Dez tesouros

 
  Se aspiras outro caminho
  Para a vida em tempestade,
  Abraça novo roteiro
  No campo da CARIDADE.
 
  Ao seio do esquecimento,
  Tristezas e mágoas lança,
  Vestindo todo desejo
  Na túnica da ESPERANÇA.
 
  Conserva nos compromissos
  A consciência de pé
  E arrima-te, valoroso,
  No bastão da própria FÉ.
 
  Fortificado, prossegue
  Sem paixões naquilo ou nisso,
  Acendendo, em toda parte,
  Os júbilos do SERVIÇO.
 
  Para estender no caminho
  A luz da felicidade,
  Aceita sem discutir,
  As sugestões da HUMILDADE.
 
   Diante dos que te firam
  Alma, sonho e coração,
  Faze de cada amargura
  Um cântico de PERDÃO.
 
  Combatendo a ignorância
  Que é noite no pensamento,
  Aprimora-te no estudo,
  Buscando o DISCERNIMENTO.
 
  Persevera no trabalho
  Que aperfeiçoa e ilumina
  Respeitando em tudo e em todos
  O culto da DISCIPLINA.
 
  Atende à simplicidade
  Por brilho da Natureza,
  Alongando onde estiveres
  A benção da GENTILEZA.
 
  Se a provação te aparece,
  Aceita-lhe o golpe e vence-a
  Empregando, em toda parte,
  A força da PACIÊNCIA.
 
  Nesses tesouros sem ouro
  Do dever que nos governa
  Encontraremos em Cristo,
  O amor para a Vida Eterna.

(Fulgor no entardecer. Casimiro Cunha. Psicografado por Chico Xavier )