O vendedor de balões

        Era uma tarde de domingo e o parque estava repleto de pessoas que aproveitavam o dia ensolarado para passear e levar seus filhos para brincar.

        O vendedor de balões havia chegado cedo, aproveitando a clientela infantil para oferecer seu produto e defender o pão de cada dia.

        Como bom comerciante, chamava atenção da garotada soltando balões para que se elevassem no ar, anunciando que o produto estava à venda.

        Não muito longe do carrinho, um garoto negro observava com atenção. Acompanhou um balão vermelho soltar-se das mãos do vendedor e elevar-se lentamente pelos ares.

        Alguns minutos depois, um azul, logo mais um amarelo, e finalmente um balão de cor branca.

        Intrigado, o menino notou que havia um balão de cor preta que o vendedor não soltava. Aproximou-se, meio sem jeito, e perguntou:

        — Moço, se o senhor soltasse o balão preto, ele subiria tanto quanto os outros?

        O vendedor sorriu, como quem compreendia a preocupação do garoto, arrebentou a linha que prendia o balão preto e, enquanto ele se elevava no ar, disse-lhe:

        — Não é a cor, filho, é o que está dentro dele que o faz subir.

        O menino deu um sorriso de satisfação, agradeceu ao vendedor e saiu saltitando, para confundir-se com a garotada que coloria o parque naquela tarde ensolarada.

        O vendedor de balões lhe ensinara a bela lição da fraternidade.

        —Não é a cor, nem a raça, nem a posição social, nem a religião, nem as aparências externas filho, é o que está dentro de você que o faz subir.

(Redação do Momento Espírita com base no conto, O vendedor de balões, do livro As 100 mais belas parábolas de todo os tempos, de Alexandre Rangel, ed. Leitura. Em 25.04.2011.)