Uma questão de escolha

Nós é que construímos, através das pequenas e grandes ações, infelicidade ou infelicidade.

 

Como contar a história:

Vocês vão reparar que o texto está dividido em FICHAS. A idéia é que as crianças escolham o final que querem para a história.

Quando li para as crianças, elas curtiram bastante.

O ideal é que o evangelizador leia (a pedido das crianças, é claro!) as diferentes alternativas, para mostrar que a mesma situação, se for ‘trabalhada’ de jeito diferente, pode dar resultados diferentes.

Como fixação, você pode pedir que elas criem coletivamente (com sua ajuda) uma história, onde também haja dois finais possíveis, um para a escolha ‘correta’ e outro para a escolha ‘errada’.

Vamos ao texto!

 

FICHA 01

Júlia é uma menina inteligente. Ela mora numa casa pequena e acolhedora, no bairro Laranjeiras.

Júlia é bem jovem, mas já aprendeu fazer escolhas. Quando acorda, por exemplo, ela tem duas opções pode: reclamar do raio de sol que atravessa as cortinas, dos pássaros que fazem algazarra do lado de fora e das tarefas que tem para fazer, ou pode fazer outra coisa: agradecer por mais um dia de vida, pelo sol e pelos pássaros e pela oportunidade de estudo e de trabalho.

Se você fosse a Júlia, o que escolheria?

Se você escolhe reclamar, leia a continuação da história na ficha 02

Se você escolhe agradecer, leia a ficha 22

 

FICHA 02

Júlia sempre reclama de acordar cedo. A mãe, Dona Isamar tem que chamá-la várias vezes.

A menina se arrasta mal-humorada, e continua a longa série de reclamações.

Ela diz que o leite está frio e que pão esquentado na chapa é coisa muito ruim. Reclama de vestir uniforme e que a Van do transporte escolar chega muito cedo.

Hoje, Dona Isamar teve uma conversa muito séria com a filha:

- Júlia, você precisa reclamar menos. Precisa deixar de usar esses óculos escuros aí!

- Óculos escuros, mãe? Mas eu nem tenho isso!

- Parece que tem sim, menina. Vê tudo de uma forma escura, pra baixo. Precisa levantar o astral

- Como assim, mãe?

- Minha filha, a mesma situação pode sempre ser vista de duas maneiras. O leite, que você considera frio, pode estar na temperatura ideal, para não queimar bocas mais delicadas. O pão não é fresco porque todos trabalhamos fora e não temos tempo para buscar na padaria, logo de manhãzinha. De tarde, a gente sempre dá um jeitinho e consegue comprar pão saído do forno, quentinho e saboroso, não é verdade?

- Ah, isso é mesmo, mãe...

- Lucio tem que buscar várias crianças e não pode esperar seus atrasos. Se toda criança atrasasse uns 5 minutos que fossem, já pensou a que horas ele chegaria na escola? Na hora do recreio!

- Sabe que até que é uma boa idéia, mãe?

- E como vocês aprenderiam o que precisam aprender, hein? É muito tempo perdido. . .

Como dissemos, a vida é feita de escolhas. Júlia pode escolher continuar reclamando, vendo sempre o lado ruim das coisas, ou ouvir a mãe e melhorar o humor, passando a valorizar as oportunidades.

E você, o que escolhe?

Se escolher continuar reclamando, vá para a ficha 03.

Se escolher reconhecer que estava errado e passar a ver a vida com outros olhos, vá para a ficha 22 veja quanta coisa pode acontecer...

 

FICHA 03

Mesmo tendo sido advertida várias vezes que esse comportamento não era o ideal nem a faria feliz, Júlia passa os dias no maior azedume. Briga com os colegas, quando não atendem seus caprichos e, por isso, aqueles que poderiam ser seus grandes amigos não se aproximam dela.

Reclama dos deveres da escola e, sempre que pode, deixa de fazer um ou outro. As notas dela, por isso mesmo , foram lá para baixo.

Na família, é conhecida como uma encrenqueira de mar a maior.

O pior de tudo é o que Júlia sente-se muito só e gostaria muito de ter amigos, boas notas e um bom relacionamento familiar.

O que Júlia precisa fazer para isso?

Tirar os óculos escuros, é claro. T irar os óculos escuros e passar a ver o mundo com olhos brilhantes e felizes, percebendo oportunidades sagradas no exercício da existência.

 

FICHA 22

O s dias de Júlia são sempre recheados de boas surpresas, sabem por quê? Porque ela vê a vida com otimismo e alegria.

Pequenas coisas que acontecem lhe trazem alegria: o pão quentinho na chapa, feito com carinho pela Dona Isamar, a conversa alegre com os coleguinhas da van, as brincadeiras na hora do recreio, o aprendizado da sala de aula.

Júlia vê o mundo com bons olhos e, exatamente por isso, tem ânimo e clareza de raciocínio, quando surgem os problemas. Dificuldades com a escola, problemas de falta de dinheiro em casa ou resfriados são enfrentados com coragem e certeza de que é possível superá-los

Quem não gasta suas forças com reclamação e pessimismo, enfrenta melhor os próprios problemas.

E você, querido leitor, que escolha fará para sua vida toda?

(FONTE: http://www.cvdee.org.br/evangelize/pdf/6_0733.pdf)