A grande ajuda

        Zezinho morava com sua mãe, dona Zilda, que fazia faxina para algumas famílias. dessa maneira conseguia dinheiro para a alimentação dela e de seu filho.
        O menino sentia a dificuldade de sua mãe para trabalhar e pensava em ajudá-la de alguma maneira. Mas o que poderia fazer? Ninguém daria serviço a ele, porque ainda era muito pequeno.
        Enquanto dona Zilda saía para o trabalho Zezinho ficava em casa sozinho. Isso a preocupava, receosa de que algo de ruim acontecesse ao filho.
        O menino notava o carinho que a mãe dispensava a ele. Todas as noites, ele ouvia as súplicas que a mãe fazia em suas preces, pedindo a proteção do Anjo da Guarda para seu querido filhinho, durante a sua ausência.
Certa noite, Zezinho resolveu conversar com o seu Anjo da Guarda, dizendo:
        - Anjo da Guarda, desejo ajudar minha mãe nas despesas da casa. Arrume um trabalho para mim. Por favor! Preciso trabalhar!
        Assim dizendo, o garoto adormeceu e começou a sonhar.
        Via-se num lugar cheio de crianças que faziam diversas atividades. Umas desenhavam, outras ainda folheavam livros. Era uma escola. A professora elogiava o trabalho das crianças e dizia:
        - Diego, que belo desenhista você será! E você, Alice, que grande escritora poderá se tornar!
        Zezinho sentiu-se muito feliz e no dia seguinte ao acordar, procurou sua mãe dizendo-lhe:
        - Mamãe, eu sonhei que estava uma escola. era muito legal. Por que você não me coloca numa escola também?
        A mãe lembrou-se do dia em que havia procurado uma vaga na creche, sem no entanto conseguir-la. Mas ao ver o filho tão entusiasmado, encheu de esperanças e resolveu tentar novamente. Foi até a escola do bairro e a secretária lhe disse:
        - Esta semana um aluno mudou-se e temos uma vaga. A senhora trouxe os documentos?
No dia seguinte, Zezinho muito contente, foi à escola para o seu primeiro dia de aula. Lembrando-se ainda do sonho, pensava:
        - Obrigado, meu Anjo da Guarda pela ajuda. Agora entendi que primeiro é preciso estudar e, quando crescer, aí sim, poderei trabalhar.

(Fonte:Evangelização Infanto-Juvenil - Aliança Espírita Evangélica)