Moral Estranha

TIA DILMA:
— Jesus veio ao nosso planeta para ensinar o amor a Deus e ao próximo.
Ele curava e consolava os que sofriam e uma multidão O acompanhava.
MAURÍCIO:
— Jesus mostrava o grande amor que tinha por todos, até por aqueles que O perseguiam, não é, tia Dilma?
TIA DILMA:
— Sim. Mas muitas pessoas não entendiam que Ele queria ensinar o amor, por isso, foi perseguido e crucificado.
No Espiritismo, foi esclarecido que muitas palavras foram traduzidas de forma errada, por isso, temos um capítulo chamado “Moral Estranha”.
FLÁVIA:
— E quais esses ensinamentos que são sobre moral estranha?
TIA DILMA:
— São eles: abandonar pai, mãe e filhos; deixar os mortos enterrar os seus mortos e não vim trazer a paz, mas a espada.
ENDI:
— Jesus nunca teria dito para abandonar os pais.
TIA DILMA:
— Parabéns, vejo que já aprendeu bastante!
A língua hebraica, em que foram escritos os Evangelhos de Jesus, tinha certas palavras com vários significados. Quando traduzidas para outras línguas, davam outra idéia.
AMANDA:  
— Que confusão! Traduziram errado!  
Também não acredito que Jesus tenha ensinado algo que não fosse a paz.
TIA DILMA:
— Ótimo, Amanda!
Jesus condenou toda a violência, e a palavra espada pode ser traduzida por divisão.
Assim, Jesus quis dizer que quem falasse da paz encontraria algumas pessoas que não iriam concordar.
O Espiritismo veio para esclarecer muitas dúvidas.
RICARDO:
— O que o Espiritismo explica sobre não enterrar os mortos?
Aí, a confusão apareceu porque um homem que O seguia, pediu permissão para enterrar seu pai, ao que Jesus disse: “Deixe que os mortos enterrem seus mortos, e tu vai e anuncia meus ensinamentos”.
BRUNA:
— Como assim? Não se deve enterrar os que morrem?
TIA DILMA:
— À nossa verdadeira casa é no mundo espiritual. A gente nasce, fica alguns anos aqui e desencarna. Depois de algum tempo, a gente nasce outra vez, fica alguns anos e desencarna. No caso, Jesus considerou mais importante ele ensinar a Boa Nova, porque havia quem enterrasse o corpo do pai.
BRUNA:
— Ah! É importante a gente saber disto para ter cuidado com as nossas ações.
TIA DILMA:
— A nossa preocupação maior não deve ser com a vida material, mas com a vida espiritual: sermos ricos de virtudes. E quando morrer um familiar nosso, não ficarmos desesperados, porque ele está voltando à vida espiritual.
RICARDO:
— Mas nós podemos ficar tristes e chorar?
TIA DILMA:
— E natural que a separação momentânea nos entristeça e até choremos. Mas se ficarmos chorando e deprimidos por muito tempo, estaremos sendo egoístas e não compreendendo as Leis de Deus.
(O Evangelho Segundo o Espiritismo para infância. Maria Helena Fernandes Leite. FEESP)

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