Indulgência

O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO —  Cap. X — Item 8


  A luz da alegria deve ser o facho continuamente aceso na atmosfera das nossas experiências.

  Circunstâncias diversas e principalmente as de indisciplina podem alterar o clima de paz, em redor de nós, e dentre elas se destaca a palavra impensada como forja de incompreensão, a instalar entrechoques.

  Daí o nosso dever básico de vigiar a nós mesmos na conversação, ampliando os recursos de entendimento nos ouvidos alheios.

  Sejamos indulgentes. Se erramos, roguemos perdão. Se outros erraram, perdoemos.

  O mal que desejarmos para alguém, hoje, suscitará o mal para nós, amanhã.

  A mágoa não tem razão justa e o perdão anula os problemas, diminuindo complicações e perdas de tempo.

  É assim que a espontaneidade no bem estabelece a caridade real.

  Quem não reconhece as próprias imperfeições demonstra incoerência.

  Quem perdoa desconhece o remorso.

  Ódio é fogo invisível na consciência. O erro, por isso, não pede aversão, mas, entendimento.

  O erro, nosso, requer a bondade alheia; erro de outrem, reclama a clemência nossa.

  A Humanidade dispensa quem a censure, mas necessita de quem a estime.

  E ante o erro, debalde se multiplicam justificações e razões. Antes de tudo, é preciso refazer, porque o retorno à tarefa é a consequência inevitável de toda fuga ao dever.

  Quanto mais conhecemos a nós mesmos, mais amplo em nós o imperativo de perdoar.

  Aprendamos com o Evangelho, a fonte inexaurível da Verdade.

  Você, amostra da Grande Prole de Deus, carece do amparo de todos e todos solicitam-lhe amparo.

  Saiba, pois, refletir o mundo em torno, recordando que se o espelho, inerte e frio, retrata todos os aspectos dignos e indignos à sua volta, o pintor, consciente, buscando criar atividade superior, somente exterioriza na pureza da tela os ângulos nobres e construtivos da vida.


(O Espírito de Verdade. Espírito André Luiz.  Psicografado por Chico Xavier /Waldo Vieira)