Dinâmica - Céu e inferno: verdadeiro ou falso

Objetivo: Mostrar que o "céu" e o "inferno" não são locais fixos e únicos e nem povoados por criaturas fantasiosas, nós mesmos podemos criar e fazer parte do "céu" ou do "inferno", conforme pensamos e agimos.
Participantes: Indefinido.
Tempo Estimado: 30 minutos.
Material: bilhetes com frases, caixa de papelão, lousa e giz.
Descrição: O Evangelizador deverá escrever as frases em bilhetes e colocá-las dentro de uma pequena caixa. Depois dividirá a turma em 02 grupos: ímpar e par. Alternadamente, cada um dos integrantes dos grupos pegará um bilhete da caixa e responderá uma das questões abaixo, dizendo se é verdadeira (V) ou falsa (F), explicando a sua resposta. Se acertar, receberá um ponto, mas se errar, não receberá nada. Se explicar corretamente, ganhará mais um ponto, mas se não souber explicar ou explicar errado, não receberá nada. O grupo que receber mais pontos será o vencedor.  
Obs.: Anote os nomes dos grupos e os pontos na lousa.

Frase: Aqueles que estão no inferno sofrerão pena eterna. (F)
Comentário: Deus é soberanamente justo. A soberana justiça não é a justiça mais   inexorável , nem aquela que deixa toda falta impune; é aquela que tem em conta rigorosamente o bem e o mal, que recompensa um e pune o outro na proporção mais equitativa, e nunca se engana.  (...)Ora, a alma progride ou não? Eis a questão: Se progride, a eternidade das penas é impossível. (O céu e o inferno. Primeira parte. Cap. 6. Item 13 e 18. Allan Kardec)

Frase: O inferno e o céu são locais determinados e fixos. (F)
Comentário: Dependente o sofrimento da imperfeição, como o gozo da perfeição, a alma traz consigo o próprio castigo ou prêmio, onde quer que se encontre, sem necessidade de lugar circunscrito. (O céu e o inferno. Primeira parte. Cap. 7. Allan Kardec) A localização absoluta das regiões das penas e das recompensas só na imaginação do homem existe. Provém da sua tendência a materializar e circunscrever as coisas, cuja essência infinita não lhe é possível compreender. (O Livro dos Espíritos. Questão 1012. Allan Kardec).

Frase: Nós estaremos dentro de "regiões" criadas pelo nosso próprio pensamento. (V)
Comentário: No Espaço, como, aliás, na Terra, a vontade é soberana, o pensamento é motor, é produtor, é criador. (...)A força motora dos seus pensamentos poderosamente associados e disciplinados, irradiando energias cuja natureza o homem ainda não poderá conceber, agirá sobre aqueles fluidos e essências e edificará o que antes fora delineado e desejado. (...)Nós mesmas, as criaturas encarnadas, estaremos dentro de "regiões" criadas pelo nosso pensamento, além de permanecermos na crosta do planeta.   (Devassando o invisível. Yvonne Pereira).

Frase: Pode-se dizer que o céu são os  planetas felizes, as  estrelas e todos os mundos superiores. (V)
Comentário: É o espaço universal; são os planetas, as estrelas e todos os mundos superiores, onde os Espíritos gozam plenamente de suas faculdades, sem as tribulações da vida material, nem as angústias peculiares à inferioridade. (O Livro dos Espíritos. Questão 1016. Allan Kardec).  

Frase: Após desencarnar, nenhum espírito sentirá mais fome ou sede. (F)
Comentário:  Aos entes muito materializados, que chegam ao Mundo Espiritual sem compreenderem a transformação porque passaram, e têm ainda sensação de fome e sede, lhes são ministrados alimentos em instalações especiais, até que, adaptados ao meio em que iniciaram a nova vida, compreendam que não têm mais necessidades desses alimentos, que julgavam precisos para sua manutenção. Naturalmente, os alimentos assemelham-se muito aos que lhes eram usuais na Terra, mas são feitos de matéria peculiar ao Mundo dos Espíritos e de acordo com o corpo fluídico, ou seja, o organismo perispiritual de cada um. (A vida no outro mundo. Cap. 13. Perturbação da morte. Cairbar Schutel)

Frase: Muitos espíritos permanecem nos ambientes onde viveram. (V)
Comentário: Os que desencarnam em condições de excessivo apego aos que deixaram na Crosta, neles encontrando as mesmas algemas, quase sempre se mantêm ligados à casa, às situações domésticas, aos fluidos vitais da família. Alimentam-se com a parentela e dormem nos mesmos aposentos onde se desligaram do corpo físico. (Missionários da Luz. Cap. 11. Espírito André Luiz. Psicografado por Chico Xavier) Não se perde na imensidão do infinito, como geralmente se acredita. Fica errante no espaço e, as mais das vezes, junto àqueles que conheceu e sobretudo que amou. (O que é o Espiritismo.  Cap. 3. Questão 150. Allan Kardec).

Frase: Os espíritos culpados recebem auxílio divino após o arrependimento sincero e desejo de reparação . (V)
Comentário: Alguns são privados de ver os seres queridos, e todos, geralmente, passam com intensidade relativa pelos males, pelas dores e privações que a outrem ocasionaram. Esta situação perdura até que o arrependimento e o desejo de reparação lhes traga a calma para entrever a possibilidade de, por eles mesmos, pôr um termo à sua situação. (O céu e o inferno. Primeira parte. Cap. 7. Allan Kardec)

Frase: Os Espíritos agrupam-se pela força de atração,  conforme o seu tipo de pensamento . (V)
Comentário: Colônias conhecidas coletivamente como Umbral, que começam na superfície da Terra e correspondem ao antigo purgatório, e, como Trevas, na sua pior porção, que correspondem ao clássico inferno. Pode-se afirmar corretamente que não passam de produtos da atividade mental inferior. Ao invés de lugares fixos e definidos para danação do ser humano – são construções mentais reles, onde os Espíritos juntam-se por forçada atração, porém, transitoriamente, tão pronto mudem as disposições para o mal e passem a desejar o bem, por fracamente que seja, aparecem os lidadores da Luz, do Amor e do Bem para retirá-los à regeneração mediante a reencarnação. (Evolução para o terceiro Milênio. Cap.4. Item16. Ação da Lei nos desvios de rumo. Carlos Toledo Rizzini)

Frase: O inferno está por toda parte em que haja almas sofredoras, e o Céu igualmente onde houver almas felizes. (V)
Comentário: Estando o sofrimento vinculado à imperfeição, como o gozo à perfeição, a alma carrega em si mesma seu próprio castigo em toda parte onde se encontra: não é preciso para isso de um lugar circunscrito. (O Céu e o Inferno. Cap. 7. Allan Kardec).  Das qualidades do indivíduo depende-lhe a felicidade, e não do estado material do meio em que se encontra, podendo a felicidade, portanto, existir em qualquer parte onde haja Espíritos capazes de a gozar. Nenhum lugar lhe é circunscrito e assinalado no Universo. Onde quer que se encontrem, os Espíritos podem contemplar a majestade divina, porque Deus está em toda parte. (O Céu e o Inferno. Cap. 3. Item 15. Allan Kardec).

Frase: Certos assassinos são obrigados a conservarem-se no local do crime e a contemplar suas vítimas. (V)
Comentário: Para o criminoso, a presença incessante das vítimas e das circunstâncias do crime é um suplício cruel.  Espíritos há mergulhados em densa treva; outros se encontram em absoluto insulamento no Espaço, atormentados pela ignorância da própria posição, como da sorte que os aguarda. Os mais culpados padecem torturas muito mais pungentes por não lhes entreverem um termo.  (O céu e o inferno. Primeira parte. Cap. 7. Allan Kardec)

Frase: Todos nós iremos passar pelo sofrimento do umbral, antes de ir para uma colônia espiritual ou plano superior mais elevado. (F)
Comentário: O Umbral  (...)  começa na crosta terrestre. É a zona obscura de quantos no mundo não se resolveram a atravessar as portas dos deveres sagrados, a fim de cumpri-los, demorando-se no vale da indecisão ou no pântano dos erros numerosos.  Quando o espírito reencarna, promete cumprir o programa de serviços do Pai; entretanto, ao recapitular experiências no planeta, é muito difícil fazê-lo, para só procurar o que lhe satisfaça ao egoísmo. (...)  Pois bem: todas as multidões de desequilibrados permanecem nas regiões nevoentas, que se seguem aos fluidos carnais. O dever cumprido é uma porta que atravessamos no Infinito, rumo ao continente sagrado da união com o Senhor. É natural, portanto, que o homem esquivo à obrigação justa, tenha essa bênção indefinidamente adiada. (Nosso Lar. Cap. 12. O Umbral. Espírito André Luiz. Psicografado por Chico Xavier)  

Frase: Trazemos o céu e o inferno na nossa própria consciência. (V)
Comentário: Em nós e conosco trazemos o Céu e o inferno; as nossas faltas, gravadas na consciência, são lidas correntemente no dia da ressurreição. E uma vez que o estado da alma nos abate ou eleva, somos nós os juízes de nós mesmos. Explico-me: um Espírito impuro e sobrecarregado de culpas não pode conceber nem anelar uma elevação que lhe seria insuportável. (O céu e o inferno. Segunda parte. Cap. 4. Allan Kardec)

Comentário final:  No livro ‘‘Nosso Lar’’ descreve detalhadamente como são as zonas inferiores,  o Espírito André Luiz relata que permaneceu no umbral  por mais de oito anos consecutivos, devido ter encurtado a sua vida pela falta de cuidado com a saúde e pelo excesso de prazeres: " A ausência de autodomínio, a inadvertência no trato com os semelhantes, aos quais muitas vezes ofendeu sem refletir, conduziam-no freqüentemente à esfera dos seres doentes e inferiores. (...)  Todo o aparelho gástrico foi destruído à custa de excessos de alimentação e bebidas alcoólicas, aparentemente sem importância. Devorou-lhe a sífilis energias essenciais. (...) O suicídio é incontestável." (Nosso Lar. Cap. 4.O Médico Espiritual. Espírito André Luiz. Psicografado por Chico Xavier).

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