Nosso Lar

            André Luiz era médico no Rio de Janeiro. Quando desencarnou, foi para o plano espiritual e durante muito tempo ficou numa região muito estranha e escura, chamada umbral. Um dia ele fez uma prece a Deus, pedindo que o ajudasse e Espíritos amigos o levaram até uma cidade espiritual onde foi socorrido num grande hospital. Na medida em que foi melhorando, passou a observar as coisas ao redor. Ficava olhando da janela do hospital e percebeu que lá fora havia muita vegetação, grandes árvores, pomares e jardins floridos. À pequena distância, ele viu graciosos edifícios, todos com flores na entrada. Viu também casinhas encantadoras, cercadas por muros de hera, onde rosas desabrochavam. Aves de plumagens coloridas cruzavam os ares e pousavam nas torres muito altas.

            Quando André terminou o tratamento, pode sair do hospital e foi morar na casa de Lísias, um enfermeiro do hospital que se tornou muito seu amigo. Lísias morava com sua mãe e irmãs numa casa simples, mas muito bonita, com móveis quase iguais aos terrestres, um piano, uma harpa e quadros maravilhosos.

            Lísias levou André para conhecer a cidade, suas ruas, avenidas enfeitadas de árvores frondosas e muitas entidades que iam e vinham. No centro de uma praça ficava um edifício muito bonito, com muitas torres, onde residia o governador de Nosso Lar.

            Eles tomaram o aeróbus (um ônibus aéreo) e se dirigiram a um bosque muito bonito, com flores e árvores entre as quais corria um grande rio, chamado Rio Azul, cujas águas eram utilizadas nos serviços da colônia.

            Com o tempo, André foi conhecendo toda a cidade. Visitou as "Câmaras de Retificação" onde eram socorridos os Espíritos desequilibrados e doentes. Visitou os salões verdes, que eram destinados a aulas e conferências. Foi ao Campo da música, onde em cada lugar havia um tipo de música diferente e no centro era tocada a música universal e divina.

            E assim, André foi aprendendo que o mundo físico é uma cópia imperfeita do Mundo Espiritual. Que lá, também vivem em famílias, estudam para progredir e trabalham para evoluir.

 

(Fonte: http://www.pedagogiaespirita.net.br/)