Campo de provas

A Terra e um campo de provas. A vida humana, um estágio nesse campo. Temos as provas e as provações que são coisas diferentes. As provas são meios de aprendizagem e as provações são conseqüências do passado, expiações de faltas cometidas em vidas anteriores. Se aqui estamos e porque necessitamos delas. E se sabemos que nossas provas e expiações foram pedidas por nos mesmos, no mundo espiritual, devemos compreender que as pedimos porque a nossa necessidade era grande.

O Espírito desencarnado vê com precisão, auxiliado pelos Espíritos bons, os motivos da sua situação inferior no mundo espiritual; sabe que o seu mundo verdadeiro e definitivo e aquele e não o terreno. Compreende que a existência terrena e passageira e só tem por finalidade prepará-lo para a vida verdadeira e permanente. Quando na Terra, não tem o direito de se lamentar, mas o dever de enfrentar os seus problemas e agradecer a Deus as oportunidades de resgate, reparação e progresso que lhe foram concedidas.

Se o encarnado não procede assim e porque se deixou hipnotizar pelas miragens da Terra, perdendo a visão espiritual do seu verdadeiro objetivo na vida corporal. Mas a prece sincera e o recurso de que então pode dispor para solicitar o auxilio dos amigos do lado de La. E toda prece sincera, toda solicitação legitima terá logo a sua resposta através de uma intuição, de uma advertência que parece surgir da sua própria consciência ou de uma mensagem amiga transmitida pela telegrafia humana da mediunidade.

Ninguém vem a terra para gozar da felicidade perfeita, que só podemos desfrutar no mundo espiritual ou nos mundos superiores do espaço infinito. A felicidade na Terra consiste precisamente na oportunidade de enfrentarmos as nossas provas e expiações com firmeza e decisão; e sem lamentar, como ensina O Evangelho segundo o Espiritismo no item citado. Só são realmente felizes os que vencem o mundo, como ensinou Jesus, para se elevarem aos planos superiores da vida verdadeira que e a vida espiritual.

(Diálogo dos vivos. J. Herculano Pires. Chico Xavier).