Aula 48 - Natal: Nascimento de Jesus

Ciclo 1 - História:  Uma noite em Belém -  Atividade: PH - Jesus - 12 - Nascimento de Jesus ou 13 - Nascimento de Jesus.

Ciclo 2 - História:  Espírito natalino -  Atividade: PH - Jesus - 14 - Natal.

Ciclo 3 - História:  O quarto rei mago -  Atividade: ESE - Cap. 18 - 7 - Reconhece-se o cristão pelas suas obras. (Dica: Faça uma base de isopor -- espessura: 1,5 cm; tamanho: 8,5 x 8,5 cm - e cole uma fita colorida ao redor dela .  Depois faça um corte com estilete na base em formato de X e encaixe a árvore).  

 

Dinâmica: Natal.

Mensagens Espíritas: Natal.

Sugestão de vídeos:  - Histórias Espíritas para crianças: História da vovó 5 - O dia mais lindo da Terra. (Dica: pesquise no Youtube).

- Música espírita: Noite Feliz Espírita (Dica:pesquise no Youtube).

- Música espírita: Na manjedoura. Legendado (Dica: pesquise no Youtube).

Sugestão de livro infantil: Antevésperas de Natal .Cecília Rocha e Clara Araújo. Editora FEB.  

 

Leitura da Bíblia: Lucas - Capítulo 1


1.26   No sexto mês, foi o anjo Gabriel enviado, da parte de Deus, para uma cidade da Galiléia, chamada Nazaré,


1.27   a uma virgem desposada com certo homem da casa de Davi, cujo nome era José; a virgem chamava-se Maria.


1.30   Mas o anjo lhe disse: Maria, não temas; porque achaste graça diante de Deus.


1.31   Eis que conceberás e darás à luz um filho, a quem chamarás pelo nome de Jesus.


1.32   Este será grande e será chamado Filho do Altíssimo; Deus, o Senhor, lhe dará o trono de Davi, seu pai;


 

Mateus - Capítulo 1


1.19   Mas José, seu esposo, sendo justo e não a querendo infamar, resolveu deixá-la secretamente.


1.20   Enquanto ponderava nestas coisas, eis que lhe apareceu, em sonho, um anjo do Senhor, dizendo: José, filho de Davi, não temas receber Maria, tua mulher, porque o que nela foi gerado é do Espírito Santo.


1.21   Ela dará à luz um filho e lhe porás o nome de Jesus, porque ele salvará o seu povo dos pecados deles.


1.22   Ora, tudo isto aconteceu para que se cumprisse o que fora dito pelo Senhor por intermédio do profeta:


1.23   Eis que a virgem conceberá e dará à luz um filho, e ele será chamado pelo nome de Emanuel (que quer dizer: Deus conosco).


1.24   Despertado José do sono, fez como lhe ordenara o anjo do Senhor e recebeu sua mulher.


 

Lucas - Capítulo 2


2.1   Naqueles dias, foi publicado um decreto de César Augusto, convocando toda a população do império para recensear-se *.


2.2   Este, o primeiro recenseamento, foi feito quando Quirino era governador da Síria.


2.3   Todos iam alistar-se, cada um à sua própria cidade.


2.4   José também subiu da Galiléia, da cidade de Nazaré, para a Judéia, à cidade de Davi, chamada Belém, por ser ele da casa e família de Davi,


2.5   a fim de alistar-se com Maria, sua esposa, que estava grávida.


2.6   Estando eles ali, aconteceu completarem-se-lhe os dias,


2.7   e ela deu à luz o seu filho primogênito, enfaixou-o e o deitou numa manjedoura, porque não havia lugar para eles na hospedaria.


2.8   Havia, naquela mesma região, pastores que viviam nos campos e guardavam o seu rebanho durante as vigílias da noite.


2.9   E um anjo do Senhor desceu aonde eles estavam, e a glória do Senhor brilhou ao redor deles; e ficaram tomados de grande temor.


2.10   O anjo, porém, lhes disse: Não temais; eis aqui vos trago boa-nova de grande alegria, que o será para todo o povo:


2.11   é que hoje vos nasceu, na cidade de Davi, o Salvador, que é Cristo, o Senhor.


2.12   E isto vos servirá de sinal: encontrareis uma criança envolta em faixas e deitada em manjedoura.


2.13   E, subitamente, apareceu com o anjo uma multidão da milícia celestial, louvando a Deus e dizendo:


2.14   Glória a Deus nas maiores alturas, e paz na terra entre os homens, a quem ele quer bem.


 

Mateus - Capítulo 2


2.1   Tendo Jesus nascido em Belém da Judéia, em dias do rei Herodes, eis que vieram uns magos do Oriente a Jerusalém.


2.2   E perguntavam: Onde está o recém-nascido Rei dos judeus? Porque vimos a sua estrela no Oriente e viemos para adorá-lo.


2.3   Tendo ouvido isso, alarmou-se o rei Herodes, e, com ele, toda a Jerusalém;


2.4   então, convocando todos os principais sacerdotes e escribas do povo, indagava deles onde o Cristo deveria nascer.


2.5   Em Belém da Judéia, responderam eles, porque assim está escrito por intermédio do profeta:


2.6   E tu, Belém, terra de Judá, não és de modo algum a menor entre as principais de Judá; porque de ti sairá o Guia que há de apascentar a meu povo, Israel.


2.7   Com isto, Herodes, tendo chamado secretamente os magos, inquiriu deles com precisão quanto ao tempo em que a estrela aparecera.


2.8   E, enviando-os a Belém, disse-lhes: Ide informar-vos cuidadosamente a respeito do menino; e, quando o tiverdes encontrado, avisai-me, para eu também ir adorá-lo.


2.9   Depois de ouvirem o rei, partiram; e eis que a estrela que viram no Oriente os precedia, até que, chegando, parou sobre onde estava o menino.


2.10   E, vendo eles a estrela, alegraram-se com grande e intenso júbilo.


2.11   Entrando na casa, viram o menino com Maria, sua mãe. Prostrando-se, o adoraram; e, abrindo os seus tesouros, entregaram-lhe suas ofertas: ouro, incenso e mirra.


2.12   Sendo por divina advertência prevenidos em sonho para não voltarem à presença de Herodes, regressaram por outro caminho a sua terra.


2.13   Tendo eles partido, eis que apareceu um anjo do Senhor a José, em sonho, e disse: Dispõe-te, toma o menino e sua mãe, foge para o Egito e permanece lá até que eu te avise; porque Herodes há de procurar o menino para o matar.


2.14   Dispondo-se ele, tomou de noite o menino e sua mãe e partiu para o Egito;


2.15   e lá ficou até à morte de Herodes, para que se cumprisse o que fora dito pelo Senhor, por intermédio do profeta: Do Egito chamei o meu Filho.


2.16   Vendo-se iludido pelos magos, enfureceu-se Herodes grandemente e mandou matar todos os meninos de Belém e de todos os seus arredores, de dois anos para baixo, conforme o tempo do qual com precisão se informara dos magos.


2.19   Tendo Herodes morrido, eis que um anjo do Senhor apareceu em sonho a José, no Egito, e disse-lhe:


2.20   Dispõe-te, toma o menino e sua mãe e vai para a terra de Israel; porque já morreram os que atentavam contra a vida do menino.


2.21   Dispôs-se ele, tomou o menino e sua mãe e regressou para a terra de Israel.


2.22   Tendo, porém, ouvido que Arquelau reinava na Judéia em lugar de seu pai Herodes, temeu ir para lá; e, por divina advertência prevenido em sonho, retirou-se para as regiões da Galiléia.


2.23   E foi habitar numa cidade chamada Nazaré, para que se cumprisse o que fora dito por intermédio dos profetas: Ele será chamado Nazareno.


 

Obs(*): O recenceamento ordenado pelo imperador era instrumento de dominação, já que possibilitava saber quantas pessoas deviam pagar o tributo. (Biblia Sagrada. Edição Pastoral. Editora Paulus. Observação Lucas 2:1-7. Editora Paulus).

 

Tópicos a serem abordados:

- Há mais de 2000 anos atrás, Jesus nasceu em Belém, uma cidade da Palestina, e seu nascimento é comemorado todos os anos na noite de Natal.

- Muitos esperavam a vinda do Messias, e Ele escolheu uma pequena manjedoura (onde os animais comem) para seu berço de luz.Os pastores, que viviam naquela região, e os três reis magos, que vieram de longe (com presentes) , trouxeram-lhe ao berço pobre o testemunho de sua alegria e de seu reconhecimento.  As estrelas brilharam com luz mais intensa no céu e uma delas destacou-se no azul do firmamento, para clarificar o suave momento de tua glória (1) .

- Conforme as convenções estipulada pela Igreja, estabeleceu-se o dia 25 de dezembro, do ano 1, como sendo a data em que se celebra o seu nascimento. Entretanto, pesquisas atuais feitas por historiadores indicam que Jesus não teria nascido em dezembro. Ele teria nascido no mês de abril, de 4 a 6 anos antes do que fora anteriormente considerado. Este equívoco ocorreu devido a erros no cálculo de datas do novo calendário estabelecido por Frei Dionísio. Entretanto, não devemos nos prender a estes detalhes, pois o que mais importa é o ensinamento moral, que o Mestre nos deixou.

- Um dos motivos para ocorrer a celebração do seu nascimento em dezembro, seria para aproveitar as festas pagãs que ocorriam neste mesmo período. Destacava-se a Saturnália, uma festa realizada para celebrar o solstício de inverno, início da estação e período de maior distância angular do Sol em relação ao plano da linha do equador. Durante a festa, os romanos entregavam-se aos excessos alimentares, visitavam os amigos e familiares e trocavam presentes, como ocorre nos dias atuais (2). E no fim da Saturnália, no dia 25 de dezembro, era comemorada a festa do Sol Invicto, em homenagem ao deus Mitra (deus persa).

- Atualmente, o Natal vem perdendo seu simbolismo de festa do amor, da família, com simplicidade e naturalidade. A lembrança do nascimento de Jesus tem sido substituída pelo Papai Noel, a árvore de natal, a troca de presentes, as comilanças , as festas em exagero.  Esquecemos que o  dono da festa é o Mestre, e é ele quem deve receber os presentes e as homenagens, pois é o aniversariante e não nós. Mas qual é o presente que deveremos lhe oferecer? O que Ele gostaria de receber? Sabemos que o que Ele mais quer é que cumpramos a vontade de Deus, Nosso Pai. E que todos os dias renovamos os nossos compromissos no "Pai Nosso", dizendo: "Seja feita a Vossa vontade"(3). 

- O Espírito André Luiz recomenda que se deve renunciar às comemorações natalinas que traduzam excessos de qualquer ordem, preferindo a alegria da ajuda fraterna aos irmãos menos felizes, como louvor ideal ao Sublime Natalício. Os verdadeiros amigos do Cristo reverenciam-no em Espírito.

- O Natal é mais um dia para renovarmos os nossos sentimentos em atitudes do bem. Devemos pronunciar frases de otimismo e esperança; consolar aqueles que estão tristes; escrever um bilhete que reanime alguém para a bênção da vida; ter algum gesto espontâneo de gentileza ; perdoar aqueles que nos ofendem; orar por aqueles que sofrem.  Fazer algo útil, em benefícios dos nossos irmãos, pois assim encontraremos Cristo em nosso coração.

- Não devemos deixar de cultivar a lembrança da paz, a verdade e a luz deixada pelo nosso mestre Jesus. O Espírito do Natal deve reinar conosco em todas as horas de nossa vida.

 

 Comentário (1): Antologia mediúnica do Natal. Cap. 39. Espírito Humberto de Campos. Chico Xavier.  (2): Site: http://pt.wikipedia.org/wiki/Saturn%C3%A1lia. (3): http://www.forumespirita.net/fe/o-evangelho-segundo-o-espiritismo/o-verdadeiro-sentido-do-natal-para-o-espirita/#.VI88QntSJ1E. Data de consulta: 15/12/14.

 

Perguntas para fixação:

1. Em qual época é comemorado o nascimento de Jesus?

2. Quem é o aniversariante tão ilustre?

3. Onde Jesus nasceu?

4. Quem foi lhe visitar?

6. Quem lhe deu presentes?

7. Nesta época, quais festas eram comemoradas em Roma?

8. Hoje em dia, o que tem substituído a lembrança do Natal?

9. Qual presente Jesus gostaria de receber neste Natal?

10. Em todas as horas de nossa vida, qual sentimento deve prevalecer em nosso coração?

 

 

Subsídio para o Evangelizador:

            O Natal é a cristianização das festividades pagãs dos Romanos por ocasião do Solstício de inverno. Eram várias as festas e rituais que nessa altura do ano os Romanos faziam.

            Destacam-se as Saturnais, (...) tipicamente romanas (com trocas de prendas e festas alegres), e também as de Mitra, deus persa e "Sol da Virtude" ("nascido" a 25 de dezembro), estas festas são uma importação dos cultos solares do Médio Oriente, que se difundiu no Império à custa das legiões, que desenvolviam sincretismos religiosos com grande facilidade. (http://www.infopedia.pt/$natal).

            Durante o solstício de inverno na Roma pagã, período que abrange os dias 17 a 23 de dezembro, celebravam-se as Saturnais, também denominadas como as “festas dos escravos ”, em razão de ser-lhes concedidas oportunidades de prazeres, aumento da quota de alimentos, diminuição dos trabalhos a que se encontravam submetidos especialmente nos campos.

            Homenageando-se o deus Saturno, os participantes entregavam-se aos mais diversos abusos, especialmente na área da sensualidade, da falta de compromissos morais, assemelhando-se às bacanais...  (Artigo: Inversão de valores. Vianna de Carvalho . Página psicografada pelo médium Divaldo Pereira Franco. Revista Reformador 12/2009).

            Sabemos, com efeito, que só muito mais tarde, em Roma, para aproveitar a festa de Mitra (natalis invicti solis., nascimento do Sol invicto ou seja, a entrada do sol no solstício do inverno) festejado em 25 de dezembro, é que a igreja de Roma, por volta de 354 A.D. vulgarizou essa data a toda a cristandade, contrariando muitas outras tradições locais que festejavam o natal em datas diferentes. (Sabedoria do Evangelho. Nascimento de Jesus. Carlos Torres Pastorino).

            A data do Natal, 25 de dezembro, foi oficializada por Constantino (1). (...) Antes disso, o Natal era  comemorado no dia 6 de janeiro (hoje dia de Reis). (Artigo: Constantino e as transformações do

Império Romano no século IV. Cláudio Umpierre Carlan. Unicamp)

            Um decreto do Papa Júlio I, no ano 350 d.C., determinou a substituição da veneração ao deus sol pela data em que teria nascido Jesus o Salvador. (http://pt.wikipedia.org/wiki/Papa_J%C3%BAlio_I).

            Entretanto, as atuais pesquisas históricas indicam que Jesus não teria nascido em dezembro... O engano ocorreu, inicialmente em razão de múltiplos erros, alterações e casuísmo da fixação do calendário oficial, incluindo extensão ou supressão de dias e meses.

             (...) Conciliando estas divergências e considerando o calendário das tradições judaicas, verifica-se a possibilidade de Jesus ter nascido no mês de abril, de 4 a 6 anos antes do que fora anteriormente considerado. (SEI - Serviço Espírita de Informações, Boletim Semanal nº 1340).

            Segundo Haroldo Dutra Dias, no ano 525 d.C., o papa João I (470-526 d.C.) pediu a Dionísio (Dionysius Exguus, 470-540 d.C.)  que elaborasse um calendário com o cálculo dos ciclos pascais, as datas futuras da Páscoa. Frei Dionísio, além de elaborar uma efeméride pascal, estabeleceu um novo calendário, em oposição ao sistema alexandrino, da era diocleciana, fixando a data do nascimento de Jesus em 25 de dezembro de 753 A.U.C. (2),  declarando 1º de janeiro de 754 A.U.C. como o início do primeiro ano da Era Cristã, o “Anno Domini” (Ano do Senhor).
            Posteriormente, descobriu-se que a data estabelecida por Dionísio estava absolutamente equivocada, visto que fixava o nascimento de Jesus três anos após a morte de Herodes, o Grande.
            Para se encontrar a data da morte de Herodes, utilizou-se preciosa informação fornecida pelo historiador judeu Flávio Josefo (Antiguidades Judaicas, livro XVII, cap. 6, § 4, item 167), segundo o qual teria ocorrido um eclipse lunar pouco antes do falecimento daquele monarca. Com base em cálculos astronômicos precisos, é possível afirmar que a morte daquele rei se deu por volta de março/abril do ano 750 A.U.C. (4 a.C.), logo após o referido eclipse.
            Desse modo, concluem os exegetas que Jesus, seguramente, nasceu antes do ano 4 a.C. (data da morte de Herodes, o Grande). Todavia, esses pesquisadores são unânimes em reconhecer a impossibilidade de se determinar o ano exato do nascimento de Jesus, com base nas fontes históricas atualmente disponíveis.
            Os “instrumentos científicos da moderna pesquisa histórica” nos permitem chegar somente até esse ponto. É nesse momento que a revelação espiritual pode e deve ser conjugada com as pesquisas humanas, no intuito de resolver questões intricadas, mas extremamente relevantes para o estudo do Cristianismo Nascente.
            Nesse sentido, merece ser transcrito o extraordinário texto do Espírito Humberto de Campos (Vide:  Crônicas de Além Túmulo. Espírito de Humberto de Campos. Psicografado por Chico Xavier), revelando a data do nascimento do Cristo:

            [...] o Senhor chamou o Discípulo Bem-Amado ao seu trono de jasmins matizado de estrelas.
            O vidente de Patmos não trazia o estigma da decrepitude, como nos seus últimos dias entre os espórades. Na sua fisionomia pairava aquela mesma candura adolescente que o caracterizava no princípio do apostolado.
– João – disse-lhe o Mestre –, lembras-te do meu aparecimento na Terra?
– Recordo-me, Senhor. Foi no ano 749 da era romana, apesar da arbitrariedade de Frei Dionísio, que, calculando no século VI da era cristã, colocou erradamente o vosso natalício em 754. – Não, meu João – retornou docemente o Senhor –, não é a questão cronológica que me interessa, ao te argüir sobre o passado. É que nessas suaves comemorações vem até mim o doce murmúrio das lembranças!...
– Ah! sim, Mestre Amado – retrucou pressuroso o Discípulo –, compreendo-vos. Falais da significação moral do acontecimento.
Oh!... se me lembro... a manjedoura, a estrela guiando os poderosos ao estábulo humilde, os cânticos harmoniosos dos pastores, a alegria ressoante dos inocentes, afigurando-se-nos que os animais vos compreendiam mais que os homens, aos quais ofertáveis a lição da humildade, com o tesouro da fé e da esperança.
            Assim, consoante a revelação espiritual, pelas mãos do respeitável médium Francisco Cândido Xavier, Jesus nasceu no ano 749 da era romana. Considerando que o primeiro ano do calendário gregoriano (Anno Domini – Ano 1), atualmente em vigor no mundo ocidental, corresponde ao ano 754 U.A.C. (ano da fundação de Roma), e tendo em vista que não há ano zero, nesse calendário, basta considerar a seqüência 753 U.A.C. = 1 a.C.; 752 U.A.C. = 2 a.C.; 751 U.A.C. = 3 a.C.; 750 U.A.C. = 4a.C. e 749 U.A.C. = 5 a.C.
            Desse modo, pode-se concluir que o nascimento do Mestre se deu no ano 5 a.C. (Artigo: Cristianismo Redivivo - História da Era Apostólica - Nascimento de Jesus. Haroldo Dutra Dias. Revista Reformador 06/2008).  

            Havendo nascido o Mestre de Nazaré entre 6 e 8 de abril , segundo os mais precisos cálculos dos estudiosos do Cristianismo contemporâneo, o alto significado da ocorrência, pensavam então, teria força suficiente para apagar as lembranças dos abusos praticados até aquela ocasião.

            O ser humano, nada obstante, mais facilmente vinculado às paixões primitivas, lentamente foi transformando a data evocativa da estrebaria de palha que se transformou numa constelação de estrelas, a fim de dar expansão aos sentimentos desequilibrados, assim atendendo às necessidades das fugas psicológicas, em culto externo de fantasia e de prazer.

            Posteriormente, São Francisco de Assis, símile de Jesus pelo seu inefável amor e entrega total da vida, desejou recompor a ocorrência natalina, e realizou o seu primeiro presépio, a fim de que o mundanismo não destruísse a simpleza da ocorrência, apresentando o evento sublime na forma ingênua das suas emoções.

            Durante alguns séculos preservou-se a evocação do berço dentro das modestas concepções do Cantor de Deus.

            À medida que a cultura espraiou-se e as modernas técnicas de comunicação ampliaram os horizontes das informações, as doutrinas de mercado, assinaladas pelas ambições de compras e vendas, de extravagâncias e de presentes, de sedução pelo exterior em detrimento do significado interno dos valores, propôs novos paradigmas para as comemorações do Natal.

            Na atualidade aturdida dos sentimentos, a figura de Jesus lentamente desaparece da paisagem do Seu nascimento, substituída pelo simpático e gorducho velhinho do norte europeu, Papai Noel, e o seu trenó entulhado de brinquedos para as crianças e os adultos que se entregam totalmente à alucinação festiva, distante da mensagem real do Nascimento.

            Atualizando-se no Ocidente e, praticamente no mundo todo, as doces lendas sobre São Nicolau (3), eis que também a árvore colorida (4) vem substituindo o presépio humilde nascido na Úmbria, e outro tipo de saturnália toma conta da sociedade, agora denominada cristã...

            Matança de animais, excesso de bebidas alcóolicas, festas exageradas, extravagâncias de todo porte, troca de presentes, abuso de promessas e ânsia de prazeres tomam lugar nas evocações anuais, com um quase total esquecimento do Aniversariante.

            A preocupação com a aparência, os jogos dominantes dos relacionamentos sociais e o exibicionismo em torno dos valores externos aturdem os indivíduos que se atiram à luxúria e ao desperdício, tendo como pretexto Jesus, de maneira idêntica ao culto oferecido a Saturno.

            Propositalmente, os adversários da ética-moral proposta pelo Mestre procuram apagar a Sua lembrança nas mentes e nos corações, em tentativas covardes e contínuas de O transformar em mais um mito que se perde na escura noite do inconsciente coletivo da Humanidade.

            Distraídos em torno da ocorrência perversa, pastores e guias do rebanho confundido deixam--se, também, arrastar pela corrente da banalidade, engrossando as fileiras dos celebradores do prazer e da anarquia.

            É certo que Jesus não necessita de que se Lhe celebrem as datas de nascimento nem de morte, mas deseja que se vivam as lições de que se fez o Mensageiro por excelência, propondo novos conceitos e comportamentos em torno da felicidade e da responsabilidade existencial, tendo em vista a imortalidade na qual todos nos encontramos mergulhados.           

            Nada obstante, é de causar preocupação o desvio, a inversão de valores que se observam nas evocações festivas e na conduta dos celebradores, muito mais preocupados com o gozo e o despautério do que com os conteúdos memoráveis dos ensinamentos por  Ele preconizados e vividos. (Artigo: Inversão de valores. Vianna de Carvalho . Página psicografada pelo médium Divaldo Pereira Franco. Revista Reformador 12/2009)

            Não permitas que o Natal seja apenas uma festa vulgar de trocas de presentes e de comilanças, mas, sobretudo, de espiritualidade, contribuindo para que a dor seja menos sofrida e o desespero ceda lugar à alegria em memória dEle, o Conquistador inconquistado. (Divaldo Pereira Franco. Pelo Espírito Joanna de Ângelis. Psicografia de Divaldo Pereira Franco, no dia 30 de setembro de 2011, na Mansão do Caminho, em Salvador, Bahia.)

            Segundo o Espírito André Luiz, deve-se renunciar às comemorações natalinas que traduzam excessos de qualquer ordem, preferindo a alegria da ajuda fraterna aos irmãos menos felizes, como louvor ideal ao Sublime Natalício. Os verdadeiros amigos do Cristo reverenciam-no em Espírito. (Conduta Espírita. Cap. 47. Espírito André Luiz. Psicografado por Waldo Vieira).

            Diante do bolo iluminado, abraças, feliz, os entes amados que chegaram de  longe...

            Ouves a música festiva que passa, de leve, por moldura de harmonia às telas da natureza... Entretanto, quando penetrarem o tempo da oração, reverenciando o Mestre que dizes amar, mentaliza o estábulo pobre. Ignoramos de que estrela chegando o Sublime Renovador, mas todos sabemos  em que ponto da Terra começou ele o apostolado divino.

            Recorda as mãos fatigadas dos tratadores de animais, os dedos calosos dos homens do campo, o carinho das mulheres simples que lhes ofertaram as primeiras gotas do próprio leite e o sorriso ingênuo dos meninos descalços que lhe recebera, do olhar a primeira nota de esperança.

            Lembra-te do Senhor, renunciando ao s caminhos constelados de luz para acolher-se, junto dos corações humildes que o esperavam, dentro da noite, e desce também da própria alegria, para  ajudar no vale dos que padecem...

            Contemplará, de alma surpresa, a fila dos que se arrastam, de olhos enceguecidos pela garoa das lágrimas. Ladeando velhinhos que tossem ao desabrigo, há doentes e mutilados que suspiram pelo lençol de refúgio na terra seca. Surgem mães infelizes que te mostram filhinhos nus e crianças desajustadas para quem o pão farto nunca chegou. Trabalhadores cansados falam de abandono e jovens subnutridos se referem ao consolo da morte...

            Divide, porém, com eles o tesouro de teu conforto e de tua fé e, nos recintos de palha e sombra a que te acolhes, encontrará s o Cristo no coração, transfigurando-te a vida, ao mesmo tempo em que, nos escaninhos da própria mente, escutarás, de novo, o cântico do Natal, como que repetido na pauta dos astros: - Glória a Deus nas alturas e boa vontade para com os homens!...

(Antologia Mediunica do Natal. Espírito Meimei. Cap. 43. Psicografado por Chico Xavier).

            Glória Deus nas Alturas, significando o imperativo de nossa consagração ao Senhor Supremo, de todo o coração e de toda a alma.

            Paz na Terra, traduzindo a fraternidade que nos compete incentivar, no plano de cada dia, com todas as criaturas.

            Boa Vontade para com os homens, definindo as nossas obrigações de serviço espontâneo, uns à frente dos outros, no grande roteiro da Humanidade. (Antologia Mediunica do Natal. Espírito Emmanuel. Cap. 49. Psicografado por Chico Xavier).

 

Observação (1): Constantino I, também conhecido como Constantino Magno ou Constantino, o Grande (272 —337 d.C.), foi um imperador romano, proclamado Augusto pelas suas tropas em 25 de julho de 306, que governou uma porção crescente do Império Romano até a sua morte. (http://pt.wikipedia.org/wiki/Constantino).

 

Observação (2): A.U.C.(Anno Urbis Conditae): Ano da fundação da cidade de Roma. Os Historiadores fixaram a data da fundação daquela cidade no ano 753 a.C., acolhendo os informes do historiador romano ''Varrão''. (Artigo: Cristianismo Redivivo - História da Era Apostólica - Nascimento de Jesus. Haroldo Dutra Dias. Revista Reformador 06/2008).   

 

Observação (3): São Nicolau, o bispo de Mira, santo venerado pelos gregos e latinos em 6 de dezembro. Conta-se uma lenda segundo a qual presenteava ocultamente a três filhas de um homem pobre. Deu origem ao costume de dar em secreto, na véspera do dia de São Nicolau, 6 de dezembro, data que depois foi transferida para 25 de dezembro, o dia de Natal (Enciclopédia Britânica. 11.ª edição, Volume XIX, p. 648-649).

 

Observação (4): As referências mais antigas à Árvore de Natal datam do século XVII e apareceram na Alsácia, província francesa. No entanto, várias lendas contam a origem da Árvore, entre as quais a de ter sido Martinho Lutero, no século XVI, o primeiro a adornar uma árvore com luzes no dia de Natal, como símbolo do nascimento da Luz do mundo (Jesus). Este ato depressa se difundiu, conquistando inúmeros adeptos. A verdade é que neste século era costume na Alemanha enfeitar-se uma árvore com luzes, doces, frutos e papéis nesta altura do ano. Uma outra lenda conta que São Bonifácio salvou um príncipe que ia ser sacrificado num bosque de carvalhos por alguns druidas. Ao derrubar a árvore onde o príncipe ia ser imolado nasceu um pinheiro, que a partir de então simbolizou a paz. (http://www.infopedia.pt/$arvore-de-natal).

           

Bibliografia:

- Antologia Mediunica do Natal. Espírito Meimei, cap. 43. Espírito Emmanuel, cap. 49. Psicografado por Chico Xavier.

- Conduta Espírita. Cap. 47. Espírito André Luiz. Psicografado por Waldo Vieira.

- Sabedoria do Evangelho. Nascimento de Jesus. Carlos Torres Pastorino.

- Enciclopédia Britânica. 11.ª edição, Volume XIX, p. 648-649.

- Espírito Joanna de Ângelis. Psicografia de Divaldo Pereira Franco, no dia 30 de setembro de 2011, na Mansão do Caminho, em Salvador, Bahia.

- Artigo: Inversão de valores. Vianna de Carvalho . Página psicografada pelo médium Divaldo Pereira Franco. Revista Reformador 12/2009.

- Artigo: Cristianismo Redivivo - História da Era Apostólica - Nascimento de Jesus. Haroldo Dutra Dias. Revista Reformador 06/2008.

- Artigo: Constantino e as transformações do

Império Romano no século IV. Cláudio Umpierre Carlan. Unicamp.

- Sites: http://www.infopedia.pt/$natal; http://www.infopedia.pt/$arvore-de-natal; http://pt.wikipedia.org/wiki/Constantino. Data da consulta: 15/12/14.