Zico

            Francisco era um bom e educado menino. Sua casa era a mais bonita da rua em que morava, e seus pais, pessoas amigas e compreensivas. Sempre que reunidos, conversavam, ensinando muitas coisas a Francisco. Diziam sempre:

            - Francisco, somos todos iguais... Uns são pobres, outros são ricos: uns bons, outros maus:uns altos, outros baixos, uns gordos, outros magros: mas, somos todos filhos de Deus, e como somos filhos do mesmo pai, somos irmãos. Deus nos ama da mesma forma: todos são iguais para Ele.

            Assim, Francisco aprendeu com os pais, que para Deus não há diferença entre as pessoas. Todos são amados por Ele.

            Francisco tinha um grande amigo: Zico. Brincavam e passeavam sempre juntos. Eram inseparáveis. Porém, Zico não era rico, e nem morava numa casa bonita. Era muito pobre, morava numa casinha simples, mas muito limpa, e sua mãe lavava roupa, e com o que gastava sustentava a casa. Viviam felizes e na simplicidade.

            Certo dia, Francisco pensou em convidar Zico para almoçar em sua casa. Conversando com sua mãe, ela consentiu, achando uma boa idéia.

            O Convite foi feito, mas Zico, envergonhado, achava que não deveria ir:

            - Sabe, Francisco, eu não tenho roupas bonitas para ir à sua casa. Tudo lá é tão bonito! Acho que não devo ir!

            - O que é isso, meu amigo? Nós queremos que almoce conosco, desejamos a sua presença. Não nos importamos com roupas bonitas ou feias!

            Porém, Zico dizia:

            - Mas, e os seus pais?  Não se importam que você tenha um amigo pobre como eu? Acho que eles não vão gostar!

            - Engano seu, Zico! Papai e Mamãe só não gostam que eu ande com meninos malvados. Eles gostam muito de você! Ouça: conhecemos você. Sabemos que não tem pai, mas em compensação, tem uma mãe maravilhosa. Quando vier para o almoço, traga-a também. Mamãe gostará de conhecê-la.

            Zico foi para casa muito satisfeito. Contou para sua mãe e ela aceitou o convite. Na hora combinada, lá se foram mãe e filho para a casa bonita de Francisco.

            Almoçaram com muita alegria. Conversaram e riram a valer. Ao sairem, tinham-se tornado grandes amigos. Os meninos sentiram-se felizes ao verem a amizade de seus pais e combinaram passar o domingo juntos.  

 

(autor desconhecido)