Modelo Pedagógico da Doutrina Espírita

        O processo educativo que a Doutrina Espírita nos permite visualizar e nos propõe praticar, deve trabalhar, ao mesmo tempo, com os sentidos, com o intelecto e com a afetividade, procurando ampliar a capacidade perceptiva do indivíduo e, portanto, elevar a sua sintonia. O indivíduo interage com o meio a partir da percepção que possui do meio, percepção essa em seus aspectos sensorial, intelectual e afetivo. Essa interação ocorre tanto no sentido horizontal, ou seja, com o meio físico, social, como no sentido vertical, ou seja, com o meio espiritual.

        Relembramos que a criança é um Espírito que traz em si mesma sua bagagem do passado (subconsciente) e, ao mesmo tempo, o "germe da perfeição", uma meta superior a atingir (superconsciente) e que, para evoluir, deve trabalhar no presente, usando as conquistas passadas, buscando a inspiração superior para construir seu próprio futuro. Devemos propiciar atividades adequadas para a criança Interagir com o meio físico e espiritual, de forma a "crescer", ampliar sua bagagem intelectual e afetiva, ampliando sua capacidade de percepção, para que ela possa interagir em nível superior num crescendo constante. Atividades reais e vivas, ricas em sensibilização, propiciando maior predisposição para aprender. A ordem Divina impressa em cada um "para frente e para cima" entrando em pleno vigor. A vontade de aprender, de crescer, de evoluir surgindo de dentro para fora. A vontade, agente propulsor do processo de aprendizagem leva o ser ao esforço pessoal, indispensável na escalada evolutiva. Temos aqui o futuro atraindo e direcionando a vontade na ação do presente que, valendo-se das experiências passadas, avança rumo ao futuro. O Espírito desenvolve gradual mas progressivamente seu potencial interior, o "germe" da perfeição, o Reino dos Céus, a essência Divina que possui, filho e herdeiro de Deus que é.

        (...) O Espírito evolui através da interação com o meio físico ou social e com o meio espiritual. Mas essa interação depende da percepção que possui e, portanto, de sua bagagem do passado. Utilizando a bagagem do passado, trabalhando ativamente no presente e recebendo a inspiração superior, o espírto constrói seu próprio futuro.

( "Prática pedagógica na Evangelização". Walter Oliveira Alves.  Fonte: http://www.cvdee.org.br/ev_estudo.asp?id=013#estudos)