Dinâmica - Tarefas domésticas (Presente de Dia das Mães)

Objetivo: Perceber quais tarefas domésticas podem ser realizadas sozinhas, com a ajuda de alguém ou executadas somente pela sua mãe. Além disso, valorizar o auxílio que recebem dos pais.

Participantes: Indefinido.

Tempo Estimado: 30 min.

Material: papel sulfite com as colunas divididas (imprimir em A4), lápis de escrever, borracha, tabelas Montessori.

Descrição: As crianças deverão receber uma folha de papel, com três colunas: TAREFAS DOMÉSTICAS (Realizadas sozinhas - Praticadas com a ajuda de alguém - Somente executadas  pela sua mãe ou algum responsável). E o Evangelizador deverá solicitar aos alunos para que escrevam no papel quais tarefas domésticas eles realizam sozinhos, com a ajuda de alguém  e quais são executadas somente  pela sua mãe ou algum responsável (Por exemplo:  Guardar brinquedos (sozinho) ; ajudar a por a mesa (com ajuda de alguém); Fazer o almoço  (realizado apenas por sua mãe )) . Após feito isto, diga para eles fazerem um comparação visual entre as colunas para perceberem  que  o trabalho realizado pelas mães (ou alguém responsável) é bem maior e que deveriam valorizar o esforço delas. Logo em seguida faça a seguinte recomendação : "Quando sua mãe pedir para realizar algo em casa,  não fique zangado. Ela está fazendo isto para que aprenda a ser responsável desde cedo e saiba auxiliar as outras pessoas. Quando estamos ajudando a nossa mãe nos afazeres domésticos,  estamos colocando em prática a caridade ensinada por Jesus." Depois distribua a tabela de Montessori para cada um ( leia juntamente com eles) para que vejam se existem tarefas que poderiam estar sendo realizadas por eles, mas ainda não fazem. Caso se interessem por realizar alguma tarefa, peça para fazerem um desenho da(s) atividade(s) que pretendem realizar e escreva atrás do papel: Mãe, eu gostaria de realizar esta(s) tarefa(s) no lar. A Senhora permite que eu faça? Depois  dê o papel  para sua mãe , perguntando se ela permite fazer aquele trabalho sozinho na sua casa. Esse será um dos melhores presentes de Dia das Mães.

Obs.1: Se os alunos possuírem dificuldades para escrever as tarefas domésticas, dê mais exemplos.

Obs.2: Se quem cuida da criança é a avó, tia ou pai, este será o responsável substituto da mãe.

 

Comentário: Um filho desconhecido fez o seguinte relato: Minha mãe foi, com certeza, a mulher que mais profissões exerceu em toda sua longa vida, sem ter sequer concluído o curso fundamental.

Tudo que ela aprendeu foi nas primeiras quatro séries que cursou, quando criança. Contudo, era de uma sabedoria sem par.

Descobri que minha mãe era uma decoradora de grandes qualidades, à medida que eu crescia e observava que ela sempre tinha um local no melhor móvel da casa, para as pequenas coisas que fazíamos na escola, meu irmão e eu.

(...) Descobri que minha mãe era uma diplomata, formada na melhor escola do mundo (nosso lar), todas as vezes que ela resolvia os pequenos conflitos entre meu irmão e eu.

Fosse a disputa pela bicicleta, pela bola, pelo último bocado de torta, de forma elegantemente diplomática ela conseguia resolver. E a solução, embora pudesse não agradar os dois, era sempre a mais viável, correta, honesta e ponderada.

Descobri que minha mãe era uma escritora de raro dom, quando eu precisava colocar no papel as idéias desencontradas de minha cabecinha infantil.

Ela me fazia dizer em voz alta as minhas idéias e depois ia me auxiliando a juntar as sílabas, compor as palavras, as frases, para que a redação saísse a contento.

Descobri que minha mãe era enfermeira, com menção honrosa, toda vez que meu irmão e eu nos machucávamos.

Ela lavava os joelhos ralados, as feridas abertas no roçar do arame farpado, no cair do muro, no estatelar-se no asfalto.

Depois, passava o produto antisséptico e sabia exatamente quando devia usar somente um pequeno band-aid, o curativo ou a faixa de gaze, o esparadrapo.

Descobri que minha mãe cursara a mais famosa Faculdade de Psicologia, quando ela conseguia, apenas com um olhar, descobrir a arte que tínhamos acabado de aprontar, o vaso que tínhamos quebrado.

(...)Era também pós-graduada em Teologia. Sua ciência a respeito de Deus transcendia o conteúdo de alguns livros existentes no mundo.

O seu era o ensino que nos mostrava a gota a cair da folha verde na manhã orvalhada e reconhecer no cristal puro, a presença de Deus.

Que nos apontava a fúria do temporal e dizia: Deus vela. Não se preocupem.

Que nos alertava a não arrancar as flores das campinas porque estávamos pisando no jardim de Deus. Um jardim que Ele nos cedera para nosso lazer, e que devíamos preservar.

Ah, sim. Ela era uma ecologista nata. E plantava flores e vegetais com o mesmo amor. Quando colhia as verduras para as nossas refeições, dizia: Não vamos recolher tudo. Deixemos um pouco para os passarinhos. Eles alegram o nosso dia e merecem o seu salário.

Também deixava uns morangos vermelhinhos bem à mostra no canteiro exuberante, para que eles pudessem saboreá-los.

Era sua forma de manifestar sua gratidão a Deus pelos Seus cuidados: alimentando as Suas criaturinhas.

Minha mãe, além de tudo, foi motorista particular. Não se cansava de ir e vir, várias vezes, de casa para a escola, para a biblioteca, para o dentista, para o médico, para o teatro e de volta para casa.

Também foi exímia cozinheira, arrumadeira, passadeira, babá. E tudo isto em tempo integral.

Como ela conseguia, eu não sei. Somente sei que agora ela está na Espiritualidade. E Deus, como recompensa, por tantas profissões desempenhadas na Terra, lhe deu uma missão muito, muito especial: a de anjo guardião dos filhos que ficaram na bendita escola terrena. (Redação do Momento Espírita. Disponível no CD Momento Espírita, v. 12, ed. Fep. Em 08.05.2009.)

 

( Baseada no blog e no site: http://amigasdaedu.blogspot.com/2010/04/dia-das-maes-16-ideias-de-dinamicas.html  ;   https://www.soescola.com/2017/07/a-tabela-montessori.html )