Humildade

Por humilhar-se, no seio da terra, a semente aprende a morrer para renovar-se, enriquecendo o celeiro.

Por rebaixar-se de nível, a fim de ajudar, o grande rio faz-se pai das fontes e dos córregos, suportando todos os detritos e garantindo a economia dos continentes, a caminho do mar.

Por se ocultarem no subsolo, as raízes sustentam as árvores que são a fartura do mundo.

Por sofrer resignado, o óleo escuro converte-se em luz no pavio incandescente.

Por obedecer ao pensamento do oleiro, ergue-se a argila em vaso precioso.

Por curvar-se ante a ventania, a erva tenra consegue sobreviver à passagem da tormenta.

Por esconder-se solitária, sob o chão, a rocha alimenta a beleza do vale.

Humilha-te, engrandecendo a vida que te cerca, e a vida te exaltará.

Por isso mesmo, o Mestre Maior de Todos preferiu sofrer e dobrar-se na cruz, porque, com a grandeza imortal do sacrifício, construiu o caminho para a redenção de todas as criaturas.

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Benjamin Franklin em “Explorata”: The fortune never crushed that man whom good fortune deceived nota. O destino adverso nunca esmaga aquele a quem a felicidade não pôde iludir.

(Escrínio de luz. Espírito Emmanuel. Psicografado por Chico Xavier).