Dinâmica - Vinho novo em odres novos

Objetivo: Compreender a passagem do Evangelho em que Jesus diz : Não se coloca (...) vinho novo em odres velhos...(Mateus 9:17)
Participantes: Máximo 11 alunos.
Tempo Estimado: 30 min.
Material: 20 copos descartáveis de 150ml, 21 etiquetas adesivas,  garrafa com 2 litros de suco de uva (feito com suco em pó industrializado), garrafa plástica de 1 litro  vazia, funil de plástico, copo medidor, canetinha.
Descrição: O Evangelizador deverá escrever nas 20 etiquetas as seguintes palavras: cultuar santos, prática de rituais, uso de incenso, crença em dogmas, ressurreição da carne, batismo, acender velas, sacrifício de animais,  pena eterna, jejum material, imortalidade da alma,  Deus amoroso, alcançar a perfeição, leis da natureza, fé raciocinada, salvação pela caridade, pluralidade dos mundos habitados, comunicabilidade dos espíritos, reencarnação, lei da causa e efeito (obs.: as 10 primeiras palavras representam velhos ensinamentos e as 10 últimas palavras representam novos ensinamentos ).  Depois deverá colar estas etiquetas nos copos descartáveis. Logo em seguida, escreva "Odre _________ ?"  na etiqueta que deverá ser colada na garrafa.  Antes de iniciar a aula, deverá colocar 100ml de suco de uva em cada copo descartável (obs.: os ensinamentos velhos devem estar misturados com os novos ensinamentos, ou seja, deverão estar posicionados aleatoriamente na mesa)  e colocar um funil na garrafa de 1litro vazia sobre a mesa.
O Evangelizador deverá iniciar a dinâmica dizendo o seguinte: Jesus disse: "Não se coloca (...)  vinho novo em odres velhos; do contrário, os odres se rompem, o vinho se derrama e os odres se perdem. Coloca-se, porém, o vinho novo em odres novos, e assim tanto um como outro se conservam."(Mateus 9:17) "O vinho (representado pelo suco de uva) simboliza a Nova Lei do Amor que o Mestre Jesus, o Enviado de Deus, trouxe ao mundo, e esses verdadeiros ensinamentos foram restaurados pela Doutrina Espírita. Os odres velhos ou novos (representado por esta garrafa), simbolizam as pessoas. Odre era o recipiente feito de pele de animal, geralmente cabra ou carneiro. Acontece que o vinho sofre um fenômeno químico e fermenta, gerando gases que exercem pressão no odre. Um odre envelhecido não suporta esta pressão e se rompe, colocando a perder o vinho.  As antigas religiões (velhos ensinos) são odres velhos que não suportam o vinho novo da Nova Revelação, portanto não devem ser misturados. Sendo assim, hoje vamos descobrir, se este odre é velho ou novo, se misturarmos velhos ensinamentos com os novos, este odre será considerado velho, mas se colocarmos apenas os ensinamentos novos, este odre será considerado novo. Paulo de Tarso disse: " (...) se alguém está em Cristo, nova criatura é; as coisas velhas já passaram; eis que tudo se fez novo." ( 2 Coríntios 5:17)
Neste momento o Evangelizador deverá sortear um aluno e pedir para que escolha um copo que contenha um ensinamento novo, e coloque o suco dentro da garrafa. Logo em seguida, deverá fazer o mesmo procedimento com mais 10 alunos. O último aluno (décimo primeiro) deverá dizer se ficou faltando algum ensinamento novo: se disser que sim, deverá pegar o copo com este ensinamento e colocar dentro da garrafa, mesmo que ela transborde, ou seja, ultrapasse a capacidade e simbolicamente "se rompa", pois é  um odre velho (obs.: fazendo isto mostrará que misturando os ensinos novos com os antigos, o resultado será um desastre) ; mas se ele disser que não, o Evangelizador deverá conferir se realmente foram colocados somente ensinamentos novos, e não precisará adicionar mais nada, pois é um odre novo, que suporta os ensinamentos. No final, deverá escrever odre velho ou novo na garrafa.
Obs1.: Se tiver escrito odre novo, ofereça o suco desta garrafa para os evangelizandos, mas se for velho, diga que terá que transformá-lo "em novo", colocando o suco na garrafa de 2 litros.
Obs.2: Pesquise sobre  os ensinamentos velhos e novos para explicar os conceitos, caso algum aluno pergunte.
 
Comentário: Muitos, companheiros, sob a alegação de que todas as religiões são boas e respeitáveis, julgam que as tarefas espíritas nada perdem por aceitar a enxertia de práticas estranhas à simplicidade que lhes vige na base, lisonjeando indebitamente situações e personalidades humanas, supostas capazes de beneficiar as construções doutrinárias do Espiritismo.  No entanto, examinemos, sem parcialidade, a expressão contraditória de semelhante atitude, analisando-a, na lógica da vida. (...)Indiscriminadamente, os produtos expostos num mercado são úteis. Mas sob a desculpa do acatamento que se deve a todos, não nos cabe comer de tudo, sem a mínima noção de higiene e sem qualquer consideração para com a própria saúde. (...)Reflitamos nisso e compreenderemos que assegurar a simplicidade dos princípios espíritas, nas casas doutrinárias, para que as suas atividades atinjam a meta da libertação espiritual da Humanidade não é fanatismo e nem rigorismo de espécie alguma, porquanto, agir de outro modo seria o mesmo que devolver um mapa luminoso ao labirinto das sombras, após séculos de esforço e sacrifício para obtê-lo, como se também, a pretexto de fraternidade, fôssemos obrigados a desertar do lar para residir nas penitenciárias; a deixar o caminho certo para seguir pelo cipoal; a largar o prato saudável para ingerir a refeição deteriorada e desprezar a água potável por líquidos de salubridade suspeita.  Em Doutrina Espírita, pois, seja compreensível afirmar que é certo respeitar tudo e beneficiar sem complicar a cada um de nossos irmãos, onde quer que se encontrem, mas não podemos aceitar tudo e nem abraçar tudo, a fim de podermos estar certos. (Opinião Espírita. Práticas estranhas. Espírito André Luiz. Psicografado por Waldo Vieira)
"O Espiritismo é chamado a desempenhar imenso papel na Terra. Ele reformará a legislação ainda tão frequentemente contrária às leis divinas; retificará os erros da História; restaurará a religião do Cristo, que se tornou, nas mãos dos padres, objeto de comércio e de tráfico vil; instituirá a verdadeira religião, a religião natural, a que parte do coração e vai diretamente a Deus, sem se deter nas franjas de uma sotaina, ou nos degraus de um altar."  (Obras Póstumas. 2° parte. Futuro do Espiritismo.  Allan Kardec)
(Baseada no livro: Parábolas e ensinos de Jesus. Odres novos – Vinho novo – Odres velhos – Panos Novos e vestidos velhos. Cairbar Schutel)

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