Dinâmica - Diferenciar as leis divinas das leis humanas

Objetivo: Aprender a identificar e diferenciar as leis divinas das leis humanas através da leitura de um trecho do Evangelho de Jesus (Mateus 8:2-4) e do antigo testamento (Levítico 13:2-6).  
Participantes: Indefinido.   
Tempo Estimado:  25 min.
Material: Trecho do Evangelho e do Antigo Testamento (imprimir em papel A4).
Descrição: O Evangelizador deverá distribuir para cada aluno o trecho do Evangelho (Mateus 8:2-4) e do Antigo Testamento (Levítico 13:2-6) e pedir para que eles leiam em silêncio os textos e identifiquem as duas leis diferentes (em estão em negrito) que Jesus havia recomendado para o leproso seguir: a lei divina e a lei humana. Depois da leitura, o Evangelizador deverá escolher alguns alunos para perguntar quais são estas leis.  

Textos:
Leia os textos e identifique a lei divina e lei humana recomendada por Jesus na frase em destaque.
Evangelho: Mateus 8:2-4
Um leproso, aproximando-se, adorou-o de joelhos e disse: "Senhor, se quiseres, podes purificar-me!"
Jesus estendeu a mão, tocou nele e disse: "Quero. Seja purificado!" Imediatamente ele foi purificado da lepra.
Em seguida Jesus lhe disse: "Olhe, não conte isso a ninguém. Mas vá mostrar-se ao sacerdote e apresente a oferta que Moisés ordenou, para que sirva de testemunho".
Antigo testamento: Levítico 13:2-6
"Quando um homem tiver um tumor, uma inflamação ou uma mancha branca na pele de seu corpo, e esta se tornar em sua pele uma chaga de lepra, ele será levado a Aarão, o sacerdote, ou a um dos seus filhos sacerdotes.
O sacerdote examinará o mal que houver na pele do corpo: se o cabelo se tornou branco naquele lugar, e a chaga parecer mais funda que a pele, será uma chaga de lepra. O sacerdote verificará o fato e declarará impuro o homem.
Se houver na pele de seu corpo uma mancha branca que não parecer mais funda que a pele sã, e o cabelo não se tiver tornado branco, o sacerdote isolará o doente durante sete dias.
No sétimo dia examinará: se a chaga parecer não ter progredido e não se tiver estendido pela pele, isolá-lo-á uma segunda vez durante sete dias.
No sétimo dia o sacerdote o examinará novamente: se a parte afetada perdeu a sua cor e não se tiver estendido por sobre a pele, declará-lo-á puro.

Comentário: A lei divina que Jesus ensinou para o leproso foi que deveria "fazer caridade em segredo, sem ostentação". E a lei humana que Jesus recomendou para ele seguir foi que ele deveria "se apresentar ao sacerdote para ser considerado puro", ou seja, sair do isolamento e voltar ao convívio social.
A palavra de Jesus..."Silenciosa ou verbalmente, contribuía para que tudo se resolvesse, sem impedir que o paciente ou a vítima oferecesse a sua contribuição de esforço e sacrifício, a fim de crescer e aprender a construir o bem em si mesmo, sem permitir-se elogios, gratidões ou aplausos, que sempre os desconsiderou.
Abstém-te de falar disto a quem quer que seja... impôs ao hanseniano recém curado, para evitar as louvaminhas e exaltações das multidões frívolas e interesseiras, mas aduziu: ... vai mostrar-te aos sacerdotes e oferece o dom prescrito por Moisés (1), afim de que lhes sirva de prova." (Jesus e o Evangelho à luz da psicologia profunda. Cap. 17. Espírito Joanna de  ngelis. Psicografado por Divaldo Pereira Franco)
"Os sacerdotes, embora sem competência científica, mas com a competência que lhe dava o Código Mosaico, tinha de fazer o registro da purificação e dar liberdade ao homem, restituindo-o ao convívio social. "(O Espírito do Cristianismo. Cap. 53. Cairbar Schutel)
(...) Antigamente a enfermidade era associada ao pecado, à impureza, à desonra. Por falta de um conhecimento específico, a hanseníase era muitas vezes confundida com outras doenças, principalmente as de pele e venéreas. Daí o preconceito em relação ao seu portador: a trasmissão da doença pressupunha um contato corporal, muitas vezes de natureza sexual e, portanto, pecaminoso.
Narrativas religiosas associavam as marcas na carne aos desvios da alma: eram os sacerdotes, e não os médicos, que davam o diagnóstico. No Velho Testamento, o rei Uzziah foi punido por Deus com a doença, por ter realizado uma cerimônia exclusiva aos sacerdotes. Mesmo sendo rei, teve que ir morar numa casa isolada e não foi enterrado no cemitério dos soberanos.
Quando não eram enviados para leprosários e excluídos da sociedade, os doentes não podiam entrar em igrejas, tinham que usar luvas e roupas especiais, carregar sinetas ou matracas que anunciassem sua preseça e, para pedir esmolas, precisavam colocar um saco amarrado na ponta de uma longa vara. Não havia cura e ninguém queria um leproso por perto!
Somente em 1873, a bactéria causadora da moléstia foi identificada pelo norueguês Armauer Hansen, e as crenças de que a doença era hereditária, fruto do pecado ou castigo divino foram afastadas. Porém, o preconceito persistiu, e a exclusão social dos acometidos foi até mesmo reforçada pela teoria de que o confinamento dos doentes era o caminho para a extinção do mal. (https://www.invivo.fiocruz.br/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm?infoid=1182"sid=7)
(Baseada na Bíblia)

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