História da Páscoa

           Carlinhos chegou à escola todo feliz:

         - Oba! Na próxima semana é o Domingo de Páscoa: que bom, vou ganhar muitos ovos de chocolate !

         - Você sabe o que é Páscoa, Carlinhos? - perguntou-lhe a professora.

         - Bem - disse ele - acho que é o dia em que nós ganhamos ovos de chocolate do coelhinho da Páscoa, não é?

         - Não, Carlinhos, não é isso não. Vamos ver se nós aprendemos hoje o que é a Páscoa.

          Há muito tempo, na primavera, os povos nômades, os  ancestrais dos judeus, ofereciam à  Deus os primogênitos de seu gado e os agricultores sedentários ofereciam o pão sem fermento feito com as primeiras espigas da colheitas. A união destas festas antigas deu origem a Páscoa.  No entanto, tempos depois, a libertação do povo hebreu do Egito passou a ser o significado da Páscoa para os judeus. E muito mais tarde,  a ressurreição de Jesus após a sua morte na cruz, tornou-se a Páscoa para os cristãos.

            Antes da Sua crucificação, Ele se reuniu com os seus discípulos para ceia da Páscoa. Mas, Jesus não comemorou a tradicional Páscoa judaica, o pão e o vinho que ele distribuiu aos seus amigos não eram materiais. Quando Jesus disse: ''tomai e comei, este é o meu corpo, que vai ser dado por vós''; e com o cálice cheio de vinho, ofereceu-lhes, e disse: ''bebei, este é o sangue do Novo Testamento que vai ser derramado em vosso benefício. Quis ensinar simbolicamente que o pão é o Evangelho e o vinho representa o Espírito.  O Evangelho é o alimento do Espírito, e precisa ser repartido com todos, para que todos os Espíritos não sintam fome de conhecimentos religiosos.

            Então, passado algum tempo, Ele foi crucificado e no terceiro dia, Ele ressuscitou, isto é, apareceu com seu corpo espiritual para Maria Madalena e para os discípulos, provando assim a imortalidade da alma.

         A  Páscoa cristã, portanto, teria recebido o nome da comemoração judaica porque a morte de Cristo e a sua ressurreição aconteceu durante a Páscoa judaica, que dura cerca de uma semana.

         - Tudo bem professora. Mas o que o coelho e os ovos têm a ver com tudo isso?

         - Vou tentar explicar, Carlinhos. Há várias versões sobre a sua origem. Alguns dizem que séculos antes de Cristo,  algumas festividades pagãs,   relacionados à chegada da primavera e à fertilidade passaram à posteridade e foram incorporados à simbologia da Páscoa. O ovo representaria a renovação da vida, para os cristãos.  Outros dizem que colorir e decorar ovos de animais era um costume também bastante antigo, praticado no Egito antigo e na Europa. Então com a vinda da era moderna, os homens resolveram comercializar a idéia e assim produziram ovos de Páscoa de chocolate.

         - E o coelho?

         - Bem, o coelho é o animal que representa o símbolo da fertilidade, devido à sua incrível capacidade de procriação.  Assim sendo, juntaram- se as duas figuras, a do coelho e do ovo de chocolate no dia da Páscoa, muitas vezes sem saber o significado desse dia.

         - Tem razão professora - disse Carlinhos - eu mesmo não sabia nada disso e achava que o Domingo de Páscoa era o dia em que o coelhinho vinha trazer ovos para a gente. Agora sei da história, já não vou me importar, se não receber nenhum ovo. Chocolate posso comer qualquer dia, mas a  lembrança da Ressurreição de Jesus e dos seus ensinamentos de amor devo guardar em meu coração.  Espero que no próximo Domingo de Páscoa eu possa comemorar o amor que Jesus nos ensinou com todas as pessoas que conheço.

         - Muito bem Carlinhos, porém lembre-se que essa lição é para todos os dias de nossas vidas. Nós devemos amar sempre aos nossos semelhantes. Nos dias de festa, nos dias comuns, nos dias alegres e até nos dias tristes, porque quando respeitamos e amamos as pessoas, nós somos felizes. Jesus disse: "Ame a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a ti mesmo" , essa é a lei de Deus.

(Baseada na história retirada do site CVDEE - Centro virtual de Divulgação e Estudo do Espiritismo).