Aula 14 - Esquecimento do Passado *

Ciclo 2 - História: Porque ser criança -  Atividade: LE - L2 - Cap. 4 - 9 - Ideias Inatas ou/ e ESE - Cap. 5 - 4 - Esquecimento do Passado.

Ciclo 3 - História: Há uma vida futura? -  Atividade: LE - L2 - Cap. 7 - 8 - Esquecimento do Passado

 

Biografia: Ian Stevenson.

Dinâmica:  Esquecimento do Passado .

Mensagens Espíritas: Esquecimento do Passado.

Sugestão de livro infantil: A volta de Mariana. Cecília Rocha. Editora Feb.

 

Leitura da Bíblia: João - Capítulo 1


1.19   E este é o testemunho de João, quando os judeus mandaram de Jerusalém sacerdotes e levitas para que lhe perguntassem: Quem és tu?


1.20   E confessou e não negou; confessou: Eu não sou o Cristo.


1.21   E perguntaram-lhe: Então, quem és, pois? És tu Elias? E disse: Não sou. És tu o profeta? E respondeu: Não.


1.22   Disseram-lhe, pois: Quem és, para que demos resposta àqueles que nos enviaram? Que dizes de ti mesmo?


1.23   Disse: Eu sou a voz do que clama no deserto: Endireitai o caminho do Senhor, como disse o profeta Isaías.


Capítulo 3


3.28   Vós mesmos sois testemunhas de que vos disse: eu não sou o Cristo, mas fui enviado como seu precursor.


 

Mateus- Capítulo 17


17.10   E os seus discípulos o interrogaram, dizendo: Por que dizem, então, os escribas que é mister que Elias venha primeiro?


17.11   E Jesus, respondendo, disse-lhes: Em verdade Elias virá primeiro e restaurará todas as coisas.


17.12   Mas digo-vos que Elias já veio, e não o conheceram, mas fizeram-lhe tudo o que quiseram. Assim farão eles também padecer o Filho do Homem.


17.13   Então, entenderam os discípulos que lhes falara de João Batista.


 

Tópicos a serem abordados:

- Nós já reencarnamos várias vezes, tivemos diversas experiências, mas quando encarnamos não nos lembramos das existências passadas. Deus  quis que fosse assim em sua sabedoria, pois Ele sabe o que é melhor para nós.

- A lembrança do passado poderia nos trazer graves problemas, pois geralmente o Espírito renasce no mesmo meio em que já viveu, ou seja, renasce com as mesmas pessoas que já conviveu em outras vidas, a fim de reparar o mal que tenha feito. Imagine, por exemplo, como você se sentiria se soubesse que maltratou o seu irmão em outra existência? Não se sentiria humilhado na sua presença? Não ficaria imaginando que ele quereria vingança?   Como se sentiria, sabendo que já foi rainha um dia, no momento que está limpando a sua casa? Será que aceitaria? Isto ajudaria ou atrapalharia?

- A lembrança do passado poderia, em alguns casos, nos humilhar muito, ou ainda aumentar o nosso orgulho e, por isso mesmo, dificultar nossas escolhas na vida atual. Em outros casos ocasionaria inevitável perturbação às relações sociais.

- Todo conhecimento que adquirimos nas vidas passadas não se perdem, ficam gravados na nossa consciência (memória espiritual). No cérebro do nosso perispírito (corpo espiritual), ficam arquivadas (gravadas como num vídeo) todas as nossas experiências  e os menores fatos da vida. 

- No entanto, é possível que tenhamos algumas  vagas lembranças do nosso passado, chamadas de idéias inatas. São idéias que se conservaram no estado de intuição, para servirem de base para adquirir novos conhecimentos. Sem isso, o Espírito teria sempre que recomeçar. Percebe-se, claramente, essas idéias inatas em certas crianças que possuem talentos extraordinários, para cálculos, música, desenho etc...

- Fato muito comum também, é encontrarmos crianças que se lembraram de uma vida anterior. O Dr. Ian Stevenson (1918 - 2007), norte-americano, dedicou mais de 40 anos de sua vida pesquisando casos de reencarnação de crianças que se lembraram espontaneamente de outras vidas, tendo catalogado mais de 2.600 casos. Essas crianças, em determinado período de vida, passaram a dizer que eram outras pessoas que haviam vivido em outros lugares, dando inúmeros detalhes, que foram, posteriormente, por ele confirmados .

- Esse esquecimento do passado acontece apenas durante a vida corpórea. Durante o sono ou quando retorna à vida espiritual, após a morte, o Espírito pode readquirir a lembrança do passado de maneira mais nítida (clara).

- Quanto mais evoluído é o Espírito, à medida que o corpo se torna menos material, com mais exatidão  se lembra do seu passado.

-  Jesus afirmou que João Batista era o profeta Elias reencarnado, pois sendo um Espírito puro, poderia conhecer o seu passado. No entanto, João Batista não  afirmou que tenha sido ele, talvez por uma questão de humildade ou provavelmente devido ao esquecimento do seu passado (2).

- Os Espíritos superiores, espontaneamente, podem nos revelar o passado, com um fim útil, jamais para satisfazer a curiosidade. No entanto, se quisermos saber sobre o nosso passado, basta analisarmos o que somos pelas nossas tendências atuais.  

- O esquecimento dos erros praticados não constitui obstáculo à melhoria do Espírito, porque por meio da intuição, a voz da consciência que nos fala, auxiliada pelos Espíritos protetores (através da inspiração), nos dá a idéia  para resistir as tentações do mal.

 

Comentário (1): Artigo: Reencarnação e as pesquisas científicas. Paulo da silva neto sobrinho, Março, 2006. (2): Artigo: João Batista foi Elias reencarnado? Benedito da Gama Monteiro. Revista Reformador - Abril 1995.

 

Perguntas para fixação:

1. Por que durante a reencarnação nós nos esquecemos do passado?

2. Se lembrássemos que maltratamos o nosso irmão, em outra vida, como poderíamos nos sentir?

3. O que aprendemos em outras vidas fica perdido?

4. Onde fica gravado as experiências das vidas anteriores?

5. Qual é o nome dado a vaga lembrança que podemos ter do nosso passado, por meio da intuição?

6. Em que momentos podemos relembrar do nosso passado de maneira mais clara?

7. Qual é o nome do médico que estudou vários casos de crianças que se recordaram da sua vida passada?

8. Com qual objetivo os Espíritos Superiores podem revelar o nosso passado?

9. Quem foi a reencarnação de Elias?

10. Como podemos ter uma idéia do que fomos nas vidas anteriores, sem se lembrar do passado?

 

Subsídio para o Evangelizador:

            Por que perde o Espírito encarnado a lembrança do seu passado?

            Não pode o homem, nem deve, saber tudo. Deus assim o quer em Sua sabedoria. Sem o véu que lhe oculta certas coisas, ficaria ofuscado, como quem, sem transição, saísse do escuro para o claro. Esquecido de seu passado ele é mais senhor de si. (O Livro dos Espíritos. Questão 392. Allan Kardec).

         É sem razão que se aponta o fato de o Espírito não se lembrar das suas vidas anteriores como um obstáculo para que ele possa tirar proveito das experiências que nelas viveu. Se Deus julgou conveniente lançar um véu sobre o passado, é porque isso deve ser útil. De fato, essa lembrança provocaria inconvenientes muito graves; poderia, em alguns casos, nos humilhar muito, ou ainda excitar nosso orgulho e, por isso mesmo, dificultar nosso livre-arbítrio. Em outros casos ocasionaria inevitável perturbação às relações sociais.

         Muitas vezes, o Espírito renasce no mesmo meio em que já viveu e se encontra relacionado com as mesmas pessoas, a fim de reparar o mal que lhes tenha feito. Se reconhecesse nelas as que odiou, talvez seu ódio se revelasse outra vez, e sempre se sentiria humilhado diante daqueles que tivesse ofendido. ( O Evangelho Segundo o Espiritismo. Cap. 5. Item 11. Allan Kardec).

         O Espírito encarnado conserva algum traço das percepções que teve e dos conhecimentos que adquiriu em suas existências anteriores?

          Ele possui uma vaga lembrança, que lhe dá o que se chama de idéias inatas. (O Livro dos Espíritos. Questão 218. Allan Kardec).

         As idéias inatas são o resultado dos conhecimentos adquiridos nas existências anteriores, são idéias que se conservaram no estado de intuição, para servirem de base à aquisição de outras novas ( O que é o Espiritismo. Cap. 3. item 118. Allan Kardec).

            A teoria das idéias inatas não é, portanto, uma fantasia?

          Não, os conhecimentos adquiridos em cada existência não se perdem. O Espírito, liberto da matéria, sempre os conserva. Durante a encarnação, pode esquecê-los em parte, momentaneamente, mas a intuição que conserva deles o ajuda em seu adiantamento. Sem isso, teria sempre que recomeçar. A cada nova existência, o Espírito parte de onde estava na existência anterior (O Livro dos Espíritos. Questão 218 - A. Allan Kardec).

         O perispírito é o veículo das nossas emoções. O Espírito pensa , o perispírito transmite o impulso, o corpo físico executa. (...) É nele que se gravam, como num “video tape”,as nossas experiências, com suas imagens, sons e emoções. Isto se demonstra no processo de regressão da memória, espontâneo ou provocado, no qual vamos descobrir, com todo o seu impacto, cenas e emoções que pareciam diluídas pelos milênios. É ele, pois, a nossa ficha de identidade,com o registro intacto da vida pregressa, a nossa folha corrida o nosso prontuário ( Diálogo com as sombras. Cap. 12. Hermínio C. Miranda).

            O Espírito André Luiz relata que o passado, está arquivado na nossa casa mental:''No sistema nervoso, temos o cérebro ini­cial, repositório dos movimentos instintivos e sede das atividades subconscientes; figuremo-lo como sendo o porão da individualidade, onde arquiva­mos todas as experiências e registramos os meno­res fatos da vida''. (No Mundo Maior. Cap. 3. Espírito André Luiz. Psicografado por Chico Xavier).

               Trazemos na própria consciência (1) o arquivo indelével dos nossos erros (Obreiros da vida Eterna. Cap. 7. Espírito André Luiz. Psicografado por Chico Xavier).

            Qual a origem das faculdades extraordinárias dos indivíduos que, sem

estudo prévio, parecem ter a intuição de certos conhecimentos, o das línguas, do cálculo,etc.?

            Lembrança do passado; progresso anterior da alma, mas de que ela não tem consciência. Donde queres que venham tais conhecimentos? O corpo muda, o Espírito, porém, não muda, embora troque de roupagem. (O Livro dos Espíritos. Questão 219. Allan Kardec)

            Ian Stevenson ( Canadá, 1918 - 2007), fundador da moderna pesquisa científica a respeito da reencarnação,  ficou conhecido por recolher e analisar meticulosamente casos de crianças as quais pareciam lembrar de vidas passadas sem o auxílio da hipnose. As crianças estudadas normalmente se lembravam de suas experiências passadas entre os dois e os seus quatro anos de idade, mas pareciam esquecê-las por volta dos sete ou oito anos. (http://pt.wikipedia.org/wiki/Ian_Stevenson).

            Até aos sete anos, o Espírito ainda se encontra em fase de adaptação para a nova existência que lhe compete no mundo. Nessa idade, ainda não existe uma integração perfeita entre ele e a matéria orgânica. Suas recordações do plano espiritual são, por isso, mais vivas ... (O consolador. Espírito Emmanuel. Questão 109. Psicografado por Chico Xavier).

         Ao mudar de corpo, podem-se perder alguns talentos intelectuais, não mais ter, por exemplo, o gosto pelas artes?

          Sim, se desonrou esse talento ou se fez dele um mau uso. Uma capacidade intelectual pode, além do mais, permanecer adormecida numa existência, porque o Espírito veio para exercitar uma outra que não tem relação com ela. Então, qualquer talento pode permanecer em estado latente para ressurgir mais tarde. (O Livro dos Espíritos. Questão 220. Allan Kardec)

         O esquecimento das faltas praticadas não constitui obstáculo à melhoria do Espírito, porquanto, se é certo que este não se lembra delas com precisão, não menos certo é que a circunstância de as ter conhecido na erraticidade e de haver desejado repará-las o guia por intuição e lhe dá a idéia de resistir ao mal, idéia que é a voz da consciência, tendo a secundá-la os Espíritos superiores que o assistem, se atende às boas inspirações que lhe dão (Vide: O Livro dos Espíritos. Questão 393. Allan Kardec).

            O homem não conhece os atos que praticou em suas existências pretéritas, mas pode sempre saber qual o gênero das faltas de que se tornou culpado e qual o cunho predominante do seu caráter. Bastará então julgar do que foi, não pelo que é, sim, pelas suas tendências. (O Livro dos Espíritos. Questão 399. Allan Kardec).

            Para o nosso aperfeiçoamento, Deus nos dá precisamente o que necessitamos e nos é suficiente: a voz da consciência e nossas tendências instintivas, e nos tira o que poderia prejudicar-nos.

            Além disso, esse esquecimento acontece apenas durante a vida corpórea. Ao voltar à vida espiritual, o Espírito readquire a lembrança do passado: trata-se apenas de uma interrupção temporária, tal como acontece na vida terrena, durante o sono, e que não nos impede de lembrar, no dia seguinte, o que fizemos na véspera e nos dias anteriores. Mas não é apenas depois da morte que o Espírito recobra a lembrança de seu passado. (O Evangelho Segundo o Espiritismo. Cap. 5. Item 11. Allan Kardec).

            O Espírito André Luiz, estando na casa da Senhora Laura, na colônia espiritual ''Nosso Lar'', fez o seguintes questionamentos sobre a lembrança do passado após a morte:

            ''- Senhora Laura - exclamei, interrompendo-a -, permita, por obséquio, um aparte. Perdoe a curiosidade; no entanto, até agora, ainda não pude conhecer mais detidamente o que se relaciona com o meu passado espiritual. Não estou isento dos laços físicos? Não atravessei o rio da morte? A senhora recordou o passado, logo após sua vinda, ou esperou o concurso do tempo?

            - Esperei-o - replicou, sorridente -; antes de tudo, é indispensável nos despojarmos das impressões físicas. As escamas da inferioridade são muito fortes. É preciso grande equilíbrio para podermos recordar, edificando. Em geral, todos temos erros clamorosos, nos ciclos da vida eterna. Quem lembra o crime cometido costuma considerar-se o mais desventurado do Universo; e quem recorda o crime de que foi vítima, considera-se em conta de infeliz, do mesmo modo. Portanto, somente a alma, muito segura de si, recebe tais atributos como realização espontânea. As demais são devidamente controladas no domínio das reminiscências, e, se tentam burlar esse dispositivo da lei, não raro tendem ao desequilíbrio e à loucura.

            - Mas a senhora recordou o passado de maneira natural? - perguntei.

            - Explico-me - respondeu bondosamente -; quando se me aclarou a visão interior, as lembranças vagas me causavam perturbações de vulto.

            Coincidiu que meu marido partilhava o mesmo estado dalma. Resolvemos ambos consultar o assistente Longobardo. Esse amigo, depois de minucioso exame das nossas impressões, nos encaminhou aos magnetizadores do Ministério do Esclarecimento. Recebidos com carinho, tivemos acesso em primeiro lugar à Seção do Arquivo, onde todos nós temos anotações particulares. Aconselharam-nos os técnicos daquele Ministério a ler nossas próprias memórias, durante dois anos, sem prejuízo de nossa tarefa do Auxílio, abrangendo o período de três séculos. O chefe do serviço de Recordações não nos permitiu a leitura de fases anteriores, declarando-nos incapazes de suportar as lembranças correspondentes a outras épocas.

            - E bastou a leitura para que se sentisse na posse das reminiscências? - atalhei, curioso.

            - Não. A leitura apenas informa. Depois de longo período de meditação para esclarecimento próprio, e como surpresas indescritíveis, fomos submetidos a determinadas operações psíquicas, a fim de penetrar os domínios emocionais das recordações. Os espíritos técnicos no assunto nos aplicaram passes no cérebro, despertando certas energias adormecidas... Ricardo e eu ficamos, então, senhores de trezentos anos de memória integral. Compreendemos, então, quão grande é ainda o nosso débito para com as organizações do planeta!...'' (Nosso Lar. Cap. 21. Continuando a palestra. Espírito André Luiz. Psicografado por Chico Xavier).   

            Algumas pessoas julgam ter vaga recordação de um passado desconhecido, que se lhes apresenta como a imagem fugitiva de um sonho, que em vão se tenta reter. Não há nisso simples ilusão?

            Algumas vezes, é uma impressão real; mas também, freqüentemente, não passa de mera ilusão, contra a qual precisa o homem por-se em guarda, porquanto pode ser efeito de superexcitada imaginação. (O Livro dos Espíritos. Questão 396. Allan Kardec).

            Podemos ter algumas revelações a respeito de nossas vidas anteriores? (Vide: O Livro dos Médiuns. 2a parte. Cap. 26. Item 290)

            Nem sempre. Contudo, muitos sabem o que foram e o que faziam. Se lhes permitisse dizê-lo abertamente, extraordinárias revelações fariam sobre o passado. ( O Livro dos Espíritos. Questão 395. Allan Kardec).

            Seria lícito investigarmos, com os Espíritos amigos, as nossas vidas passadas?Essas revelações, quando ocorrem, traduzem responsabilidade para os que as recebem?

            Se estais submersos em esquecimento temporário, esse olvido é indispensável à valorização de vossas iniciativas. Não deveis provocar esse gênero de revelações, porquanto os amigos espirituais conhecem melhores as vossas necessidades e poderão provê-las em tempo oportuno, sem quebrar o preceito da espontaneidade exigida para esse fim.

            O conhecimento do pretérito, através das revelações ou das lembranças, chega sempre que a criatura se faz credora de um benefício como esse, o qual se faz acompanhar, por sua vez, de responsabilidades muito grandes no plano do conhecimento; tanto assim que, para muitos, essas reminiscências costumam constituir um privilégio doloroso, no ambiente das inquietações e ilusões da Terra. (O Consolador. Questão 370. Espírito Emmanuel. Psicografada por Chico Xavier).

            Esta revelação, porém, só os Espíritos superiores espontaneamente lhe fazem, com um fim útil, nunca para satisfazer a vã curiosidade.            (O Livro dos Espíritos. Questão 399. Allan Kardec).

            Diante das ocorrências do déjà-vu (2), os remanescentes reencarnacionistas estabelecem parâmetros sutis de lembran­ças que retornam à consciência atual como lampejos e cli­chês de evocações, ressumando dos conteúdos da inconsci­ência — ou da memória extracerebral, do perispírito — ofere­cendo possibilidades de identificação de pessoas, aconteci­mentos, lugares e narrativas já vividos, já conhecidos, antes experimentados... (Vide: Emmanuel. Cap. 14. Psicografado por Chico Xavier ). Desfilam, então, os fenômenos psicológi­cos das simpatias e das antipatias, dos amores alucinantes e dos ódios devoradores, que ressurgem dos arquivos da me­mória anterior ante o estímulo externo de qualquer natureza, que os desencadeiam, tais: um encontro ou reencontro; uma associação de idéias — a atual revelando a passada — uma dis­sensão ou um diálogo; qualquer elemento que constitua pon­te de ligação entre o hoje e o ontem (O homem integral. Cap. 39. Espírito Joanna de Ângelis. Psicografada por Divaldo Pereira Franco).

            É cada vez mais empregada a TVP - Terapia de Vidas Passadas no sentido de ajudar às pessoas. O psiquiatra leva, por hipnose ou relaxamento, o paciente às vidas anteriores, em busca da causa que deu origem ao problema vivencial desse paciente, já que não foi encontrada nesta existência. Por exemplo: uma pessoa tem um medo tremendo de água, após a regressão descobre-se que, em uma existência anterior, ela morreu afogada, e quando volta da regressão, se liberta do medo, parecendo que ao reviver o problema o seu trauma também passa a ficar só no passado. (Artigo: Reencarnação e as pesquisas científicas. Paulo da silva neto sobrinho, Março, 2006).

             Nas existências corpóreas de natureza mais elevada do que a nossa, é mais clara a lembrança das anteriores?

            Sim, à medida que o corpo se torna menos material, com mais exatidão o homem se lembra do seu passado. Esta lembrança, os que habitam os mundos de ordem superior a têm mais nítida. (O Livro dos Espíritos. Questão 397. Allan Kardec).

         É a uma lembrança retrospectiva que o homem deve, mesmo no estado selvagem, o sentimento instintivo da existência de Deus e o pressentimento da vida futura?

          É uma lembrança que conservou do que sabia como Espírito antes de encarnar; mas o orgulho muitas vezes sufoca esse sentimento. (O Livro dos Espíritos. Questão 221. Allan Kardec)

 

Observação (1): A consciência é um pensamento íntimo, que pertence ao homem, como todos os  outros pensamentos (O Livro dos Espíritos. Questão 835. Allan Kardec / Vide: O que é o Espiritismo. Cap. 3. Questão 127. Allan Kardec).

 

Observação (2): Déjà vu é uma reação psicológica fazendo com que sejam transmitidas ideias de que já se esteve naquele lugar antes, já se viu aquelas pessoas, ou outro elemento externo . O termo é uma expressão da língua francesa que significa, literalmente, "Já visto" .

(http://pt.wikipedia.org/wiki/D%C3%A9j%C3%A0_vu).       

 

Bibliografia:

- O Livro dos Espíritos. Questões:218, 219, 220, 221, 392, 393, 395, 396, 397, 399, 835. Allan Kardec.

- O Evangelho Segundo o Espiritismo. Cap. 5. Item 11. Allan Kardec.

- O que é o Espiritismo. Cap. 3. item 118. Allan Kardec.

- O Livro dos Médiuns. 2a parte. Cap. 26. Item 290.

- Diálogo com as sombras. Cap. 12. Hermínio C. Miranda.

- No Mundo Maior. Cap. 3. Espírito André Luiz. Psicografado por Chico Xavier.

- Obreiros da vida Eterna. Cap. 7. Espírito André Luiz. Psicografado por Chico Xavier.

- Nosso Lar. Cap. 21. Continuando a palestra. Espírito André Luiz. Psicografado por Chico Xavier.

- O consolador. Espírito Emmanuel. Questões: 109 e 370. Psicografado por Chico Xavier.

- Emmanuel. Cap. 14. Psicografado por Chico Xavier.

- O homem integral. Cap. 39. Espírito Joanna de Ângelis. Psicografada por Divaldo Pereira Franco.

- Artigo: Reencarnação e as pesquisas científicas. Paulo da silva neto sobrinho, Março, 2006.

- Sites: http://pt.wikipedia.org/wiki/Ian_Stevenson; http://pt.wikipedia.org/wiki/D%C3%A9j%C3%A0_vu. Data da consulta: 25/07/14.