Você e os outros

Cap. XIII – Item 9

Amigo, atendamos ao apelo da fraternidade.

Abra a própria alma às manifestações generosas para com todos os seres, sem trancar-se na torre das falsas situações perante o mundo.

A pretexto de viver com dignidade, não caminhe indiferente ao passo dos semelhantes.

Busque relacionar-se com as pessoas de todos os níveis sociais, tendo amigos além das fronteiras do lar, da fé religiosa e da profissão.

Evite a circunspecção constante e a tristeza sistemática que geram a frieza e sufocam a simpatia.

Não menospreze a pessoa mal vestida nem a pessoa bemposta.

Não crie exceções na gentileza para com o companheiro menos experiente ou menos educado, nem humilhe aquele que

atenta contra a gramática.

Não deixe correr meses sem visitar e falar aos irmãos menos favorecidos, ignorando a dor que acaso exista.

Não condicione as relações com os outros ao paletó e à gravata, às unhas esmaltadas ou aos sapatos brilhantes que

possam mostrar.

Não se escravize ao título convencional e nem exagere as exigências da sua posição em sociedade.

Dê atenção a quem lha peça, sem criar empecilhos.

Trave conhecimento com os vizinhos, sem qualquer solenidade.

Faça amizade desinteressadamente.

Aceite o favor espontâneo e preste serviço também sem pensar em remuneração.

Ninguém pode fugir à convivência da Humanidade.

Saiba, pois, viver com todos para que o orgulho não lhe solape o equilíbrio.

Quem se encastela no próprio espírito é assim como o poço de água parada que envenena a si mesmo.

Seja comunicativo.

Sorria à criança.

Cumprimente o velhinho.

Converse com o doente.

Liberte o próprio coração, destruindo as barreiras de conhecimento e fé, título e tradição, vestimenta e classe social, existentes entre você e as criaturas, e a felicidade que você fizer para os outros será luz da felicidade sempre maior brilhando em você.

(Livro: O Espírito de verdade. Espírito André Luiz. Psicografado por Chico Xavier)