Dinâmica - Livre-arbítrio: imprudência ou destino

Objetivo: Perceber se as consequências das nossas ações são causadas pela nossa imprudência ou pela fatalidade, ou seja, pelo nosso próprio destino, que já estava programado, antes de reencarnar.  
Participantes: Máximo 16 alunos (acima de 10 anos).
Tempo Estimado: 45min.
Material: frases, caixinha de papelão.
Descrição: O Evangelizador deverá escrever, antecipadamente, as frases em bilhetes, e colocá-las dentro de uma caixa. Na sala de aula, deverá pedir para que os alunos fiquem sentados em forma de roda e fazer a seguinte explicação: " O que é fazer uso do livre-arbítrio com imprudência? Imprudência é uma ação precipitada, com falta de cuidados, que geralmente, traz consequências desagradáveis ou perigosas. É agir contrário às leis divinas.  Segundo Allan Kardec, " Quando um motivo de aflição nos advém, se lhe procurarmos a causa, amiúde reconheceremos estar numa imprudência ou imprevidência nossa...  Se a causa de um infortúnio independe completamente de qualquer ação nossa, é ou uma prova para a existência atual, ou expiação de falta de uma existência anterior, caso, este último, em que, pela natureza da expiação, poderemos conhecer a natureza da falta, visto que somos sempre punidos por aquilo em que pecamos. "(O Evangelho Segundo o Espiritismo. Cap. 28. Item 30. Allan Kardec)
"Não creias, entretanto, que tudo o que sucede esteja escrito, como costumam dizer. Um acontecimento qualquer pode ser a consequência de um ato que praticaste por tua livre vontade, de tal sorte que, se não o houvesses praticado, o acontecimento não se teria dado. Imagina que queimas o dedo. Isso nada mais é senão resultado da tua  imprudência  e efeito da matéria. Só as grandes dores, os fatos importantes e capazes de influir no moral, Deus os prevê, porque são úteis à tua depuração e à tua instrução.”(O Livro dos Espíritos. Questão 859 a). Allan Kardec)
"A fatalidade não existe senão para a escolha feita pelo Espírito, ao encarnar-se, de sofrer esta ou aquela prova; ao escolhê-la, ele traça para si mesmo uma espécie de destino, que é a própria consequência da posição em que se encontra." (O Livro dos Espíritos. Questão 851. Allan Kardec) Em resumo: O destino ou fatalidade pode ser uma prova, expiação ou missão escolhida pelo espírito antes de reencarnar; a imprudência é um acontecimento provocado pelo indivíduo nesta existência atual pelo uso errado do seu livre-arbítrio, portanto, isto não estava previsto e lhe causará consequências futuras."

Depois, o Evangelizador deverá sortear o aluno que irá iniciar a dinâmica. O aluno sorteado deverá pegar um bilhete, ler a frase em voz alta e dizer se aquele acontecimento foi uma imprudência ou destino (fatalidade) daquela pessoa que está com letras em destaque (todas maiúsculas).  Logo em seguida, o Evangelizador deverá fazer a devida correção, se necessário, e pedir para o aluno entregar a caixa para o colega da direita, para que ele faça o mesmo procedimento e assim por diante.

Frases:
-  Uma MENINA andava de bicicleta na ciclovia e foi atropelada por um motorista de um carro, que estava bêbado, porém ele também se feriu gravemente no acidente, pois depois bateu numa árvore. (DESTINO)

- Uma ADOLESCENTE resolveu marcar e se encontrar num local isolado com um homem que conheceu pela internet e sofreu violência, após recusar um beijo. (IMPRUDÊNCIA)

- Uma GAROTA foi roubada num ponto de ônibus durante a noite, sendo que já havia sido avisada de que aquele local era perigoso. (IMPRUDÊNCIA)

- Um  HOMEM ficou tetraplégico após um erro médico, durante um procedimento cirúrgico, que era necessário realizar. (DESTINO)

- Um JOVEM contraiu COVID, no início da pandemia, após participar de uma balada funk na rua, onde haviam muitas pessoas aglomeradas, que não utilizavam máscaras, e morreu alguns dias depois, em decorrência das complicações da doença. (IMPRUDÊNCIA)

- Um SENHOR, que fumou cigarro durante anos, tinha uma alimentação saudável, porém desenvolveu câncer no pulmão aos 75 anos e morreu. (IMPRUDÊNCIA)

- Um GAROTO, que estava na praia, teve a ideia de se abrigar debaixo de uma árvore, porém quando iniciou uma tempestade, o raio lhe atingiu e morreu.* (DESTINO)

- Um RAPAZ foi confundido com um bandido pela vítima e foi preso injustamente, pois estava no local próximo onde ocorreu o crime. (DESTINO)

- Um MOTORISTA de aplicativo dormiu no volante do carro, enquanto estava dirigindo, após ter trabalhado mais de 20 horas e provocou um acidente, deixando um passageiro, que não fazia uso de cinto de segurança,  gravemente ferido. (IMPRUDÊNCIA)

- Uma POBRE CRIANÇA morreu após beber água de um rio contaminado, onde muitos matavam a sua sede, pois contraiu uma doença chamada cólera. (DESTINO)

- Um PAI não quis vacinar o seu filho pequeno contra doenças contagiosas e a criança contraiu a doença da caxumba. (IMPRUDÊNCIA)

- Um ATOR mergulhou no perigoso rio São Francisco para se refrescar com uma atriz, mas ele morreu afogado, enquanto foi surpreendido pela correnteza, infelizmente, sua colega de trabalho não conseguiu socorrê-lo. (IMPRUDÊNCIA)

- Uma MÃE de dois filhos morreu vítima de bala perdida dentro da própria casa,  após confronto de policiais e criminosos numa comunidade do Rio de Janeiro. (DESTINO)

- Uma SENHORA, que mora na favela, ouve um tiroteio próximo da sua casa, no horário em que sua filha deveria estar voltando da escola, e no desespero, resolve sair para verificar se ela está chegando, porém foi atingida, gravemente, por um projétil, enquanto viu sua filha sendo protegida por um policial. (IMPRUDÊNCIA)

- Um JOVEM, chamado Candinho, bateu com a cabeça no fundo arenoso do rio Pardo, após dar um salto de ponta-cabeça, mal calculado e ficou tetraplégico de imediato, porém depois teve outras complicações e morreu.** (IMPRUDÊNCIA)

- Uma MULHER muito vaidosa resolveu fazer cirurgia plástica para reduzir a barriga e cintura, porém sofreu complicações de saúde, após o procedimento cirúrgico e morreu. (IMPRUDÊNCIA)

Obs.(*): O raio caiu sobre aquela árvore em tal momento, porque estava nas leis da Natureza que assim acontecesse. Não foi encaminhado para a árvore, por se achar debaixo dela o homem. A este, sim, foi inspirada a ideia de se abrigar debaixo de uma árvore sobre a qual cairia o raio, porquanto a árvore não deixaria de ser atingida, só por não lhe estar debaixo da fronde o homem. (O Livro dos Espíritos. Questão 527. Allan Kardec) Se era destino daquele homem perecer de tal maneira, os Espíritos lhe inspirariam a ideia (...) resultando-lhe daí a morte por um efeito natural...(O Livro dos Espíritos. Questão 526. Allan Kardec) A fatalidade não é, entretanto, uma palavra vã; Ela existe no tocante à posição do homem na Terra e às funções que nela desempenha, como consequência do gênero de existência que o seu Espírito escolheu, como prova, expiação ou missão. (O Livro dos Espíritos. Item 872. Allan Kardec).
Este homem não sabia que a árvore não o protege de raios, portanto saiba como se proteger:
- Fuja de locais planos e abertos;
- Evite ficar próximo de árvores ou guarda-sóis;
- Afaste-se de objetos que conduzem eletricidade;
- Não ande em motos ou bicicletas;
- Saia de abrigos abertos, como quiosques e barracas de praia;
- Saia da água;
- Abrigue-se em construções ou túneis;
- Entre no carro;
- Abaixe-se. Caso seja surpreendido e não houver um abrigo, o melhor é ficar agachado, com as mãos nos joelhos e a cabeça entre eles. (Fonte: https://www.einstein.br/noticias/noticia/conheca-os-riscos-e-saiba-como-se-proteger-dos-raios)

Obs.(**): Baseada na mensagem do livro: Caravana do amor. Imprudência e destino. Candinho - Cândido Luiz Cintra.    

Comentário: "A rigor, não podemos afirmar que aquele que se vitimou no trânsito, por estar abusando da velocidade, esteja se submetendo à inevitável resgate de encarnações anteriores — poderá estar resgatando a falta da imprudência, por não respeitar as leis estabelecidas.
Aprendemos com o Espiritismo que a fatalidade é uma coisa muito relativa, de vez que “o mal não carece de ser resgatado pelo mal se o bem chega primeiro"... Aquilo que nos parece inevitável, não raro é fruto da invigilância. Mesmo quando renascemos dentro de um quadro de ásperas provações, elas poderão ser suavizadas; numa falta sempre existem atenuantes e agravantes.
Busquemos um outro exemplo. Aquele que, imprudentemente, atravessa no meio de um tiroteio e é fulminado, foi arrastado pela fatalidade ou, no uso pleno do seu livre arbítrio, imaginou que não seria alvejado? Ora, a probabilidade de um projétil nos atingir, quando passamos entre o chamado fogo cerrado é muito grande... O que recomenda o bom senso? Que esperemos as coisas se acalmarem.
A imprudência, sem dúvida, tem sido responsável por milhares de óbitos em todo o mundo.
Alguém poderá indagar: onde estarão os Benfeitores Espirituais? Ora, nós não os temos a tiracolo... Acontecimentos existem que não há margem de tempo para uma antecipação da Espiritualidade Amiga. Cada qual tem a companhia espiritual que merece e também que carece. Quer dizer: quanto maior a responsabilidade do reencarnante, maior a supervisão do Mundo Maior.
Poderíamos, então, classificar toda imprudência como suicídio? É claro que no suicídio precisamos levar em conta a consciência do ato, a intenção. André Luiz, conforme sabemos, foi considerado suicida na Vida Maior, única e exclusivamente por ter abusado da saúde. Os alcoólatras inveterados, pela imprudência, em que pese as muitas advertências que recebem de familiares, amigos e médicos, estão cometendo suicídio. E tal é válido igualmente para os que exageram no cigarro, na alimentação, etc.
Ao lado, portanto, do carma de ontem, existe o carma de hoje; se muitas faltas resgatamos parceladamente, consoante à Misericórdia Divina, existem aquelas que já trazem em si mesmas as suas funestas consequências imediatas...
O jovem Candinho, preparando-se para saltar num trecho desconhecido do Rio Pardo, deveria ter a precaução de verificar os perigos existentes, porquanto não bastava saber nadar...
Carecemos de ter mais cuidado com a vida, não deixando tudo para que a Espiritualidade Superior providencie. Se a desencarnação chega, mesmo com toda a prudência de nossa parte, aí então, sim: é fatalidade, ou seja, chegou a hora da partida.
O assunto ainda nos leva a examinar os desequilíbrios emocionais que permitimos dominar-nos. Contudo, nos impacientamos, aderimos facilmente à cólera, fulminamos os órgãos mais sensíveis com vibrações envenenadas... Ora, com o tempo, somados todos esses instantes de emoções incendiárias dentro de nós, vem a complicação orgânica irreversível e, consequentemente, a desencarnação; se podíamos viver 80 anos, vivemos apenas 50 anos... Essas pequenas imprudências diárias geram carmas para muito tempo.
“Ajuda-te e o céu te ajudará” — fala o Evangelho. Cuidemos para que não sejamos surpreendidos pela invigilância, retornando ao Mundo Espiritual profundamente decepcionados, como quem se prepara para atravessar um rio caudaloso e só percebe que o barco está furado depois que largou a margem...” (Caravana do amor. Imprudência e destino. Carlos A. Baccelli)

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