Dinâmica - Administrador infiel

Objetivo:  Perceber que nós somos administradores infiéis dos bens terrenos e que podemos beneficiar o nosso próximo, através de bons conselhos  e diminuindo a sua dívida, ou seja, o seu sofrimento.
Participantes:  Máximo 16 alunos (4 grupos).
Tempo Estimado: 35 min.
Material: 4 papéis com frases (imprimir em papel sulfite A4), lápis de escrever, apontador e  borrachas.  
Descrição: O Evangelizador deverá dividir a turma em 4 grupos com no máximo 4 alunos, e fazer o comentário abaixo:
"Imagine que vocês sejam responsáveis por um restaurante, o que significa administrar os possíveis problemas que possam surgir. Se fosse, por exemplo, um gerente (um administrador infiel), conforme a parábola de Jesus, o que fariam para ajudar a diminuir a dívida de algumas pessoas e alertar sobre problemas futuros?" Vou lhes dar alguns exemplos...Neste momento, entregue um papel com as frases para cada grupo, juntamente com o lápis de escrever e peça para eles conversarem entre si, e escreverem no papel como resolveria os problemas. Depois, diante da turma, cada grupo deverá ler as suas sugestões e o Evangelizador deverá fazer as devidas correções, caso seja necessário. E no final, o Evangelizador poderá dar outras sugestões.
Frases:
1. Uma mãe e um filho, que vieram da roça, estavam almoçando no restaurante com música ao vivo, porém quando foram pagar as refeições,  não tinham R$ 15,00 reais para pagar o couvert artístico, pois não sabiam que deveria pagá-lo, apesar do aviso estar na  entrada da empresa.  Como o gerente poderia resolver este problema?
Sugestão de Resposta: Deixaria eles irem embora e diria que poderiam pagar, numa próxima oportunidade, quando voltarem ao restaurante. E iria orientá-los de que todo restaurante que tem música ao vivo, geralmente, cobra pelo couvert artístico, e portanto, deveriam ficar atentos aos avisos na entrada, para que não tenham problemas futuros.  
2. O gerente viu uma criança maltrapilha e suja, que tinha uns 10 anos, aproximadamente, roubando um bombom e guardando-o rapidamente no seu bolso,  e logo depois ela foi para o banheiro do restaurante. Como o gerente poderia resolver este problema?
Sugestão de resposta: Conversaria com a criança, perguntando o motivo pelo qual fez aquilo e onde estariam os seus pais. Se a criança disser que eles estão em casa e que pegou o bombom, pois estava passando fome, responderia que roubar é um crime e  que se fosse maior poderia ser presa,  portanto o correto seria pedir para o gerente, assim não estaria prejudicando ninguém e também  não teria problemas futuros com a justiça.  Além disso, pediria para devolver o bombom, ofereceria um prato de comida para ela e ligaria para o conselho tutelar, através do disque 100, porque uma criança não poderia estar sozinha na rua.
3. Uma funcionária nova precisou pedir demissão ao gerente, pois a sua filha foi internada no hospital e precisava de seus cuidados, porém após receber o salário, ela iria ficar devendo ainda R$ 30,00 reais ao restaurante, devido a compra de cigarros. Como o gerente poderia resolver este problema?
Sugestão de resposta: Faria uma nota promissória e diria para ela que poderia pagar aos poucos, quando pudesse, ou, diminuiria o valor da dívida para R$20,00 reais, se ela pudesse pagar de imediato. E lhe daria um conselho para parar de fumar, pois isto traria consequências graves para sua saúde, problemas maiores do que uma dívida, que tira a paz da nossa consciência.
4. Um antigo funcionário do restaurante, que tinha dois empregos, se distraiu e derrubou vinho, sem querer, num casaco de um cliente.  O cliente processou o restaurante, pois seu casaco foi danificado e era carísssimo, custava R$  500,00. O funcionário ficou muito aflito com isto, pois se fosse descontado o valor do seu salário, não conseguiria comprar a cesta básica para a sua mãe , naquele mês. Como o gerente poderia resolver este problema?
Sugestão de resposta: Poderia diminuir 50% da dívida, por ele ser um bom funcionário e ter sido seu primeiro erro, e sugerir pagar o restante em 24 parcelas mensais (sem juros), pois deste modo não iria pesar no salário do mês.  Além disso, daria uma advertência, para ficar mais atento e ter mais cuidado, pois se acontecesse outra vez, não poderia ajudar daquela forma. Aliás, deveria agradecer a Deus pelo cliente não ter sido agressivo.  
Obs.: Se os alunos disserem que não cobrariam nenhuma dívida, argumente que o gerente causaria grandes prejuízos para a empresa. Na parábola, o administrador infiel não agiu assim. Além disso, explique que seria justo cobrar algo e dar alguns conselhos, para que as pessoas percebam os seus erros.
Comentário: O mais apreciável bem que poderíamos fazer ao nosso semelhante, é, ajudá-lo no processo de auto-iluminação. A criatura esclarecida consegue desvios e furtar-se de atos danosos, que levam a contrair novas dívidas perante a Justiça Divina. Por isso, proclamou o Mestre: “Conheça a verdade e ele vos fará livres”.  Se alguém contribuir para elucidar um Espírito encarnado, iluminando a sua senda e proporcionando-lhe maiores condições de poder discernir o bem do mal, dando-lhe condições e diminuir suas dívidas para com a Justiça Divina, estará atuando como o Mordomo Infiel, que, apesar de ter esbanjado os talentos que Deus lhe confiou, soube ser diligente no gerir de sua vida material, e, pelo menos, amparou o seu próximo, ajudando-o a carregar o seu pesado fardo: obviamente, esse seu próximo, agradecido, o ajudará como amigo quando, pela morte do corpo, for despojado da mordomia e se ver face aos “clamores” no mundo espiritual. (As maravilhosas parábolas de Jesus. Paulo Alves Godoy)
(Baseada no livro: As maravilhosas parábolas de Jesus. Paulo Alves Godoy)

Passatempo Espírita © 2013 - 2022. Todos os direitos reservados.

Desenvolvido por Webnode