Dinâmica - Autoridade moral X Autoridade material

Objetivo: Perceber que o autoridade material, acaba com a vida, mas a autoridade moral se prolonga e mantém o seu poder, sobretudo, após a morte.
Participantes: Máximo 8 alunos.
Tempo Estimado:  35 min.
Material: Lousa e giz (ou papel craft: 66cm X 96 cm e canetinha).
Descrição: O Evangelizador deverá dividir a lousa em três colunas e escrever na parte superior os seguintes títulos: 1° Autoridade moral de Jesus Cristo, 2° Autoridade material do Centurião e  3° Autoridade material de Herodes Antipas. Depois deverá escrever na 1° coluna as 4 frases que se referem a autoridade moral de Jesus Cristo, deixando as outras sem preencher. Logo em seguida deverá fazer o seguinte comentário: "Na época de Jesus, o governo romano tinha uma milícia composta de cem soldados, sob a direção de um comandante. Esse comandante tinha o título de  centurião,   justamente porque comandava cem soldados. O Centurião, que foi procurar Jesus para curar o seu criado, era humilde e reconhecia a autoridade moral do Divino Médico. Seu coração era generoso, pois não foi pedir para um parente e sim para o seu servo. Normalmente, as criaturas detentoras de autoridade material, não reconhecem a sua inferioridade diante de outro,  são orgulhosas e egoístas, como por exemplo o Rei Herodes, que quis matar Jesus quando Ele nasceu. Mas o Centurião, pelo contrário, com muita fé e humildade, disse: Senhor! Não sou digno de que entres em minha casa; porém diz somente uma palavra, e o meu criado há de sarar.'' (Mateus 8:8)
Logo após dito isto, o Evangelizador deverá mostrar as características de Jesus Cristo,  sortear 4 alunos que deverão dizer  4 características do Centurião e depois outros 4 alunos que deverão dizer as 4 características do Rei Herodes, comparando-as com as características de Jesus Cristo, que possui uma autoridade moral, que se prolonga e permanece após a morte.
 
1 ° Autoridade moral de Jesus Cristo
- Possui o título espiritual permanente de governador do planeta Terra.
- Possui superioridade moral e intelectual sobre todos os homens.
- Possui autoridade moral sobre os espíritos e os trata bem.
- Possui muitas virtudes e é considerado modelo de perfeição moral.

2° Autoridade material do Centurião  
- Possui o título terreno temporário de Centurião.  
- Reconhece a sua inferioridade moral e intelectual diante de Jesus Cristo.
- Possui autoridade material sobre os seus soldados e os trata bem.
- Possui algumas virtudes, tais como: a fé, a humildade e a generosidade.

3° Autoridade material de Herodes
- Possui o título terreno temporário de Rei.
- Não reconhece a sua inferioridade moral e intelectual diante de ninguém.
- Possui autoridade material sobre os homens e os trata mal.
- Possui vários defeitos, tais como: orgulho, egoísmo e a crueldade.
Obs.: O Evangelizador deverá ajudar o aluno a construir as frases com algumas dicas, por exemplo: O título de Jesus é espiritual, pois vive no mundo espiritual (não precisa mais reencarnar) e o título de quem vive na Terra seria...?; O título de Jesus é permanente, e o que não fica por muito tempo seria...? Etc...

Comentário:  Segundo o Espírito de Bezerra de Menezes,  "Aqui, na Vida Espiritual, não se vos perguntará quanto aos títulos que usastes, nessa ou naquela esfera de atividade humana e sim sereis inquiridos quanto às dores que atenuastes, às lágrimas que suprimistes!" ( Bezerra, Chico e você . Dinheiro e carência. Espírito Bezerra de Menezes / Chico Xavier)
Aos olhos de Deus, uma única  autoridade  legítima existe: a que se apóia no exemplo que dá do bem. É o que, igualmente, ressalta das palavras de Jesus. (O Evangelho Segundo o Espiritismo. Cap. 10. Item 13. Allan Kardec)
(...) Os judeus, que esperavam no Messias um rei terreno, mais poderoso do que todos os outros reis, destinado a colocar-lhes a nação à frente de todas as demais e a reerguer o trono de David e de Salomão, não quiseram reconhecê-lo no humilde filho de um carpinteiro, sem  autoridade material. No entanto, aquele pobre proletário da Judéia se tornou o maior entre os grandes; conquistou para a sua soberania maior número de reinos, do que os mais poderosos potentados; exclusivamente com a sua palavra e o concurso de alguns miseráveis pescadores, revolucionou o mundo e a ele é que os judeus virão a dever sua reabilitação. Disse, pois, uma verdade, quando, respondendo a esta pergunta de Pilatos: “És rei?” respondeu: “Tu o dizes.” (A Gênese. Cap. 17. Item 54. Allan Kardec)
Que não é deste mundo o reino de Jesus todos compreendem; mas não terá ele uma  realeza   também na Terra? Nem sempre o título de rei implica o exercício do poder temporal. Dá-se esse título, por unânime consenso, a todo aquele que, pelo seu gênio, ascende à primeira plana numa ordem de ideias quaisquer, a todo aquele que domina o seu século e influi sobre o progresso da humanidade. É nesse sentido que se costuma dizer: o rei ou príncipe dos filósofos, dos artistas, dos poetas, dos escritores, etc. Essa realeza, oriunda do mérito pessoal, consagrada pela posteridade, não revela, muitas vezes, preponderância bem maior do que a que cinge a coroa real? Imperecível é a primeira, enquanto esta outra é joguete das vicissitudes; as gerações que se sucedem à primeira sempre a bendizem, ao passo que, por vezes, amaldiçoam a outra. Esta, a  terrestre , acaba com a vida; a realeza moral se prolonga e mantém o seu poder, governa, sobretudo, após a morte. Sob esse aspecto não é Jesus mais poderoso rei do que os potentados da Terra? Razão, pois, lhe assistia para dizer a Pilatos, conforme disse: “Sou rei, mas o meu reino não é deste mundo. (O Evangelho Segundo o Espiritismo. Cap. 2. Item 4. Allan Kardec)
(Baseado no livro: O Evangelho Segundo o Espiritismo. Cap 2: item 4/ Cap. 10: Item 13. Allan Kardec e no livro: A Gênese. Cap. 17. Item 54. Allan Kardec)

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