O fazendeiro rico (Parábola do mordomo infiel)

        Numa pequena cidade, havia um homem muito rico  e egoísta. Ele era dono de grande parte das terras daquela região e proprietário  de uma  grande fazenda de plantação de milho e soja ,herdada do seu pai.

        Grande parte dos  habitantes daquele local  eram seus empregados e pagavam uma taxa de aluguel para morar em suas terras.

        Apesar de conviver com várias pessoas ao seu redor,  ele gostava  de comer os grandes banquetes que lhe eram preparados sozinho e  não distribuia o alimento que sobrava para ninguém. Além disso, sempre que tinha vontade,  comprava carros luxuosos e   roupas caríssimas, para fazer  viagens de passeio.

        Entretanto, quando envelheceu, percebeu que havia feito mau uso do dinheiro recebido, muitos dos habitantes que ali moravam , passavam por dificuldades financeiras  devido a sua falta de generosidade. Além do mais, ele era um homem triste e solitário. Apesar de ter tido tudo e muitas mordomias,  não havia feito amigos durante todo este tempo.

        Então, pensando nos anos que ainda tinha para viver, resolveu mudar de atitude. Decidiu perdoar todo mês parte da dívida dos seus empregados e compartilhar com eles os alimentos que  sobravam da sua colheita. O efeito desta ação foi muito positivo. Com este gesto de  misericórdia e  solidariedade,  ele fez vários amigos e não se sentia mais sozinho.

        Além disso, quando chegou o momento da sua morte, alguns dos amigos que havia conquistado na Terra o recebeu de braços abertos no mundo espiritual e o ajudaram na sua nova morada.

 

        Esta história é bem semelhante a Parábola do Mordomo Infiel (Lucas 16:1-11) contada por Jesus. Ela nos traz uma lição de sabedoria  e bondade. Quando o Mestre querido nos recomenda: “granjeai amigos, com o dinheiro da injustiça", ele quis ensinar que se  fizemos mau uso dos bens materiais,  façamos, então, como o fazendeiro da  história. O que ele fez ? Conquistou amigos com a riqueza que  herdou de seu pai . De que maneira? Convocando os devedores daquele local, e reduzindo as suas dívidas, isto é, diminuiu o sofrimento deles, para que após a sua morte , ou seja, após a demissão do cargo que exercia, pudesse contar com a ajuda desses amigos  no mundo espiritual. O Pai, sabendo desse procedimento, longe de censurar, louvou a prudência e a sabedoria do administrador infiel.

(Fabiana F. Freitas)