Injustiças

“A fé que tens, tem-na em ti mesmo perante Deus.” — PAULO (Romanos, 14.22)


 

 Momentos existem nos quais surgimos diante de nós mesmos na condição de pessoas injustiçadas.

 Isso não ocorre tão somente quando somos focalizados na vida pública, em amplos movimentos de opinião.

 Pequeninos descontentamentos nos visitam com frequência, no cotidiano, principalmente:

  se somos preteridos no direito que acreditamos pertencer-nos;

  se somos arredados de vantagens, ao mesmo tempo que somos forçados a prejuízos;

  se alvejados por repreensões que não fizemos por merecer;

  se espancados moralmente nas provas que nomeamos como sendo ingratidões;

  se ficamos deserdados da atenção daqueles que julgamos dever-nos apreço e carinho;

  se contrariados nos desejos que consideramos oportunos e justos;

  se somos incomodados em nossas realizações pela intromissão de criaturas que nos subestimam os interesses;

  se apontados pela crítica...

 Nessas ocasiões achamo-nos habitualmente sob a influência de personalidades outras, sejam amigos ou adversários, que não podem ver de imediato as nossas necessidades e questões por nossos olhos e por nossas conveniências.

 Quando isso aconteça, embora a frase de louvor e encorajamento partida de outros em nosso favor seja sempre uma bênção, saibamos perseverar em nosso trabalho com o bem e pelo bem de todos, reconhecendo que há muitas situações na vida em que nos cabe atender, com segurança, à exortação do apóstolo Paulo: “A fé que tens, tem-na em ti mesmo perante Deus.”

(Bênção de paz. Espírito  Emmanuel. Psicografado por Chico Xavier )