionais e distúrbios mentais.

            A miséria econômica e a falta de objetivos relevantes jugulavam-nos às mesquinhezes, nos combates exaustivos dos vícios e da degradação...

            Ele oferecia a cura da alma para sempre, e todos optavam pela recuperação do corpo, mesmo que sofrendo o retorno das enfermidades dilaceradoras cujas causas encontravam-se no ser profundo.

            Ele amava e sacrificava-se, ensinando a libertação do Mal através da transformação moral; no entanto, os que O buscavam prosseguiam na luta para manter-se na ilusão tormentosa do cotidiano.

            Ele era a luz que podia anular a treva interior da ignorância, porém as massas infelizes sedentas de prazer, beneficiavam-se um pouco e logo atiravam-se nos calabouços da demorada prisão em que se compraziam, povoada de crimes.

            Ele propunha a paz, e quase todos esperavam a guerra contra os outros, olvidando os inimigos reais que se encontram no seu mundo íntimo.

            Apesar disso, Ele prosseguiu estoico e perseverante até o momento da morte infamante, procurando aplacar as tempestades dos corações... (Vivendo com Jesus. Cap. 27. Espírito Amélia Rodrigues. Divaldo P. Franco).

             

Bibliografia:

- O Livro dos Espíritos. Questões 536, 536-a, 536-b, 537, 538, 538-a, 539, 540 e 737. Allan Kardec.

- O Livro dos Médiuns. Segunda parte. Cap. 4. Item 74. Questão 12. Allan Kardec.

- Libertação. Cap. 4. Espírito André Luiz. Psicografado por Chico Xavier.

- Revista Espírita. Setembro de 1859. Conversas Familiares de Além-Túmulo. Um oficial do exército da Itália. Questões 12 a 16 / Tempestades - Papel dos Espíritos nos fenômenos naturais. Questões 1 e 2. Allan Kardec.

- O Evangelho dos Humildes. Jesus apazigua a tempestade. Eliseu Rigonatti.

- Elucidações Evangélicas. Cap. 49. Antônio Luiz Sayão.

-Bíblia: João, 14:12.

- A Gênese. Cap. 15. Item 46. Allan Kardec.

- Parábolas e ensinos de Jesus. A tempestade acalmada. Cairbar Schutel.

- Vivendo com Jesus. Cap. 27. Espírito Amélia Rodrigues. Divaldo P. Franco.