Dinâmica - Desigualdade social

Objetivo: Compreender o motivo da desigualdade de riquezas e mostrar a importância da solidariedade e da caridade para reduzir a desigualdade social.
Participantes: Indefinido.
Tempo Estimado: 20 min.
Material: Uma folha de rascunho para cada aluno e um lixo de plástico (ou balde).
Descrição: O Evangelizador deverá entregar uma folha para cada aluno e pedir para que eles a transformem num bola de papel, amassando-a. Depois deverá fazer a seguinte explicação: "Imaginem que todos vocês representam a população de um país qualquer. Alguns pertencerão às classes mais altas, pois se tornaram ricos....Para subir às classes mais altas, tudo o que você precisa fazer é acertar sua bolinha no cesto de lixo, sem se levantar da cadeira. Acertar a bola é o seu trabalho, no qual receberá muito dinheiro."  Imediatamente os  alunos do fundo da classe devem protestar: “Isso não é justo!” . Os que estão na frente terão muito mais facilidade em acertar o lixo, pois aqueles que estão atrás estão mais distantes e veem um monte de gente (vários obstáculos) na sua frente. Quando os arremessos são feitos acontece o esperado: os da frente conseguem acertar mais (mas nem todos) e os de trás acertam menos (mas alguns acertam). O Evangelizador conclui: " Quanto mais perto você está do lixo, maiores são as suas chances de acertar. Isso é um privilégio? Vocês repararam como as reclamações vieram, todas, do fundo da classe?”
Comentário: Não, Deus não concede privilégios para ninguém, vivemos em classes sociais diferentes, pois existem diversos tipos aptidões e trabalhos, não sendo possível a igualdade absoluta de riqueza.  
Sengundo Allan Kardec, " Sem a preexistência da alma, o homem é induzido a acreditar que Deus, dado creia em Deus, lhe conferiu vantagens excepcionais; quando não crê em Deus, rende graças ao acaso e ao seu próprio mérito. Iniciando-o na vida anterior da alma, a preexistência lhe ensina a distinguir, da vida corporal, transitória, a vida espiritual, infinita; ele fica sabendo que as almas saem todas iguais das mãos do Criador; (...) que as vantagens do nascimento são puramente corpóreas e independem do Espírito; que o simples proletário pode, noutra existência, nascer num trono e o maior potentado renascer proletário. Se levar em conta unicamente a vida planetária, ele vê apenas as desigualdades sociais do momento, que são as que o impressionam; se, porém, deitar os olhos sobre o conjunto da vida do Espírito, sobre o passado e o futuro, desde o ponto de partida até o de chegada, aquelas desigualdades se somem e ele reconhece que Deus nenhuma vantagem concedeu a qualquer de seus filhos em prejuízo dos outros." (Revista Espírita. Julho de 1869. O Egoísmo e o orgulho. Allan Kardec).
"A riqueza é um meio de o experimentar moralmente. Mas, como, ao mesmo tempo, é poderoso meio de ação para o progresso, não quer Deus que ela permaneça longo tempo improdutiva, pelo que incessantemente a desloca. Cada um tem de possuí-la, para se exercitar em utilizá-la e demonstrar que uso sabe fazer dela. Sendo, no entanto, materialmente impossível que todos a possuam ao mesmo tempo, e acontecendo, além disso, que, se todos a possuíssem, ninguém trabalharia, com o que o melhoramento do planeta ficaria comprometido, cada um a possui por sua vez. Assim, um que não na tem hoje, já a teve ou terá noutra existência; outro, que agora a tem, talvez não na tenha amanhã. Há ricos e pobres, porque sendo Deus justo, como é, a cada um prescreve trabalhar a seu turno. A pobreza é, para os que a sofrem, a prova da paciência e da resignação; a riqueza é, para os outros, a prova da caridade e da abnegação." (O Evangelho Segundo o Espiritismo. Cap. 16. item 8. Allan Kardec)
(Texto adaptado. Fonte: https://www.awebic.com/essa-dinamica-de-sala-de-aula-prova-definitivamente-que-todos-nao-tem-as-mesmas-oportunidades/)

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