Piedade I

 Indiscutivelmente, a piedade, exprimindo, compreensão clara do amor, é o óleo intangível que assegura o equilíbrio na máquina do progresso.

 Para que a harmonia reine soberana e para que a alegria fulgure, renovadora, há-de comparecer em todos os campos de atividade, regendo todos os ministérios e profissões.

 Diplomar-se-á o médico nos galarins da cultura, entretanto, sem piedade para com os enfermos viverá muito longe do privilégio de curar.

 Erguer-se-á o juiz às culminâncias da toga, todavia, sem piedade no trato com a justiça, não passará de um cabide precioso para os textos legais.

 Levantar-se-á o sacerdote para os ofícios do templo, no entanto, sem piedade para com o rebanho de almas que o Senhor lhe confia, terminará o serviço sublime espalhando descrença e desilusão.

 Ingressará o operário nos círculos da oficina, mas, sem piedade para com o trabalho que lhe pede atenção e renúncia, raramente fugirá da condição deplorável do exemplar acabado de ociosidade e indisciplina.

 Todos necessitamos de piedade, quanto necessitamos de ar puro…

 E somente por ela, sustentamo-nos, cada dia, na tarefa de que a vida nos incumbe, com os seus talentos multiplicadores e preciosos.

 Deixa que a compaixão te inspire os pensamentos, para que os teus atos gerem beleza e luz, onde teu coração estagie.

 Recorda a Infinita Bondade do Senhor que, até hoje, nos tolera os erros para que aprendamos a ciência da vida e, quanto seja possível, tolera as faltas do próximo, ajudando e amando, entendendo e servindo, por que somente através da profunda compaixão, uns para com os outros, é que atingiremos o sol da comunhão pura com Deus.

 (Escrínio de Luz . Espírito Emmanuel. Psicografado por Chico Xavier)