Pai e amigo

“E, levantando-se, foi para seu pai; e, quando ainda estava longe, o pai chegou a vê-lo, moveu-se de íntima compaixão e, correndo, lançou-se-lhe ao pescoço e o beijou.” — JESUS
 É possível que essa ou aquela falta te sombreie o coração, impelindo-te ao desânimo.
 Anseias respirar a fé pura, entregar-te aos misteres do bem, contudo, trazes remorso e tristeza.
 Dissipaste as forças da vida, extraviaste votos santificantes, erraste, caíste na negação, qual viajor que perdesse a luz...
 Entretanto, recorda a Providência Divina e reergue-te.
 O amor de Deus nunca falta.
 Para toda ferida haverá remédio adequado. Para todo desequilíbrio aparecerá reajuste.
 Fixa-te no ensinamento do Cristo, enunciando o retorno do filho pródigo.
 O reencontro não se deu em casa, com remoques e humilhações para o moço em desvalimento.
 Assinalando-o, no caminho de volta “e, quando ainda estava longe, o pai, ao vê-lo, moveu-se de íntima compaixão e, correndo, lançou-se-lhe ao pescoço e o beijou.”
 O pai não esperou que o filho se penitenciasse o rojo, não exigiu escusas, não solicitou justificativas e nem impôs condições de qualquer natureza para estender-lhe os braços; apenas aguardou que o filho se levantasse e lhe desejasse o calor do coração.
(Palavras de vida eterna. Espírito Emmanuel. Psicografado por Chico Xavier)