Escolha de provas

Estudando o problema da escolha de provações da Esfera Espiritual para o círculo das experiências humanas, imaginemos um campo de serviço

terrestre em que determinado trabalhador é chamado à execução de tarefa específica.

Decerto que, aí dentro, vige a liberdade na razão direta do dever bem cumprido.

O servidor que haja inutilizado deliberadamente as peças do arado que lhe requer devoção e suor gastará tempo em adquirir instrumento análogo com que

possa atender à orientação que o dirige.

O lavrador invigilante que tenha permitido por desleixo a incursão de vermes destruidores na plantação que lhe define o trabalho, não pode esperar

a colheita farta antes que se consagre à limpeza e à preservação da leira que a administração lhe confia.

O cooperador com a infelicidade de envolver-se em processos de crueldade, terá cerceado a sua independência de ação, de vez que será

necessário circunscrever-lhe a influência em processo adequado de reajuste.

Entretanto, se o operário fiel da lavoura satisfaz agora a todos os requisitos das obrigações a que se vê convocado, sem dúvida, plasma, em seu

próprio favor, o direito de indicar por si mesmo o novo passo de serviço na direção do futuro, com pleno assentimento da autoridade superior que lhe traça

o roteiro de lutas edificantes.

Assim, além da desencarnação, nem todos desfrutam de improviso a faculdade de escolher o lugar ou a situação em que deva prosseguir no esforço

de evolução, porqüanto, quase sempre, é imperioso o regresso às sombras da retaguarda para refazer com sofrimento e lágrimas, amargura e sacrifício o

ensejo perdido de acesso à luz.

Se desejas a marcha vitoriosa para lá dos portais de cinza em que se nos renova a visão espiritual, afeiçoa-te, com perseverança e lealdade, ao próprio

dever, dele fazendo o pão espiritual, cada dia, porque para alcançar o triunfo e a elevação de amanhã, é indispensável consagrar-lhes a nossa atenção desde hoje.

(Nascer e renascer. Espírito Emmanuel. Psicografado por Chico Xavier).