O problema da tentação

          O educador, em aula, tentava explicar aos meninos que o móvel das tentações, reside em nós mesmos: contudo como os aprendizes mostravam muita dificuldade para compreender, ele se fez acompanhar pelos alunos até o grande pátio do colégio. Aí chegando, mandou trazer uma bela espiga de milho e perguntou aos rapazes:

          Qual de vocês desejaria devorar esta espiga tal como está. Os jovens sorriram, com zombaria e um deles exclamou: Ora vejam!... quem se animaria a comer milho cru? O professor mandou vir um dos cavalos que serviam a escola, instalou alguns obstáculos à frente do animal e colocou a espiga ao dispor dele, sobre pequena mesa. O grande eqüino saltou, lépido, os impedimentos e avançou guloso para o bocado. O professor benevolente e amigo esclareceu, então, bondosamente ante os alunos surpreendidos As tentações nos procura, segundo os sentimentos que trazemos no campo íntimo. Quando cedemos a alguma fascinação indigna, é que a nossa vontade permanece fraca, diante dos nossos desejos inferiores. As forças que nos tentam correspondem aos nossos próprios impulsos. Não podemos imaginar ou querer aquilo que desconhecemos. Por esse motivo, necessitamos vigiar o cérebro e o coração, a fim de selecionar-mos as sugestões que nos visitam o pensamento. E, terminando afirmou: As situações boas, ou más, fora de nós, são iguais aos propósitos bons ou maus que trazemos conosco.

(Espírito Meimei. Pai Nosso. Psicografado por Chico Xavier)