Aula 4 - Os dez mandamentos

Ciclo 1 - História: Os dez mandamentos -  Atividade: PH - 3 - O primeiro mandamento

Ciclo 2 - História: Sinal vermelho -  Atividade: ESE - Cap.1-1-Moisés

Ciclo 3 - História: O Príncipe sensato -  Atividade: LE - L3 - Cap. 1 - 1 - A lei divina ou natural ou  PH - 4- Os dez mandamentos / PH - 5- Os dez mandamentos (continuação)

 

Dinâmicas: Os dez mandamentos ;  Os dez mandamentos (Loteria Cultural) .

Sugestão de livro infantil:

- Os 10 Mandamentos para crianças. Cristina Marques. Editora Todo livro, 2010.

Obs.: No 4º mandamento alterar a palavra Igreja para centro espírita.   

 

Leitura da Bíblia: Êxodo – Capítulo 20


20.1   Então, falou Deus todas estas palavras, dizendo:


20.2   Eu sou o SENHOR, teu Deus, que te tirei da terra do Egito, da casa da servidão.


20.3   Não terás outros deuses diante de mim.


20.4   Não farás para ti imagem de escultura, nem alguma semelhança do que há em cima nos céus, nem em baixo na terra, nem nas águas debaixo da terra.


20.5   Não te encurvarás a elas nem as servirás; porque eu, o SENHOR, teu Deus, sou Deus zeloso, que visito a maldade dos pais nos filhos até à terceira e quarta geração daqueles que me aborrecem


20.6   e faço misericórdia em milhares aos que me amam e guardam os meus mandamentos.


20.7   Não tomarás o nome do SENHOR, teu Deus, em vão; porque o SENHOR não terá por inocente o que tomar o seu nome em vão.


20.8   Lembra-te do dia do sábado, para o santificar.


20.9   Seis dias trabalharás e farás toda a tua obra,


20.10   mas o sétimo dia é o sábado do SENHOR, teu Deus; não farás nenhuma obra, nem tu, nem o teu filho, nem a tua filha, nem o teu servo, nem a tua serva, nem o teu animal, nem o teu estrangeiro que está dentro das tuas portas.


20.11   Porque em seis dias fez o SENHOR os céus e a terra, o mar e tudo que neles há e ao sétimo dia descansou; portanto, abençoou o SENHOR o dia do sábado e o santificou.


20.12   Honra a teu pai e a tua mãe, para que se prolonguem os teus dias na terra que o SENHOR, teu Deus, te dá.


20.13   Não matarás.


20.14   Não adulterarás.


20.15   Não furtarás.


20.16   Não dirás falso testemunho contra o teu próximo.


20.17   Não cobiçarás a casa do teu próximo; não cobiçarás a mulher do teu próximo, nem o seu servo, nem a sua serva, nem o seu boi, nem o seu jumento, nem coisa alguma do teu próximo.


 

Tópicos a serem abordados:

- As leis de Deus estão escritas na nossa consciência (ou seja, na nossa mente), porém nós as esquecemos e menosprezamos. Para que a suas leis fossem relembradas, Deus enviou em todos os tempos homens com a missão de revelá-las.

- O profeta Moisés, foi um dos enviados por Deus, com a missão de receber os 10 mandamentos (leis de Deus) dos mensageiros de Jesus, no monte Sinai, e revelá-los ao povo hebreu. No entanto, ele não trouxe toda lei, integral e definitiva, trouxe a missão da justiça.

- Ele também era um legislador e estabeleceu uma lei civil ou disciplinar (lei dos homens), chamada de lei de talião, simbolizada pela expressão: ‘’olho por olho, dente por dente’’. Para conter um povo difícil e indisciplinado, o criminoso era punido de maneira igual ao dano causado ao outro.

- No entanto, deve-se diferenciar uma lei da outra: As leis de Deus são imutáveis e eternas, ou seja, não se modificam, portanto continuam em vigor para toda a humanidade. As leis dos homens se modificam com o tempo e são apropriadas aos costumes e o caráter do povo. Por exemplo, no Brasil antigamente era permitido possuir escravos (aqueles que faziam trabalhos forçados para seus senhores), com a lei Áurea, em 13 de maio de 1888, foi determinado o fim da escravidão.

-  Vamos conhecer quais são os 10 mandamentos:

1. Não terá imagens de outros deuses.

Deus é único, portanto não se deve adorar imagens de outros deuses, cultuar objetos ou realizar prática de rituais. A verdadeira adoração é a do coração,  fazendo o bem e evitando o mal. Devemos nos dirigir a Deus através do pensamento (1).

2. Não pronunciareis em vão o nome do Senhor, vosso Deus.

O nome de Deus deve ser utilizado devidamente, com respeito e não de qualquer maneira. Para nos dirigir a Deus, devemos ser humildes (2).

3. Lembrai-vos de santificar o dia do sábado.

O repouso dominical substitui perfeitamente o sábado antigo. Neste dia, devemos reverenciar a Deus, pela prece, pelo estudo e prática de suas leis (3).

4. Honrai a vosso pai e a vossa mãe.

Honrar o nosso pai e nossa mãe, não é somente respeitar, é também os ajudar nas necessidades (por exemplo, ajudar a mãe a limpar e arrumar a casa), é proporcionar-lhes repouso na velhice, é lhes dar carinho e atenção, como fizeram por nós em nossa infância, é tratá-los com muito amor (4).

5. Não mateis.

Não temos o direito de tirar a vida de quem quer que seja, pois ela pertence a Deus. Aliás, não somos donos nem do nosso próprio corpo, que é um empréstimo de Deus para que possamos realizar as nossas tarefas aqui na Terra (5).

6. Não cometais adultério.

O adultério não deve ser visto apenas como o ato da traição de um dos companheiros. Muitas vezes Jesus  empregou esta palavra, para designar o mal, o pecado, todo e qualquer pensamento mau, que é sinal de impureza (6).

7. Não roubeis.

Não devemos nos apropriar de algo que não é nosso. Jesus condena todo prejuízo material ou moral que podemos causar aos outros. Recomenda o respeito aos direitos de cada um, como cada um deseja que se respeitem os seus (7).

8. Não presteis testemunho falso contra o vosso próximo.

Não devemos mentir ou prestar falso testemunho contra o nosso próximo, pois nada fica escondido aos olhos de Deus. Não há nada oculto que não venha a ser revelado (8).

9. Não desejeis a mulher do vosso próximo.

Desejar a mulher do próximo tem muito a ver com o adultério. Devemos aprender a educar os nossos sentimentos, vigiando os nossos pensamentos e orando, conforme Jesus recomendou (9).

10. Não cobiceis a casa do vosso próximo, nem o seu servo, nem a sua serva, nem o seu boi, nem o seu asno, nem qualquer das coisas que lhe pertençam.

Não devemos ter inveja dos outros. Devemos aprender a agradecer e nos contentar com aquilo que adquirimos pelos nossos esforços. Deus fornece o necessário para cada um de nós (10).

 - Os homens receberão sempre as revelações divinas de conformidade com a sua posição evolutiva. A moral que Moisés ensinou era apropriada ao estado de adiantamento em que se encontravam os povos. Cada coisa vem a seu tempo, aquele povo ignorante não poderia compreender certas verdades. Portanto, mais tarde, Jesus e o Espiritismo vieram nos trazer outras revelações sobre as leis de Deus.

 

Comentários (1): LE. Questão 654. A. K. (2): ESE. Cap.27. Item 22. A. K. (3): RE. Março de 1861. A lei de Moisés e a lei de Cristo. A. K. (4): ESE. Cap.14. Item 3. A. K. (5): LE. Questão 746. A.K. / ESE. Cap.16. Item 14. (6): ESE. Cap.8. Item 6. (7): ESE. Cap. 11. Item 7. (8): Hebreus 4:13 (9): Mateus 26:41 (10): LE. Questão 926. A. K. 

 

Perguntas para fixação:

1. As leis de Deus se modificam? Quais leis se modificam?

2. Onde está escrito as leis de Deus?

3. Por que é necessário que Deus envie homens com a missão de revelar suas leis?

4. Qual foi a missão de Moisés?

5. Podemos dividir as leis de Moisés em duas partes. Quais são elas?

6. Como Moisés recebeu os 10 mandamentos?

7. No 3º mandamento, fala-se para santificar o dia de sábado. Qual é o seu significado?

8. Descreva como era a  lei de talião, na época de Moisés.

 

Subsídio para o Evangelizador:

            A lei de Deus é eterna?

            Eterna e imutável como o próprio Deus (O Livro dos Espíritos. Questão 615. Allan Kardec).

            Deus deu a todos os homens meios de conhecer sua lei?

            Todos podem conhecê-la, mas nem todos a compreendem; os que a compreendem melhor são os homens de bem e os que procuram pesquisá-la; entretanto, todos a compreenderão um dia, porque é preciso que o progresso se realize. (O Livro dos Espíritos. Questão 619. Allan Kardec).

            Onde está escrita a lei de Deus?

            Na consciência.

            Segundo o profeta Jeremias, “ (...) Diz o Senhor:  Porei a minha lei no seu interior, e a escreverei no seu coração’’ (Jeremias 31:33).
            Uma vez que o homem traz inscrita na consciência a lei de Deus, há necessidade que lhe seja revelada?

            Ele a esqueceu e a menosprezou; Deus quis que ela fosse lembrada (O Livro dos Espíritos. Questão 621. Allan Kardec).

            Deus deu a alguns homens a missão de revelar Sua lei?

            Sim, certamente; em todos os tempos houve homens que receberam essa missão. São os Espíritos Superiores encarnados com o objetivo de fazer a humanidade avançar. (O Livro dos Espíritos. Questão 622. Allan Kardec).

            O profeta de Israel (Moisés) deu à Terra as bases da Lei divina e imutável, mas não toda a Lei, integral e definitiva. Moisés trouxe a missão da Justiça (O Consolador. Questão 271. Espírito Emmanuel. Psicografado por Chico Xavier).

            Na lei moisaica, há duas partes distintas: a lei de Deus, promulgada no monte Sinai, e a lei civil ou disciplinar, decretada por Moisés. Uma é invariável; a outra, apropriada aos costumes e ao caráter do povo, se modifica com o tempo (O Evangelho Segundo o Espiritismo. Cap. 1. Item 2).

            Quem pensaria hoje, por exemplo, em reviver este artigo da lei moisaica: “Se um boi escornar um homem ou mulher, que disso morram, seja o boi apedrejado e ninguém coma de sua carne; mas o dono do boi será julgado inocente”? ( Êxodo

, 21:28 e seguintes.)

            Este artigo, que nos parece tão absurdo, não tinha, no entanto, outro objetivo que o de punir o boi e inocentar o dono, eqüivalendo simplesmente à confiscação do animal, causa do acidente, para obrigar o proprietário a maior vigilância. A perda do boi era a punição que devia ser bem sensível para um povo de pastores, a ponto de dispensar outra qualquer; entretanto, essa perda a ninguém aproveitava, por ser proibido comer a carne. Outros artigos prescrevem o caso em que o proprietário é responsável.

            Tudo tinha sua razão de ser na legislação de Moisés, uma vez que tudo ela prevê em seus mínimos detalhes, mas a forma, bem como o fundo, adaptavam-se às circunstâncias ocasionais. Se Moisés voltasse em nossos dias para legislar sobre uma nação civilizada, decerto não lhe daria um código igual ao dos hebreus. (O Céu e o Inferno. (O Céu e o Inferno. Primeira parte. Cap. 11. Item 5. Allan Kardec)

            Os mandamentos de Deus, dados por intermédio de Moisés, contêm os germes da mais ampla moral cristã.

            A moral que Moisés ensinou era apropriada ao estado de adiantamento em que se encontravam os povos que ela se propunha regenerar, e esses povos, semi-selvagens quanto ao aperfeiçoamento da alma, não teriam compreendido que se pudesse adorar a Deus de outro modo que não por meio de holocaustos (1), nem que se devesse perdoar a um inimigo. Notável do ponto de vista da matéria e mesmo do das artes e das ciências, a inteligência deles muito atrasada se achava em moralidade e não se houvera convertido sob o império de uma religião inteiramente espiritual. Era-lhes necessária uma representação semimaterial, qual a que apresentava então a religião hebraica. Os holocaustos lhes falavam aos sentidos, do mesmo passo que a idéia de Deus lhes falava ao espírito (O Evangelho Segundo o Espiritismo. Cap. 1. item 9. Allan Kardec).

            Segundo eles, a observância das Leis de Deus era recompensada com os bens terrenos, com a supremacia da nação a que pertenciam, com vitórias sobre os seus inimigos. As calamidades públicas e as derrotas eram o castigo da desobediência àquelas leis. Moisés não pudera dizer mais do que isso a um povo pastor e ignorante, que precisava ser tocado, antes de tudo, pelas coisas deste mundo ( O Evangelho Segundo o Espiritismo. Cap. 2. Item 3. Allan Kardec). 

            Moisés trazia consigo as mais elevadas faculdades mediúnicas, apesar de suas características de legislador humano. É inconcebível que o grande missionário dos judeus e da Humanidade pudesse ouvir o Espírito de Deus. A Lei ou a base da Lei, nos dez mandamentos, foi-lhe ditada pelos emissários de Jesus (2), porquanto todos os movimentos de evolução material e espiritual do orbe se processaram, como até hoje se processam, sob o seu augusto e misericordioso patrocínio (O Consolador. Questão 269. Espírito Emmanuel. Psicografado por Chico Xavier).

            A lei mosaica foi a precursora direta do Evangelho de Jesus. O protegido de Termutis, depois de se beneficiar com a cultura que o Egito lhe podia prodigalizar, foi inspirado a reunir todos os elementos úteis à sua grandiosa missão, vulgarizando o monoteísmo e estabelecendo o Decálogo, sob a inspiração divina, cujas determinações são até hoje a edificação basilar da Religião da Justiça e do Direito, se bem que as doutrinas antigas já tivessem arraigado a crença de Deus único, sendo o politeísmo apenas uma questão simbológica, apta a satisfazer à mentalidade geral.
            A legislação de Moisés está cheia de lendas e de crueldades compatíveis com a época, mas, escoimada de todos os comentários fabulosos a seu respeito, a sua figura é, de fato, a de um homem extraordinário, revestido dos mais elevados poderes espirituais. Foi o primeiro a tornar acessíveis às massas populares os ensinamentos somente conseguidos à custa de longa e penosa iniciação, com a síntese luminosa de grandes verdades. (Livro: Emmanuel. Cap. 2. A lei mosaica. Espírito Emmanuel. Psicografado por Chico Xavier).

            Por que a verdade não foi sempre posta ao alcance de toda gente?

            Importa que cada coisa venha a seu tempo. A verdade é como a luz: o homem precisa habituar-se a ela, pouco a pouco; do contrário, fica deslumbrado. (O Livro dos Espíritos. Questão 628. Allan Kardec).

            (...) Os homens receberão sempre as revelações divinas de conformidade com a sua posição evolutiva. (O Consolador. Questão 271. Espírito Emmanuel. Psicografado por Chico Xavier).

            A lei de Deus, formulada nos dez mandamentos, são as seguintes (Êxodo 20:2 a 17): 

1. Eu sou o Senhor, vosso Deus, que vos tirei do Egito, da casa da servidão. Não tereis, diante de mim, outros deuses estrangeiros.  Não fareis imagem esculpida, nem figura alguma do que está em cima do céu, nem embaixo na Terra, nem do que quer que esteja nas águas sob a terra. Não os adorareis e não lhes prestareis culto soberano.

2. Não pronunciareis em vão o nome do Senhor, vosso Deus.

3. Lembrai-vos de santificar o dia do sábado.

4. Honrai a vosso pai e a vossa mãe, a fim de viverdes longo tempo na terra que o Senhor vosso Deus vos dará.

5. Não mateis.

6. Não cometais adultério.

7. Não roubeis.

8. Não presteis testemunho falso contra o vosso próximo.

9. Não desejeis a mulher do vosso próximo.

10. Não cobiceis a casa do vosso próximo, nem o seu servo, nem a sua serva, nem o seu boi, nem o seu asno, nem qualquer das coisas que lhe pertençam.

            Os dez mandamentos , recebidos mediunicamente pelo profeta, brilham ainda hoje por alicerce de luz na edificação do direito, dentro da ordem social.         

        A palavra da Esfera Superior gravava a lei de causa e efeito para o homem, advertindo-o solenemente:

        Consagra amor supremo ao Pai de Bondade Eterna, nEle reconhecendo a tua divina origem.

        Precata-te contra os enganos do antropomorfismo (atribuir caracteristicas humanas a Deus), porque padronizar os atributos divinos absolutos pelos acanhados atri­butos humanos é cair em perigosas armadilhas da vaidade e do orgulho.

        Abstém-te de envolver o Julgamento Divino na estreiteza de teus julgamentos.

        Recorda o impositivo da meditação em teu favor e em benefício daqueles que te atendem na esfera de trabalho, para que possas assimilar com segurança os valores da experiência.

        Lembra-te de que a dívida para com teus pais terrestres é sempre insolvável por sua natureza sublime.

        Responsabilizar-te-ás pelas vidas que deliberadamente extinguires.

        Foge de obscurecer ou conturbar o sentimento alheio, porque o cálculo delituoso emite ondas de força desorientada que voltarão sobre ti mesmo.

        Evita a apropriação indébita para que não agraves as pró­prias dívidas.

        Desterra de teus lábios toda palavra dolosa a fim de que se não transforme, um dia, em tropeço para os teus pés.

        Acautela-te contra a inveja e o despeito, a inconformação e o ciúme, aprendendo a conquistar alegria e tranqüilidade, ao preço do esforço próprio, porque os teus pensamentos te prece­dem os passos, plasmando-te, hoje, o caminho de amanhã (Evolução em dois mundos. Missão de Moisés. Espírito André Luiz. Psicografado por Chico Xavier).

           O descanso dominical deve ser sagrado pelo homem, não por se tratar de um domingo, mas em virtude da necessidade de se estabelecer uma pausa semanal aos movimentos da vida física, para o recolhimento espiritual da alma em si mesma, no caminho das atividades terrestres. O repouso dominical substitui perfeitamente o sábado antigo, salientando-se que a rigidez da sua observância foi instituída pelos legisladores hebreus, em virtude da ambição e da prepotência dos senhores de escravos, numerosos na época, e que, somente desse modo, atendiam à medida de humanidade, concedendo uma trégua ao esforço exaustivo que costumava aniquilar a existência de servos fracos e indefesos (O Consolador. Questão 130. Espírito Emmanuel. Psicografado por Chico Xavier).

            Todas as outras são leis que Moisés decretou,  obrigado que se via a conter, pelo temor, um povo de seu natural turbulento e indisciplinado, no qual tinha ele de combater arraigados abusos e preconceitos, adquiridos durante a escravidão do Egito. Para imprimir autoridade às suas leis, houve de lhes atribuir origem divina, conforme o fizeram todos os legisladores dos povos primitivos. A autoridade do homem precisava apoiar-se na autoridade de Deus; mas, só a idéia de um Deus terrível podia impressionar criaturas ignorantes, em as quais ainda pouco desenvolvidos se encontravam o senso moral e o sentimento de uma justiça reta. (O Evangelho Segundo o Espiritismo. Cap. 1. Item 2).       

            A lei civil contemporânea pune todos os abusos que Moisés tinha em vista reprimir.

            Contudo, se ele pronunciou a pena última contra os delinqüentes, é porque lhe faleciam meios brandos para governar um povo tão indisciplinado. Esta pena, ao demais, era muito prodigalizada na legislação moisaica, pois não havia muito onde escolher nos meios de repressão. Sem prisões nem casas de correção no deserto, Moisés não podia graduar a penalidade como se faz em nossos dias, além de que o seu povo não era de natureza a atemorizar-se com penas puramente disciplinares. ( O Céu e o Inferno. Primeira parte. Cap. 11. Item 4. Allan Kardec)

         A lei de talião - “olho por olho, dente por dente” (Vide: Êxodo 21:23), prevalece para todos os espíritos que não edificaram ainda o santuário do amor nos corações, e que representam a quase totalidade dos seres humanos.

        Presos, ainda, aos milênios do pretérito, não cogitaram de aceitar e aplicar o Evangelho a si próprios, permanecendo encarcerados em círculos viciosos de dolorosas reencarnações expiatórias e purificadoras.

            Moisés proclamou a Lei antiga; muitos séculos antes do Senhor. Como já dito, o profeta hebraico apresentava a Revelação com a face divina da Justiça; mas, com Jesus, o homem do mundo recebeu o código perfeito do Amor. Se Moisés ensinava o “olho por olho, dente por dente”, Jesus-Cristo esclarecia que o “amor cobre a multidão dos pecados”.  (O Consolador . Questão 272. Espírito Emmanuel. Psicografado por Chico Xavier).

            A pena de talião é a justiça de Deus e é ele que a aplica. Todos vós suportais, a cada instante, essa pena, porque sois punidos pelo que pecastes, nesta vida ou em uma outra. ( O Livro dos Espíritos. Questão 764. Allan Kardec).

                      

Observação (1): Holocausto é um sacrifício no qual a vítima é queimada completamente e sobe ao céu em forma de fumaça. Trata-se de um gesto de homenagem, gratidão e súplica a Javé (Biblia Sagrada. Comentário do livro Levítico 1:1a17. Edição  Pastoral. Paulus)

Observação (2): (...) o primeiro livro que veio para a humanidade é um livro do mundo espiritual, um livro de pedra que foi os 10 Mandamentos, de Moisés.(Pinga Fogo. Chico Xavier). 

 

Bibliografia:

- O Evangelho Segundo o Espiritismo. Cap. 1: itens 2 e 9. Cap. 2: item 3. Allan Kardec.

- O Livro dos Espíritos. Questões: 615, 619, 621, 622, 628 e 764. Allan Kardec.

- O Céu e o Inferno. Primeira parte. Cap. 11. Itens 4 e 11. Allan Kardec.

- O consolador. Questões: 130, 271, 272, 269. Espírito Emmanuel. Psicografado por Chico Xavier.

- Bíblia: Êxodo 20:2a17; 21:23; Jeremias 31:33.

- Biblia Sagrada. Comentário do livro Levítico 1:1a17. Edição  Pastoral. Paulus

- Evolução em dois mundos. Missão de Moisés. Espírito André Luiz. Psicografado por Chico Xavier e Waldo Vieira.

- Pinga Fogo. Chico Xavier.

- Livro: Emmanuel. Cap. 2. A lei mosaica. Espírito Emmanuel. Psicografado por Chico Xavier