A borboleta e a flor

A borboleta voava pelo jardim e observou a família das flores:

- Que beleza de família. É a família mais colorida que conheço, é a família das flores.

E voando em torno delas ficou encantada com tanta harmonia. Num momento de seu voo, viu num canto do jardim uma florzinha branca chorando.

- Por que você está chorando? – perguntou a borboleta.

- Sou muito infeliz, respondeu a flor. Estou presa no chão. Não posso respirar o ar fresco, nem ver a luz do Sol. O chão é úmido, cheira mal, só vejo sombras.

- Ora, ora. Não adianta chorar, vamos dar um jeito nisso.

A borboleta ficou quieta, pousada na pétala da flor pensando e depois falou:

- Vocês constituem uma grande família. Que tal se todas se emprenharem em ajudar a florzinha necessitada?

Todas escutaram com atenção e começaram a se movimentar.

A borboleta voltou carinhosamente seu olhar doce para a pobre planta e disse:

- E você também precisa se ajudar!

- Vá se esticando para o alto, faça todo esforço que puder. Assim você vai sair da sombra, da umidade e ficar quentinha ao Sol.

E assim elas fizeram.

Todos os dias a borboleta ia ajudar a flor a se esticar.

O caule foi crescendo, crescendo.

As outras plantas também ajudavam.

- Encoste em mim que eu seguro você, disse a roseira.

- Enrole seu caule fino no meu galho forte, disse o jasmim.

Com o auxílio de todos no jardim, ela foi crescendo, se enroscando, até que um dia viu o Sol.

Ela ficou contente. Suas pétalas ficaram vermelhas ao calor do Sol. Continuou crescendo, se esticando, se enrolando, encheu-se de flores vermelhas, transformando-se em uma linda trepadeira.

Quando, um dia, a borboleta voltou ali, observou:

- Que maravilha, todos nós estamos na família certa! Em toda família tem um membro com mais necessidades que o outro. Pois é, isso prova a sabedoria Divina.

- Os que têm mais condições, por certo têm o dever de contribuir para que os mais infelizes cresçam também. É a lei de cooperação mútua, lei de amor, fraternidade, doação.

- A família é a maior fonte de doação e aprendizado que conheço.

 

(Autor desconhecido)