Reconcilia-te

 “Reconcilia-te com o adversário, enquanto permaneces a caminho com ele”. ( † ) Em semelhante enunciado, revelou o divino Mestre a necessidade de nossa iniciativa no ato de ajudar àqueles que discordam de nossos pareceres ou que nos atiram espinhos à dignidade pessoal.

 Recordemos que a sintonia é uma lei.

 Quem se agasta muitas vezes é aquele que agasta os outros.

 Quem se sente ferido é capaz de ferir.

 Quem se observa contundido pelas pedras do mal encontra facilidade de arremessá-las.

 O raio de luz na furna de trevas nunca se perturba, ante a sombra, porque a essência divina de sua estrutura lhe garante a imunidade.

 Aquele que procura reconciliar-se, assumindo a responsabilidade do novo entendimento, é sempre um coração inspirado no verdadeiro amor.

 O perdão não extingue o débito. Cada qual receberá segundo as suas obras.

 A vinha não produzirá veneno. O espinheiro não dará uvas.

 Aquele que atende ao conselho do Cristo, tentando a reconciliação, procura a paz na fonte onde essa tranquilidade pode fluir por água viva da verdadeira compreensão.

 Cada vez que convertemos um inimigo num irmão, eliminamos um foco vibratório de energias desequilibradas contra nós, melhorando a nossa economia espiritual.

 Desse modo, enquanto desfrutamos a oportunidade da presença ou da vizinhança de nossos adversários, façamos, se pudermos, a obra do reajustamento, de vez que, enriquecendo o nosso campo com plantações de ordem superior, elevaremos a produção dele, em nosso próprio favor.

(O Evangelho por Emmanuel — Volume I. Espírito Emmanuel. Psicografado por Chico Xavier)