TODOS OS ESPÍRITOS CONHECEM OS NOSSOS PENSAMENTOS MAIS SECRETOS?

Veja a resposta dos Espíritos Superiores para uma pergunta semelhante em "O Livro dos Espíritos ":

Podem os Espíritos conhecer os nossos mais secretos pensamentos?

"Muitas vezes chegam a conhecer o que desejaríeis ocultar de vós mesmos. Nem atos, nem pensamentos se lhes podem dissimular."

a) - Assim, mais fácil nos seria ocultar de uma pessoa viva qualquer coisa, do que a esconder dessa mesma pessoa depois de morta?

"Certamente. Quando vos julgais muito ocultos, é comum terdes ao vosso lado uma multidão de Espíritos que vos observam." (O Livro dos Espíritos. Questão 457. Allan Kardec)

Em Hebreus 12:1, já estava escrito: 

"Portanto, também nós, uma vez que estamos rodeados por tão grande NUVEM DE TESTEMUNHAS, livremo-nos de tudo o que nos atrapalha e do pecado que nos envolve e corramos com perseverança a corrida que nos é proposta."

Na Revista Espírita de Junho de 1868, contém informações de como funciona a transmissão e percepção do pensamento pelos Espíritos, esclarecendo da seguinte forma:

"Sendo os fluidos o veículo do pensamento, eles nos trazem o pensamento como o ar nos traz o som. Podemos dizer, portanto, a bem da verdade, que há nesses fluidos ondas e raios de pensamentos que se cruzam sem se confundir, como há no ar ondas e raios sonoros.

Como se vê, é uma ordem de fatos inteiramente novos que se passam fora do mundo tangível, e constituem, se assim se pode dizer, a física e a química especiais do mundo invisível. Mas como, durante a encarnação, o princípio espiritual está unido ao princípio material, daí ressalta que certos fenômenos do mundo espiritual se produzam conjuntamente com os do mundo material e são inexplicáveis por quem quer que não conheça as suas leis. O conhecimento dessas leis é, pois, tão útil aos encarnados quanto aos desencarnados, porquanto só ele pode explicar certos fatos da vida material.

Criando imagens fluídicas, o pensamento se reflete no envoltório perispiritual como num espelho, ou ainda como essas imagens de objetos terrestres que se refletem nos vapores do ar. Ele aí toma um corpo e de certo modo se fotografa. Se um homem, por exemplo, tiver a ideia de matar outro, por impassível que esteja o seu corpo material, seu corpo fluídico é posto em ação pelo pensamento, do qual reproduz todas as nuanças; ele executa fluidicamente o gesto, o ato que tem o desígnio de realizar; seu pensamento cria a imagem da vítima e a cena inteira se pinta, como num quadro, tal qual está em seu espírito.

É assim que os movimentos mais secretos da alma repercutem no envoltório fluídico; que uma alma, encarnada ou desencarnada, pode ler em outra alma como num livro, e ver o que não é perceptível pelos olhos do corpo. Os olhos do corpo veem as impressões interiores que se refletem nos traços do rosto: a cólera, a alegria, a tristeza, mas a alma vê nos traços da alma os pensamentos que não se traduzem no exterior." (Revista Espírita.  Junho de 1868. Fotografia do pensamento. Allan Kardec)

Em o livro " Libertação", o Espírito André Luiz faz o seguinte apontamento sobre este assunto:

"O homem e a mulher, com os seus pensamentos, atitudes, palavras e atos criam, no íntimo, a verdadeira forma espiritual a que se acolhem. Cada crime, cada queda, deixam aleijões e sulcos horrendos no campo da alma, tanto quanto cada ação generosa e cada pensamento superior acrescentam beleza e perfeição à forma perispirítica, dentro da qual a individualidade real se manifesta, mormente depois da morte do corpo denso. Há criaturas belas e admiráveis na carne e que, no fundo, são verdadeiros monstros mentais, do mesmo modo que há corpos torturados e detestados, no mundo, escondendo Espíritos angélicos, de celestial formosura." (Libertação. Cap. 10. Espírito André Luiz. Psicografado por Chico Xavier)

Em relação a superioridade da percepção espiritual dos Espíritos Superiores, em" O Livro dos Espíritos" temos a seguinte explicação: 

"Quando vêm visitar-nos, os mais elevados se revestem do perispírito terrestre e então suas percepções se produzem como nos Espíritos comuns de nosso mundo. Todos, porém, assim os inferiores como os superiores, não ouvem, nem sentem, senão o que queiram ouvir ou sentir. Não possuindo órgãos sensitivos, eles podem, livremente, tornar ativas ou nulas suas percepções. Uma só coisa são obrigados a ouvir: os conselhos dos Espíritos bons. A vista, essa é sempre ativa; mas, eles podem fazer-se invisíveis uns aos outros. Conforme a categoria que ocupem, podem ocultar-se dos que lhes são inferiores, porém não dos que lhes são superiores." (O Livro dos Espíritos. Item 257. Allan Kardec)

No livro "Missionários da luz", o Espírito André Luiz nos traz um exemplo deste fenômeno, ao observar três encarnados retornando para casa, após terem frequentado o Centro Espírita, e relatar que três Espíritos de sombrio aspecto que se aproximaram, devido ao baixo padrão vibratório, não perceberam a sua presença e do instrutor espiritual, conforme descrição abaixo: 

"O rapaz, em companhia de uma senhora idosa e de uma jovem, que logo percebi serem sua mãe e irmã, punha-se de regresso ao lar. Movimentamo-nos, seguindo-os de perto. Alguns metros, além do recinto, onde se reuniam os companheiros de luta, o ambiente geral da via pública tornava-se ainda mais pesado. 

Três entidades de sombrio aspecto, absolutamente cegas para com a nossa presença, em vista do baixo padrão vibratório de suas percepções, acercaram-se do trio sob nossa observação." (Missionários da luz. Cap. 5. Espírito André Luiz. Psicografado por Chico Xavier)

Portanto, conclui-se que que nem todos os Espíritos possuem a capacidade de perceber a presença espiritual e os pensamentos elevados dos Superiores. Um Espirito inferior, moralmente atrasado, não consegue acessar os pensamentos dos Superiores, devido ao baixo padrão vibratório. Conforme o grau de evolução que ocupem os Espíritos, alguns, inclusive, podem ocultar-se dos que lhes são inferiores, porém não dos que lhes são Superiores.

Sendo assim, "O Livro dos Espiritos" somente é corretamente compreendido quando considera-se o CONJUNTO DA OBRA. Tentar compreender as questões ISOLADAMENTE pode acarretar em erros de entendimento e interpretação.

O próprio Allan Kardec faz a seguinte afirmação: "O Livro dos Espíritos não é um tratado completo do Espiritismo; não faz senão colocar-lhe as bases e os pontos fundamentais, que devem se desenvolver sucessivamente pelo estudo e pela observação." (Revista Espírita. Julho de 1866. Vista retrospectiva das existências do Espírito. Allan Kardec)

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