O aniversário de Sara

    Sara estava indo para casa, após a escola, e ia toda serelepe conversando com sua amiga Ana, quando escuta um:

    CATAPLOF...

    _ Que será que aconteceu? Pergunta ela para Aninha.

    E lá vão as duas correndo virar a esquina para ver o que tinha acontecido.

    Quando viram a esquina, vejam só o que elas vêem : um menino tinha escorregado e caído ao chão e ninguém foi ajudá-lo, muito pelo contrário, estavam rindo dele...

    Sara, que sempre foi uma garota muito gentil, bondosa e simpática, corre logo para o lado dele e pergunta:

    _ Você se machucou? Tá doendo? Tem certeza que pode levantar para continuar andando até sua casa?

    O menino muito agradecido, responde:

    _ Obrigada, não machuquei não, só ralei o joelho e dá sim para levantar e ir embora pra casa, obrigado.

    E assim fizeram, Sarinha ajudou a pegar os livros que se espalharam pela rua e, dando-se tchau, cada um seguiu seu caminho.

    Aninha, então, comenta com Sarinha:

    _ Puxa! Você sempre está ajudando alguém, né?

    _ Claro, Aninha, devemos procurar ajudar a todos; sempre penso que eu não gostaria nada nada de cair e ver as pessoas rindo de mim.

    _ Mas, Sarinha, você sempre está ajudando alguém: vive ajudando sua mãe a arrumar a casa; eu, por exemplo, odeio arrumar casa e só faço quando minha mãe me obriga, você  todo dia faz isso e sua mãe nem pede nem nada...

    _ Ué, Aninha, eu também moro na casa, e minha mãe tem um monte de coisas para fazer: é o trabalho fora, é cuidar do meu irmãozinho pequetitinho, de mim, do papai e da vovó que não está legal de saúde; nada mais justo ajudá-la, e mesmo que não tivesse nada disso, em duas sempre o serviço acaba mais rápido e a casa fica do jeitinho que eu gosto limpinha e arrumada... E todos deveriam sempre ajudar suas mamães, viu? O trabalho é algo muito útil.

    _ Xiii... pode parar por aí Sarinha, lá vem você com esse seu papo de sempre: o trabalho é útil, o trabalho como é que é mesmo o termo que você sempre fala e eu me enrolo toda pra dizer? E-no... E-no...

    _ Enobrece , Aninha, Enobrece..e ainda faz a gente se sentir muito bem mesmo, feliz , com o coração alegre...e ainda é algo que é igual se fala na TV: solidário...a gente tem que ser solidário com todo mundo, começando com nossa mãe, oras...

    _ Isso..risos.. isso mesmo.. mas isso é para você , pois continuo não gostando de arrumar casa... responde Aninha..Boom, a gente se fala mais tarde, cheguei e estou morrendo de fome.. tchau Sarinha..

    _ Tchau Aninha...

    Sara continuou seu caminho, pensativa...

    Chegou em casa, almoçou, ajudou sua mãe a arrumar a cozinha e foi fazer seus deveres de casa, quando estava na última questão, eis que toca a campanhia... quem será?

    Era o carteiro, que , devido ao calor, estava morrendo de sede e sabia que sempre podia contar com      Sara para lhe dar um copo de água geladinho e com um sorriso sempre alegre.

    Quando terminou o dever e guardava suas coisas de escola na mochila, pronto só ouviu um blaf-blef... chegou à janela e viu que a bola com que os meninos jogavam futebol estava em seu jardim e foi então pegá-la para devolver aos meninos perguntando a eles se  queriam uma torcida... o que os meninos sempre sorriam alegres e respondiam:

    _ Só se for a sua torcida , Sarinha...

    Sara tinha uma porção de amigos, pois todos gostavam do seu jeitinho meigo, gentil, amigo, bondoso. Ela sempre emprestava o lápis, ajudava a professora, não empurrava ninguém na fila, sempre brincava um pouquinho nos brinquedos do parquinho, mas nunca deixava que alguém depois dela esperasse muito para poder brincar também, estava sempre com um sorriso e sempre numa alegria que fazia bem aos amiguinhos.

    Mas... aquele dia especialmente todos ficaram preocupados.

    Por que será que os amigos de Sara estavam preocupados?

    Pois é... Sara estava triste aquele dia e eles nunca tinham visto a Sara triste... que será que aconteceu?

    Aninha, chegou   perto de Sara e perguntou:

    _ Oi, Sara. Tá tudo bem?

    _ Oi, Ana. Sim, está tudo bem.

    _ Por que você está triste?

    _ Deu para perceber foi? Sabe o que é? Meu pai perdeu o emprego e daí a situação lá em casa está meio complicada, sabe?

    _ Nossa !!

    _ Pois é, tudo lá em casa terá que se modificar até que ele encontre um novo emprego. E você sabe como gosto de fazer uma festinha no meu aniversário, né? Gosto de ver todos os meus amigos e comemorar com eles; mas... esse ano não será possível fazer isso..e fico chateada de não poder reunir a galera toda e brincarmos todos juntos...

    _ Que isso Sarinha, todo mundo vai entender isso. Não precisa ficar preocupada por causa disso...

    _ Eu sei que todo mundo vai compreender, mas é uma coisa que gosto e não vou poder ter esse ano... Mas você tem razão, nada de ficar triste por causa disso né? Poderemos numa outra ocasião fazer uma reunião, assim que meu pai conseguir novo emprego.

    _ Isso, aí..

    E pronto, Sarinha já estava mais alegre e sorridente como sempre e todos gostaram de ver o sorriso dela voltar, pois lhes fazia muito bem.

    E adivinhem o que os amiguinhos de Sara resolveram fazer? Eles se reuniram num cantinho do pátio do colégio, e estavam num buchicho só.. era um tititi danado.. o que será que eles estavam aprontando? Em todo lugar sempre tinha aquele olhar de um pro outro meio sapequinha , ora era um blablabla que ninguém entendia nadinha...

    Até que chegou o dia do aniversário da Sara: eles cantaram parabéns em sala de aula, no pátio do colégio e isso a deixou muito muito feliz.

    Só que depois todo mundo saiu numa disparada só depois da aula, sem muito lenga lenga todo mundo foi para sua casa rapidinho, rapidinho...

    Sarinha tb foi para casa , almoçar , ajudar sua mamãe e fazer os deveres de casa.

Quando ela terminou o dever e estava guardando os livros na mochila, batem à porta.

_ Ah.. deve ser o Sr Luiz, o carteiro...

Que carteiro que nada..sabem quem era? Nãooo???

Eram todos os amiguinhos da Sara cantando parabéns e cada um com uma coisa: um segurava o bolo, outro um prato de salgadinho, outro com docinhos, outro com refrigerante, outro com bolas de soprar...

Aquele tititi todo que ninguém entendia era a preparação de uma festa surpresa para Sara: a mãe de uma amiguinha fez o bolo, a de outro amigo fez o salgadinho , a de outro os docinhos, a de outro comprou o refrigerante e assim puderam fazer a Sara  muito feliz.

E foi a melhor festa de aniversário que Sara já teve e que os amiguinhos dela já foram, pois todos se ajudaram para deixar uma amiguinha feliz.

 

(Fonte: CVDEE - Centro Virtual de Divulgação e Estudo do Espiritismo)