Aula 58 - O Profeta João Batista e o batismo*

Ciclo 2 - História:  A pregação de João Batista  -  Atividade: PH - João Batista - 1- João Batista.

Ciclo 3 - História: O Profeta João Batista -  Atividade: PH - João Batista - 2- João Batista.

 

Dinâmica: Construindo a história de João Batista.

Biografia: João Batista.

Sugestão de vídeo: João Batista - Desenhos Bíblicos (Dica: pesquise no Youtube).

Sugestão de livro infantil:  Histórias Bíblicas Favoritas – João Batista. Editora Todolivro.

 

Leitura da Bíblia: 1Coríntios


1.10   Rogo-vos, irmãos, pelo nome de nosso Senhor Jesus Cristo, que faleis todos a mesma coisa e que não haja entre vós divisões; antes, sejais inteiramente unidos, na mesma disposição mental e no mesmo parecer.


1.11   Pois a vosso respeito, meus irmãos, fui informado, pelos da casa de Cloe, de que há contendas entre vós.


1.12   Refiro-me ao fato de cada um de vós dizer: Eu sou de Paulo, e eu, de Apolo, e eu, de Cefas, e eu, de Cristo.


1.13   Acaso, Cristo está dividido? Foi Paulo crucificado em favor de vós ou fostes, porventura, batizados em nome de Paulo?


1.14   Dou graças [a Deus] porque a nenhum de vós batizei, exceto Crispo e Gaio;


1.15   para que ninguém diga que fostes batizados em meu nome.


1.16   Batizei também a casa de Estéfanas; além destes, não me lembro se batizei algum outro.


1.17   Porque não me enviou Cristo para batizar, mas para pregar o evangelho; não com sabedoria de palavra, para que se não anule a cruz de Cristo.


 

Tópicos a serem abordados:

- O maior de todos os profetas do Novo testamento é João Batista. Jesus disse: ‘‘Entre os nascidos de mulher, ninguém apareceu maior do que João Batista; mas o menor no reino dos céus é maior do que ele’’ (Mateus 11:11).

- João Batista é o precursor de Jesus, nasceu seis meses antes do mestre, para preparar o caminho para sua vinda, ensinando e convocando o povo ao arrependimento dos erros. Sua história está registrada nos evangelhos de Mateus, Lucas, Marcos e João.

- João Batista teria nascido na Judéia, região dominada pelo império romano e viveu na época do reinado de Herodes Antipas. 

-  A história do seu nascimento é contada da seguinte forma:  Seus pais, Zacarias , um sacerdote judeu, e Isabel não tinham filhos e já haviam passado da idade de tê-los, pois eram idosos. Então o anjo Gabriel apareceu para Zacarias no templo, e anunciou que sua mulher ficaria grávida.  Mas Zacarias duvidou da notícia e, portanto, perdeu a sua voz. Passados seis meses, Maria, que estava grávida de Jesus, foi visitar Isabel, sua prima. E meses depois Isabel deu a luz a seu filho, e Zacarias escreveu na tabuinha, que seu nome seria João. Naquele mesmo instante, ele voltou a falar. Todos ficaram espantados com estas manifestações, e por toda a região montanhosa da Judéia foram divulgadas estas coisas e por isto diziam: “A mão do Senhor está com este menino”. (Lucas 1:66).

- O menino crescia e se fortalecia em espírito e habitava nos desertos, até o dia da sua manifestação a Israel. Não há relatos no evangelho do que ele fazia antes de iniciar, aos 29 anos, as suas pregações,  mas provavelmente realizava o que faz toda a gente pobre: trabalhava, lutava, esforçava-se para a manutenção da existência material.

- João Batista vestia-se com pele de camelo e usava cinto de couro. Alimentava-se de gafanhotos e mel silvestre e habitava nos desertos. Era costume dos antigos profetas, antes de iniciar a sua missão, se retirar para o deserto a fim de preparar-se, pelo jejum e oração, para o desempenho dos seus deveres sagrados.

- João ensinava: ‘’Toda árvore que não der bons frutos será cortada e lançada ao fogo’’. Ele batizava as pessoas com o objetivo que elas se arrependessem dos seus erros e melhorassem o seu caráter. Ele dizia às multidões: ‘‘Quem tem duas túnicas dê uma a quem não tem nenhuma; e quem tem comida faça o mesmo". E recomendava aos publicanos: "Não cobrem nada além do que foi estipulado". E dizia ainda para alguns soldados:  "Não pratiquem extorsão nem acusem ninguém falsamente; contentem-se com o seu salário" ( Lucas 3:11-14).

- O batismo, ritual de imersão nas águas, era uma prática antiga, que parece ter nascido na Grécia Antiga, onde havia uma seita, constituída de sacerdotes (chamados baptas) que se banhavam e purificavam com perfumes antes da celebração das cerimônias pagãs. Este ato tornou-se o símbolo da purificação do Espírito. João adotou esta prática e a partir daí ficou conhecido por Batista, palavra derivada de baptas. Ele mergulhava as pessoas no rio Jordão, para saírem limpos do corpo e simbolizar a limpeza da alma, que tanto desejavam.

- João anunciava a vinda do Messias ao povo. E, certo dia, Jesus foi ao seu encontro e João o batizou. Do céu veio uma voz que lhe disse: ‘‘ Tu és o meu filho amado’’. Jesus não precisava ser batizado, pois é um Espírito puro, mas isto ocorreu, para que João cumprisse a missão de apresentar o Messias que devia vir, à multidão.

- João disse: ‘‘Eu vos batizo com água, para arrependimento; mas aquele que vem depois de mim é mais poderoso do que eu, cujas sandálias não sou digno de levar. Ele vos batizará com o Espírito Santo e com fogo’’ (Mateus 3:11). Batizar-se no Espírito Santo significa receber-se a mediunidade e utilizá-la para o trabalho de evangelização da humanidade. O batismo de fogo, pois, com o qual Jesus nos batiza, é o esforço que ele nos convida a fazer para que nos livremos dos nossos vícios, pois assim estaremos puros diante de Deus, nosso Pai.

- O ritual de batismo utilizado nas Igrejas não possui nenhum valor, pois o que realmente importa são os ensinamentos evangélicos para a evolução moral do Espírito. 

- Posteriormente, João foi preso por Herodes. Pois o profeta dizia que não era permitido a união de Herodes com Herodíades, pois ela era mulher do seu irmão. E depois foi morto (decapitado), a pedido de Salomé (por sugestão de sua mãe Herodíades), na festa de aniversário de Herodes.

 

Perguntas para fixação:

1. Quem foi o precursor de Jesus para lhe preparar o caminho?

2. Como se chamavam os pais de João Batista?

3. João Batista nasceu quanto tempo antes de Jesus?

4. Que tipo de roupa João Batista costumava usar?

5. Onde João Batista costumava viver e do que se alimentava?

6. O que é o Batismo?

7. Por que João Batista batizava as pessoas no rio Jordão?

8. Por que João Batista batizou Jesus?

9. Por que João Batista foi preso por Herodes?

 

Subsídio para o Evangelizador:

             João, filho de Zacarias e de Isabel, o Precursor de Jesus, nasceu seis meses antes do aparecimento deste e desencarnou com 31 anos de idade. Cheio de um Es­pírito Santo desde o ventre materno, como diz o Evan­gelista, ele foi, conforme o declarou o divino Mestre, o maior dentre os nascidos de mulher (Mateus 11:11) (Elucidações Evangélicas. Cap. 10. Antônio Luiz Sayão).

            O único relato bíblico sobre o nascimento do profeta está no Evangelho de Lucas. Os pais de João, Zacarias - um sacerdote judeu - e Isabel não tinham filhos e já haviam passado da idade de tê-los. Durante uma jornada de trabalho servindo no Templo de Jerusalém, ele foi escolhido por sorteio para oferecer incenso no Altar Dourado no Santo dos Santos.         

            O Arcanjo Gabriel apareceu para ele e anunciou que a esposa de Zacarias iria dar à luz uma criança e que ele deveria chamá-lo de João. Porém, por não ter acreditado na mensagem de Gabriel, Zacarias perdeu a voz. (http://pt.wikipedia.org/wiki/Nascimento_de_Jo%C3%A3o_Batista).

            Durante o tempo de gravidez da esposa de Zacarias, colóquios espirituais, arroubos da alma, êxtases se verificaram no lar daqueles que veriam muito breve o aparecimento do grande missionário, que seria a Voz clamando no deserto das consciências.

            Por ocasião da visita de Maria, mãe de Jesus, à sua prima Isabel, o Espírito saudou Maria, como se depreende da narrativa, e esta, também envolta nos fluidos dos divinos Mensageiros, pronunciou a inspirada prece que hoje corre mundo com o título Magnificat: “A minha alma engrandece o Senhor, o meu Espírito se alegrou em Deus meu Salvador...” Afinal, chegado o tempo determinado, Isabel teve um filho e só então soltou-se a língua de Zacarias, cujas primeiras palavras foram para lembrar o nome de João, que o Espírito havia posto naquele que seria seu filho carnal.

            Estas manifestações foram divulgadas por toda a região montanhosa da Judéia, e as populações se quedavam apreensivas, porque diziam: “a mão do Senhor está com este menino”. Zacarias tomado pelo Espírito, falou acerca do futuro de seu filho, e da missão que ele vinha desempenhar no mundo.          

            (...)O texto do Evangelista limita-se a estas palavras: ‘‘O menino crescia e se fortalecia em espírito e habitava nos desertos, até o dia da sua manifestação a Israel.”Que teria feito ele no decorrer desse tempo? O Evangelista não o diz, mas é muito fácil prever-se. Fazia provavelmente o que faz toda a gente pobre, todos os que não são acariciados pela fortuna do mundo: trabalhava, lutava, esforçava-se para a manutenção da existência material.

            (...)E quando o Evangelho diz que o Batista (1) habitava os desertos, dá a entender o menosprezo que seus contemporâneos faziam daquelas individualidades, que, por “não se trajarem de finas roupas e não habitarem palácios”, deixavam de merecer a atenção dos seus concidadãos e com especialidade a dos grandes da sua época.

            É possível que, antes de iniciar a sua missão, como era costume dos antigos profetas, João se retirasse para o deserto a fim de preparar-se, pelo jejum e oração, para o desempenho dos seus deveres sagrados. (Parábolas e ensinos de Jesus. O Precursor do Cristianismo. Cairbar Schutel).

            Jovem ainda, retirou-se para o deserto, a fim de se entregar a uma vida de rigorosa austeridade, donde só regressou para dar início ao desempenho da sua missão, no ano 15 do império romano, aos 29 de sua idade, sob o reinado de Herodes Antipas. Entrou a pregar e a administrar o batismo de penitência, todos os profetas, recebeu no deserto a inspiração de que soara a hora de ter começo a missão, que trouxera, de Precursor do Cristo e que consistia em preparar os caminhos que este teria de percorrer, em abrir brechas nas consciências, por onde penetrasse a luz de que Jesus era portador. Foi o que fez, pregando, ensinando, aconselhando aos homens que lavassem de toda impureza suas almas, que se arrependessem de suas culpas e praticassem a penitência, para se tornarem dignos de receber aquela luz, consubstanciação da moral divina. Quer isto dizer que João aparelhava o terreno para a obra que o Cristo descera a realizar. (Elucidações Evangélicas. Cap. 10. Antônio Luiz Sayão).

            Pregador rude, homem de um viver austerissimo, desprezou as comodidades da vida, a ponto de se alimentar com o que achava no deserto e de se vestir com a pele de animais. Assim impressionou fortemente o povo, que acorria a ouvi-lo e a pedir-lhe conselhos. Poderoso médium inspirado, foi o

transmissor das mensagens do Alto, pelas quais se anunciava a chegada do Mestre e o começo dos trabalhos de regeneração da humanidade.

            A todos os que queriam tornar-se dignos do reino dos céus, João aconselhava que fizessem penitência.

            Qual seria essa penitência, primeiro passo a ser dado em direção ao reino de Deus?

            Não eram as longas orações, nem os donativos e esmolas; nem as  peregrinações aos lugares santos nem as construções de capelas; nem os jejuns nem os votos nem as promessas; não era a adoração de imagens nem a entronização delas.

            A penitência não consistia em formalidades exteriores, mas sim na reforma do caráter e na retificação dos atos errados que cada um tinha praticado. (O Evangelho dos Humildes. O batismo de Jesus. Eliseu Rigonatti).

            Gênio franco, leal, sincero, intemerato, austero, o Batista, cuja missão principal era preparar almas para o Senhor, aparelhar veredas por onde Jesus pudesse passar; aterrar vales, arrasar montes e outeiros, aplainar estradas escabrosas, destruir as tortuosidades para que as estradas se tornassem direitas; trazia ele um arsenal de instrumentos para cortar árvores seculares, abater matas que ensombravam as consciências, arrancar raízes de nefastas plantas que prejudicavam a seara, para que a semente do Evangelho, que ia ser semeada, produzisse o fruto necessário!

            E, assim, é que profligou o orgulho de classe e de família; combateu com grande tenacidade os vícios; atacou com admirável energia as paixões; despertou nas almas o desejo do arrependimento por meio das boas obras que deveriam praticar; profligou, enfim, a vaidade humana, fazendo ver que Deus poderia suscitar até das próprias pedras filhos a Abraão; e afirmou que a salvação para o Reino de Cristo não consistia senão no desinteresse, no desapego aos bens terrenos, na severidade de costumes, na limpidez do caráter, no cumprimento do dever!

            Aos que lhe perguntavam: “o que havemos de fazer para estarmos com o Cristo”, respondia: “aquele que tem duas túnicas dê uma a quem não tem; o que tem comida, faça o mesmo”.

            A uns publicanos que dele se aproximaram solicitando-lhe o batismo, respondeu: “não cobreis mais do que aquilo que está prescrito”. A uns soldados que foram ter a ele, disse: “a ninguém façais violência, nem deis denúncia falsa; contentai-vos com o vosso soldo”.

            (...)Mas essas palavras não agradaram as almas afeitas às coisas materiais: os espíritos contumazes se revoltaram contra a nova doutrina; o sacerdócio tecia, em segredo, maquinações maléficas contra o Enviado; o tetrarca da Galiléia, ferido em seu amor-próprio pela revelação, por parte do profeta, de desonestidades que praticara; Herodias, sua cunhada, cercada de uma corte enorme de aduladores, deliberaram, como meio mais eficaz, prender o Profeta da Revelação Cristã, dando-lhe, por fim, a morte afrontosa da decapitação! (Parábolas e ensinos de Jesus. O Precursor do Cristianismo. Cairbar Schutel).

            A personalidade de João Batista, classificado por Jesus como "o maior de todos dentre os nascidos de mulher", destaca-se solenemente pela sua austeridade no modo de anunciar o Grande Enviado, chegando a atrair multidões a si, que, convictas da sua superioridade moral e espiritual, e convertidas para uma vida superior, em sinal da mudança de situação a que eram levadas, entravam no Jordão limpando-se das macula e gafeiras do "homem velho" e de lá saíam limpos de corpo para simbolizar a limpeza da alma a que aspiravam, por uma vida de progresso e perfeição. ( O Espírito do Cristianismo. Cap. 9. Cairbar Schutel).

            O   batismo, que ele administrava, era precedido da confissão, feita de público e em altas vozes pelo bati­zando, de suas faltas e pecados, para lhe despertar no íntimo o sentimento da humildade e para o constranger a evitá-las pela vergonha de as ter que confessar publicamente. (Elucidações Evangélicas. Cap. 10. Antônio Luiz Sayão).

           Esta prática, que assinala períodos milenários, parece ter nascido na Grécia Antiga, logo após a constituição de uma seita que cultuava a Deusa da Torpeza, a quem denominavam Cotito e a quem os atenienses rendiam os seus louvores. Esta seita, constituída de sacerdotes que tinham recebido o nome de baptas, porque se banhavam e purificavam com perfumes antes da celebração das cerimônias, deixou saliente nas páginas da História esse ato como símbolo da purificação do Espírito.

            O povo hebreu, contudo, não adotou esse ato religioso exaltado pelos gregos; usava, como característica da sua fé, a circuncisão, prática que consistia numa operação cruenta que Moisés, o grande legislador e diretor dos judeus havia decretado, levando em conta, sobretudo, uma necessidade higiênica, ditada pelo clima daquelas paragens.

            Passados os tempos, a medida de profilaxia empregada por Moisés não tinha mais razão de ser, visto que a moléstia reinante na Palestina e no Egito havia cessado, e os povos se tornaram mais aptos para zelarem pelos seus corpos.

            (...) João, profundo conhecedor dos mistérios e da ciência da Grécia, ao iniciar a sua elevada tarefa de Precursor do Cristianismo, para aparelhar devidamente o Caminho por onde as gentes deveriam aproximar-se de Jesus Cristo, tratou logo de pôr fim á circuncisão, desde que esta prática degenerara em cerimônia religiosa, sob a ação dos sacerdotes judeus. Difícil, porém, é extinguir uma idéia enraizada, bafejada, de há longo tempo, pela autoridade avoenga.

            (...)E como é da sabedoria dos doutos substituir um grande mal por um mal menor, João Batista, procurando cancelar das almas a circuncisão, como cerimônia religiosa e destinada a purificar o Espírito, ciente como estava do ritual dos Sacerdotes Baptas, os Sacerdotes de Cotito, a cuja deusa os atenienses rendiam culto, deliberou substituir aquela prática cruenta da Igreja Hebraica - a circuncisão - pela imersão dos catecúmenos no Rio Jordão, ou seja, pelo batismo dos que ouvissem a sua palavra e julgassem de bom alvitre seguir os seus ensinamentos.  (O Batismo. Cap. 2. Cairbar Schutel).

           Em face dos Evangelhos, pode-se afirmar peremptoriamente que o Batista batizou a Jesus?

           Mas nós sabemos que esse ato se realizou, visto Mateus tê-lo afirmado; o motivo principal, entretanto, não se prende ao batismo-sacramento, mas sim à pregação do Cristo, à manifestação de Jesus, como veremos. Jesus, diz Mateus, apresentou-se a João para receber o seu batismo. Mas com que fim? Será que o Espírito mais puro que veio à Terra ter-se-ia maculado, de modo a necessitar lavar-se dessas manchas? E julgava João ter o seu batismo virtude superior a do Cordeiro de Deus, como ele o chamou? Está claro que, sendo Jesus limpo e puro, não poderia: pedir asseio nem pureza a uma água como a do Jordão.

            Os padres e ministros, afeitos ao batismo, dizem que Jesus assim procedeu para dar exemplo. Mas exemplo de que? No Evangelho nada consta dessa lição de exemplo. Exemplo de submissão? Mas João Batista era o primeiro a dizer que o seu batismo nenhum valor tinha, e que o fim a que foi destinada essa “prática” não foi outro que o de ficar conhecendo a Jesus e manifestá-lo, apresentá-lo às multidões.

            Jesus não quis dar exemplo de espécie alguma, mas o seu fito foi dar-se a conhecer a João, o seu Precursor, para que ele se desempenhasse da missão de apresentá-lo como o Messias que devia vir. E o espírito testificou quando disse ao Batista: “Este é o meu filho dileto em quem me comprazo.”

            (...) Jesus não podia dizer a João: “Eu sou o Messias” porque mesmo naquele tempo muitos tratantes se diziam “messias” representantes de Deus.

            Ele tinha de revelar-se como Messias e não se dizer Messias, e o Espírito precisava testificar, como aconteceu. (Parábolas e ensinos de Jesus. O Batismo de Jesus e o batismo das Igrejas. Cairbar Schutel).

            João Batista disse: ‘‘E eu, em verdade, vos batizo com água, para o arrependimento; mas aquele que vem após mim é mais poderoso do que eu; cujas alparcas não sou digno de levar; ele vos batizará com o Espírito Santo (2), e com fogo.’’ (Mateus 3:11).      

            O batismo de fogo, pois, com o qual Jesus nos batiza, é o esforço que ele nos convida a fazer para que nos livremos das paixões inferiores, que nos dominam; livres delas, estaremos batizados, isto é,puros diante de Deus, nosso Pai.

            O Espírito Santo é a denominação dada à coletividade dos espíritos desencarnados, que lutam pela implantação do reino de Deus na face da terra.

            Batizar-se no Espírito Santo significa receber-se a mediunidade. Todos os que recebem a mediunidade se colocam à disposição do s espíritos do Senhor para os trabalhos de evangelização que se desenvolvem no plano terrestre. É um batismo de renúncia, devotamento, abnegação e humildade. Todos são chamados para o sagrado batismo do Espírito Santo, porque todos podem trabalhar para o advento do reino dos céus. (O Evangelho dos Humildes. O batismo de Jesus. Eliseu Rigonatti)

           O fogo, símbolo empregado por João Batista, representa o grande purificador de tudo o que e submetido ao seu calor. O ouro passa pela prova do fogo e se liberta de suas impurezas. Os outros metais igualmente ficam libertos de elementos estranhos. Assim também o batismo de fogo representa o calor da lógica, do raciocínio, dos fatos em face das crenças, esse calor que fortalece, vivifica e purifica almas envoltas no frio da descrença e do indiferentismo!

O batismo do Espírito Santo arrebata as almas para os Céus, mas o batismo de fogo da Terra pulveriza, calcina, destrói tudo aquilo que é da terra. (O Batismo. Cap. 3. Cairbar Schutel).

           O batismo do Espírito Santo é uma graça invisível que vem do Alto e que produz, em todos os que o recebem, um sinal visível, que constitui a nossa fé sincera, a prática das virtudes ativas e os esforços para a regeneração e formação do nosso caráter.

            Os discípulos receberam o batismo do Espírito Santo no Dia de Pentecostes, no Cenáculo de Jerusalém, onde, pela primeira vez, se registrou esse fato grandioso da História do Cristianismo.

            (...) O batismo do Espírito Santo é tão indispensável como o pão para o corpo. Quando Jesus Cristo enviou os seus apóstolos pelo mundo, disse: "Anunciai o Evangelho a todas as gentes; aquele que crer e for batizado será salvo; aquele que não crer já está condenado". A condenação é a própria descrença da criatura, que se coloca fora das graças do Espírito Santo.

            Devemos, pois, batizar os nossos filhos imprimindo neles o sinal visível da caridade e do espírito de oração, para que a graça invisível, que é ministrada pelo Espírito Santo, se grave nos seus espíritos e eles cresçam no conhecimento de Jesus à proporção que crescem em corpo.

            Alguns poderão indagar: neste caso o batismo ministrado pelas Igrejas não tem nenhum valor? Certamente que não, porque não consta dos Evangelhos que Jesus, ou qualquer dos seus apóstolos, batizassem crianças ou adultos pela forma que elas o fazem. Eles batizavam, sim, mas com os ensinamentos evangélicos, e não com água dos rios, dos mares ou das cisternas.

            Indagarão ainda: Mas se o batismo com água não tem, efetivamente, nenhum valor, por que razão Jesus foi batizado com, água? Foi para dar-se a conhecer a João, e, conseqüentemente, às multidões, reforçando assim o que dissera João: "Eu, na verdade, vos batizo com água para o arrependimento; mas aquele que há de vir depois de mim, é mais poderoso do que eu, e não sou digno de levar-lhe as sandálias; Ele vos batizará com o Espírito Santo e com fogo".

            Além disso, não podemos admitir que Jesus tivesse de se purificar, visto que o batismo, segundo as Igrejas, é para limpar a mancha do chamado pecado original. Jesus personificava a pureza e constituiu-se o Caminho, a Verdade e a Vida, não necessitando, portanto, de limpar a mancha do pecado original, porque Ele não tinha essa mancha!

            A expressão pecado original foi sugerida pelas religiões que, não conhecendo a verdadeira finalidade do batismo, e para justificar o batismo de água, afirmam que o pecado, oriundo da desobediência de Adão e Eva, se transmitiu às gerações e só pode ser cancelado pelo batismo de água, invalidando, assim, a sentença divina: "A cada um será dado segundo as suas obras"'. (O Batismo. Cap. 5. Cairbar Schutel).

           A autoridade do batismo tem sido objeto de controvérsia desde os inícios do Cristianismo. Em tempo algum se deu crédito ao "batismo de João"; o próprio Batista repetia sempre, aos que buscavam o seu batismo, não ser este um preceito divino, uma prática necessária à purificação espiritual.

        (...) O batismo de João nunca mereceu a sanção de quem quer que fosse, inclusive a de Jesus que a chamava - de João - isto é, humano, pessoal, e não divino, espiritual. (O Espírito do Cristianismo. Cap. 33. Cairbar Schutel).

            Os espiritistas sinceros, na sagrada missão de paternidade, devem compreender que o batismo, aludido no Evangelho, é o da invocação das bênçãos divinas para quantos a eles se reúnem no instituto santificado da família.

            Longe de quaisquer cerimônias de natureza religiosa, que possam significar uma continuação dos fetichismos da Igreja Romana, que se aproveitou do símbolo evangélico para a chamada venda dos sacramentos, o espiritista deve entender o batismo como o apelo do seu coração ao Pai de Misericórdia, para que os seus esforços sejam santificados no trabalho de conduzir as almas a elas confiadas no instituto familiares, compreendendo, além do mais, que esse ato de amor e de compromisso divino deve ser continuado por toda a vida, na renúncia e no sacrifício, em favor da perfeita cristianização dos filhos, no apostolado do trabalho e da dedicação. (O Consolador. Questão 298. Espírito Emmanuel. Psicografado por Chico Xavier).

 

Observação (1): O filho de Zacarias, que recebera o nome de João pela intercessão do Espírito Gabriel em comunicação com seu pai, que era sacerdote do Templo, não era conhecido por Batista. Este sobrenome lhe foi dado posteriormente: Batista é originário de Baptas, qualificativo dos sacerdotes da Grécia, que se banhavam antes de oferecerem sacrifícios à sua deusa e antes da celebração dos seus ritos. (O Batismo. Cap. 2. Cairbar Schutel).

 

Observação (2): As antigas Escrituras não continham o qualificativo santo quando se falava do Espírito. Todos os Apóstolos reconheciam a existência de Espíritos, mas entre estes, bons e maus. (...)Foi só com a tradução das antigas Escrituras e constituição da Vulgata que esse qualificativo foi acrescentado, com certeza para fortificar o “Mistério da Santíssima Trindade”, tirado de uma lenda hindu, aventado por comentadores das Escrituras, que desde logo após a morte de Jesus, viviam em querelas, em discussões sobre modos de se interpretar as Escrituras. (...) O qualificativo Santo que se encontra na Bíblia para designar espírito bom, não deve absolutamente, ser interpretado como um ente misterioso, sibilino, que constitui a 3ª pessoa da S. S. Trindade. Mas sim, como sendo um Espírito adiantado, de bondade, de amor e sabedoria (Vida e atos dos Apóstolos. O Espírito santo e a ascensão de Jesus. Caibar Schutel).


Bibliografia:

- O Consolador. Questão 298. Espírito Emmanuel. Psicografado por Chico Xavier.

- Elucidações Evangélicas. Cap. 10. Antônio Luiz Sayão.

- O Evangelho dos Humildes. O batismo de Jesus. Eliseu Rigonatti.

- Parábolas e ensinos de Jesus. O Precursor do Cristianismo. O Batismo de Jesus e o batismo das Igrejas. Cairbar Schutel.

- O Espírito do Cristianismo. Cap. 9 e 33. Cairbar Schutel.

- O Batismo. Cap. 2, 3 e 5. Cairbar Schutel.

-  Vida e atos dos Apóstolos. O Espírito santo e a ascensão de Jesus. Caibar Schutel.

- Bíblia: Mateus 3:11, 11:11. 

- Site: http://pt.wikipedia.org/wiki/Nascimento_de_Jo%C3%A3o_Batista. Data da consulta: 20/05/15.