Aula 35 - Respeito à propriedade alheia - Honestidade

Ciclo 1 - História: O porquinho marrom -  Atividade: PH - Moisés - 6 - 7º mandamento - Não roubar .

Ciclo 2 - História:  Respeito a propriedade alheia -  Atividade: PH - Jesus - 10 - Dai a César o que é de César.  

Ciclo 3 - História:  Os dois meninos -  Atividade:  ESE - Cap. 11 - 2 - Dai a César o que é de César ou/e LE - L3 - Cap. 11 - 2. Direito de propriedade. Roubo.

 

Dinâmica: Respeito à propriedade alheia.

Mensagens Espíritas: Roubo; Propriedade.

Sugestão de vídeo: História:Turminha do MPF - Honestidade (Dica: pesquise no Youtube).

Sugestão de livro infantil: Coleção Valores e Virtudes. O Arrependimento – Honestidade. Madalena Parisi Duarte. Editora BrasilLeitura.

 

Leitura da Bíblia: Êxodo - Capítulo 20 (Deuteronômio 5:19)


20.15   Não furtarás.


 

Mateus -  Capítulo 22 (Marcos 12:13-17)


22.15   Então, retirando-se os fariseus, consultaram entre si como o surpreenderiam em alguma palavra.


22.16   E enviaram-lhe os seus discípulos, com os herodianos, dizendo: Mestre, bem sabemos que és verdadeiro e ensinas o caminho de Deus, segundo a verdade, sem te importares com quem quer que seja, porque não olhas à aparência dos homens.


22.17   Dize-nos, pois, que te parece: é lícito pagar o tributo a César ou não?


22.18   Jesus, porém, conhecendo a sua malícia, disse: Por que me experimentais, hipócritas?


22.19   Mostrai-me a moeda do tributo. E eles lhe apresentaram um dinheiro.


22.20   E ele disse-lhes: De quem é esta efígie e esta inscrição?


22.21   Disseram-lhe eles: De César. Então, ele lhes disse: Dai, pois, a César o que é de César e a Deus, o que é de Deus.


22.22   E eles, ouvindo isso, maravilharam-se e, deixando-o, se retiraram.


 

Efésios - Capítulo 4


4.28   Aquele que furtava não furte mais; antes, trabalhe, fazendo com as mãos o que é bom, para que tenha o que repartir com o que tiver necessidade.


           

 

Tópicos a serem abordados:

- Tudo o que o homem adquire pelo seu trabalho honesto, sem prejudicar ninguém, constitui-lhe propriedade legítima.

- O homem possui o direito de acumular os bens que adquiriu (tais como: casa, roupa, carro etc.) que lhe permitam repousar quando não puder mais trabalhar, desde que não seja egoísta.

- Em qualquer circunstância da vida, devemos respeitar a propriedade alheia, pois é um  direito adquirido. Nada justifica o roubo, ou seja, a apropriação de bens que pertence a outra pessoa, sem o consentimento dela, pois isto é contrário a lei de Deus.

- Considera-se um furto, aquele que pega uma borracha ou um lápis, sem permissão; aquele que falsifica alguma coisa ou adultera um produto (por exemplo: adiciona água no leite); aquele que tem consciência que recebeu o troco a mais de uma empresa, mas não o devolve, etc. Não devemos tirar vantagens dos outros, devemos agir com honestidade.

 -  Entretanto, respeitar a propriedade alheia não se resume apenas em não se apropriar dos bens materiais do próximo, mas também em preservar tudo aquilo que não nos pertence . Não pisar em um gramado público, não estragar flores dos jardins, não danificar móveis ou materiais escolares que utilize, não rabiscar paredes e pichar muros. Respeitar também é valorizar o tempo que deve ser dedicado para o estudo, não prejudicar a tranquilidade do próximo, não desperdiçar alimentos etc.   

-  Jesus nos ensinou que não devemos causar prejuízo a ninguém. Quando disse: ''Dai a César o que é de César'' , mostrou que é necessário dar-lhe o que lhe pertence, mas quis também ensinar um princípio geral. Ele condena todo prejuízo material e moral que se possa causar a outra pessoa. Prescreve o respeito aos direitos de cada um, como cada um deseja que se respeitem os seus. 

- Naquela época, os judeus estavam sob o domínio do império romano, sob o comando do imperador César. Sendo contrários ao pagamento de impostos que eram submetidos,  provocaram  várias revoltas e transformaram a situação numa questão religiosa, pois consideravam o pagamento contrário a lei. Por isso perguntaram a Jesus:  "É-nos lícito pagar ou deixar de pagar a César o tributo?" Entretanto, havia nessa pergunta uma armadilha, pois queriam através de sua resposta colocá-lo contra a autoridade romana ou os judeus que lhe eram opostos. Mas Jesus, que lhes conhecia a malícia, contornou a dificuldade, dando-lhes uma lição de justiça, com o dizer que a cada um seja dado o que lhe é devido.

-  Não devemos usar a religião ou alguma crença individual para deixar de cumprir nossas  obrigações.  Devemos  colaborar  com o governo humano, oferecendo-lhe o nosso trabalho e boa-vontade, conscientes de que desatenção ou revolta não nos resolvem os problemas.

-  Todas as riquezas, fornecidas pelo planeta Terra, pertencem a Deus.  O homem é apenas o administrador mais ou menos íntegro e inteligente desses bens.  Deus pode retirar este empréstimo, caso julgue necessário. Contas serão pedidas até mesmo de um único ceitil (moeda) mal ganho, isto é, com prejuízo de alguém. Portanto, devemos utilizar nossas mãos em trabalhos para o bem.

 

Perguntas para fixação:

1. O que é uma propriedade legítima?

2. É agradável aos olhos de Deus, acumular os bens materiais somente para satisfazer as suas paixões?

3. O que é o furto?

4. O que significa ser honesto?

5. De que maneira devo respeitar a propriedade alheia na escola?

6. Na época de Jesus, quem não aceitava a cobrança de impostos?

7. Por que perguntaram a Jesus se era permitido ou não pagar o imposto a César?

8. O que Jesus quis dizer com essas palavras: ''Dai a César o que é de César''?

 

Subsídio para o Evangelizador:

             Qual o primeiro de todos os direitos naturais do homem?

            O de viver. Por isso é que ninguém tem o de atentar contra a vida de seu semelhante, nem de fazer o que quer que possa comprometer-lhe a existência corporal. (O Livro dos Espíritos. Questão 880. Allan Kardec).

            O direito de viver dá ao homem o direito de acumular bens que lhe permitam repousar quando não mais possa trabalhar?

            Dá, mas ele deve fazê-lo em família, como a abelha, por meio de um trabalho honesto, e não como egoísta. Há mesmo animais que lhe dão o exemplo de previdência. (O Livro dos Espíritos. Questão 881. Allan Kardec).

            É natural o desejo de possuir?

            Sim, mas quando o homem deseja possuir para si somente e para sua satisfação pessoal, o que há é egoísmo.

            Não é legítimo, entretanto, o direito de possuir , visto que aquele  que tem de que viver não é carga para ninguém?

            Há homens insaciáveis, que acumulam bens sem utilidade para ninguém, ou apenas para saciar suas paixões. Julgas que Deus vê isso com bons olhos? Aquele que, ao contrário, junta pelo trabalho, tendo em vista socorrer os seus semelhantes, pratica a lei de amor e caridade, e Deus abençoa o seu trabalho. (O Livro dos Espíritos. Questão 883. Allan Kardec)

            A Doutrina Espírita nos ensina que o direito de viver é “o primeiro de todos os direitos do homem”, cabendo-lhe, subseqüentemente, também o de

“acumular bens que lhe permitam repousar quando não mais possa trabalhar.

            (...) O desejo de possuir, com o fim de resguardar-se das incertezas do futuro, não justifica, entretanto, os meios que certos homens soem empregar para conseguir bens de fortuna. Propriedade legítima — di-lo o Espiritismo — só é aquela que foi conseguida por meio do trabalho honesto, sem prejuízo de ninguém” (Vide: O Livro dos Espíritos. Questão 884. Allan Kardec).

            Ora, se  pudesse investigar a origem de muitas fortunas acumuladas nas mãos de determinadas famílias, verificar-se-ia, com horror, que são frutos de roubos vergonhosos, traficâncias infames e crimes execráveis. (As leis morais. Cap. 40. O Direito de propriedade. Rodolfo Calligaris) .

              Furto é toda apropriação de bens pertencentes a outrem, sem o consentimento dele, assim como qualquer procedimento contrário à justiça, que manda se dê a cada um o que é seu ou aquilo a que tem direito.
            Vê-se, pelo conceito supra, ser o furto um vício universal que pouquíssimos terão vencido inteiramente.
            Às vezes, tomas outros nomes, mas é pura questão de eufemismo.
            A História nos informa, por exemplo, que quase todos os grandes e pequenos Impérios da Terra foram construídos por meio de guerras de conquista e anexações de países indefesos, cuja soberania e integridade foram desrespeitadas.
            Ora, que são as guerras de conquista e as anexações senão latrocínio em grande escala?

            E os chamados povos “atrasados”, porque não conseguem sair da miséria em que vivem? Quase sempre, porque grupos financeiros poderosíssimos, através de concessões, monopólios e privilégios obtidos pela astúcia, pelo suborno ou pela violência, lhes exaurem todos os recursos econômicos indispensáveis a um processo desenvolvimentista.
            A ação nefasta desses grupos não é, efetivamente, uma espoliação desumana e cruel?
            Na esfera da administração pública de toda parte empregam-se, não raro, expedientes para ganhar dinheiro (por influência ou com o abuso em certos cargos ou funções), que outra qualificação não podem receber senão a de gatunagem mesmo. São as “bolas”, comissões ou propinas exigidas para o acobertamento de irregularidades e tramitação rápida de determinados papéis, a preferência em negócios lucrativos, o empenho para que sejam feita tais ou quais nomeações etc.
            Constituem furtos, igualmente, as falsificações e as manobras ardilosas em geral, como adicionar água ao leite, ao vinho ou a outras bebidas; misturar cereais e outros gêneros alimentícios de segunda ou terceira escolha com os de primeira, impingindo-os aos preços destes; orçar obras ou peças com materiais de boa qualidade, executando-os depois com artigos inferiores; fabricar produtos farmacêuticos com a utilização de drogas essenciais em dose menor que a anunciada na bula; negociar imitações como se fossem objetos genuínos, e assim por diante.
            É rapinagem, também, a falta de exatidão no peso ou nas medidas de mercadorias, bem assim os artifícios que se empreguem para aumentá-los fraudulentamente.
            Capitulam-se ainda como roubo a falta de pagamento daquilo que se deve e a impontualidade na cobertura dos compromissos assumidos, práticas essas que implicam retenção indevida de capital alheio. Excetuam-se, é claro, os casos de força maior.
            Além dos mencionados acima, o furto pode revestir-se de inúmeros outros aspectos que, embora não caracterizados nos códigos penais terrenos, nem por isso deixam de ser condenáveis aos olhos de Deus.
            Furta o funcionário que, valendo-se de meios indignos, “cava” para si uma promoção ou vantagem que, por direito, caberia a outro.
            Furta o empregador que, auferindo grandes lucros, paga salários de fome, muito aquém da retribuição equitativa, aos que o servem com dedicação, fazendo-se os principais fautores da prosperidade de suas empresas.
            Por outro lado, furta o empregado que não dá, a quem lhe contrata os serviços, toda a produção de que é capaz, ou usando de artimanhas, se prevalece de preceito legais para ganhar sem trabalhar.
            O estudante que, por preguiça, não cuida de seus deveres, furta os pais, que tanto se sacrificam para mantê-los na escola e, se recorre à “cola” nos dias de prova, furta também aos colegas honestos a classificação melhor a que eles fazem jus. (Páginas de espiritismo cristão. O furto. Rodolfo Calligaris)

            Não disse Deus: “Não roubarás?” E Jesus não disse: “Dai a César o que é de César?(O Livro dos Espíritos. Questão 882. Allan Kardec).

            Em todo lugar do mundo, o homem encontrará sempre, de acordo com os seus próprios merecimentos, a figura de César, simbolizada no governo estatal.  Maus homens, sem dúvida, produzirão maus estadistas.  Coletividades ociosas e indiferentes receberão administrações desorganizadas.  De qualquer modo, a influência de César cercará a criatura, reclamando-lhe a execução dos compromissos materiais. É imprescindível dar-lhe o que lhe pertence.  O aprendiz do Evangelho não deve invocar princípios religiosos ou idealismo individual para eximir-se dessas obrigações.  Se há erros nas leis, lembremos a extensão de nossos débitos para com a Providência Divina e colaboremos com a governança humana, oferecendo-lhe o nosso concurso em trabalho e boa-vontade, conscientes de que desatenção ou revolta não nos resolvem os problemas.  Preferível é que o discípulo se sacrifique e sofra a demorar-se em atraso, ante as leis respeitáveis que o regem, transitoriamente, no plano físico, seja por indisciplina diante dos princípios estabelecidos ou por doentio entusiasmo que o tente a avançar demasiadamente na sua época. (Pão Nosso. Espírito Emmanuel. Item 102. Psicografado por Chico Xavier).

            A questão proposta a Jesus era motivada pela circunstância de que os judeus, abominando o tributo que os romanos lhes impunham, haviam feito do pagamento desse tributo uma questão religiosa. Numeroso partido se fundara contra o imposto (1). O pagamento deste constituía, pois, entre eles, uma irritante questão de atualidade, sem o que nenhum senso teria a pergunta feita a Jesus: "É-nos lícito pagar ou deixar de pagar a César o tributo?" Havia nessa pergunta uma armadilha. Contavam os que a formularam poder, conforme a resposta, excitar contra ele a autoridade romana, ou os judeus dissidentes. Mas "Jesus, que lhes conhecia a malícia", contornou a dificuldade, dando-lhes uma lição de justiça, com o dizer que a cada um seja dado o que lhe é devido.

            Esta sentença: "Dai a César o que é de César", não deve, entretanto, ser entendida de modo restritivo e absoluto. Como em todos os ensinos de Jesus, há nela um princípio geral, resumido sob forma prática e usual e deduzido de uma circunstância particular. Esse princípio é conseqüente daquele segundo o qual devemos proceder para com os outros como queiramos que os outros procedam para conosco. Ele condena todo prejuízo material e moral que se possa causar a outrem, toda postergação de seus interesses. Prescreve o respeito aos direitos de cada um, como cada um deseja que se respeitem os seus. Estende-se mesmo aos deveres contraídos para com a família, a sociedade, a autoridade, tanto quanto para com os indivíduos em geral. ( O Evangelho Segundo o Espiritismo. Cap. 11. Itens 6 e 7. Allan Kardec)

            Os bens da Terra pertencem a Deus, que os distribui a seu grado, não sendo o homem senão o usufrutuário, o administrador mais ou menos íntegro e inteligente desses bens. Tanto eles não constituem propriedade individual do homem, que Deus freqüentemente anula todas as previsões e a riqueza foge àquele que se julga com os melhores títulos para possuí-la.

            (...) Contas serão pedidas até mesmo de um único ceitil mal ganho, isto é, com prejuízo de outrem.  (O Evangelho Segundo o Espiritismo. Cap. 16. Item 10. Allan Kardec).

            Uma família enriquece-se à custa de outra, um povo subjuga outro e plana em seu seio a ruína e a desolação, uma raça procura aniquilar outra, eis porque há famílias, povos e raças, sobre os quais pesa a pena de Talião.

            Quem com ferro fere, com ferro será ferido", disse Cristo. Estas palavras podem ser assim traduzidas: aquele que derramar sangue verá ser derramado o seu; aquele que levar o incêndio à casa do outro, verá ateado o incêndio na sua; aquele que roubar, será roubado; aquele que escravizar ou maltratar o fraco, será fraco, escravizado e maltratado; quer seja um indivíduo, uma nação ou uma coletividade, são solidários no bem como no mal feito em comum. (Obras póstumas. Expiações coletivas. Allan Kardec).

            O principio, segundo o qual ele é apenas depositário da fortuna de que Deus lhe permite gozar durante a vida, tira ao homem o direito de transmiti-la aos seus descendentes?

            O homem pode perfeitamente transmitir, por sua morte, aquilo de que gozou durante a vida, porque o efeito desse direito está subordinado sempre à vontade de Deus, que pode, quando quiser, impedir que aqueles descendentes gozem do que lhes foi transmitido. Não é outra a razão por que desmoronam fortunas que parecem solidamente constituídas. E, pois, impotente a vontade do homem para conservar nas mãos da sua descendência a fortuna que possua. Isso, entretanto, não o priva do direito de transmitir o empréstimo que recebeu de Deus, uma vez que Deus pode retirá-lo, quando o julgue oportuno. - (São Luís. Paris, 1860. O Evangelho Segundo o Espiritismo. Cap. 16. Item 15. Allan Kardec).

            No livro ''Nosso Lar'', André Luiz questiona sobre o direito da propriedade na colônia espiritual e Laura esclarece da seguinte forma:

            ''Tal como se dá na Terra, a propriedade aqui é relativa. Nossas aquisições são feitas à base de horas de trabalho. O bônus-hora, no fundo, é o nosso dinheiro. Quaisquer utilidades são adquiridas com esses cupons, obtidos por nós mesmos, a custa de esforço e dedicação. As construções em geral representam patrimônio comum, sob controle da Governadoria; cada família espiritual, porém, pode conquistar um lar (nunca mais que um), apresentando trinta mil bônus-hora, o que se pode conseguir com algum tempo de serviço. Nossa morada foi conquistada pelo trabalho perseverante de meu esposo, que veio para a esfera espiritual muito antes de mim. Dezoito anos estivemos separados pelos laços físicos, mas sempre unidos pelos elos espirituais. Ricardo, porém, não descansou. Recolhido ao "Nosso Lar", depois de certo período de extremas perturbações, compreendeu imediatamente a necessidade do esforço ativo, preparando-nos um ninho para o futuro. Quando cheguei, estreamos a habitação que ele organizara com esmero, acentuando-se nossa ventura. Desde então, meu esposo ministrou-me conhecimentos novos. Minhas lutas na viuvez haviam sido intensas. Muito moça ainda, com os filhos tenros, tive de enfrentar serviços rudes. A custa de testemunhos difíceis, proporcionei aos rebentos de nossa união os valores educativos, de que eu podia dispor, habituando-os, porém, muito cedo, aos trabalhos árduos. Compreendi, depois, que a existência laboriosa me livrara das indecisões e angústias do Umbral, por colocar-me a coberto de muitas e perigosas tentações. O suor do corpo ou a preocupação justa, nos campos de atividade honesta, constituem valiosos recursos para a elevação e defesa da alma.'' (Nosso lar.Cap.21. Espírito André Luiz. Psicografado por Chico Xavier).

            ''Cada habitante de "Nosso Lar" recebe provisões de pão e roupa, no que se refere ao estritamente necessário; mas os que se esforçam na obtenção do bônus-hora conseguem certas prerrogativas na comunidade social. O espírito que ainda não trabalha, poderá ser abrigado aqui; no entanto, os que cooperem podem ter casa própria. O ocioso vestirá, sem dúvida; mas o operário dedicado vestirá o que melhor lhe pareça; compreendeu? Os inativos podem permanecer nos campos de repouso, ou nos parques de tratamento, favorecidos pela intercessão de amigos; entretanto, as almas operosas conquistam o bônus-hora e podem gozar a companhia de irmãos queridos, nos lugares consagrados ao entretenimento, ou o contacto de orientadores sábios, nas diversas escolas dos Ministérios em geral.''

            (....) André Luiz questiona também: E o problema da herança?

            '' Não temos aqui demasiadas complicações - respondeu a senhora Laura, sorrindo. Vejamos, por exemplo, o meu caso. Aproxima-se o tempo do meu regresso aos planos da crosta. Tenho comigo três mil Bônus-Hora-Auxílio, no meu quadro de economia pessoal. Não posso legá-los a minha filha que está a chegar, por que esses valores serão revertidos ao patrimônio comum, permanecendo minha família apenas com o direito de herança ao lar; no entanto, minha ficha de serviço autoriza-me a interceder por ela e preparar-lhe aqui trabalho e concurso amigo, assegurando-me, igualmente, o valioso auxílio das organizações de nossa colônia espiritual, durante minha permanência nos círculos carnais. Nesse cômputo, deixo de referir-me ao lucro maravilhoso que adquiri no capítulo da experiência, nos anos de cooperação no Ministério do Auxílio. Volto à Terra, investida de valores mais altos e demonstrando qualidades mais nobres de preparação ao êxito desejado. ''(Nosso lar.Cap.22. Espírito André Luiz. Psicografado por Chico Xavier).

 

Comentário (1): De toda a dominação romana, o imposto foi o que os judeus mais dificilmente aceitaram e o que mais irritação causou entre eles. Dai nasceram várias revoltas, fazendo-se do caso uma questão religiosa, por ser considerada contrária à Lei. Constituiu-se, mesmo, um partido poderoso, a cuja frente se pôs um certo Judá, apelidado o Gaulonita, tendo por principio o não pagamento do imposto, Os judeus, pois, abominavam a este e, como consequência, a todos os que eram encarregados de arrecadá-lo, donde a aversão que votavam aos publicanos de todas as categorias, entre os quais podiam encontrar-se pessoas muito estimáveis, mas que, em virtude das suas funções, eram desprezadas, assim como os que com elas mantinham relações, os quais se viam atingidos pela mesma reprovação. Os judeus de destaque consideravam um comprometimento ter com eles intimidade. (O Evangelho Segundo o Espiritismo. Introdução. Publicanos. Allan Kardec)

 

Bibliografia:

- O Livro dos Espíritos. Questão 880, 881, 882, 883 e 884. Allan Kardec.

- O Evangelho Segundo o Espiritismo. Introdução: Publicanos. Cap. 11, itens 6 e 7. Cap. 16, itens 10 e 15 .Allan Kardec.

- Obras póstumas. Expiações coletivas. Allan Kardec.

- As leis morais. Cap. 40. O Direito de propriedade. Rodolfo Calligaris.

- Páginas de espiritismo cristão. O furto. Rodolfo Calligaris.

- Pão Nosso. Espírito Emmanuel. Item 102. Psicografado por Chico Xavier.

- Nosso lar.Cap.21 e 22. Espírito André Luiz. Psicografado por Chico Xavier.