No campo do Espírito

Reunião pública de 1-5-61

1ª Parte, cap. VII, § 30

Afirmas a sincera disposição de buscar a Esfera Superior, entretanto...

Surpreendeste lutas enormes, no próprio lar, onde os mais amados te sonegam entendimento; observaste a queda dos melhores companheiros que te exercitavam na elevação; recebeste a lama da calunia sobre as mãos limpas; viste amigos queridos dependurarem-te o nome no varal da suspeita; notaste

que as tuas mais belas palavras rolaram no gelo da indiferença;

recolheste escárnio em troca de amor...

Todos esses problemas, no entanto, são desafios da vida a te pedirem trabalho.

Seja qual seja a dificuldade, não acuses, nem desanimes.

No campo do espírito, a injuria e lodo verbal.

Queixa e semente morta.

Reclamação e fuga estudada.

Censura e ponta de espinho.

Melindre e praga destruidora.

Irritação e tempo perdido.

Ideal inoperante e água parada.

Desalento e ramo seco.

Ninguém avança sem movimento.

Não ha evolução, nem resgate, sem ação.

Evolução e suor indispensável.

Resgate e suor necessário com o pranto da consciência.

Nossas dores respondem, assim, pelas falhas que

demonstremos ou pelas culpas que contraímos.

A Lei estabelece, porem, que as provas e as penas se reduzam, ou se extingam, sempre que o aprendiz do progresso ou o devedor da justiça se consagre as tarefas do bem, aceitando, espontaneamente, o favor de servir e o privilegio de trabalhar.

(Justiça divina. Espírito Emmanuel. Psicografado por Chico Xavier)