Caridade II

  Caridade é, sobretudo, amizade.

    Para o faminto — é o prato de sopa fraterna.

   Para o triste — é a palavra consoladora.

   Para o mau — é a paciência com que nos compete auxiliá-lo.

   Para o desesperado — é o auxílio do coração.

   Para o ignorante — é o ensino despretensioso.

   Para o ingrato — é o esquecimento.

   Para o enfermo — é a visita pessoal.

   Para o estudante — é o concurso no aprendizado.

   Para a criança — é a proteção construtiva.

   Para o velho — é o braço irmão.

  Para o inimigo — é o silêncio.

  Para o amigo — é o estímulo.

  Para o transviado — é o entendimento.

   Para o orgulhoso — é a humildade.

   Para o colérico — é a calma.

   Para o preguiçoso — é o trabalho.

   Para o impulsivo — é a serenidade.

   Para o leviano — é a tolerância.

Para o deserdado da Terra — é a expressão de carinho.

 Caridade é amor, em manifestação incessante e crescente. É o sol de mil faces, brilhando para todos, e o gênio de mil mãos, amparando, indistintamente, na obra do bem, onde quer que se encontre, entre justos e injustos, bons e maus, felizes e infelizes, porque, onde estiver o Espírito do Senhor aí se derrama a claridade constante dela, a benefício do mundo inteiro.  ( Ev )


( Viajor.  Espírito Emmanuel. Psicografado por Chico Xavier)