Não comentes o mal

Não comentes o mal

Meu amigo, não comentes

Os males de teu irmão

Também vives no caminho

Da dor e da imperfeição.


Se vires num companheiro

Mazelas e cicatrizes,

Lembra que o Mestre abraçou

Os pobres e os infelizes.

 

Jesus não veio atender

Aos caprichos do mais forte,

Mas consolar sobre a Terra

As desventuras da sorte.


Alguém errou? Guarda a calma

Na esfera da opinião

Às vezes, tudo não passa

De malícia e incompreensão.


Recebe, com vigilância,

Quem acuse alguém contigo.

Quem fala do mal dos outros

Não pode ser teu amigo.


Quem segue o Divino Mestre,

Em espírito e verdade,

Conhece, mais que a dos outros,

A própria necessidade.

 

Bendita a boca fraterna

Que não vibra ou fala a esmo!k

Cuidado! O bom julgador

Julga os outros por si mesmo!…

 

(Cartas do Evangelho e outros poemas — Casimiro Cunha. Psicografado por Chico Xavier)