Aula 8 - As três revelações: Moisés, Jesus e o Espiritismo *

Ciclo 2 - História: O mapa do tesouro -  Atividade: ESE - Cap.21-2- Missão dos Profetas

Ciclo 3 - História: O Livre pensador -  Atividade: ESE - Cap.1-5- A nova era

 

Dinâmicas: As três revelaçõesRevelação

Mensagens Espíritas: Revelação Espírita

 

Leitura da Bíblia: Provérbios – Capítulo 29


29.18 Onde não há revelação divina, o povo se desvia; mas como é feliz quem obedece à lei!


 

Hebreus - Capítulo 3


3.1   Por isso, santos irmãos, que participais da vocação celestial, considerai atentamente o Apóstolo e Sumo Sacerdote da nossa confissão, Jesus,


3.2   o qual é fiel àquele que o constituiu, como também o era Moisés em toda a casa de Deus.


3.3   Jesus, todavia, tem sido considerado digno de tanto maior glória do que Moisés, quanto maior honra do que a casa tem aquele que a estabeleceu.


3.4   Pois toda casa é estabelecida por alguém, mas aquele que estabeleceu todas as coisas é Deus.


3.5   E Moisés era fiel, em toda a casa de Deus, como servo, para testemunho das coisas que haviam de ser anunciadas;


3.6   Cristo, porém, como Filho, em sua casa; a qual casa somos nós, se guardarmos firme, até ao fim, a ousadia e a exultação da esperança.


 

 

Tópicos a serem abordados:

- A palavra ''revelar'' significa fazer conhecer uma coisa secreta ou desconhecida. Revelar, derivado da palavra véu (do latim velum), significa literalmente sair de sob o véu (pano). 

- As leis de Deus estão escritas na nossa consciência , mas foram esquecidas e menosprezadas por nós. Para que a suas leis fossem relembradas, Deus enviou em todos os tempos homens com a missão de revelá-las (1).

- A revelação é sempre feita por homens chamados de profetas ou messias. O verdadeiro profeta é um homem de bem, inspirado por Deus. O caráter essencial da revelação divina é o da eterna verdade.

- Todas as religiões tiveram seus reveladores, e estes, embora longe estivessem de conhecer toda a verdade, revelavam a verdade de acordo com o seu grau de entendimento do povo da sua época.

- Pode-se considerar que a humanidade recebeu três grandes revelações: 1º Moisés trouxe a missão da justiça; 2º Jesus trouxe o Evangelho, revelação insuperável do amor; 3º e o Espiritismo trouxe a sublime tarefa da verdade.

-  No entanto, deve-se diferenciar os dez mandamentos (leis de Deus) revelados mediunicamente pelo profeta Moisés, das outras leis transitórias (leis dos homens) que ele também estabeleceu, para conter um povo difícil e indisciplinado.  

-  Jesus, o Messias divino, recebeu a palavra diretamente de Deus. Jesus não veio destruir a lei, isto é, a lei de Deus trazida por Moisés; veio cumpri-la, isto é, desenvolvê-la, dar-lhe o verdadeiro sentido e adaptá-la ao grau de adiantamento dos homens. O Espiritismo diz igualmente: ''Eu não vim destruir a lei cristã, mas cumpri-la''. Ele desenvolve, completa e explica, em termos claros para todo mundo, o que havia sido dito de forma alegórica (simbólica) por Jesus.

- Na época de Moisés, Deus era visto como um ser vingativo e ciumento, que ordena o massacre e o extermínio do povo (Deuteronômio 28: 15- 28). Jesus veio mostrar que Deus é soberanamente justo e bom, cheio de mansidão e misericórdia, que perdoa o pecador arrependido e dá a cada um segundo as sua obras. Deus não deve ser temido, mas deve ser amado. O Espiritismo nos revela que não podemos ainda compreender Deus, mas podemos conhecer  as suas características: Ele é eterno,  é único,  imutável, é imaterial, é todo-poderoso, é justo e bom (2). 

- Os Judeus tinham o costume de queimar alguns animais e oferecer a Deus (prática conhecida por holocausto), como um gesto de homenagem e uma forma de pedir perdão pelos pecados (Levítico 1:1-9, 4:27-31). Jesus veio mostrar que o sacrifício mais agradável  a Deus é a reconciliação com seu irmão (Mateus 5:23-25). O Espiritismo nos explica que, quando Jesus disse para reconciliar-se o mais depressa com o seu adversário, não é somente para acabar com as brigas durante a existência atual, mas evitar que elas continuem nas existências futuras (3).

- Antigamente, a mulher que cometesse adultério (traição) era apedrejada (Levítico 20:10). Jesus perdoou a mulher adultera e disse para aqueles que queriam apedrejá-la: ''atire a primeira pedra quem não tiver pecado'' (João 8:7). O Espiritismo confirma que não devemos retirar a vida de ninguém e nos explica que a justiça é Deus que aplica. Nós somos punidos pelo que pecamos, nesta ou em outra vida (4). 

-    Os Judeus consideram que comer carne de porco, camelo ou coelho, por exemplo, e não seguir práticas exteriores, como lavar as mãos, os tornavam impuros (Levítico 11: 1-46). Jesus veio mostrar que não é o que entra pela boca que torna o homem impuro, mas é o que sai da boca é o que torna o homem impuro, pois é do coração que provém os maus pensamentos (Lucas 11: 37 -40). O Espiritismo nos esclarece que todo mau pensamento é resultado da imperfeição da alma. E que aquele que não possui o mal pensamento, já alcançou a evolução, que todos um dia irão atingir (5).   

- Segundo a lei dos Judeus não se podia trabalhar em dia de Sábado (Levítico 23:3-4 / Exemplo: Números: 15:32-36). Jesus  fazia questão de realizar curas em dia de sábado, para ter a ocasião de protestar contra o rigorismo dos fariseus quanto à guarda desse dia. E se justifica dizendo: ''Meu Pai trabalha até agora, e eu trabalho também'' (João 5:17). O Espiritismo confirma a importância de trabalhar pelo bem das pessoas (prática da caridade), em qualquer momento, e nos explica como é possível realizar as curas que Jesus fazia, segundo as leis da natureza (6).   

-  Jesus disse: '' Meu reino não é deste mundo''(João 18:36). Ele acrescentou a revelação da vida futura, de que Moisés não falara, assim como a das penas e recompensas que aguardam o homem, depois da morte. O Espiritismo confirma a sobrevivência da alma após a morte e os Espíritos nos fazem uma descrição detalhada da vida futura , mostrando se são felizes ou infelizes, conforme a justiça de Deus (7).

- Jesus disse também: '' Há muitas moradas na casa de meu Pai'' (João 14:2).  O Espiritismo acrescenta a revelação da existência do mundo invisível que nos rodeia e povoa o espaço e que todos os mundos são habitados. Pelo Espiritismo, o homem sabe donde vem, para onde vai, por que está na Terra e por que sofre temporariamente.  Sabe que a alma progride incessantemente, através de uma série de existências sucessivas (pela reencarnação), até atingir o grau de perfeição que a aproxima de Deus (8).

- Os homens receberão sempre as revelações divinas de conformidade com a sua posição evolutiva. Nem tudo foi revelado aos homens, pois para compreender certas coisas o homem precisa de faculdades que ainda não possui (9).

- Para que possamos lembrar das leis de Deus que nos foram reveladas e colocá-las em prática é importante participar das aulas de evangelização infantil.

 

Comentários (1): L.E. Questões 621 e 622 A.K. (2): L.E. Questão 13. A.K. (3): E.S.E. Cap. 10. Itens 5 a 8. A. K. (4): L.E. Questão 764. A. K. (5): E.S.E. Cap. 8. Itens 5 a 10. A. K. (6): E.S.E. Cap. 19. Item 12. A. K. (7): ESE. Cap. 2. Itens 1 a 3. A. K. (8): E.S.E. Cap. 3. Itens 1,2 e 5. A.K. (9): L.E. Questões 17 e 18 A.K. 

 

Perguntas para fixação: 

1. Qual é o significado da palavra revelação?

2. Qual é o nome dado aqueles que recebem a revelação dos ensinamentos divinos?

3. Qual Espírito recebeu a revelação diretamente de Deus?

4. Quais foram as três grandes revelações?

5. O Espiritismo veio para destruir os ensinamentos trazidos por Moisés e Jesus?

6. Por que toda verdade não foi revelada desde o princípio?

7. A doutrina espírita foi revelada por uma única pessoa?

8. Por que é importante frequentar a Evangelização Infantil?

    

Subsídio para o Evangelizador:

            Definamos primeiro o sentido da palavra revelação. Revelar, derivado da palavra véu (do latim velum), significa literalmente sair de sob o véu – e, figuradamente, descobrir, dar a conhecer uma coisa secreta ou desconhecida.

            A característica essencial de qualquer revelação tem que ser a verdade. Revelar um segredo é tornar conhecido um fato; se é falso, já não é um fato e, por conseqüência, não existe revelação. Toda revelação desmentida por fatos deixa de o ser, se for atribuída a Deus. Não podendo Deus mentir, nem se enganar, ela não pode emanar dele: deve ser considerada como produto de uma opinião pessoal.

            No sentido especial da fé religiosa, a revelação se diz mais particularmente das coisas espirituais que o homem não pode descobrir por meio da inteligência, nem com o auxílio dos sentidos e cujo conhecimento lhe dão Deus ou seus mensageiros, quer por meio da palavra direta, quer pela inspiração. Neste caso, a revelação é sempre feita a homens predispostos, designados sob o nome de profetas ou messias, isto é, enviados ou missionários, incumbidos de transmiti-la aos homens. (Revista Espírita. Setembro de 1867. Caráter da revelação Espírita. Allan Kardec).

             Qual o caráter do verdadeiro profeta?

            O verdadeiro profeta é um homem de bem, inspirado por Deus. Podeis reconhecê-lo pelas suas palavras e pelos seus atos. Impossível é que Deus se sirva da boca do mentiroso para ensinar a verdade.” (O Livro dos Espíritos. Questão 624. Allan Kardec).

            Toda a Escritura é inspirada por Deus e é útil para ensinar, para refutar, para corrigir, para educar na justiça, a fim de que o homem de Deus seja perfeito, preparado para toda boa obra (2 Timóteo 3:16).

            Todas as religiões tiveram seus reveladores e estes, embora longe estivessem de conhecer toda a verdade, tinham uma razão de ser providencial, porque eram apropriados ao tempo e ao meio em que viviam, ao caráter particular dos povos a quem falavam e aos quais eram relativamente superiores. (Revista Espírita. Setembro de 1867. Caráter da revelação Espírita. Allan Kardec).

            As primeiras organizações religiosas da Terra tiveram, naturalmente, sua origem  entre os povos primitivos do Oriente, aos quais enviava Jesus, periodicamente, os seus  mensageiros e missionários. A história da China, da Pérsia, do Egito, da Índia, dos árabes, dos israelitas, dos celtas, dos gregos e dos romanos está alumiada pela luz dos seus poderosos emissários.

            Até à palavra simples e pura do Cristo, a Humanidade terrestre viveu etapas gradativas de conhecimento e de possibilidades, na senda das revelações espirituais. Os milênios, com as suas experiências consecutivas e dolorosas, prepararam os caminhos  d’Aquele que vinha, não somente com a sua palavra, mas, principalmente, com a sua exemplificação salvadora. ( A caminho da luz. Cap. 9. As grandes religiões do passado. Espírito Emmanuel. Psicografado por Chico Xavier).

            Haverá revelações diretas de Deus aos homens? É uma questão que não ousaríamos resolver, nem afirmativamente, nem negativamente, de maneira absoluta. O fato não é radicalmente impossível, porém, nada nos dá dele prova certa. O que não padece dúvida é que os Espíritos mais próximos de Deus pela perfeição (1) se imbuem do seu pensamento e podem transmiti-lo. Quanto aos reveladores encarnados, segundo a ordem hierárquica a que pertencem e o grau a que chegaram de saber, esses podem tirar dos seus próprios conhecimentos as instruções que ministram, ou recebê-las de Espíritos mais elevados, mesmo dos mensageiros diretos de Deus, os quais, falando em nome de Deus, têm sido às vezes tomados pelo próprio Deus.

            As instruções podem ser transmitidas por diversos meios: pela simples inspiração, pela audição da palavra, pela visibilidade dos Espíritos instrutores, nas visões e aparições, quer em sonho, quer em estado de vigília, do que há muitos exemplos na Bíblia, no Evangelho e nos livros sagrados de todos os povos.

            É, pois, rigorosamente exato dizer-se que quase todos os reveladores são médiuns inspirados, audientes ou videntes. Daí,entretanto, não se deve concluir que todos os médiuns sejam reveladores, nem, ainda menos, intermediários diretos da Divindade ou dos seus mensageiros.(...) Sabe-se hoje que nem todos os Espíritos são perfeitos e que há muitos que se apresentam sob falsas aparências, o que levou S. João a dizer: “Não acrediteis em todos os Espíritos; vede antes se os Espíritos são de Deus.”(1João 4:4).

            O caráter essencial da revelação divina é o da eterna verdade. Toda revelação eivada de erros ou sujeita a modificação não pode emanar de Deus. É assim que a lei do Decálogo (os dez mandamentos) tem todos os caracteres de sua origem, enquanto que as outras leis mosaicas, fundamentalmente transitórias, muitas vezes em contradição com a lei do Sinai, são obra pessoal e política do legislador hebreu (Revista Espírita. Setembro de 1867. Caráter da revelação Espírita. Allan Kardec).

            Até agora, a Humanidade da era cristã recebeu a grande Revelação em três aspectos essenciais (2): Moisés trouxe a missão da Justiça (1ª revelação); o Evangelho, a revelação insuperável do Amor (2ª revelação), e o Espiritismo em sua feição de Cristianismo redivivo, traz, por sua vez, a sublime tarefa da Verdade (3ª revelação). No centro das três revelações encontra-se Jesus-Cristo, como o fundamento de toda a luz e de toda a sabedoria. ( O Consolador. Questão 271. Espírito Emmanuel. Allan Kardec). 

            Moisés, como profeta, revelou aos homens a existência de um Deus único, Soberano Senhor e Orientador de todas as coisas; promulgou a lei do Sinai e lançou as bases da verdadeira fé. Como homem, foi o legislador do povo pelo qual essa primitiva fé, purificando-se, havia de espalhar-se por sobre a Terra.

            O Cristo, tomando da antiga lei o que é eterno e divino e rejeitando o que era transitório, puramente disciplinar e de concepção humana, acrescentou a revelação da vida futura, de que Moisés não falara, assim como a das penas e recompensas que aguardam o homem, depois da morte.

            A parte mais importante da revelação do Cristo, no sentido de fonte primária, de pedra angular de toda a sua doutrina é o ponto de vista inteiramente novo sob que considera ele a Divindade. Esta já não é o Deus terrível, ciumento, vingativo, de Moisés; o Deus cruel e implacável, que rega a terra com o sangue humano, que ordena o massacre e o extermínio dos povos, sem excetuar as mulheres, as crianças e os velhos, e que castiga aqueles que poupam as vítimas; mas, um Deus clemente, soberanamente justo e bom, cheio de mansidão e misericórdia, que perdoa ao pecador arrependido e dá a cada um segundo as suas obras.

            Entretanto, o Cristo acrescenta: “Muitas das coisas que vos digo ainda não as compreendeis e muitas outras teria a dizer, que não compreenderíeis; por isso é que vos falo por parábolas; mais tarde, porém, enviar-vos-ei o Consolador, o Espírito de Verdade, que restabelecerá todas as coisas e vo-las explicará todas.

            Se o Cristo não disse tudo quanto poderia dizer, é que julgou conveniente deixar certas verdades na sombra, até que os homens chegassem ao estado de compreendê-las. Como ele próprio o confessou, seu ensino era incompleto, pois anunciava a vinda daquele que o completaria. (Revista Espírita. Setembro de 1867. Caráter da revelação Espírita. Allan Kardec).

            O Espiritismo vem, no tempo marcado, cumprir a promessa do Cristo: o Espírito de Verdade preside à sua instituição, chama os homens à observância da lei e ensina todas as coisas em fazendo compreender o que o Cristo não disse senão por parábolas. (O Evangelho Segundo o Espiritismo. Cap. 6. Item 4. Allan Kardec).

            Da mesma forma que o Cristo disse: '' Eu não vim destruir a lei, mas dar-lhe cumprimento'', o Espiritismo diz igualmente: '' Eu não vim destruir a lei cristã, mas cumpri-la. Ele não ensina nada de contrário ao que o Cristo ensinou, mas desenvolve, completa e explica, em termos claros para todo o mundo, o que não foi dito senão sob a forma alegórica. ( O Evangelho Segundo o Espiritismo. Cap. 1. Item 7. Allan Kardec). 

            O Espiritismo, partindo das próprias palavras do Cristo, como este partiu das de Moisés, é conseqüência direta da sua doutrina. À ideia vaga da vida futura, acrescenta a revelação da existência do mundo invisível que nos rodeia e povoa o espaço, e com isso precisa a crença, dá-lhe um corpo, uma consistência, uma realidade à idéia. Define os laços que unem a alma ao corpo e levanta o véu que ocultava aos homens os mistérios do nascimento e da morte. Pelo Espiritismo, o homem sabe donde vem, para onde vai, por que está na Terra, por que sofre temporariamente e vê por toda parte a justiça de Deus. Sabe que a alma progride incessantemente, através de uma série de existências sucessivas, até atingir o grau de perfeição que a aproxima de Deus. Sabe que todas as almas, tendo um mesmo ponto de origem, são criadas iguais, com idêntica aptidão para progredir, em virtude do seu livre arbítrio; que todas são da mesma essência e que não há entre elas diferença, senão quanto ao progresso realizado; que todas têm o mesmo destino e alcançarão a mesma meta, mais ou menos rapidamente, pelo trabalho e boa vontade. (Revista Espírita. Setembro de 1867. Caráter da revelação Espírita. Allan Kardec).

            Por que a verdade não foi sempre posta ao alcance de toda gente?

            Importa que cada coisa venha a seu tempo. A verdade é como a luz: o homem precisa habituar-se a ela, pouco a pouco; do contrário, fica deslumbrado. Jamais permitiu Deus que o homem recebesse comunicações tão completas e instrutivas como as que hoje lhe são dadas. (...) Não há nenhum sistema antigo de filosofia, nenhuma tradição, nenhuma religião, que seja desprezível, pois em tudo há germens de grandes verdades que, se bem pareçam contraditórias entre si, dispersas que se acham em meio de acessórios sem fundamento, facilmente coordenáveis se vos apresentam, graças à explicação que o Espiritismo dá de uma imensidade de coisas que até agora se vos afiguraram sem razão alguma e cuja realidade está hoje irrecusavelmente demonstrada. (O Livro dos Espíritos. Questão 628. Allan Kardec).

            Além disso, convém notar que em parte alguma o ensino espírita foi dado integralmente. (...) A revelação fez-se assim parcialmente em diversos lugares e por uma multidão de intermediários e é dessa maneira que prossegue ainda, pois que nem tudo foi revelado. Cada centro encontra nos outros centros o complemento do que obtém, e foi o conjunto, a coordenação de todos os sistemas parciais que constituíram a Doutrina Espírita. (Revista Espírita. Setembro de 1867. Caráter da revelação Espírita. Allan Kardec).

             Penetrará o homem um dia o mistério das coisas que lhe estão ocultas?

“O véu se levanta a seus olhos, à medida que ele se depura; mas, para compreender certas coisas, são-lhe precisas faculdades que ainda não possui”

( O Livro dos Espíritos. Questão 18. Allan Kardec).

 

Observação (1): Jesus recebeu a palavra diretamente de Deus, com a missão de revelá-la aos homens (Obras póstumas. Item 8. O verbo se fez carne).

        

Observação (2): A primeira revelação teve a sua personificação em Moisés, a segunda no Cristo, a terceira não a tem em indivíduo algum. As duas primeiras foram individuais, a terceira coletiva; aí está um caráter essencial de grande importância. Ela é coletiva no sentido de não ser feita ou dada como privilégio a pessoa alguma; ninguém, por conseqüência, pode inculcar-se como seu profeta exclusivo; foi espalhada simultaneamente, por sobre a Terra, a milhões de pessoas, de todas as idades e condições, desde a mais baixa até a mais alta da escala; (...)Ela não proveio de nenhum culto especial, a fim de servir um dia, a todos, de ponto de ligação . (Revista Espírita. Setembro de 1867. Caráter da revelação Espírita. Allan Kardec).

        

Bibliografia:

- Revista Espírita. Setembro de 1867. Caráter da revelação Espírita. Allan Kardec.

-  O Livro dos Espíritos. Questões 18, 624 e 628. Allan Kardec.

-   A caminho da luz. Cap. 9. As grandes religiões do passado. Espírito Emmanuel. Psicografado por Chico Xavier.

- O Consolador. Questão 271. Espírito Emmanuel. Allan Kardec

- O Evangelho Segundo o Espiritismo. Cap. 1, item 7 Cap. 6, item 4. Allan Kardec.

- Obras póstumas. Item 8. O verbo se fez carne.

- Bíblia: 2 Timóteo 3:16, 1João 4:4